Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Machine Head

The Blackening (2007): o renascimento definitivo do Machine Head

The Blackening (2007) é mais do que um dos pontos mais altos na discografia do Machine Head: é um reposicionamento estético e conceitual que redefine completamente o alcance da banda. Se, até então, o grupo orbitava entre momentos de grandeza e decisões controversas, aqui há uma ruptura clara: a escolha deliberada por ambição, densidade e permanência. Essa transformação começa na arquitetura das composições. O álbum abandona a lógica de impacto imediato em favor de uma construção progressiva, em que cada faixa se comporta como uma narrativa interna. “Clenching the Fists of Dissent” funciona quase como um manifesto de abertura: introdução atmosférica, explosão rítmica, alternância de climas e um desenvolvimento que estabelece o tom épico do disco. Não se trata apenas de músicas longas: trata-se de músicas pensadas em camadas, com tensão, resolução e recorrência temática. Esse aspecto estrutural dialoga diretamente com a tradição do thrash metal mais sofisticado, especialmente aquele...

The Burning Red (1999): o álbum que dividiu os fãs e redefiniu o Machine Head

The Burning Red (1999) permanece como um dos capítulos mais controversos da discografia do Machine Head. Mais do que uma simples mudança estética, o disco representa o momento em que a banda decidiu confrontar expectativas e explorar um território que, na virada do milênio, dominava o metal mainstream. Até então, o grupo liderado por Robb Flynn havia se estabelecido como um dos nomes mais promissores do groove metal com Burn My Eyes (1994) e The More Things Change… (1997). Ambos apresentavam riffs pesados, agressividade constante e uma abordagem direta que dialogava com o legado de bandas como Pantera e Sepultura. Com The Burning Red , no entanto, a banda decidiu romper com essa identidade consolidada. A principal transformação está na sonoridade. O disco mergulha em elementos associados ao nu metal que dominava o final dos anos 1990, aproximando-se da estética popularizada por grupos como Korn e Limp Bizkit. Isso aparece em diversos aspectos: grooves mais cadenciados, riffs sim...

Burn My Eyes (1994): o álbum que colocou o Machine Head no mapa do metal mundial

Um dos pilares fundamentais do groove metal dos anos 1990, Burn My Eyes , álbum de estreia do Machine Head, chegou em um momento de transição do metal: o thrash tradicional estava em declínio comercial, o grunge dominava as paradas e o metal precisava encontrar novas formas de se conectar a uma geração que cresceu ouvindo tanto Metallica quanto Pantera e Biohazard. Formado em Oakland, na Califórnia, o Machine Head canalizou influências do thrash da Bay Area, da ferocidade do hardcore novaiorquino e da pegada arrastada do groove metal texano para criar um som denso, pesado e urbano. As guitarras afinadas em tons mais graves, a percussão seca e os riffs marcados transformaram Burn My Eyes em um manifesto de agressividade contemporânea. Ao lado de Vulgar Display of Power (1992), do Pantera, e Chaos A.D. (1993), do Sepultura, o álbum ajudou a definir a sonoridade que dominaria boa parte da década. Entre as faixas, “Davidian” é um clássico absoluto, com o refrão eternizado como grito ...

Machine Head e a fúria de The More Things Change... (1997)

Lançado em 25 de março de 1997, The More Things Change... é o segundo álbum da banda norte-americana Machine Head, sucedendo o aclamado Burn My Eyes (1994). Produzido por Colin Richardson e pela própria banda, o disco aprofunda e expande a sonoridade agressiva do debut, mantendo a essência do groove metal enquanto incorpora elementos mais sombrios e pesados. Na época do lançamento, o Machine Head já havia se estabelecido como um dos nomes mais promissores do metal moderno. Com The More Things Change... , a banda optou por uma abordagem ainda mais densa e visceral, com afinações mais graves e letras carregadas de raiva e frustração. O álbum mantém a base groove metal, mas apresenta nuances de thrash e até mesmo sludge metal em certas passagens. As guitarras de Robb Flynn e Logan Mader criam uma parede sonora robusta, com riffs pesados e cortantes. A bateria de Dave McClain, que fazia sua estreia na banda, adiciona uma dinâmica sólida e versátil, enquanto o baixo de Adam Duce refor...

