11 de jun de 2011

Sodom: review do álbum 'In War and Pieces' (2011)!

sábado, junho 11, 2011

Por Ricardo Seelig

Nota: 8

Décimo-terceiro álbum do grupo alemão Sodom, In War and Pieces chega ao mercado brasileiro em uma caprichada edição dupla digipak via Shinigami Records. O primeiro disco traz o álbum em si, enquanto o segundo vem com o áudio da apresentação da banda na edição 2007 do Wacken Open Air, quando comemorou 25 anos de carreira e contou com a participação de diversos ex-integrantes no show.

In War and Pieces mantém uma das principais características do som do Sodom: a variação entre trabalhos mais voltados para o thrash metal com outros mais diretos, onde as influências de punk e hard rock ficam em primeiro plano. O novo trabalho segue esse direcionamento mais cru, com composições mais diretas e agressivas e sem as tradicionais variações de tempo e trechos mais complexos do thrash.

A inserção de pitadas de melodia aqui e ali torna o disco mais forte, diferenciando as faixas entre si e fazendo com que algumas se destaquem mais do que as outras, ainda que o tracklist seja bastante homogêneo. Tom Angelripper está cantando de maneira cada vez mais similar a Tom Araya, e isso faz com que, em diversos momentos, tenhamos a impressão de estar ouvindo um álbum do Slayer e não do Sodom.

Em termos individuais, o principal destaque vai para o guitarrista Bernemann, que, com passagens criativas e que transitam com absoluta naturalidade e conhecimento de causa entre o thrash, o punk e até mesmo o mais puro rock, consegue fazer as boas composições de In War and Pieces soarem ainda mais fortes.

O acabamento gráfico da edição nacional é de primeira qualidade, em uma embalagem digipak de duas dobras que mais parece um pequeno box, o que torna a versão brasileira um item digno de colecionador. O acréscimo do show no festival de Wacken em 2007, com a participação de vários ex-integrantes em uma performance simplesmente empolgante, torna essa edição dupla de In War and Pieces muito atraente, tanto musical quanto historicamente.

Enfim, mais um bom disco do Sodom, infelizmente o último com o baterista Bobby Schottkowski, que saiu da banda após treze anos, sendo substituído por Markus Freiwald. Se você curte um metal mais direto e com fartas doses de punk, vai curtir. Mas se a sua preferência for pelos trabalhos com direcionamento mais thrash metal do Sodom, talvez não goste tanto. Porém, independentemente desses fatores, a verdade é que o trio alemão continua soando energético e com algo a dizer em In War and Pieces, e isso, para uma banda com 30 anos de carreira, por si só já é algo digno de nota.


Faixas:

CD 1
1 In War and Pieces
2 Hellfire
3 Through Toxic Veins
4 Nothing Counts More Than Blood
5 Storm Raging Up
6 Feigned Death Throes
7 Soul Contraband
8 God Bless You
9 The Art of Killing Poetry
10 Knarrenheinz
11 Styptic Parasite

CD 2 - Live at Wacken Open Air 2007
1 Blood on Your Lips
2 City of God
3 Proselytism Real
4 Christ Passion
5 One Step Over the Line
6 Abuse
7 Sodomy and Lust
8 Ausgebombt
9 The Saw Is the Law
10 Outbreak of Evil

10 de jun de 2011

Pode rolar mais um dia no Rock in Rio, e pelo jeito vai ter peso na jogada!

sexta-feira, junho 10, 2011


Por Ricardo Seelig


O Rock in Rio divulgou a seguinte nota oficial hoje:


"O Rock in Rio pode ganhar mais um dia de show!


Pela primeira vez em 26 anos de história, a organização do Rock in Rio anuncia que está em negociação com patrocinadores e atrações para a realização de um dia extra de evento, no dia 29 de setembro.


A decisão de lutar por um dia extra no calendário veio para atender aos pedidos dos fãs do festival (já que não há como vender mais entradas para os outros dias) e também do prefeito Eduardo Paes, que após o sucesso absoluto na venda oficial de ingressos, sugeriu a Roberto Medina que criasse a nova data. Ainda não há bandas nacionais e internacionais confirmadas para o line-up do dia extra.


Se as negociações forem bem sucedidas, a nova data será completa: Palco Mundo, Palco Sunset, Eletrônica, Rock Street, além do Village e dos brinquedos (Roda-Gigante, Kaboom, Montanha-Russa e Tirolesa)."


E a imagem que fecha o comunicado é essa aí de cima, com a mão em chifrinhos típica do heavy metal. Levando em conta que os dias com atrações de metal são tradicionalmente os mais concorridos do festival, tudo dá a entender que teremos novas atrações de hard e metal na jogada. Será?

Se for verdade, que bandas você sugeriria para a organização do Rock in Rio para tocar nessa data extra?

Promoção Dia dos Namorados: veja quem ganhou um kit com 7 CDs da Hellion Records!

sexta-feira, junho 10, 2011


Por Ricardo Seelig


E chegou o dia! Tá na hora de saber quem ganhou o kit com 7 CDs que a Hellion Records disponibilizou para a nossa promoção de Dia dos Namorados.


