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Mostrando postagens com o rótulo Mutantes

Arnaldo Baptista lança álbum com remixes de DJs e produtores

O lendário Arnaldo Baptista, cérebro criativo dos Mutantes, está de álbum novo. To Burn Or Not To Burn é uma compilação de remixes que parte da música título, lançado em Let it Bed (2004), e apresenta releituras de diversos DJs e produtores para a canção. O material não ganhará lançamento em mídia física a princípio, e estará disponível apenas em forma digital. Abaixo você confere o tracklist de To Burn Or Not To Burn e também uma entrevista exclusiva com Arnaldo sobre o projeto. Tracklist:   1   To Burn or Not to Burn (faixa original produzida por John Ulhoa) 2   To Burn or Not to Burn (Tata Ogan Remix feat Simone Sou na percussão) 3   To Burn or Not to Burn (Flu Remix feat Guri Brasil na guitarra) 4   To Burn or Not to Burn (Bmind Remix feat Roger Brito no trompete) 5   To Burn or Not to Burn (Renato Poletto & Ricardo Koji Remix) 6 To Burn or Not to Burn (DJ Mari Rossi Remix feat Maurício Badé e Kuki Stolarski na percussão) 7 ...

Review: Arnaldo Baptista – Loki? (1974)

O ano era 1974. Seu casamento havia acabado e ele havia largado sem maiores explicações a banda que fundara em meados dos anos 1960 e que agora seguia por outros caminhos. A perspectiva de uma carreira solo se esvaia como uma alucinação das montanhas de ácido lisérgico que consumia. O futuro nunca lhe parecera tão incerto como quando entrou na sala de Roberto Menescal, então diretor artístico da Philips. Queria apresentar um projeto para um disco solo, mas encontrava dificuldades em falar com André Midani, o chefão da companhia. Menescal se dispôs a ir com ele e ouvir o material composto. Notou então que as músicas, assim como o compositor, tinham um tom triste, muito longe do garotão irreverente que conhecia desde 1969. Cantava como se cada música tivesse o poder de extravasar a dor e a confusão que sentia. Ao voltar para o escritório, Menescal comunicou a André Midani que estava disposto a fazer um disco com aquele sujeito. Apesar de ser muito corajoso quando o assunto...

Participe do financiamento coletivo para publicação de livro sobre a discografia dos Mutantes

Com passagens pela MTV, Rolling Stone, Extra e O Globo, a jornalista e escritora Chris Fuscaldo está com um projeto de financiamento coletivo no Catarse para a publicação de Discobiografia Mutante , livro que analise a discografia d’Os Mutantes e traz histórias sobre a lendária banda brasileira.  Chris publicou em 2016 o seu primeiro livro, Discobiografia Legionária , que saiu pela editora LeYa, e foi a responsável pela pesquisa do livro Rock in Rio 30 Anos . Atualmente ela está finalizando a biografia de Zé Ramalho. O livro terá 156 páginas e formato 18,5 x 18,5 cm, capa em papel couchê de 300g, miolo colorido em couchê 115g e lombada. A obra virá com textos em português e inglês, visando alcançar também o mercado internacional. Para participar da campanha, clique aqui  e conheça os diversos valores disponíveis e seus respectivos benefícios. E abaixo você assiste a um vídeo onde Chris fala um pouco sobre o projeto:

Discoteca Básica Bizz #043: Arnaldo Baptista - Loki? (1974)

No pop brasileiro, são raros os que driblaram a barreira linguística e edificaram trabalhos fundamentais. Em meio às síndromes progressivas, à invasão da Nordésia e do rockão pauleira, no início de 1974 o LP em questão surgiu não apenas como antídoto a essas tendências, mas também como uma obra única e radical do rock brasileiro. Gravado em terríveis condições emocionais - Arnaldo havia perdido Rita Lee para sempre -, após sua saída dos Mutantes, o disco conta, além da participação de três ex-integrantes (o baterista Dinho, o baixista Liminha e Rita nos backing-vocals), com arranjos de Rogério Duprat. A gravação, feita às pressas, proporcionou uma pegada inigualável e, dado o seu estado emocional, Loki? acabou por ser o maior tratado existencial do rock brasileiro, algo digno do desespero suicida da nouvelle vague, da dolorosa raiva incontida dos jovens raivosos ingleses e de poetas visionários que enxergaram o lado obscuro da realidade. Arnaldo demonstrou o que signific...

