23 de jan de 2019

Review: Billy F. Gibbons - The Big Bad Blues (2018)

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Causou estranheza quando Billy Gibbons, vocalista e guitarrista do ZZ Top, anunciou o seu primeiro disco solo, Perfectamundo, que saiu em 2015. E, ao ouvi-lo, ficou claro o motivo do lançamento: o álbum não trazia nada similar ao trio texano, mas sim uma sonoridade bastante influenciada pela música cubana, um das paixões de Gibbons, devidamente acompanhada pelo rock e pelo blues que marcaram a sua carreira.

Três anos depois, o barbudo retornou com mais um trabalho solo, e desta vez a história é diferente. Em Perfectamundo, as experimentações de Gibbons não caíram necessariamente nas graças dos fãs. Já em The Big Bad Blues, como o título deixa claro, o terreno é mais seguro. O que temos em mãos é um álbum de blues em sua essência, com Billy Gibbons acompanhado de uma senhora banda formada por Austin Hanks (guitarra), James Harman (gaita de boca), Joe Hardy (baixo) e Matt Sorum (bateria, ex-Guns N’ Roses, Velvet Revolver e The Cult). As onze músicas trazem canções originais e versões para clássicos de Muddy Waters e Bo Diddley, como a imortal “Rollin' and Tumblin’" e “Crackin' Up”.

Mas a força de The Big Bad Blues está nas canções inéditas, como “Missin' Yo’ Kissin”, que abre o play. Escrita pela esposa de Gibbons, Gilly Stillwater, ela dá o tom do que virá a seguir: músicas muito bem feitas, embebidas profundamente no DNA blueseiro do guitarrista e carregadas de um inerente sentimento de diversão. A sonoridade difere do ZZ Top - cujo mais recente disco, o ótimo La Futura, saiu em 2012 - principalmente pelo ritmo proporcionado pela dupla Joe Hardy e Matt Sorum, que produzem uma base mais solta que Dusty Hill e Frank Heard, gerando mais espaços para Gibbons voar e brincar com a sua guitarra. De modo geral, até dá para classificar The Big Bad Blues como uma espécie de álbum do ZZ Top livre do peso e do legado da lenda que se tornou o trio natural do Texas.

Confesso que me surpreendi de maneira muito positiva com esse disco. Não esperava que ele fosse tão bom e que trilhasse, de modo geral, o mesmo universo da banda principal de Billy Gibbons. Os faixas são muito bem desenvolvidas e o disco é excelente, com uma performance sem críticas a todos os músicos. A presença de James Harman dá um tempero extra à receita, realçando a alma blues de Gibbons, que está cantando com aquele timbre rouco que só anos de estrada banhados a whisky e charutos é capaz de produzir.

The Big Bad Blues está sendo lançado neste início do ano aqui no Brasil pela Hellion Records, após a gravadora do ZZ Top aqui em nosso país tropical ter ignorando sumariamente o título. Vá atrás, porque vale muito a pena.

Floresta dos Medos, a nova HQ da Darkside Books

quarta-feira, janeiro 23, 2019

A Darkside Books anunciou o lançamento de sua próxima graphic novel, e ela é de arrepiar. Trata-se de Floresta dos Medos, da quadrinista canadense Emily Carroll. Vencedora do Eisner em 2015 na categoria Melhor História Curta, Caroll publicou Floresta dos Medos - cujo título original é Through the Woods - em 2014. O título traz cinco histórias de terror e o estilo de Emily traz influências de ícones como Edgar Allan Poe, Angela Carter e Neil Gaiman.

A edição da Darkside vem em capa dura, formato 17,8 x 22,9 e conta com 208 páginas. A tradução é de Bruna Miranda.

Abaixo estão algumas opiniões sobre Floresta dos Medos, que entrará em pré-venda em breve, e também páginas que mostram um pouco da HQ.

Floresta dos Medos hipnotiza e inspira. Um playground gótico  e vitoriano assombrado por Mary Shelley.” 
Craig Thompson, autor de Retalhos e Habibi

Qualquer fã de quadrinhos de horror fará bem em ler Floresta dos Medos. Estes cinco contos de fada sombrios e deturpados são unidos pelo seu foco em terrores inquietantes que afloram da natureza selvagem.” 
IGN 

Carroll transforma a floresta do título em algo inteiramente próprio, uma metáfora do perigo que espreita e rosna do outro lado da porta, mas que ainda assim nos atrai.” 
Globe and Mail

Há um inquietante quê de pesadelo na escrita e nas ilustrações de Emily Carroll que remete ao trabalho de Neil Gaiman e Dave McKean em Coraline e Sandman.” 
The Book Smugglers 










Discoteca Básica Bizz #137: Eric Clapton - Eric Clapton (1970)

quarta-feira, janeiro 23, 2019

O guitarrista Eric Clapton fechou o ano de 1969 cercado de amigos que o convenciam a gravar seu próprio disco. Entre eles estava Delaney Bramlett, líder - ao lado da esposa Bonnie - do grupo mambembe descoberto por Clapton meses antes, quando Delaney & Bonnie abriram os shows da única turnê realizada pelo Blind Faith - grupo que Clapton formara com Steve Winwood (teclados) e Ginger Baker (bateria) após o fim do lendário Cream.

Delaney & Bonnie tinham sido levados por Eric à Europa para uma turnê promocional. Foi naquele instante que Eric Clapton decidiu gravar seu primeiro álbum solo, ao lado dos últimos companheiros e produzido por Delaney. A banda de Delaney & Bonnie - integrada por, entre outros, Bobby Keys (saxofone, Rolling Stones) e a cantora Rita Coolidge - ainda ganhou os adornos de Stephen Stills, Leon Russell e dois ex-Crickets (banda de Buddy Holly) na gravação das bases do LP.