Foram dezenas de participantes, e a escolha foi dura. A comissão julgadora, formada por mim, Ricardo Seelig, representando a Collector´s Room, e por Moisés Della Mônica e Eliton Tomasi representando a Hellion, teve bastante trabalho para definir o vencedor, mas chegamos a um consenso e o prêmio vai para o leitor Rogério Guerrini, que escolheu “Still Loving You”, do Scorpions, como melhor balada hard / heavy de todos os tempos, e explicou a sua escolha com a seguinte justificativa: “Eu estava afim de uma mina na época, então peguei a letra, dei um jeito de traduzir e mandei uma carta para ela. A mina curtiu e hoje é minha esposa. Nem acredito, faz mais de 25 anos!”.


O Roger será avisado via e-mail e receberá na sua casa um kit com 7 CDs da Hellion Records, formado pelos álbuns Bitten by the Beast de David 'Rock' Feinstein, At Donington UK 1983 & 1987 do Dio, Last Look at Eden do Europe, In Paradisum do Symfonia, The World As We Love It do Pushking, Still the Orchestra Plays do Savatage e Elysium do Stratovarius. Tem trilha aí para mais 25 anos ao lado da esposa, né não Roger?


Obrigado a todos que participaram, e fiquem de olho nas nossas novas promoções e nos lançamentos da Hellion Records!

Savatage: discografia é relançada no Brasil em lindas edições digipaks!

sexta-feira, junho 10, 2011


Por Ricardo Seelig


O culto ao Savatage impressiona. A banda dos irmãos Oliva – Jon e o falecido Criss – não lança um novo álbum há dez anos – o último foi Poets and Madmen, de 2001 -, mas continua forte no coração dos headbangers de todo o mundo. O motivo para entender isso é fácil: o Savatage desenvolveu uma sonoridade única em sua carreira, sofisticada, elegante, dona de uma grande personalidade que cativou uma quantidade gigantesca de fãs.


Mas, apesar da seca por material inédito, quem curte o grupo tem novidades apetitosas chegando. A Ear Music, gravadora da banda, está relançando os álbuns clássicos do Savatage em luxuosas edições digipaks com várias faixas bônus, e esses relançamentos estão chegando ao mercado brasileiro através da Hellion Records. Ao todo são sete discos: Sirens & The Dungeons Are Calling Sessions (reunindo o primeiro álbum e o EP The Dungeons Are Calling, lançados originalmente em 1983 e 1985), Power of the Night (1985), Gutter Ballet (1989), Steets: A Rock Opera (1991), Edge of Thorns (1993) e The Wake of Magellan (1998), além da coletânea dupla Still the Orchestra Plays (2010), todos com som remasterizado e encartes com longos textos e diversas informações sobre cada álbum.




O que chama a atenção, além do material bônus, é o extremo cuidado com a produção gráfica dos discos. Essa qualidade foi mantida nas edições brasileiras, que são muito bonitas. Todos os álbuns são digipaks, produzidos com papel diferenciado e de alta gramatura, o que dá aos discos um aspecto requintado e de muito bom gosto. Mas o que é mais legal nessa história toda é que o alto nível é mantido também no lado musical, que é o que importa, no final das contas.


Três dessas novas edições já estão disponíveis no mercado nacional. Sirens & The Dungeons Are Calling Sessions reúne o primeiro álbum do grupo, Sirens (1983), e o EP The Dungeons Are Calling, em um total de quinze faixas, mais a versão acústica de “In the Dream” como bonus track. O clássico Edge of Thorns, considerado pela maioria dos fãs o melhor trabalho da banda, já está nas lojas com duas faixas bônus - “All That I Bleed” e “If I Go Away”, ambas também acústicas. E, pra fechar, a coletânea Still the Orchestra Plays, dupla com 23 faixas e um DVD bônus com o vídeo Japan Live 94, que havia sido lançado somente em VHS anteriormente. Uma dica: se você não tem nada da banda ou quer conhecer o som do Savatage, o box Still the Orchestra Plays é uma porta de entrada perfeita.




Em julho chegarão no mercado brasileiro as novas edições dos álbuns Streets: A Rock Opera – esse vem com duas bônus acústicas, “This Isn't What We Meant” e “Morning Sun” - e The Wake of Magellan - “Desirée” e “Stay” desplugadas são os bônus. E, fechando o pacote, em agosto é a vez de Gutter Ballet – com “Alone You Breathe” e “Handful of Rain” acústica de bônus – e Power of the Night – com as bonus tracks “City Beneath the Surface” e “Hounds” gravadas ao vivo em 1990.


Ouvindo as novas versões, que ganharam remasterizações caprichadas, percebe-se toda a força da sonoridade do Savatage. O bom gosto das músicas do grupo, que têm como um de seus principais diferenciais o piano sempre bem colocado de Jon Oliva, fica ainda mais evidente.


