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Mostrando postagens com o rótulo Jimi Hendrix

Blues (1994): a compilação que revela a verdadeira essência de Jimi Hendrix

Lançado postumamente em 1994, Blues é uma compilação que vai além do caráter arquivístico. Ao reunir gravações feitas entre 1966 e 1970, o disco funciona como uma espécie de radiografia do DNA musical de Jimi Hendrix, expondo com clareza o quanto sua arte sempre esteve enraizada no blues, mesmo nos momentos mais psicodélicos e experimentais de sua carreira. A curadoria equilibra demos, takes alternativos, jams de estúdio e registros ao vivo, criando uma audição surpreendentemente coesa. Não há aqui a grandiosidade de álbuns como Electric Ladyland (1968), mas sim algo mais cru e direto: o contato imediato com o feeling de Hendrix, com sua forma única de dobrar notas, manipular timbres e transformar estruturas simples em experiências intensas. Entre os destaques, “Hear My Train A Comin’” aparece em versão acústica e revela um Hendrix íntimo, quase vulnerável, conduzindo a faixa com precisão emocional impressionante. Já “Red House”, aqui na gravação que está no clássico Are You Exp...

Axis: Bold as Love (1967): o momento em que Jimi Hendrix assume o controle do próprio universo

Entre o impacto imediato de Are You Experienced (1967) e a ambição quase sem limites de Electric Ladyland (1968) , Axis: Bold as Love (1967) costuma ocupar um lugar curioso na discografia de Jimi Hendrix. Para alguns, é o “disco do meio”. Porém, ele é justamente o ponto em que Hendrix começa a dominar por completo o próprio universo criativo não mais apenas como guitarrista revolucionário, mas como compositor, arranjador e arquiteto sonoro. Axis aprofunda a psicodelia apresentada no debut, mas faz isso de forma mais controlada, quase elegante. Há menos urgência juvenil e mais consciência estética. A guitarra continua sendo o centro de tudo, claro, mas agora ela serve às canções, às melodias e às atmosferas, e não apenas ao choque imediato. Logo na abertura, “Up from the Skies” deixa claro que este não será um disco de explosões constantes. O clima etéreo, o groove quase jazzístico e o uso criativo do wah-wah mostram um Hendrix interessado em textura, espaço e sutileza. “Spanish ...

10 das capas mais polêmicas do rock

Rock e polêmica sempre andaram juntos, e não só na música. Há centenas de casos de capas de discos que geraram discussão, e pelos mais diversos assuntos. Abaixo estão dez exemplos: The Black Crowes – Amorica (1994) A imagem dos pelos pubianos em close que estampa a capa do terceiro álbum do Black Crowes, o ótimo Amorica , foi retirada da edição comemorativa do bicentenário da independência dos Estados Unidos da revista Hustler, publicada em julho de 1976 por uma das mais tradicionais revistas adultas do país.  Ainda que a capa original, que foca em uma mulher usando uma tanga sensual com a bandeira dos EUA e os pelos vazando para fora, tenha realmente chegado às lojas, as grandes redes do país exigiram – e conseguiram – que uma versão alternativa fosse produzida. O resultado é que o disco acabou ficando com duas capas diferentes: a original e uma mais clean que mostra apenas o triângulo com a bandeira dos EUA sobre a genital feminina. Blind Faith - Blind Faith (1969) O p...

Review: Jimi Hendrix – Band of Gypsys (1970)

É emblemático que o show presente em Band of Gypsys tenha sido gravado na exata transição entre os anos 1960 e a década de 1970. O último álbum lançado por Jimi Hendrix em vida traz a apresentação realizada pelo guitarrista na virada de ano, iniciando na noite de 31 de dezembro de 1969 e terminando na madrugada de 1 de janeiro de 1970. O palco do Fillmore East, em Nova York, presenciou a estreia da nova banda de Hendrix ao lado do baixista Billy Cox e do vocalista e baterista Buddy Miles, um power trio de músicos pretos fazendo uma alquimia sonora absolutamente maravilhosa. Unindo rock, funk e rhythm blues, tudo turbinado pela absoluta liberdade e energia das apresentações ao vivo que proporcionaram jams inspiradíssimas, Band of Gypsys antecipou o funk rock. Jimi se aproximou de Billy e Buddy após a sua antológica apresentação em Woodstock. Hendrix queria um novo caminho musical e dava pistas disso com a famosa parceria nunca concretiza com Miles Davis, por exemplo. Influenciado po...