Eric Clapton, o álbum, abre com uma jam instrumental oriunda das primeiras sessões e cai em seguida em "Bad Boy" e "Lonesome and a Long Way From Home", ambas de Delaney - a primeira com Clapton e a segunda com Leon Russell -, antes de chegar a "After Midnight", composta por um desconhecido de Tulsa, o hoje reconhecido J.J. Cale.


"Easy Now" levanta a bola para "Blues Power", o segundo grande sucesso do disco. É uma música que, segundo o guitarrista, tinha tudo a ver com a sua realidade naquela época. "Bottle of Red Wine", feita na pressão quando Clapton e seu produtor notaram que o repertório estava curto, é apenas uma balada, enquanto "Lovin' You Lovin' Me" tem história: fora feita para que o Blind Faith a gravasse em seu segundo disco, que acabou não rolando.

Bramlett revelou-se como compositor de referência. Ele trouxe para o repertório algumas parcerias. "Don´t Know Why", uma das primeiras músicas compostas por Clapton e Delaney para o álbum, mesmo assim acabou não passando de uma balada preparatória para o grand finale do disco: "Let It Rain", uma quase sobra originalmente conhecida como "She Rides" que, ao ganhar nova letra, tornou-se um dos clássicos do guitarrista.

Muita gente ficou enfurecida quando Clapton escolheu Delaney Bramlett como parceiro. Mas o tempo mostrou que ali havia algo especial. Da banda de apoio nasceu o projeto seguinte de Clapton - Derek & The Dominos - e também um bom número de músicos que se revelariam em discos lançados por gente como Leon Russell e Joe Cocker no início dos anos 1970.

Texto escrito por Marcelo Fróes e publicado na Bizz #137, de dezembro de 1996

Os melhores álbuns de Max segundo seu filho Richie Cavalera

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Richie Cavalera, filho de Max e vocalista do Incite, listou para a Louder os seus dez discos favoritos gravados por seu pai de coração. A lista inclui álbuns de todas as fases da carreira de Massimiliano Antônio Cavalera e mostra o quão diverso e robusto é o legado do maior nome do metal brasileiro.

A matéria original, com comentários sobre cada um dos discos, pode ser lida aqui.

Abaixo está o top 10 de Max de acordo com Richie:

10 Soulfly - Ritual (2018)
9 Sepultura - Roots (1996)
8 Sepultura - Chaos A.D. (1993)
7 Cavalera Conspiracy - Inflikted (2008)
6 Killer Be Killed - Killer Be Killed (2014)
5 Soulfly - Soulfly (1998)
4 Nailbomb - Point Blank (1994)
3 Soulfly - Dark Ages (2005)
2 Sepultura - Beneath the Remains (1989)
1 Sepultura - Arise (1991)

22 de jan de 2019

R.E.M. prepara box para celebrar os 25 anos de Monster

terça-feira, janeiro 22, 2019

O R.E.M. está trabalhando em uma edição comemorativa de seu nono álbum, Monster, lançado em 1994. A ideia é lançar um box celebrando os 25 anos do disco, e que deve chegar às lojas no final de 2019.

Essa caixa de Monster seguirá o mesmo formato dos recentes boxes de Out of Time (1991) e Automatic for the People (1992), lançadas em 2016 e 2017 respectivamente.

Monster trouxe o R.E.M. apostando em uma sonoridade mais suja, com guitarras super distorcidas e com uma pegada mais rock, ao contrário dos discos anteriores da banda. Na época de seu lançamento o trabalho não foi muito bem recebido por uma parcela do público, em contraste com a crítica, que amou o álbum. Estão em Monster singles como “What's the Frequency Kenneth?”, “Bang and Blame” e “Strange Currencies”. O álbum vendeu mais de 4 milhões de cópias nos Estados Unidos e outros 2 milhões na Europa, e chegou ao primeiro lugar na Billboard e em países como Inglaterra, Suíça, Suécia, Nova Zelândia, Holanda, Canadá e Áustria.

Bohemian Rhapsody é indicado a 5 Oscars

terça-feira, janeiro 22, 2019

Na manhã desta terça, 22/01, foram anunciados os indicados ao Oscar 2019, e o filme que conta a história do Queen mais uma vez foi destaque.

Bohemian Rhapsody está concorrendo em cinco categorias: Melhor Filme, Edição de Som, Mixagem de Som, Montagem e Melhor Ator para Rami Malek, que interpreta Freddie Mercury. Os concorrentes a Melhor Filme junto com Bohemian Rhapsody são Pantera Negra, Infiltrado na Khan, A Favorita, Green Book - O Guia, Roma, Nasce uma Estrela e Vice.

O filme já foi premiado no Globo de Ouro, uma das mais importantes premiações do cinema, vencendo nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Ator - Drama, para Malek.

21 de jan de 2019

Os novos lançamentos da Editora Veneta

segunda-feira, janeiro 21, 2019

A Editora Veneta anunciou os seus próximos lançamentos, e eles trazem títulos muito interessantes para os leitores de quadrinhos. Em fevereiro chegará às bancas e livrarias o novo trabalho de Marcello Quintanilha, um dos mais celebrados quadrinistas brasileiros. Luzes de Niterói foi viabilizado através de financiamento coletivo e conta uma história que tem como pano de fundo o futebol carioca de décadas passadas.

Outro lançamento que promete mexer com o mercado é O Manifesto Comunista em Quadrinhos, de Martin Rowson, que traz o texto escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848 transformado em uma HQ. A previsão é que esta obra também seja lançada em fevereiro.