Esses relançamentos são uma ótima oportunidade para ter no seu acervo a obra de uma das melhores bandas da história recentes do heavy metal, dona de uma musicalidade diferenciadas e cativante. Aproveite e comece a sua coleção do Savatage, ou, se já tiver os discos, troque-os por essas novas versões, que ficaram realmente demais!

Livro conta a história do rock progressivo!

sexta-feira, junho 10, 2011


Por Ricardo Seelig


Se você é fã de prog, preste atenção nessa notícia: o jornalista Will Romano, colaborador da conceituada revista Goldmine, lançou o livro Mountains Come Out of the Sky, onde conta história dos maiores e mais influentes nomes do gênero.


Com 250 páginas e introdução de Bill Brufford (Yes, King Crimson, UK, Genesis), a obra também é farta em imagens e fotografias, traçando assim, paralelamente, uma jornada visual pelo estilo. O foco do Romano está, como não poderia deixar de ser, nos anos 70, período em que o rock progressivo viveu o seu auge comercial e artístico. Os dois primeiros capítulos de Mountains Come Out of the Sky contam como o gênero surgiu, enquanto os demais são dedicados a artistas específicos.


O trabalho de Will Romano recebeu elogios rasgados da imprensa especializada, e a obra foi indicada na categoria Melhor Pesquisa sobre Rock e Pop na edição 2011 do ARSC Awards, um dos prêmios mais importantes da indústria editorial.


Ficou interessado no livro? Ele está disponível na Amazon, e você pode comprá-lo clicando no anúncio que temos aqui no blog.

Ed Kowalczyk tem um recado pra você!

sexta-feira, junho 10, 2011


Por Rodrigo Simas


Ed Kowalczyk, ex-vocalista do extinto Live, mandou uma mensagem no YouTube convocando os fãs cariocas e gaúchos para os shows que fará no Rio de Janeiro, no dia 1º de julho, e em Porto Alegre, dia 30/06. Na apresentação, estão programados todos os maiores sucessos do LIVE, como "Dolphin's Cry", "Pain Lies On The Riverside" e "I Alone", e as novas músicas de seu CD solo, Alive


Serviço:
Dia: 1º de Julho de 2011 (Sexta-feira)
Horário: 22h
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Preços: R$ 100 (Pista Comum 1º Lote)/ R$ 160 (Camarotes BB)/ R$ 200 (Pista Superior)/ R$ 220 (Pista Premium 1o Lote)/ R$ 250 (Camarotes AA)


Compras Online:
www.ingressorapido.com.br


Todas informações em http://edklivebrasil.com/show.php





9 de jun de 2011

Neil Young: leitores da Rolling Stone elegem as 10 melhores canções do bardo canadense!

quinta-feira, junho 09, 2011


Por Ricardo Seelig


Neil Young é um dos maiores compositores do rock e tem um arsenal de clássicos invejável, comparável a pouquíssimos outros artistas. Por isso é tão legal quando uma revista do porte da Rolling Stone intima os seus leitores a apontarem quais são as suas canções preferidas de um cara assim.


A edição norte-americana fez isso, e o resultado, ainda que não reflita o meu gosto pessoal - para mim, seriam “Cortez the Killer” e mais nove -, valoriza e mostra o quanto a obra de Neil ainda é relevante e pertinente.





Ficou curioso: então confira abaixo qual é o top 10 de Neil Young segundo os leitores da Rolling Stone:


1.Old Man
2.The Needle and the Damage Done
3.Heart of Gold
4.Like a Hurricane
5.Harvest Moon
6.Ohio
7.After the Goldrush
8.Cortez the Killer
9.Powderfinger
10.Helpless

Black metal: governo norueguês cria curso sobre o gênero para diplomatas estrangeiros!

quinta-feira, junho 09, 2011


Por Ricardo Seelig


Verdadeiro fenômeno social e cultural na Noruega do início da década de 90, o black metal acabou de ganhar um reconhecimento até então inédito. O governo norueguês está oferecendo aulas sobre black metal para os diplomatas residentes no país. Kjersti Sommerset, representante do Ministério do Exterior, diz que as aulas visam dar maiores subsídios para que os representantes de países estrangeiros possam entender o que significa o black metal para o povo norueguês. Segundo Kjersti, “em nosso programa de treinamento ensinamos elementos da cultura norueguesa e da indústria global, e o black metal é, claramente, parte de um crescimento global”.


A cena black norueguesa sacudiu o heavy metal no início dos anos 90. Batizada como 'segunda onda do black metal' e hoje conhecida como True Norwegian Black Metal, deu ao mundo bandas que revolucionaram o som extremo como Mayhem, Burzum, Darkthrone, Immortal, Emperor e Satyricon. O movimento se notabilizou por uma radical postura anti-cristã, cujo ponto mais polêmico foi a queima de diversas igrejas históricas espalhadas pela Noruega. O movimento sofreu um duro golpe com o assassinato de Euronymous, um de seus principais líderes e guitarrista do Mayhem, por Varg Vikernes, líder do Burzum, em 1993. Varg foi julgado e condenado à prisão, de onde saiu recentemente após cumprir a sua pena. Nessa mesma época, várias bandas foram desmanteladas pelo fato de muitos músicos terem sido presos pela queima de igrejas.