Os melhores guitarristas de todos os tempos

Quem são? Onde vivem? O que comem? O que escutam? Para responder essa pergunta, elaborei o seguinte método: pesquisei listas similares e elaborei um sistema de pontos, com cada posição em cada lista tendo um peso diferente. Ao todo foram dez listas diferentes, incluindo levantamentos feitos pela Rolling Stone, Guitar World, Louder e outros veículos. O resultado você confere no vídeo abaixo. E não se esqueça de assinar o canal, ativar o sininho, conhecer a nossa campanha de membros com benefícios exclusivos a partir de R$ 2,99 mensais e também de colocar nos comentários do vídeo quais são os seus guitarristas preferidos de todos os tempos. Divirta-se!

50 anos sem Jimi Hendrix

Jimi Hendrix faleceu há exatos 50 anos. O mítico guitarrista foi encontrado morto no dia 18 de setembro de 1970, e vários aspectos do caso ainda geram discussão.   Hendrix passou grande parte do dia 17 de setembro com a patinadora e pintora alemã Monika Dannemann, sua última namorada, em Londres, e ela foi a   única testemunha de suas horas finais. Dannemann disse que preparou uma refeição para eles em seu apartamento no Samarkand Hotel por volta das 23h, quando compartilharam uma garrafa de vinho. Ela o levou para a residência de um conhecido por volta de 1h45, onde ele permaneceu por cerca de uma hora antes que ela o pegasse e os levasse de volta para seu apartamento às 3h da manhã. Monika disse que conversou com Jimi até por volta das 7h da manhã, quando foram dormir. Ela acordou aproximadamente às 11h e encontrou Hendrix respirando, mas inconsciente e sem resposta. Monika chamou então uma ambulância às 11h18, que chegou às 11h27. Os paramédicos transportaram Hendrix pa...

Electric Ladyland, clássico de Jimi Hendrix, ganha edição especial de 50 anos

Electric Ladyland , o clássico terceiro álbum do The Jimi Hendrix Experience, está ganhando uma edição especial de 50 anos pela Legacy Recordings, selo da Sony Music. A nova versão chegará às lojas dia 9 de novembro em duas configurações: CD triplo + Blu-ray e LP sêxtuplo + Blu-ray.  O trabalho foi remasterizado por Bernie Grundman a partir das fitas analógicas originais, e o pacote inclui uma mixagem 5.1 Surround Sound. Entre os extras, temos a inclusão de faixas do Electric Ladyland: The Early Tapes , com demos e outtakes; Jimi Hendrix Experience: Live at the Hollywood Bowl 9/14/68 , com faixas ao vivo inéditas; o documentário At Last … The Beginning: The Making of Electric Ladyland ; e um livro de 48 páginas.  O material conta com uma nova capa, que traz uma foto clicada por Linda McCartney que mostra a banda e uma criança na estátua de Alice in Wonderland, localizado no Central Park, em Nova York. Essa foto era a escolha do próprio Hendrix para a capa, porém ...

Ouça versão inédita de Jimi Hendrix para “Mannish Boy”, clássico de Muddy Waters

Um dos atrativos de Both Sides of the Sky, compilação de material inédito de Jimi Hendrix que será lançada em 9 de março, é a versão para “Mannish Boy”, um dos maiores clássicos de Muddy Waters. Hendrix, como de hábito, desconstrói a música e insere muito mais groove, além de brilhar na guitarra, como esperado. A gravação conta com Billy Cox no baixo e Buddy Miles na bateria, o trio que ficou conhecida como Band of Gypsys e gravou o disco homônimo lançado em 1970. A produção é de Eddie Kramer. Divirta-se abaixo:

Novo álbum póstumo de Jimi Hendrix será lançado em março

A Experience Hendrix, empresa que administra o catálogo de Jimi Hendrix, revelou que lançará em um novo álbum póstumo do lendário guitarrista norte-americano em 2018. Both Sides of the Sky chegará às lojas dia 9 de março e trará treze faixas, sendo que dez delas são gravações inéditas. O disco encerra a trilogia de trabalhos que cavaram o arquivo de Hendrix e deram ao mundo os álbuns Valleys of Neptune (2010) e People, Hell and Angels (2013). A grande maioria das músicas presentes em Both Sides of the Sky foi gravada entre 1969 e 1970 com a Band of Gypsys, trio que Hendrix montou com o baixista Billy Cox e o baterista Buddy Miles.  Um dos atrativos é a participação de Stephen Stills em duas músicas que estarão no disco: “$20 Fine” e “Woodstock" - ainda não há confirmação, mas é bem provável que essa última seja uma versão para o clássico do Crosby, Stills, Nash & Young presente no álbum Déjà Vu (1970). Outras participações especiais são as de Johnn...

Box de Jimi Hendrix ganha primeira edição em vinil no mercado europeu

A Sony lançará dia 27 de outubro uma nova versão do box The Jimi Hendrix Experience . A caixa chegou ao mercado em 2000 e foi relançada inúmeras vezes, sempre com CDs. Nesta vez, no entanto, ela ganhará a sua primeira prensagem em vinil no mercado europeu, pois já havia sido lançada no formado no mercado norte-americano. Tratam-se de 8 LPs que trazem faixas ao vivo e de estúdio gravadas entre 1966 e 1970, muitas delas nunca lançadas até aparecerem neste box. O tracklist engloba desde a primeira música gravada pelo Experience em outubro de 1966 e vai até a última sessão realizada pelo trio, em agosto de 1970, no Electric Lady Studios. Ao todo são 56 faixas, conforme o tracklist abaixo: Side 1 1. Purple Haze (DeLane Lea Studios, London, UK, January 11, 1967) 2. Killing Floor (Live at the Olympia Theater, Paris, France October 18, 1966) 3. Hey Joe (Live at the Olympia Theater, Paris, France October 18, 1966) 4. Foxey Lady (CBS Studios, London, UK, December 13,...

Uma coleção de street arts homenageando ícones do rock

O rock é pop. É um fenômeno popular. Faz parte da cultura pop. E, como tal, está sujeito às mais diversas reações.  O que temos abaixo é uma compilação de street arts trazendo ícones da música. Homenagens e tributos traduzidos através do talento de seus autores, resultando em belas telas presentes em nosso cotidiano. Aumente o volume de seus olhos e curta!

Discoteca Básica Bizz #025: Jimi Hendrix - Electric Ladyland (1968)

Hendrix transformou a linguagem e expandiu os horizontes da guitarra elétrica no rock. Sua concepção musical transpunha as fronteiras das classificações, resgatando toda a tradição da música negra, ao mesmo tempo que apontava as principais tendências que viriam a emergir na década de 1970 (heavy metal, jazz rock, progressivo). A naturalidade com que arrancava - de inúmeras maneiras - inacreditáveis solos de sua Fender e criava melodias com efeitos de pedais e microfonias, era espantosa. Jimi ao vivo - incendiário em Monterey ou lançando bombas no hino nacional americano em Woodstock - fazia de sua guitarra uma extensão de seu próprio corpo e alma. Mas também existia um outro Jimi, aquele dos estúdios e jam sessions, um experimentador fascinado pelo desenvolvimento das técnicas de gravação e efeitos, e que mais tarde montaria seu próprio estúdio (o Electric Lady, em Nova York).  A interação mais perfeita dessas duas facetas de Jimi ocorre exatamente no terceiro e último...