Em março o destaque vai para o segundo volume da ótima Hip Hop Genealogia, de Ed Priskor, que conta a história do hip hop norte-americano e que teve o seu primeiro volume publicado pela editora em outubro de 2016.

E no mês de abril é a vez da nova HQ de Camilo Solano, um dos novos mais talentosos novos artistas brasileiros. A obra tem o título de Fio de Vento e ainda não teve maiores detalhes revelados. Outra que sairá neste mês é a adaptação do quadrinista Juscelino Neco para o clássico Re-Animator, de 1985, uma das obras mais cultuadas do cinema dos anos 1980 e que no Brasil ganhou o título de A Hora dos Mortos Vivos.




Discoteca Básica Bizz #136: Luiz Melodia - Pérola Negra (1973)

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Algumas vidas se revelam como nota de rodapé, à sombra, o apêndice de um único gesto da juventude. Por mais que um artista queira se subtrair do estigma, este se impõe contra a vontade do criador, como letra marcada a ferro.

Aos 46 anos de idade, o compositor e cantor carioca Luiz Melodia tenta esquecer em que ano estamos - exatamente como nos versos de "Pérola Negra", a faixa-título do seu primeiro LP, de 1973. Houvesse ele abandonado a carreira para virar contrabandista na África, como o poeta Arthur Rimbaud (outro maldito pelos feitos juvenis), ainda assim seria lembrado por causa de Pérola Negra. Estacou ali, aos 23 anos, num ano que todo mundo já esqueceu, salvo ele.

Melodia extraiu material do Estácio, bairro-berço do samba clássico, cuja forma foi fixada em 1931 pelos bambas do local, como Ismael Silva, Bide, Balaco e Brancura. Seu pai, o violonista Osvaldo Melodia, frequentava a roda de bambas e o influenciou. O auxílio do pandeiro foi luxuoso. Mas Luiz não se via como pagodeiro. O blues e o pop tropicalista lhe eram também fundamentais. O Rimbaud do mono estreou aos 15 anos, num grupo de baile. Compunha sambas "acartolados" e rocks lisérgicos.

Pouco antes de os poetas Torquato Neto e Waly Salomão descobrirem suas músicas numa visita ao morro de São Carlos (hábito desenvolvido pelo artista plástico Hélio Oiticica), Melodia pensou em parar, em trocar a música pelo serviço de garçom numa academia de ginástica. Waly, então, levou uma fita com "Pérola Negra" para Gal Costa. Ela gravou a música e passou a atuar como divulgadora do seu trabalho. Contratado pelo empresário Guilherme Araújo, ele terminou por ser convidado para gravar um disco pela Philips.



Pérola Negra traz dez faixas arranjadas pelo violonista Pedrinho Albuquerque. Um solo de flauta de Canhoto, acompanhado por seu regional, dá a largada à eternidade de Melodia no samba "Estácio, Eu e Você", inspirado em Cartola. A segunda faixa já é um blues, "Vale Quanto Pesa", em instrumentação acústica. O destaque é o refrão dos metais, enquanto Melodia canta "Ai de mim / de nós dois". Rildo Hora preludia com a gaita o samba-canção "Estácio, Holly Estácio", peça fundamental do desbunde setentista: "Trago não traço / Faço não caço / E o amor da morena maldita / Domingo no espaço". Versos assim vincaram uma geração.

O rockão "Pra Aquietar" - em estilo Dededrim (inseticida) traçado pela guitarra do soul man carioca Hyldon - conserva em formol um passeio suburbano à calorenta Ilha de Paquetá. "Abundantemente Morte", "Pérola Negra" e "Magrelinha" são blues interligados pelo cordão de amor e morte. Dificilmente superada, essa trilogia de canções forma o tesouro nacional do oxímoro - das frases que se contradizem ("Baby te amo! / Nem sei se te amo") para definir uma situação existencial. A verdade é que a sombra sobrevem na obra do compositor a partir das três faixas seguintes. "Farrapo Humano", "Objeto H" e "Forró de Janeiro" já adentram pela rota da variação sobre os primeiros temas.

Pérola Negra é ápice e lápide estética. Ouvimos hoje o Melodia desse disco, ainda que ele cante outros e melhores blues. Todos os seus atos são e serão regidos pelo LP. Não tem por que se lamentar da reprodução do mesmo modelo. O grande artista é sempre resultado de uma cena originária.

Texto escrito por Luis Antônio Giron e publicado na Bizz #136, de novembro de 1996

Review: Arch Enemy - Covered in Blood (2019)

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Covered in Blood é o novo lançamento da banda sueca Arch Enemy e foi lançado  dia 18 de janeiro. O material compila covers feitos pelo grupo durante toda a sua trajetória e traz 24 faixas com as vozes dos três vocalistas que passaram pela banda: Alissa White-Gluz, Angela Gossow e Johan Liiva. Essas releituras variam entre faixas incluídas em singles e edições especiais dos álbuns do quinteto, e outras inéditas e que foram gravadas especialmente para este título. A ótima notícia é que o CD está sendo lançado no Brasil pela Hellion Records.

O disco é dividido em três partes, sendo que a primeira é composta por treze músicas com a formação atual do grupo. Aqui, temos gravações fresquinhas que variam entre versões para canções conhecidas como “Shout" (Tears for Fears), “Breaking the Law” (Judas Priest) e “The Zoo” (Scorpions) e outras para nomes do underground. As mais conhecidas ganharam arranjos que as tornam bastante diferentes das originais, com os suecos adaptando as faixas para o seu próprio estilo. Essa primeira parte do disco é especialmente afiada e mostra o poderia do line-up que conta com Alissa e Jeff Loomis ao lado de Michael Amott, Sharlee D’Angelo e Daniel Erlandsson e que deu ao mundo os álbuns War Eternal (2014, onde Alissa estreou) e Will to Power (2017, debut de Loomis).