O curioso é que uma das principais influências da cena black metal norueguesa foi o grupo brasileiro Sarcófago, que no final dos anos 80 lançou álbuns que serviram de base para a sonoridade desenvolvida por alguns dos maiores ícones do metal negro, notadamente o disco INRI, de 1987.




Com o passar dos anos o radicalismo foi sendo deixado de lado, e o black metal cru e com sonoridade propositadamente tosca que caracterizou a cena norueguesa, apesar de ter influenciado profundamente o lado mais extremo do metal, hoje só é encontrado em algumas poucas bandas, sendo a principal delas o Darthrone. Hoje, a maioria das bandas classificadas como black metal inseriu elementos sinfônicos e características góticas em sua sonoridade, como pode ser percebido em nomes como Dimmu Borgir, por exemplo.


Na década de 2000, o fotógrafo Peter Beste, que acompanhou a cena de perto, fotografou diversos ícones do estilo e reuniu essas fotos no livro True Norwegian Black Metal, que vendeu horrores e é o principal documento fotográfico da cena extrema norueguesa. O sucesso do trabalho de Beste foi tão grande que ele já realizou diversas exposições com suas imagens, mantendo a estética do black metal, com suas corpse paints contrastantes em preto e branco, viva e cada vez mais inserida na cultura de massa.

Ozzy Osbourne: review das edições especiais de 30 anos dos álbuns 'Blizzard of Ozz' e 'Diary of a Madman'!

quinta-feira, junho 09, 2011


Por Fabiano Negri


Nota: 10


O final dos anos 70 não foi nada bom para Ozzy Osbourne. Após meia década de grande sucesso, o Black Sabbath entrou em claro declínio, tanto comercial quanto artístico. Os álbuns não estavam vendendo bem e todos na banda estavam em péssima forma física e mental. O pior deles era Ozzy. Vítima de seus vícios, o Madman havia se tornado um estorvo para seus companheiros. O chefão Tony Iommi ficou de saco cheio e, em 27 de abril de 1979, decidiu fazer – o que naquele momento – era o melhor para banda. O “laranja” Bill Ward foi incumbido de dar a notícia para Ozzy – ele estava fora do Black Sabbath!


Desanimado com a vida e ciente de que tudo havia acabado – Ozzy tem uma terrível baixa estima –, o vocalista se trancafiou num lugar chamado Le Parc Hotel em West Hollywood para viver seus últimos dias bebendo, cheirando cocaína e comendo pizza. Tudo mudou quando o baterista Mark Nauseef deixou com Ozzy um envelope com 500 dólares para que ele entregasse para a filha de Don Arden, Sharon. O dinheiro entrou pelo nariz de Ozzy, mas mesmo puta com o ocorrido, Sharon disse que ela e seu pai ainda estavam interessados em trabalhar o vegetal – carinhoso “apelido” que Don deu para Ozzy.




Nosso herói sacudiu a poeira – literalmente – e inclusive já tinha até um nome para seu projeto desde 1977: Blizzard of Ozz. A busca pela banda foi complicada. Além de não encontrar pessoas que se adaptassem ao som que Ozzy queria fazer, a maioria dos bons músicos não queria entrar num grupo com um cara que seria problema na certa. O primeiro a encarar o desafio foi o baixista e letrista (ex-Rainbow) Bob Daisley. Agora a busca era por um guitarrista. No staff de Ozzy todos gostariam que a banda contasse só com músicos ingleses, mas o vocalista havia feito um teste com um jovem americano que não saía de sua cabeça. Randy Rhoads, desconhecido guitarrista da até então desconhecida banda Quiet Riot, havia aceitado fazer o teste por intermédio do baixista Dana Strum e tinha tudo o que Ozzy queria: era muito habilidoso e não gostava de Black Sabbath – o que fazia com que seu som não parecesse em nada com o de Tony Iommi. Depois de algumas negociações, todos perceberam que Randy era a escolha certa. O baterista Lee Kerslake foi o último a se juntar à trupe, depois que todo o primeiro álbum
já havia sido composto. A banda se isolou no Ridge Farm Studio com o engenheiro de som Max Norman e saiu dali com uma obra atemporal.




Essa introdução serve para os não iniciados entenderem em que condições foi produzido o petardo Blizzard of Ozz. Ozzy era um desacreditado, ninguém na indústria o levava a sério e, para completar, sua ex-banda estava ressurgindo com um vocalista espetacular – ele mesmo, Ronnie James Dio. Pois é, trinta anos depois e 10 milhões de cópias vendidas no mundo só de Blizzard of Ozz -, a história teve um final bem diferente do que todos imaginavam. E é por isso que os clássicos dessa era estão sendo relançados, remasterizados e com muitos bônus para deleite dos fãs. Esses relançamentos servem também para corrigir um erro histórico cometido em 2002, quando os mesmos álbuns foram editados com a bateria e o baixo regravados. Por mais problemas que o clã dos Osbournes tenha tido com Bob Daisley e Lee Kerslake, uma obra não pode ser deturpada como foi. Isso manchou muito a imagem de Ozzy na época, e foi uma atitude muito mal pensada por parte da dona Sharon.