Review: Machine Head – Of Kingdom and Crown (2022)

Ainda que o Machine Head se apegue em uma fórmula em seu novo álbum, ela é extremamente eficaz e foi desenvolvida pela própria banda. E essa característica é comum aos grandes nomes da música, diga-se de passagem: criar uma sonoridade original e conquistar o público através de suas próprias ideias. É o que ouvimos em Of Kingdom and Crown . Décimo álbum do grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Robb Flynn, o álbum marca um novo começo para o Machine Head. Sucessor do subestimado Catharsis (2018), que muitos não assimilaram bem devido às sempre presentes experimentações conduzidas por Flynn, o novo disco marca a estreia do guitarrista Waclaw “Vogg” Kieltyka (chefão do Decapitated, um dos nomes mais tradicionais do death metal polonês) e do baterista Matt Alston (ex-Sanctorum) – no entanto, a bateria foi gravada por Navene Koperweis, fenomenal instrumentista com passagem pelo Animals As Leaders e The Faceless. Vogg e Matt entraram nos lugares de Phil Demmel, que retornou ao Vio-le...

Nova banda une Bobby Ellsworth, Phil Demmel e Mike Portnoy

Novo supergrupo na área. O BPMD traz as iniciais dos seus quatro integrantes, que são nada mais nada menos que o vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth (Overkill), o guitarrista Phil Demmel (Machine Head, Vio-lence), o baixista Mark Mengui (Metal Allegiance) e o baterista Mike Portnoy (Dream Theater, Sons of Apollo, The Winery Dogs). O quarteto lançará o seu disco de estreia, intitulado American Made , em breve, e o álbum trará releituras para clássicos de bandas norte-americanas dos anos 1970 como ZZ Top, Lynyrd Skynyrd, Aerosmith e Grand Funk Railroad. Demmel deu mais detalhes sobre o projeto: “ Fizemos versões metalizadas de todas essas músicas. Algumas gravadoras se interessaram e o plano é lançar o disco até março. A ideia veio de Mark Menghi e surgiu quando ele estava ao lado de sua fogueira enquanto acampava ouvindo Lynyrd Skynyrd e percebeu que queria gravar canções como aquelas. Ele nos ligou, voamos para a casa de Portnoy e lá escolhemos as músicas. Cada um de nós e...

Review: Machine Head – Unto the Locust (2011)

Em 1991, o guitarrista Robb Flynn integrava o Vio-lence, uma das mais promissoras e até hoje cultuadas bandas de thrash da Bay Area. Porém, conflitos após a gravação do EP Torture Tactics (1991) fizeram com que os integrantes chegassem às vias de fato, com agressões físicas mútuas. Flynn decidiu então buscar novos ares e saiu em busca do objetivo de ter uma banda pra chamar de sua. Foi assim que nasceu o Machine Head. O baixista Adam Duce foi o primeiro recrutado, seguido pelo guitarrista Logan Mader e pelo baterista Tony Constanza. Já com Chris Kontos no lugar de Tony, o quarteto estreou com tudo com o fenomenal Burn My Eyes (1994), um dos grandes debut da história do metal. O nível seguiu alto com o disco seguinte, The More Things Change ... (1997), mas então vieram os controversos The Burning Red (1999) e Supercharger (2001), onde Flynn e sua turma empurraram o cativante thrash metal repleto de groove dos dois discos anteriores pra debaixo do tapete e aproximaram-se ...

Machine Head vai regravar disco de estreia com a nova formação

Robb Flynn revelou para a revista inglesa Kerrang! que o Machine Head regravará o seu clássico disco de estreia com a atual formação. Lançado em 1994, Burn My Eyes apresentou a banda ao mundo e é um dos clássicos do groove metal. Segundo Flynn, a nova versão de Burn My Eyes será disponibilizada no final de 2019 e traz o atual time do Machine Head – Robb, o baixista Jared MacEachern, o guitarrista Logan Mader e o baterista Chris Kontos, reunidos para a turnê que celebrará os 25 anos do disco – tocando o álbum na íntegra no estúdio. De acordo com o vocalista e guitarrista, esta nova versão deverá ser lançada somente nos formatos digitais. Em relação ao line-up que gravou o debut do quarteto, apenas o baixista Adam Duce, que deixou a banda em 2013, não participa do projeto. O Machine Head está também realizando audições para novos integrantes e deve anunciar seus novos guitarrista e baterista nas próximas semanas.