Na sequência temos sete faixas com Angela Gossow, vindas de anos atrás e presentes em b-sides e compilações anteriores. Aqui, o destaque vai para “The Book of Heavy Metal” (gravada originalmente pelo Dream Evil e que ficou sensacional), “Wings of Tomorrow”(do Europe, irreconhecível) e “Symphony of Destruction” (Megadeth). 

Fechando o pacote, quatro canções com Johan Liiva, registradas nos primeiros anos de carreira do Arch Enemy. Duas delas são do Iron Maiden - “Aces High” e “The Ides of March” -, e ganharam releituras agressivíssimas e que merecem atenção. 

De modo geral, Covered in Blood é um ótimo disco, onde as músicas mais conhecidas surpreendem pelas reinterpretações nada convencionais e onde as faixas menos populares parecem composições do próprio Arch Enemy - o melhor exemplo é a espetacular “Back to Back”, do Pretty Maids. 

Um excelente álbum, com um resultado final muito acima da média.

Livro sobre o Queen escrito sobre pesquisador brasileiro entra em financiamento coletivo

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Em agosto de 2010, o pesquisador, guitarrista e fã do Queen, Marcelo Facundo Severolancíu o livro Queen Magic Works. A obra é uma verdadeira bíblia para fãs da banda inglesa, e analisa cada música gravada pelo grupo durante toda a sua carreira. No entanto, a obra esgotou e, devida à demanda, agora está retornando através de financiamento coletivo.

Com novo título, Masters: Queen em Discos e Canções, a nova edição será publicada pela Editora Sonora. A diferença é que, desta vez, Severo resolveu atacar com a artilharia completa: nesta edição, o livro vem em um box caprichado, acompanhado de um CD com a trilha sonora do recente blockbuster Bohemian Rhapsody e uma camiseta oficial da tour de 1975 do Queen.


O Livro

O livro que você terá em suas mãos preenche uma lacuna importante para os fãs brasileiros: a contextualização da discografia do Queen, faixa a faixa, escrita por um fã, pesquisador e músico. Com aproximadamente 280 páginas, o livro de Marcelo Severo será ilustrado com as capas dos discos e fotos históricas. Trata-se de uma obra obrigatória de uma das bandas internacionais mais cultuadas pelo grande público brasileiro. 

O livro conta a história da banda tendo como fio condutor a sua discografia: sucesso a sucesso, disco a disco, canção a canção. Você vai conhecer muito mais sobre a essência da banda: as reais influências, curiosidades, detalhes musicais, o processo de gravação e principalmente entender o DNA do Queen, aquilo que faz a banda ser diferente de qualquer outra.

Propomos o seguinte exercício para você, fã e leitor: localize no livro a sua música favorita do Queen e leia a respectiva seção. Em seguida, com a letra da mesma em mãos, ouça-a com atenção. Muito provavelmente sua experiência será bem diferente de suas audições anteriores, de forma que, após a leitura completa deste livro, você passará a ouvir Queen com outros olhos.

Você pode optar por receber o livro dentro de um box comemorativo exclusivo acompanhado do CD oficial do filme Bohemian Rhapsody e de uma camisa oficial do Tour de 1975.

O CD

Pela primeira vez, as faixas da lendária performance de Queen no Live Aid estão sendo lançadas como parte da trilha sonora de Bohemian Rhapsody. Gravadas no histórico concerto de Wembley em julho de 1985, essas músicas do Live Aid estão entre as raras preciosidades e versões inéditas do rico catálogo da banda. Juntamente com as performances da Live Aid de “Bohemian Rhapsody”, “Radio Ga Ga”, “Hammer to Fall” e “We Are the Champions”, o álbum apresenta outras raras faixas ao vivo abrangendo toda a carreira de Queen. 

A Camisa

Modelo: Tour '75
Cor: Preta
Estampa: Impressão Digital
Manga: Curta
Gola: Careca
Composição: 100% Algodão
Produto Oficial Bandup

Contato:


18 de jan de 2019

Novo disco do Tesla

sexta-feira, janeiro 18, 2019

O Tesla, um dos nomes mais cultuados do hard rock norte-americano dos anos 1980 e 1990, lançará dia 8 de março o seu novo álbum. O disco tem o título de Shock e foi produzido pelo guitarrista do Def Leppard, Phil Collen, que também participou do processo de composição. O trabalho é o sucessor de Simplicity, que saiu em 2014.

Segundo a banda, as principais inspirações deste novo CD foram ícones como Queen e Beatles, além do próprio Def Leppard.

A formação atual do Tesla conta com quatro dos cinco integrantes originais da banda: Jeff Keith (vocal), Frank Hannon (guitarra), Brian Wheat (baixo) e Troy Luccketta (bateria). O guitarrista Dave Rude completa o time.

O tracklist de Shock é este:

1. You Won't Take Me Alive 
2. Taste Like 
3. We Can Rule the World 
4. Shock 
5. Love is a Fire 
6. California Summer Song 
7. Forever Loving You 
8. The Mission 
9. Tied to the Tracks 
10. Afterlife 
11. I Want Everything 
12. Comfort Zone


Estreia do Skid Row ganha edição especial de 30 anos

sexta-feira, janeiro 18, 2019

O disco de estreia do Skid Row, batizado apenas com o nome da banda e lançado em janeiro de 1989, está ganhando uma edição especial celebrando os seus trinta anos. A nova versão será lançada pela Rhino e traz as faixas originais remasterizadas pela primeira vez, mais a faixa bônus “Forever”. Além disso, o material virá com um disco extra com um show realizado pela banda no dia 28 de abril de 1989 no Marquee, na California.