Blizzard of Ozz e Diary of a Madman são trabalhos seminais para quem quer entender a mudança do som pesado entre as décadas de 1970 e 1980. E o grande responsável por esse “novo som” foi Randy Rhoads. Claro que temos as melodias sempre inspiradas do mestre Ozzy, as boas letras de Bob e seu ótimo entrosamento com Lee Kerslake, mas a guitarra de Rhoads foi o catalizador para a sensação de frescor nas composições. Vindo de uma família de músicos, Randy sempre foi um estudante muito devotado e dominava seu instrumento como poucos. No Quiet Riot ele era obrigado a seguir uma fórmula para encontrar o sucesso, mas na banda de Ozzy ele teve todo o apoio para fazer o que realmente queria. Randy trouxe uma mudança radical quanto à estrutura de composição e um fraseado abrangente, misturando diversas escalas, licks e padrões até então inéditos no rock. Ele foi um dos únicos a misturar virtuosismo e melodia na medida certa. Seus solos eram pequenas composições dentro da música. Sua dedicação o colocou – em apenas dois trabalhos – como referência para gerações de guitarristas que vieram depois, e continua sendo até hoje.




Os álbuns soam divinamente bem. A remasterização ocorreu na medida certa, dando um pouco mais de brilho na região média e com pouca compressão, o que deixa o som mais natural, com todas as dinâmicas preservadas, bem próximo do som do vinil inglês. Quanto às músicas, não há muito o que falar. Todas são pérolas do hard / heavy e definiram o que viria a ser a carreira de Ozzy.


Estamos bem servidos com relação aos bônus. No Blizzard temos “You Looking at Me, Looking at You” - excelente faixa com uma brilhante melodia de Ozzy e um solo perfeito de Randy –, uma versão só com guitarra e voz para “Goodbye to Romance” – que não acrescenta muito, mas é legal para ouvirmos com mais precisão a magia dos arranjos de Randy – e um pequeno solo extraído das sessões do álbum, mais precisamente do final do take de “Revelation (Mother Earth)”.




O filé mesmo está no disco bônus de Diary of a Madman. Trata-se de uma apresentação colhida na segunda parte da tour de Blizzard of Ozz – e que conta com duas músicas do Diary, que ainda não havia sido lançado – com os tracks básicos captados na apresentação de Montreal em 1981 e alguns overdubs de outras apresentações, como alguns trechos da voz do Ozzy e o solo de Randy que, se não me falhe a memória, é da apresentação de Cleveland do mesmo ano. A banda formada por Ozzy, Randy, Rudy Sarzo e Tommy Aldridge está no auge e nos brinda com uma porrada sonora superior à registrada no álbum Tribute (1987). O mais interessante é que esse é o primeiro álbum realmente ao vivo de Ozzy em sua carreira solo. O que se ouve é a voz sem overdubs em estúdio – coisa corriqueira devido às zoadas apresentações do Madman –, e o resultado é fantástico! Acredito que agora temos as versões definitivas para esses clássicos.


Se você é fã de boa música não deixe de apreciar esses trabalhos, agora com som digno, performances originais e novo material gráfico. O único porém é que apesar de Bob e Lee estarem de volta às gravações, eles são completamente ignorados nas fotos e no documentário Thirty Years After the Blizzard, DVD que vem junto com o box importado e que ganhará um review em separado. Entendo que existam problemas legais, mas os caras são parte da história e devem ser lembrados. Talvez se Bob não quisesse tanto confete – tudo bem ele contribuiu com as letras e participou do processo de composição, mas querer dizer que ele foi tão importante quanto Randy Rhoads, que criou os riffs e os solos antológicos, ou até mesmo Ozzy, responsável pelas melodias extremamente fortes e palatáveis – as coisas já teriam se ajeitado. A banda era de Ozzy, ele – Sharon - contratou os músicos e na hora que a coisa decolou ele quis mudar as condições? Poderia ter sido diferente.


O que realmente importa é a música e essa está intacta. De acordo com a Sony, teremos versões nacionais dos relançamentos ainda esse mês.


Compre!!!

8 de jun de 2011

Resenha do livro 'According to the Rolling Stones'!

quarta-feira, junho 08, 2011


Por Ricardo Seelig


According to the Rolling Stones é uma espécie de Santo Graal para os fãs dos Stones. Biografia oficial do grupo, construída a partir dos depoimentos dos próprios Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts, conta a história da “maior banda de rock de todos os tempos” com uma riqueza de detalhes até então inédita.