Discoteca Básica Bizz #041: Tropicália ou Panis et Circencis (1968)

" A música não existe (...). Sei que alguma coisa nova se cria a partir daí e o resto não me interessa " (Rogério Duprat). " Ê bumba-iê-iê-boi " (Gilberto Gil & Torquato Neto). " Nara - Pois é... e o Ernesto Nazaré e Chiquinha Gonzaga... e Pixinguinha... Os Mutantes - Pois é... e os Jefferson's Airplane (sic) e os Mamas & the Papas... e... " Maio de 68. Vietnã. Barricadas em Paris. Passeata dos cem mil, Rio de Janeiro. Primavera de Praga. Martin Luther King. Flower power, 2001 - Uma Odisséia no Espaço , de Stanley Kubrick. AI-5. Panteras Negras. Arte pop. Crimes, espaçonaves, guerrilhas. Não são absolutamente memórias pessoais. Fragmentos da iconografia da época. O primeiro passo quando a tarefa é falar de alguma obra emblemática de uma época (sobretudo se você não esteve lá) é pesquisar todo o material disponível para reconstituir o clima e os acontecimentos que foram desaguar naquele produto em particular. Mas um disco-manifesto...

Discoteca Básica Bizz #010: Os Mutantes - Os Mutantes (1968)

A conhecida falta de memória nacional nada mais é do que a falta de disposição, compreensão e competência das instituições - desde o governo até a imprensa especializada - em apoiar a produção e a preservação da cultura brasileira. Não é à toa que muita gente busca no rock americano ou inglês a sua fonte única de inspiração e conhecimento, enquanto as pérolas da MPB permanecem no esquecimento. " Que pérolas? ", pergunta o leitor, atarantado. Pois é. A MPB está na pior - não temos qualquer música vital, forte ou espirituosa. Mas há vinte anos não era assim. Houve a bossa nova, a tropicália (anote aí: "bossa nova" não é uma invenção da vanguarda londrina), coisas que poderiam dar um forte impulso ao rock nacional, em sua busca de identidade. Realmente, não é justo que só a tal "geração AI-5" tenha conhecido o primeiro LP dos Mutantes, lançado em 1968 … eis as pérolas! Pelo ineditismo para a época e pelo seu distanciamento dos clichês roqueiros,...

Tom Zé na Jornada e os Mutantes no exterior

Por Maurício Rigotto Colecionador e Escritor Collector´s Room O último dia 30 de outubro foi emocionante para mim. Finalmente assisti ao vivo ao show de um dos maiores artistas vivos do planeta, o baiano Tom Zé. Uma bela iniciativa dos organizadores da Jornada de Literatura , embora o show tenha sido pouco divulgado na mídia, certamente ofuscado pelas dezenas de grandes atrações que o evento trouxe a Passo Fundo. Fui para o Centro de Eventos da UPF com meu raríssimo disco de vinil de Tom Zé, Todos os Olhos , embaixo do braço, aquele disco que ficou notório por ludibriar a censura em 1973 ao colocar um orifício anal com uma bolita na capa. O local se encontrava lotado, tanto que tive uma certa dificuldade em encontrar uma cadeira vaga nas primeiras filas. Tom Zé subiu ao palco com sua banda e logo algo me impressionou: o artista está com 73 anos, mas sua aparência é de um homem na faixa dos cinquenta, e quando saltitava a fazia macaquices em sua performance aparentava ser um homem com ...