O primeiro disco do Skid Row foi um dos grandes best sellers da virada dos anos 1980 para a década de 1990 e vendeu mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos, chegando ao 6º lugar da Billboard. O álbum traz clássicos como “Youth Gone Wild” e as baladas “18 and Life” e “I Remember You”, ambas grandes hits em todo o planeta.

A nova versão está disponível somente para os serviços de streaming.

Abaixo está o tracklist completo de Skid Row: 30th Anniversary Deluxe Edition:

1. Big Guns 
2. Sweet Little Sister 
3. Can't Stand the Heartache 
4. Piece of Me 
5. 18 and Life 
6. Rattlesnake Shake 
7. Youth Gone Wild 
8. Here I Am 
9. Makin' a Mess 
10. I Remember You 
11. Midnight/Tornado 
12. Forever (bonus track)

Live at the Marquee, Westminster, California (April 28, 1989):

1. Makin' a Mess 
2. Piece of Me 
3. Big Guns 
4. 18 and Life 
5. Sweet Little Sister 
6. Rattlesnake Shake 
7. I Remember You 
8. Here I Am 
9. Youth Gone Wild 
10. Cold Gin

Discoteca Básica Bizz #135: Crosby, Stills, Nash & Young - 4 Way Street (1971)

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Há, no mínimo, duas maneiras de incluir um álbum em sua discoteca básica. A primeira engloba aqueles LPs que, durante a infância ou a adolescência, graças à sua excelência musical, moldaram o seu gosto, deram contornos largos ao seu universo emocional, enfim, fizeram de você uma pessoa melhor, ou ao menos mais feliz . Discos que acompanharam você desde sempre como um pequeno ursinho de pelúcia incrustado na memória do coração.

A segunda é a descoberta de tais obras fundamentais numa outra época. Subitamente, você repara num imenso lapso deixado pela desatenção, ou até mesmo pela simples ignorância. É o meu caso com 4 Way Street, de Crosby, Stills, Nash & Young. Este texto destina-se àqueles que, como eu, gastaram muitos anos de suas vidas desconhecendo a magia desse trabalho.

Terceiro álbum do quarteto, trata-se, inegavelmente, de uma obra-prima! Gravado ao vivo em 1970 entre Nova York, Chicago e Los Angeles, 4 Way Street captura momentos sublimes. No formato de um CD duplo - com quatro faixas adicionais magníficas -, a primeira parte traz o set acústico e a segunda a parte eletrificada.

Álbuns ao vivo, em geral, tem a função de entregar aos fãs uma segunda leitura de músicas previamente conhecidas. Essas versões sempre soam mais quentes ou mais vibrantes, pois compensam a perda de qualidade das gravações de estúdio com o calor e o suor proporcionados pela presença de uma audiência. Muitas vezes esses LPs agradam apenas àqueles que já gostavam do trabalho.


Arrisco dizer que 4 Way Street foge completamente à regra. Ainda estabelece um outro parâmetro: quanto maior a crueza do arranjo, mais se percebe o esqueleto, a alma da canção de seu artista. Em muitos momentos deste show, cada um dos quatro empunha seu violão e se entrega a desenhar no ar o espírito irreproduzível de suas composições. São momentos de tal magia que esquece-se de respirar.

Para exemplificar, citarei apenas um momento de cada um. David Crosby com "The Lee Shore" (capaz de fazer pedras milenares chorarem), Stephen Stills em "49 Bye-Byes / America's Children" (absolutamente eletrizante), Graham Nash em "King Midas in Reverse" (uma verdadeira jóia, com um refrão comovente) e Neil Young com “Don’t Let It Bring You Down”(talvez a mais linda canção que eu já tenha ouvido, embora isso possa parecer absurdo). Estou falando apenas de quatro das 15 canções do primeiro álbum. Todas são fundamentais.

O segundo disco traz a parte eletrificada do show. O destaque é a longuíssima versão de "Southern Man", com seus 13 minutos e 15 segundos de solos alternados de Stills e Young. Completam a banda o baterista Johnny Barbata (que também emprestou suas baquetas aos Seeds e Turtles, duas crias psicodélicas dos anos 1960) e Calvin Samuels (baixo).

Trata-se de um clássico dos anos 1970 que permanece absoluto e incomparável. Na tradição dos grandes álbuns duplos do rock and roll, 4 Way Street tardiamente veio engrossar minhas prateleiras. Não deixe que isso aconteça com você. Se não tiver ainda esse disco, pare tudo imediatamente e vá comprá-lo.

Vale a pena.

Texto escrito por Nando Reis e publicado na Bizz #135, de outubro de 1996

17 de jan de 2019

Review: Frank Jorge - Histórias Excêntricas ou Algum Tipo de Urgência (2018)

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Entre as referências do rock gaúcho, Frank Jorge é uma das maiores. Com passagens marcantes por duas das mais lendárias bandas do Rio Grande do Sul - Os Cascavelletes e Graforréia Xilarmônica -, desde a década de 2000 o vocalista, multi-instrumentista e compositor embalou uma carreira solo que chegou ao quinto disco em 2018.

Histórias Excêntricas ou Algum Tipo de Urgência foi gravado entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018 no Estúdio Dreher, em Porto Alegre, e tem a produção assinada por Thomas Dreher. Lançado em um lindo CD digipak pelo 180 Selo Fonográfico, o álbum vem com onze músicas, todas compostas por Frank. O cara também toca praticamente todos os instrumentos, tendo a ajuda do parceiro de Graforréia Alexandre Birck em sete faixas.