O livro, em formato grande (30x22 cm) e com capa dura, traz nada mais nada menos que 328 fotos espalhadas por suas 360 páginas! Lançado no Brasil pela editora CosacNaify, According to the Rolling Stones é considerado pelos fãs e pelos estudiosos do grupo como o mais completo livro já produzido sobre a banda e uma espécie de Anthology do grupo, em uma alusão ao projeto que passou a limpo a carreira dos Beatles durante a década de 90.


A ideia para a publicação surgiu em 2002, durante as comemorações pelos 40 anos de carreira do conjunto. Os organizadores da obra, Dora Loewenstein (filha do Príncipe Rupert Loewenstein, que administrou as finanças dos Stones por mais de três décadas) e Philip Dodd contaram com a preciosa ajuda de Tim Rice (ele mesmo, o eterno letrista e parceiro de Elton John em dezenas de canções) e Rob Bowman (estudioso canadense especializado em rock, blues e soul) nas rodadas de entrevistas que deram origem à obra. O resultado é um texto franco, transparente e rico em detalhes e, principalmente, diferenciado por trazer a opinião dos próprios Stones sobre todos os períodos de sua longa história.




Da paixão inicial pelo blues ao envelhecimento na estrada, Mick, Keith, Ron e Charlie não têm papas na língua para falar sobre qualquer assunto. É delicioso viajar ao lado da banda através da década de 60, quando o pop e o rock estavam mudando o mundo e os Stones eram um dos principais protagonistas dessa transformação. Um dos pontos mais legais do livro está justamente nesse período, com Jagger e Richards relembrando como era a sua relação com os “rivais” Beatles. Resumindo: uma aula prática sobre a história do rock, cujos professores são dois dos seus principais personagens.


Os anos setenta, período em que o grupo redefiniu – ao lado de Led Zeppelin, diga-se de passagem – o conceito de banda de rock com seus excessos, loucuras e egos sem limites, são outro destaque de According to the Rolling Stones. São dessa época as histórias mais fantásticas e surreais da carreira da banda, várias delas alguns dos pontos mais inacreditáveis da história do rock, como a orgia infinita da famosa turnê de 1972 – cujos alguns dos momentos mais picantes foram eternizados no famoso documentário Cocksucker Blues, proibido pelo grupo -; o suposto caso de Mick Jagger com Margaret Trudeau, esposa do então primeiro-ministro do Canadá – na verdade quem pegava a moça era Ron Wood, mas, em represália, a barra pesou para Keith, que foi flagrado com cocaína e preso no país -; e a insana gravação do álbum Exile in Main Street em uma mansão francesa que era um antigo abrigo para nazistas, com um Keith Richards entupido de doses industriais de heroína liderando a banda na concepção de um de seus melhores discos.




O que torna o livro único é a franqueza com que a banda fala dos mais polêmicos assuntos, sem fugir da discussão em nenhum momento. Do desgaste e gradativo afastamento de Brian Jones, que culminou com a saída do guitarrista pouco antes de sua morte prematura, passando pela produtiva fase com Mick Taylor e o afastamento de Bill Wyman, o quarteto não se furta de comentar nada. O que chama a atenção, contudo, é o proposital pouco foco dado a Wyman em todo o livro.


As fotos que compõe According to the Rolling Stones – 328, para ser mais exato -, são um banquete para os fãs. De imagens raras de Mick e Keith ainda crianças até flagrantes atuais, a viagem visual proporciada é inebriante. Há uma fartura de fotos raras e pouco conhecidas do grupo, e também dos integrantes da banda em momentos mais íntimos, acompanhados de seus familiares. Essa epopeia visual, aliada à força do texto, transforma o livro em uma obra fundamental para os fãs dos Stones e do rock em geral.


Completando, estão espalhados por todo o livro vários depoimentos de pessoas próximas ao grupo. Nomes como Ahmet Erregun (um dos fundadores da gravadora Atlantic), o produtor Don Was e a cantora Sheryl Crow falam da sua relação pessoal com a banda, em testemunhos interessantíssimos.




Os 12 capítulos de According to the Rolling Stones formam um dos documentos mais completos já publicados a respeito dos Stones e, consequentemente, sobre a própria história do rock and roll e em como ele mudou a sociedade nos últimos cinquenta anos. Há uma verdade desconcertante em cada página da obra, o que a torna muito mais verdadeira do que poderia se supor de uma biografia oficial.


According to the Rolling Stones será seu companheiro por vários dias e proporcionará divertidíssimos e ricos momentos a quem se aventurar por suas páginas. Leitura obrigatória e, mais do que isso, extremamente prazerosa.


Um investimento certeiro, que vale muito a pena!


5 perguntas para Dani Nolden, vocalista do Shadowside!

quarta-feira, junho 08, 2011


Por Thiago Cardim


O que anda tocando no MP3 player da Dani? Você experimenta bandas novas ou ainda prefere ficar com os ouvidos ligados nos clássicos?