Machine Head celebra 25 anos de Burn My Eyes com turnê com a formação clássica

Após implodir e perder o guitarrista Phil Demmel e o baterista Dave McClain, o Machine Head ficou reduzido ao vocalista e guitarrista Robb Flynn e ao baixista Jared MacEachern. Enquanto o futuro da banda não é definido – e eles abriram audições para novos músicos -, uma volta ao passado foi anunciada. Flynn celebrará os 25 anos do clássico primeiro disco do Machine Head, Burn My Eyes, com uma turnê que contará com a participação do guitarrista Logan Mader e do baterista Chris Kontos, que gravaram o álbum e formaram a banda com Robb Flynn e o baixista Adam Duce no início dos anos 1990. Os shows contarão com duas partes distintas. Na primeira a banda tocará seus sons atuais, já contando com a presença dos novos guitarrista e baterista, que ainda não foram escolhidos. E na segunda parte teremos e execução completa de Burn My Eyes , com Robb e Jared ao lado de Logan e Chris. A tour rolará na Europa a partir de novembro. Após deixar o Machine Head em 1998, Logan Mader tocou ...

Machine Head está gravando novo material

O Machine Head postou um vídeo stories em seu perfil no Instagram, onde se vê a banda gravando novas músicas. Segundo o vocalista e guitarrista Robb Flynn, a banda está "registrando algumas novas faixas " que ele classificou como " novo peso ". Além de Flynn, o Machine Head conta atualmente apenas com o baixista Jared MacEachern, que entrou no grupo em 2013 substituindo um dos fundadores do quarteto, Adam Duce. O guitarrista Phil Demmel e o baterista Dave McClain deixaram a banda em 2018 após a turnê do disco mais recente dos norte-americanos, Catharsis , por divergências criativas e administrativas com Flynn. Não há ainda informações sobre quem serão os novos guitarrista e baterista do Machine Head, e nem se a banda pretende lançar um novo álbum em um futuro próximo.

Phil Demmel fala sobre o Machine Head: "A banda virou um projeto solo de Robb Flynn"

Conversando com o podcast Talk Toomey, o guitarrista Phil Demmel falou sobre os últimos anos do Machine Head e como a banda se transformou em uma espécie de projeto solo de Robb Flynn. Segundo Demell: " Não vou falar mal sobre a separação ou sobre Robb. Acho que ele é um músico incrível, e os tempos que eu tive com o Machine Head também foram incríveis. Mas os últimos anos não foram. Nós simplesmente não trabalhamos mais como pessoas. Acho que Robb se desviou do caminho de ser uma banda. Ele permaneceu em seu caminho. Em vez de estarmos todos com o mesmo objetivo ou pedindo para estar no mesmo caminho, tudo simplesmente se tornou algo como 'é isso que estamos fazendo agora, sigam-me'. Houve momentos em que escrevi o que gosto. Eu escrevi a maior parte de 'California Bleeding', mas depois Robb escreveu as letras em cima disso, e eu só queria… Eu e Dave McClain falamos sobre isso, tipo, 'Foda-se! Eu gostaria de poder pegar meus riffs de volta. Não, não é pa...

Adam Duce, ex-baixista do Machine Head, critica caminho atual da banda

Respondendo a um fã que postou em sua rede social dizendo que sentia falta de Duce no Machine Head, o ex-baixista da banda norte-americana deixou claro o que sente pelo grupo e, principalmente, pelo vocalista e guitarrista Robb Flynn. Leia abaixo: “ Eu não tinha ouvido nada da banda deste então, nem escutei uma música desde que saí. Na minha opinião fiquei tempo demais no Machine Head, por assim dizer. Eu sabia que o narcisista iria bater o navio em algum momento e fique apenas observando a maneira como ele se aproximava do que foi feito em Unto the Locust ”. Adam Duce fundou o Machine Head com Robb Flynn em 1991 e deixou a banda em fevereiro de 2013.

Review: Machine Head - Catharsis (2018)

Nono álbum do Machine Head, Catharsis apresenta uma mudança em relação aos quatro últimos discos da banda norte-americana. A retomada da sonoridade thrash em Through the Ashes of Empires (2003), a consolidação de uma nova fase no estupendo The Blackening (2007), o fantástico exercício de composição de Unto the Locust (2011) e sua continuação em Bloodstone & Diamonds (2014) têm os seus reflexos obviamente, mas eles não são os únicos elementos a ditar o caminho do novo trabalho da banda liderada pelo vocalista e guitarrista Robb Flynn. O que ouvimos no álbum é um passeio por todas as fases da carreira do Machine Head, abrangendo todos os discos lançados pelo quarteto desde Burn My Eyes (1994) até Bloodstone & Diamonds , o que inclui no pacote os experimentos com o nu metal nos controversos The Burning Red (1999) e Supercharger (2001). Isso é ruim? Não necessariamente. Flynn utiliza todo o seu cartel de opções e constrói um álbum que indiscutivelmente atira para vá...