Musicalmente, o que ouvimos no CD é o rock característico de Frank Jorge, que traz muitas influências de ícones como Beatles, Stones e Jovem Guarda, além de letras muito bem escritas e melodias sempre grudentas. Esses ingredientes fazem com que o resultado seja uma audição super agradável e divertida.

Uma curiosidade: o álbum é o sucessor de Escorrega Mil Vai Três Sobre Sete (2016) e teve o seu processo de composição iniciado uma semana após Frank abrir o show de Paul McCartney em Porto Alegre, em 2017. A experiência com o Beatle fez muito bem ao músico, que mostra grande inspiração em músicas muito bem resolvidas e com o típico tempero dos anos 1960.

Se você procura um álbum de rock honesto e despretensioso, bem gravado e com excelentes músicas, está aqui uma ótimo exemplo.

“Ghost Love Score” e a emoção que vem

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Algumas músicas são capazes de emocionar até mesmo uma pedra. E “Ghost Love Score”, do Nightwish, certamente é uma delas. Lançada em 2004 em Once, quinto álbum da banda finlandesa, chamou a atenção desde o início devido à união perfeita entre o heavy metal, o aspecto sinfônico e os vocais operísticos de Tarja Turunen. No entanto, Tarja deixou a banda após a turnê do disco, e o Nightwish entrou em uma espécie de limbo, retomando as atividades somente em 2007 com Dark Passion Play e Anette Olzon colo vocalista. Só que tinha um problema: Anette não casou muito bem com a banda, e acabou também deixando o grupo.

É aí que uma força da natureza chamada Floor Jansen entra na história. Nascida em 21 de fevereiro de 1981, Floor é holandesa e assumiu os vocais do Nightwish de maneira definitiva, colocando a banda do tecladista Tuomas Holopainen em outro nível.

Isso é claramente perceptível através das performances ao vivo de “Ghost Love Score” com Floor Jansen nos vocais. É algo de cair o queixo, de impressionar até os mais experientes professores de técnicas vocais e levar às lágrimas quem está assistindo. 

A versão definitiva de “Ghost Love Score” foi gravada no Wacken Open Air em 2013 e teve o seu vídeo disponibilizado pela banda e pela gravadora Nuclear Blast. O que assistimos é algo realmente surreal, com uma performance irretocável da banda e com Floor brilhando de uma maneira intensa. A forma como ela canta é absolutamente brilhante, demonstrando toda a sua técnica vocal e controle absoluto sobre sua voz. Gosto especialmente de toda a parte final da música, após a pausa sinfônica no meio da canção. A partir deste momento tudo entra em um crescendo constante, levando a um ápice absolutamente incrível e que tem como protagonista Floor Jansen.

Abaixo está o vídeo para você assistir “Ghost Love Score” ao vivo, além de pessoas reagindo à performance e vídeos de Tarja e Anette cantando a mesma música, em que é possível perceber o quanto Floor subiu o nível. É emocionante - assista e sinta:

Mais de 40 anos depois, a lendária Casa das Máquinas lançará um novo disco

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Em entrevista ao Tenho Mais Discos que Amigos!, o tecladista Mário Testoni Jr. confirmou que a lendária Casa das Máquinas, um dos principais nomes do rock brasileiro durante os anos 1970, lançará um novo álbum em 2019. Este será o primeiro disco da banda em 43 anos, desde o icônico Casa de Rock, que saiu em 1976. A curta discografia do grupo conta ainda com Casa das Máquinas (1974) e Lar de Maravilhas (1975), todos muito bons e com o status de clássicos do rock brazuca.

A banda é formada atualmente por Testoni e Mário Franco Thomaz (bateria), únicos remanescentes das formações de décadas passadas, que agora contam com a companhia de João Luiz (vocal), Marcelo Schevano (guitarra, também do Carro Bomba) e Fábio César (baixo).

O novo trabalho será lançado no segundo semestre em CD, LP e nos formatos digitais. E a primeira prévia, a faixa “Nova Casa”, pode ser conferida abaixo:

Geddy Lee dá pistas que um novo álbum solo vem por aí

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Promovendo o seu livro Geddy Lee’s Big Beautiful Book of Bass, o baixista e vocalista do Rush foi perguntado se tem planos de gravar um novo álbum solo, já que a banda canadense encerrou as atividades. A resposta de Geddy irá animar os fãs: "Bem, isso é certamente possível. Eu meio que me abriguei nessa coisa do livro nos últimos dois anos e meio. E agora que isso está feito, depois de terminar a turnê de promoção, vou começar a pensar em escrever algumas músicas”.

O músico, que está com 65 anos, gravou apenas um álbum solo. My Favorite Headache foi lançado em novembro de 2000 e contou com as participações do guitarrista Ben Kink (k.d. lang) e do baterista Matt Cameron (Pearl Jam, Soundgarden). O disco mais recente do Rush foi Clockwork Angels, de 2012.

16 de jan de 2019

Review: Prophets of Rage - Prophets of Rage (2017)

quarta-feira, janeiro 16, 2019

O Prophets of Rage é a união dos instrumentistas do Rage Against the Machine - o guitarrista Tom Morello, o baixista Tim Commerford e o baterista Brad Wilk - com os rappers B-Real (do Cypress Hill) e Chuck D (do Public Enamy), mais o DJ Lord (também do Public Enemy). Ou seja: sai o discurso de Zack de la Rocha e entra a poesia igualmente contestadora de Chuck e Real. Musicalmente, o que sai das caixas é a sonoridade de uma das mais importantes e originais bandas dos anos 1990 turbinada pelos versos de duas das das mais lendárias vozes do rap.

Logicamente, tudo isso faz com que o auto-intitulado primeiro disco da banda tenha a política como tema principal das letras, ainda mais por ter sido lançado em 2017, logo após a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O álbum, que foi ignorado pelas gravadoras brasileiras, finalmente está chegando ao mercado nacional em uma iniciativa digna de elogios da Hellion Records, que foi atrás de um título que a representando brasileira da Fantasy Records não teve interesse em disponibilizar por aqui.

O CD vem com doze faixas e foi produzido por Brendan O’Brien (Pearl Jam, Bob Dylan, AC/DC). Há momentos em que a herança do Rage Against the Machine ganha destaque, como em “Living on the 110”, e outros onde a banda parece querer fugir da identidade sonora de outrora. Isso faz com que algumas canções acabem perdendo força e vaguem por um caminho sem muito foco, como fica claro no trio de faixas que abre o disco - “Radical Eyes”, “Unfuck the World” e “Legalize Me”. Essas faixas não trazem a raiva e a indignação nas interpretações vocais que se esperaria de uma união entre forças artísticas tão provocadoras.

Muito dessa sensação vem da abordagem que Morello adotou na guitarra. Ele não utiliza as notas marcantes dos tempos do RATM, onde a sua guitarra era quase percussiva e os acordes despejavam uma espécie de rap faiscante, e tampouco trilha caminho semelhante ao Audioslave, onde alternou momentos de peso explosivo com outros de puro lirismo. É louvável, e perfeitamente entendível, que um instrumentista do calibre de Morello não queira se repetir, no entanto a maneira como ele coloca a sua guitarra na maioria das canções deste primeiro álbum do Prophets of Rage deixa a sensação de que a coisa poderia render muito mais do que efetivamente rendeu.

Independente desses aspectos, o fato é que trata-se de um trabalho marcante e até mesmo histórico por reunir músicos que sempre tiveram um discurso semelhante e que aqui juntaram forças para expressar o que sentem em relação ao momento atual do mundo.

Novo álbum de Suzi Quatro

quarta-feira, janeiro 16, 2019

A veterana Suzi Quatro lançará no final de março o seu décimo-sexto disco. No Control é o sucessor de In the Spotlight (2011) e traz onze músicas, a maioria fruto da colaboração da vocalista e baixista com seu filho, Richard Tuckey.

No Control será lançado pela SPV/Steamhammer dia 29 de março em CD digipak, LP duplo, download e nos serviços de streaming. Confira o tracklist abaixo:

1. No Soul/No Control 
2. Going Home 
3. Strings 
4. Love Isn't Fair 
5. Macho Man 
6. Easy Pickings 
7. Bass Line 
8. Don't Do Me Wrong 
9. Heavy Duty 
10. I Can Teach You to Fly 
11. Going Down Blues

15 de jan de 2019

Playlist: Sério que é Cover?!?

terça-feira, janeiro 15, 2019

Algumas canções estão tão impregnadas em nossas vidas e no inconsciente coletivo que temos impressões erradas sobre elas. "O que importa é quem canta, não quem compõe", como diria um amigo. Por isso, essa playlist é uma homenagem aos compositores de alguns dos maiores clássicos do rock, do pop e da música em geral, que deram ao mundo músicas que foram eternizadas nas vozes de outros artistas.

A ideia aqui é elencar a primeira gravação de grandes hits, a gravação original de músicas que ficariam muito mais conhecidas anos mais tarde através de outros nomes.

Se você tiver sugestões, mande nos comentários e elas serão incluídas na playlist.

Divirta-se (e surpreenda-se)!

Review: Vakan - Vagabond (2018)

terça-feira, janeiro 15, 2019

Vagabond é o disco de estreia da banda gaúcha Vakan, e foi disponibilizado nos apps de streaming em 2018, ganhando versão física em CD no final do ano. O álbum é o sucessor do EP Freeze! (2012) e chega para apresentar o quarteto natural de Santa Maria para todo o Brasil.

Formado por Matheus Oliveira (vocal), Alexandre Marinho (guitarra), Natanael Couto (baixo) e Lucas Oliveira (bateria), o Vakan executa um power metal que tem como principais referências nomes como Iron Maiden, Helloween e Angra. O diferencial da banda está na inserção de elementos da música tradicional gaúcha ao peso do heavy metal, gerando assim um aspecto étnico e folk que dá um gosto todo especial ao seu som.


Vagabond vem com 13 faixas, sendo que algumas delas funcionam como interlúdios. A produção é super bem feita e ressalta o bom trabalho de todos os integrantes. A banda varia entre canções que são mais focadas no power metal tradicional como “Beyond Makind”, “Russian Roulette” e “Euphoria”, e outras onde traz para a ordem do dia as já citadas influências de música gaúcha. É nesse segundo momento que o álbum ganha força e apresenta ao ouvinte algo praticamente inédito. Que fique claro: as músicas com a pegada mais tradicional são boas e bem executadas, porém não trazem praticamente nada que já não tenha sido feito antes. Mas quando mergulha nas raízes da cultura musical do Rio Grande do Sul, daí sim o Vakan encontra um som próprio e que constrói a personalidade de sua música.

Destaques para a parte final do disco, a partir da curta instrumental “Interlude: Eremita”, onde temos sete faixas em que o metal caminha lado a lado com a música tradicionalista, rendendo belíssimos momentos, com destaque para a ótima “Presumption of Guilt”. 

Vagabond é uma boa estreia, que mostra uma banda com talento, grande potencial e ótimas ideias. O tempo de estrada deve tornar a sonoridade do Vakan ainda mais forte e azeitada, com o desenvolvimento mais profundo dos dois aspectos de sua música, gerando assim um caminho ao mesmo tempo original e cativante.

Discoteca Básica Bizz #134: A Checkered Past - The 2 Tone Collection (1993)

terça-feira, janeiro 15, 2019

Mistura de selo independente e organização não-governamental, composto de bandas multirraciais, o 2 Tone foi a arma encontrada pelos adolescentes ingleses para torpedear a onda de racismo - leia-se skinheads - e o governo mão-de-ferro de Margaret Thatcher. "Este é basicamente um lugar em que o preto e o branco brincam juntos", define Pauline Black, vocalista do Selecter. A história do movimento está em A Checkered Past - The 2 Tone Collection, CD que reúne todos os singles lançados pelo selo, de 1979 a 1986.

Musicalmente, a receita do 2 Tone fundia a energia primal gerada pelos punks ingleses com o balanço do ska - ritmo que ferveu a Jamaica nas décadas de 1950 e 1960 e que se mudou de mala e cuia para a Inglaterra. Com a posse dos ingredientes, faltava um mestre-cuca para a receita não desandar. E ele apareceu sob a forma do tecladista Jerry Dammers.

Dammers montou os Automatics - definidos como heavy reggae - ao lado do guitarrista Lynval Golding e do baixista Horace Panter. Dois anos depois o grupo mudou para Special A.K.A. e recrutou os vocalistas Terry Hall e Neville Staples e o guitarrista Roddy Radiation, para lançar o single "Gangsters". Era julho de 1979. Começava o 2 Tone.

"Gangsters" foi o cartão de visitas para conhecer a ideologia do movimento. A melodia citava o proto-reggae "Al Capone", do veterano Prince Buster, e a letra denunciava aqueles que queriam "se dar bem" no mundo musical.


Mas havia outros grupos com o mesmo ideal de Dammers. Tinha o som pop de Madness, o ska com influências de soul music do Beat (English Beat, para os americanos) e o Selecter. O selo ainda engrossou suas fileiras com o trombonista jamaicano Rico Rodriguez. Em 1979, já rebatizada como Specials, a turma de Dammers lança "A Message to You Rudy", reggae paleolítico de Daddy Livingstone. O Madness solta "The Prince" e vira superstar. The Beat entra nas paradas com a versão de "Tears of a Clown", de Smokey Robinson. Em 1980, o 2 Tone capitalizava 250 mil singles vendidos e sete músicas na parada inglesa.

A boa fase se estenderia até o ano seguinte, quando Specials e The Selecter encerraram suas atividades. Dammers reformou o Special A.K.A., que perpetuou o clássico "Nelson Mandela". O Beat deu origem ao General Public e ao Fine Young Cannibals. O Madness só se deu por vencido em 1986. Mas aí o estrago já havia sido feito.

Texto escrito por Sergio Martins e publicado na Bizz #134, de setembro de 1996

Os LPs mais vendidos nos Estados Unidos em 2018

terça-feira, janeiro 15, 2019

As vendas de discos de vinil cresceram 14,6% nos Estados Unidos, maior mercado fonográfico do mundo, em 2018. No total, foram comercializados 16,8 milhões de LPs no país, de acordo com a Nielsen Music, instituição responsável pelo levantamento de dados relativos à indústria musical no mercado norte-americano.

O ranking de LPs mais vendidos é dominado por títulos de catálogo considerados clássicos, com exceção do Panic! at the Disco (que foi lançado em 2018) e da trilha de Guardiões da Galáxia (se bem que essa trilha é composta por canções antigas de bandas e artistas clássicos). Foi divulgado também o ranking com os singles mais vendidos no período (os famosos compactos de 7 polegadas), e nesse caso também temos uma dominância de canções mais antigas, com exceção de algumas bem-vindas novidades de nomes como Sleep, Chris Cornell e Paul McCartney.

Abaixo você confere os top 10 com os álbuns e os singles de vinil mais vendidos nos Estados Unidos em 2018.

TOP 10 SELLING VINYL ALBUMS OF 2018 IN U.S.  
1 Soundtrack, Guardians of the Galaxy: Awesome Mix Vol. 1 - 84,000
2 Michael Jackson, Thriller - 84,000
3 Fleetwood Mac, Rumours - 77,000
4 The Beatles, Abbey Road - 76,000
5 Prince and The Revolution, Purple Rain (Soundtrack) - 71,000
6 Pink Floyd, The Dark Side of the Moon - 67,000
7 Bob Marley and The Wailers, Legend: The Best Of… - 61,000
8 Queen, Greatest Hits - 60,000
9 Amy Winehouse, Back to Black - 59,000
10 Panic! at the Disco, Pray for the Wicked - 59,000
Source: Nielsen Music, for the tracking period Dec. 29, 2017 through Jan. 3, 2019.

TOP 10 SELLING VINYL SINGLES OF 2018 IN U.S.  
1 The Beatles, "Yellow Submarine" - 10,000
2 Prince, "Nothing Compares 2 U" - 9,000
3 Led Zeppelin, "Rock and Roll"/"Friends" - 8,000
4 Sleep, "Leagues Beneath" - 5,000
5 Chris Cornell, "When Bad Does Good" - 4,000
6 David Bowie, "Let's Dance" (Full Length Demo) - 4,000
7 Paul McCartney, "I Don't Know"/"Come On To Me" - 4,000
8 U2, "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me" - 3,000
9 The Jimi Hendrix Experience, "Burning of the Midnight Lamp" - 3,000
10 John Williams, "The Rebellion Is Reborn" - 3,000
Source: Nielsen Music, for the tracking period Dec. 29, 2017 through Jan. 3, 2019.

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