Dani: Nesses últimos dias, toca Inner Monster Out da Shadowside o tempo todo! (risos). Eu ainda não enjoei do disco, gostei tanto do resultado final que realmente acabou se tornando uma coisa que eu gosto de verdade de ouvir, não só de cantar. Mas é claro que não sou narcisista a ponto de escutar apenas a minha própria banda (risos). Eu gosto muito de escutar bandas relativamente novas, coisas mais atuais como Disturbed, Rammstein, Avenged Sevenfold, eu acho esse tipo de som muito interessante, gosto do peso, da energia, porém nunca deixo de escutar meus antigos ídolos. Ainda rola muito Judas Priest, Deep Purple, Skid Row, Kiss e algumas coisas mais alternativas como Skunk Anansie.


Aliás, na era da disseminação do MP3 e dos muitos aparelhinhos digitais, você acredita que ficou mais fácil (pela facilidade de divulgação) ou mais dificil (pelo desapego dos fãs aos CDs físicos) para uma banda que começa de maneira totalmente independente?


Eu sinceramente acredito que continua tão difícil quanto sempre foi. Não está mais fácil, nem mais complicado. O grande problema continua sendo se fazer ouvir. Hoje podemos ter os meios de expor o material mais facilmente, supostamente para todo o mundo, mas existem tantas bandas que encontrar algo de qualidade de uma banda nova é como procurar uma agulha em um palheiro. Não que existam poucas bandas boas, ao contrário, existe muita coisa excelente que infelizmente acaba sufocada no meio de tantas outras que não valem a pena. Veja o MySpace ou o Facebook: existem incontáveis páginas de bandas e ninguém vai visitar uma por uma. Os músicos continuam precisando trabalhar, e muito, para provar que merecem uma chance, além de serem obrigados a serem mais criativos que os outros, não apenas na música, mas também na forma de chamar a atenção. Você tem que conseguir a atenção do seu futuro fã em potencial, mas sem encher o saco dele, sem spam. Começar nunca será fácil, mas vale a pena.


Vocês fizeram uma turnê com o W.A.S.P., abriram para o Iron Maiden, gravaram o novo CD com participações de músicos do Dream Evil, do Soilwork, do Dark Tranquility. Estar ao lado destes medalhões faz aflorar o seu lado fã ou você consegue se controlar?


Eu nunca tive esse lado fã, acho que pedi apenas 2 ou 3 autógrafos em toda a minha vida, depois deixei de pedir porque achava que aquele 'rabisco' tinha estragado meu encarte (risos). Também sempre vi músicos de forma muito natural, como simples pessoas que, por acaso, vivem da arte. Hoje todos eles são apenas colegas de trabalho, exceto o Iron Maiden: para eles apenas rockstars são colegas de trabalho, na minha opinião (risos). Nós estamos apenas engatinhando, perto deles. Mas por tudo isso, não sinto a necessidade de ter auto-controle. O máximo que acontece é sentir que aquilo tudo não parece real, afinal uma banda como o W.A.S.P. tem mais tempo de estrada que eu de idade, dá um certo frio na barriga imaginar que depois de tanto esforço você está recebendo a oportunidade de tocar ao lado de alguém que você admira e tem uma carreira sólida e bem-sucedida. Leva um tempo para você se permitir acreditar que tudo está mesmo acontecendo.




Muito tem se falado nos últimos meses sobre a necessidade (ou não) de uma maior união das bandas brasileiras de metal e do apoio dos fãs brasileiros aos grupos de nosso país. O que você acha do assunto?Apoiamos o metal nacional só por ser nacional, ou ainda falta um salto de profissionalismo para quem quer sair do underground?


Sinceramente, um pouco dos dois. O que o brasileiro tem que parar de fazer é torcer contra. Ninguém precisa gostar de uma banda só pelo fato dela ser brasileira, mas também não precisa desejar o fracasso das bandas que você não gosta. Não precisa fazer torcida organizada: "gosto daquela banda, então todo o resto é lixo!". O único apoio que eu acho que o público precisa dar é escutar aquilo que o agrada, independente de ser nacional ou estrangeiro, mas ter orgulho de tudo aquilo que alcança sucesso e sai daqui. Não importa se você escuta Sepultura, mas você deve ter um orgulho imenso do que eles conquistaram, por exemplo. 


Mas sobre a falta de profissionalismo: ela existe? Sim, existe. A maioria das bandas não consegue a mesma qualidade de som que as bandas estrangeiras conseguem. Não existe a possibilidade de se fazer turnês no Brasil como acontece nos Estados Unidos e Europa. A grande maioria das nossas bandas são amadoras. Tem motivos pra isso? Claro que tem! A realidade brasileira não é como a dos europeus e americanos. Nós, músicos, sabemos como tudo é muito mais difícil para uma banda brasileira. Porém, o público não quer saber disso, e eles tem razão. Eles apenas querem música de qualidade. Ele quer colocar uma música pra tocar e gostar, não pensar "essa gravação é meio ruim, mas como eles são brasileiros, este é o melhor disco do mundo!" Portanto, cabe a nós, músicos, trabalhar dobrado para fazer acontecer - se quisermos, é claro. 


Não acho que temos que nos fazer de vítimas, porque nós escolhemos esse caminho. Quando eu tinha 15 anos, ninguém apontou uma arma para mim e disse "você vai ser cantora". Eu que escolhi isso, então agora é problema meu se eu vou ter que passar noites em claro e lutar duas vezes mais que os europeus para conseguir alguma coisa. 


Gravar um disco é fácil, você grava em qualquer estúdio ou até mesmo em casa. Gravar um disco bom já não é tão simples. Gravar um disco excelente é complicadíssimo. Nós, na Shadowside, encontramos nossa qualidade de som internacional agora, gravando na Suécia com o Fredrik Nordström. Levamos dois álbuns, quase uma dezena de turnês no exterior sem luxo algum para finalmente conseguirmos levantar os recursos para fazer isso acontecer. Antes de isso ser possível, sempre procuramos fazer o melhor que estava ao nosso alcance. Começamos com um EP gravado no estúdio aqui do lado da minha casa, e melhoramos aos poucos. Conforme a banda cresce, nós procuramos também elevar o nível do que apresentamos ao nosso público antigo e ao novo que ainda vai escutar. E eu quero que os fãs no Brasil gostem de nós porque acharam a música interessante, não porque somos brasileiros. O público tem que fazer a parte dele, tem que comprar o material e ir aos shows das bandas que o agradam. E os músicos tem que evoluir cada vez mais, sempre atrás do máximo que eles podem oferecer.


O fato de ser uma mulher à frente de uma banda de metal te traz algum tipo de dificuldade adicional? Afinal, durante muitos anos, o gênero sempre foi associado a algo como 'música de macho'. E falando nisso: ser tratada como musa por parte de seus fãs te incomoda de alguma maneira?


Não me incomoda nem um pouco, mas também não é algo que eu busco. Eu vejo isso como um elogio, sem basear minha carreira nisso, afinal eu não quero me aposentar cedo e o tempo passa para todos (risos). O fato de ser mulher não tem realmente complicado minha vida (risos). Eu apenas vejo algumas situações engraçadas, de pessoas falando que não gostam de Shadowside porque não gostam de 'gothic metal'. Então, quando perguntados se já escutaram Shadowside, eles admitem que não, mas assumiram que somos uma banda "gótica" por sermos uma banda com uma mulher nos vocais. Apesar de odiarmos isso, somos sempre obrigados a deixar nossos perfis na internet com aquele irritante "auto-play", para que entendam nosso som antes de nos julgarem para o bem ou para o mal por eu ser mulher (risos). 


Não, isso é brincadeira (risos) ... Eu realmente acredito que a grande maioria já sabe que vocal feminino não significa mais um tipo de som específico. O Inner Monster Out é um trabalho pesado, com um toque de moderno, porém bem musical, com melodias grudentas sem deixar de lado nossas raízes tradicionais e está bem diferente do padrão atual, seja para bandas com homens ou mulheres nos vocais. Não acredito que ser mulher vá trazer qualquer vantagem ou desvantagem, mas esse disco vai ser mais uma coisa nova, que uma mulher ainda não havia feito.


Site oficial: http://www.shadowside.ws/

Dream Theater: conheça o título e o tracklist do novo álbum!

quarta-feira, junho 08, 2011


Por Ricardo Seelig


O Dream Theater divulgou o título e o tracklist de seu novo álbum, o primeiro da carreira da banda a não contar com o baterista Mike Portnoy, que liderou o conjunto por mais de vinte anos. O CD marcará a estreia de Mike Mangini, seu substituto.


O título do trabalho reflete tudo o grupo passou nos últimos meses: A Dramatic Turn of Events. Produzido pela própria banda e mixado por Andy Wallace (Sepultura, Avenged Sevenfold, Slayer, Nirvana), o disco chegará às lojas em setembro via Roadrunner Records.


Confira abaixo o tracklist de A Dramatic Turn of Events, cuja capa ainda não foi divulgada:


1. On the Backs of Angels
2. Build Me Up, Break Me Down
3. Lost Not Forgotten
4. This is the Life
5. The Shaman's Trance
6. Outcry
7. Far From Heaven
8. Breaking All Illusions
9. Beneath the Surface

7 de jun de 2011

O começo do fim!

terça-feira, junho 07, 2011


Por Ricardo Seelig


Setlist do primeiro show da Epitath Tour, a turnê de despedida do Judas Priest:


1. Rapid Fire
2. Metal Gods
3. Heading Out to the Highway
4. Judas Rising
5. Starbreaker
6. Victim of Changes
7. Never Satisfied
8. Diamonds and Rust (acoustic)
9. Prophecy
10. Night Crawler
11. Turbo Lover
12. Beyond the Realms of Death
13. The Sentinel
14. Blood Red Skies
15. The Green Manalishi (With the Two-Pronged Crown)
16. Breaking the Law
17. Painkiller


Encore:


18. The Hellion
19. Electric Eye
20. Hell Bent for Leather
21. You've Got Another Thing Comin'


E aí, o que vocês acharam?

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