“Kaleidoscope”, novo clipe do Machine Head

O Machine Head divulgou mais uma música de seu novo disco, Catharsis . Desta vez temos “Kaleidoscope”, que ganhou um clipe bem psicodélico e com forte impacto visual. Tô começando a ficar preocupado: de todas as músicas divulgadas pela banda norte-americana até agora, todas soaram fracas para os meus ouvidos. As experimentações propostas por Robb Flynn e sua turma afastaram o quarteto do caminho ótimo e épico dos discos mais recentes, levando a banda ao encontro de seus álbuns mais nu metal, lançados durante a década de 1990 e 2000. Se isso realmente se confirmar, será uma pena. Catharsis é o nono álbum dos norte-americanos e será lançados dia 26 de janeiro pela Nuclear Blast. Assista ao clipe de “Kaleidoscope" abaixo:

“Catharsis”, novo clipe do Machine Head

O Machine Head divulgou o clipe da faixa-título de seu novo disco, Catharsis . O álbum será lançado dia 26 de janeiro pela Nuclear Blast. A música é bastante superior à “Beyond the Pale”, canção que também estará no novo trabalho da banda norte-americana e havia sido disponibilizada há algumas semanas. Em “Catharsis" temos o apelo emocional característico da banda de Robb Flynn aliado à belas melodias e linhas vocais inspiradas. Assista abaixo:

Ouça “Beyond the Pale”, nova música do Machine Head

O Machine Head divulgou a inédita “Beyond the Pale”, primeira prévia de seu novo disco, Catharsis . O nono álbum da banda norte-americana será lançado dia 26 de janeiro pela Nuclear Blast. O disco é o sucessor de Bloodstone & Diamonds (2014). Você pode ouvir “Beyond the Pale” no player abaixo:

Machine Head lançará novo disco em janeiro

O Machine Head lançará em janeiro o seu novo disco. O álbum tem o título de Catharsis e é o sucessor de Bloodstone & Diamonds (2014). Nono trabalho da banda norte-americana, Catharsis tem produção de Robb Flynn e Zack Ohren, e foi gravado no Sharkbite Studios em Oakland, na California. O disco será lançado pela Nuclear Blast, mas ainda não teve a sua data anunciada. Como a banda também já revelou as datas da turnê norte-americana de promoção do trabalho, que iniciará dia 25/01 em Phoenix, é correto supor que o álbum será lançado na segunda quinzena de janeiro.  A capa de Catharsis também não foi divulgada até o momento, mas a arte do pôster da tour traz uma imagem que pode indicar como será a capa do disco.

Aniversário de 50 anos de Robb Flynn rendeu boas versões para clássicos do rock

Robb Flynn, líder do Machine Head, comemorou 50 anos em grande estilo com uma festa reunindo amigos no último sábado, dia 22 de julho. Na ocasião, como era de se esperar, rolaram algumas jams entre os músicos presentes. Duas delas estão abaixo: as versões para “Stop Draggin’ My Heart Around” de Stevie Nicks e Tom Petty, e o tributo a Chris Cornell com “Hunger Strike” do Temple of the Dog. Assista:

Machine Head está compondo material para novo disco

O Machine Head confirmou que está escrevendo novas músicas para o seu novo disco. O álbum é o sucessor de Bloodstone & Diamonds (2014) e está em seu processo inicial de composição, o que significa que será lançado apenas em 2018, a princípio. A banda postou uma imagem em seu Instagram dentro de um estúdio de gravação, onde na mesa de som é possível ver um adesivo com a frase “ distort everything ”, mesma frase utilizada por Kurt Ballou, guitarrista do Converge, em suas produções. Além de músico, Ballou possui também uma extensa carreira como produtor, tendo no currículo discos de bandas como Torche, Kvelertak e Every Time I Die. Isso pode ser tanto uma pista sobre uma possível colaboração entre ambos ou que Kurt Ballou produzirá o novo disco do Machine Head, o que seria uma ruptura com o modelo atual da banda americana, já que Flynn assinou também a produção dos últimos quatro álbuns de estúdio da banda norte-americana.

“Eye of Chaos”, novo clipe do Once Human

Logan Mader foi guitarrista do Machine Head entre 1992 e 1998 (o cara gravou os clássicos Burn My Eyes de 1994 e The More Things Change … de 1997), saiu do grupo e passou pelo Soulfly até formar o Once Human em 2014. A banda lançou o seu primeiro álbum, The Life I Remember , em 2015, e soltará o segundo no início de 2017. Evolution chegará às lojas em 20 de janeiro pela earMUSIC, e o primeiro single já está disponível. “Eye of Chaos” traz um death metal melódico bastante atual, com os vocais guturais de Laurent Hart. Se você curte Arch Enemy e sons nessa praia, vale ouvir: