26 de mar de 2019

Elton John anuncia autobiografia

terça-feira, março 26, 2019

Elton John anunciou em seu perfil oficial do Twitter a capa, título e data de lançamento de sua primeira e única autobiografia. Com o título de Eu, Elton John, o livro chegará às lojas a partir do dia 15 de outubro e a pré-venda já está disponível. 

No início de março, o artista comentou sobre o lançamento: ''Minha vida tem sido uma montanha-russa e agora estou pronto para contar a minha história com as minhas próprias palavras''.

A capa do livro apresenta uma imagem em preto e branco de John em sua juventude. ''Esta é a primeira vez que alguém vê isso, além de mim, claro'', disse o cantor ao anunciar o lançamento no Twitter.


De acordo com a descrição oficial: ''Em sua primeira e única autobiografia oficial, o ícone da música Elton John revela a verdade sobre a sua extraordinária vida. Eu, Elton John é uma história alegre, honesta e comovente do cantor e compositor de maior sucesso de todos os tempos''.

Ao falar sobre o projeto, Elton fez uma declaração: ''Eu não costumo ser uma pessoa nostálgica. Muitas vezes sou acusado de ser muito ansioso pelo meu próximo show ou projeto criativo. É uma grande surpresa para mim estar nesse processo de escrever as minhas próprias memórias. Quando eu olho para trás, percebo que vida louca tive o privilégio de viver'', completa o artista. 

Ainda não há previsão de lançamento da autobiografia de Elton no Brasil, mas é bem provável que o livro desembarque em nossas livrarias até o final do ano.

Fonte: Rolling Stone

Nikki Sixx revela reação de Roger Taylor ao filme que conta a história do Mötley Crüe

terça-feira, março 26, 2019


Em entrevista ao Planet Rock, Nikki Sixx revelou a reação de Roger Taylor, baterista do Queen, ao assistir The Dirt, o filme que conta a vida do Mötley Crüe.

De acordo com o baixista: “Recebi um e-mail de Roger há algumas semanas, onde ele contou que foi a uma exibição particular e achou ótimo, e que entende o quão difícil é fazer um filme como The Dirt porque eles tentaram produzir algo similar sobre o Queen durante mais de dez anos. Ele falou: ‘É um filme incrível, é honesto e eu realmente desejo boa sorte a vocês com isso’. As palavras de Roger significaram muito para mim, porque o Queen sempre foi uma grande influência na minha vida”.

Nikki também comentou sobre os motivos que levaram a Netflix a lançar The Dirt apenas pelo streaming e não nos cinemas. “Eles queriam o filme que fizemos. Foi muito importante para eles e isso significou muito para nós, porque não queríamos ter que lidar com isso dia após dia, adequando a história às normas de censura que são aplicadas na indústria cinematográfica. Não queríamos discutir todos os dias o que deveria entrar e o que deveria ficar de fora, porque nós tínhamos uma história para contar”.

Machine Head celebra 25 anos de Burn My Eyes com turnê com a formação clássica

terça-feira, março 26, 2019


Após implodir e perder o guitarrista Phil Demmel e o baterista Dave McClain, o Machine Head ficou reduzido ao vocalista e guitarrista Robb Flynn e ao baixista Jared MacEachern. Enquanto o futuro da banda não é definido – e eles abriram audições para novos músicos -, uma volta ao passado foi anunciada.

Flynn celebrará os 25 anos do clássico primeiro disco do Machine Head, Burn My Eyes, com uma turnê que contará com a participação do guitarrista Logan Mader e do baterista Chris Kontos, que gravaram o álbum e formaram a banda com Robb Flynn e o baixista Adam Duce no início dos anos 1990. Os shows contarão com duas partes distintas. Na primeira a banda tocará seus sons atuais, já contando com a presença dos novos guitarrista e baterista, que ainda não foram escolhidos. E na segunda parte teremos e execução completa de Burn My Eyes, com Robb e Jared ao lado de Logan e Chris. A tour rolará na Europa a partir de novembro.

Após deixar o Machine Head em 1998, Logan Mader tocou em diversas bandas até se estabilizar no Once Human, que já lançou dois discos. Ele participou do primeiro álbum do Soulfly e também do EP Tribe, lançado em 1999 pela banda de Max Cavalera. Já Chris Kontos saiu do Machine Head em 1995, antes da gravação do segundo disco do grupo. Desde então tocou em diversos projetos, incluindo passagens pelo Testament e pelo Exodus.

25 de mar de 2019

Filme: The Dirt – Confissões do Mötley Crüe (Netflix, 2019)

segunda-feira, março 25, 2019


Estamos definitivamente na era dos filmes sobre bandas de rock, das cinebiografias que contam a história de grandes nomes da música. Após o sucesso arrebatador de Bohemian Rhapsody, filme sobre o Queen que arrecadou quatro Oscars, a tendência é de que mais e mais obras do gênero cheguem ao público.

E elas realmente estão começando a chegar. Após assistir Lords of Chaos, que conta a controversa história do Mayhem – leia o review aqui -, chegou a vez de conferir The Dirt, que traz para o grande público as loucuras inacreditáveis vividas pelo Mötley Crüe. O filme é baseado no livro The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band, escrito pelos quatro músicos da banda norte-americana e publicado em 2001. Produzida pela Netflix, a adaptação foi dirigida por Jeff Tremaine e teve o roteiro escrito por Rich Wilkes. No papel dos músicos temos Douglas Booth como Nikki Sixx, Iwan Rheon (o Ramsay Bolton de Game of Thrones) como Mick Mars, Colson Baker (que possui uma carreira como rapper onde atende pelo nome de Machine Gun Kelly) como Tommy Lee e Daniel Webber como Vince Neil.


Antes de mais nada, é preciso contextualizar o Mötley Crüe para quem nunca acompanhou ou se interessou pela banda. O quarteto surgiu em Los Angeles em 1981 e é, muito provavelmente, o mais importante nome do glam metal. Influenciados por grupos como New York Dolls, Aerosmith e a cena punk rock, e contemporâneos dos finlandeses do Hanoi Rocks, que estavam fazendo um som similar no Velho Mundo, o Mötley Crüe definiu as bases sonoras e estéticas de toda cena hard rock que teve o seu epicentro na cidade californiana e tomou de assalto as paradas de discos e a programação da MTV até o início da década de 1990. Ainda que o Guns N’ Roses seja a maior e mais bem sucedida banda do estilo, foi o Mötley Crüe que definiu como tudo deveria ser feito e influenciou todo mundo que veio depois. O rock básico, os grandes riffs, o visual espalhafatoso e exagerado, músicas com refrãos pegajosos, o som que atiçava o apetite sexual: tudo isso veio do quarteto.

E um dos pontos mais comentados durante toda a história do Mötley Crüe foram justamente as histórias inacreditáveis vividas pela banda durante as suas turnês. Quartos de hotel depredados, sexo aos montes, orgias antológicas, quilos de cocaína, piscinas de whisky e todos os exageros possíveis fizeram da banda um dos nomes mais lendários dos anos 1980. E tudo regado a ótimas músicas, como não poderia deixar de ser.


The Dirt, o filme, não se priva de mostrar toda a loucura que fazia parte do cotidiano dos músicos. Mas deixa claro que eles eram, também, muito mais do que isso. A direção de Tremaine é dinâmica e impõe um ritmo quase frenético ao filme. As atuações do quarteto que interpreta os integrantes é competente, com destaque para Douglas Booth e Daniel Webber, que carregam as doses mais dramáticas nos papéis de Nikki Sixx e Vince Neil. A história é contada de uma forma divertida, mas sem varrer para baixo do tapete os pontos sombrios da trajetória da banda como o pesado vício em heroína de Sixx, o acidente de carro em que Vince Neil causou a morte de Nicholas ‘Razzle’ Dingley (baterista do Hanoi Rocks) e a violência contra a mulher que se tornou algo frequente na vida de Tommy Lee. Merecem destaque as aparições de Ozzy Osbourne (em uma cena antológica e hilária, interpretado pelo ator Tony Cavalero, da série Escola do Rock da Nickelodeon), David Lee Roth (vivido por Christian Gehring) e Slash (não consegui encontrar quem faz o papel do guitarrista do Guns N’ Roses).

O saldo final é muito positivo. The Dirt é um excelente filme, que contribui para tornar a lenda do Mötley Crüe ainda maior. A banda, que encerrou as atividades no final de 2015, gravou quatro faixas inéditas para a trilha sonora, que está disponível nos serviços de streaming e será lançada nos formatos físicos.

The Dirt é o rock and roll transformado em filme. Você assiste e fica com uma vontade imensa de ouvir a banda e mergulhar em sua discografia. E, convenhamos, não existe elogio maior para essa categoria de filme do que esse.

Ozzy realmente cheirou uma carreira de formigas, como mostra o filme sobre o Mötley Crüe?

segunda-feira, março 25, 2019

Disponível na Netflix desde sexta-feira, 22, o filme biográfico do Mötley Crëe, The Dirt, apresenta o jovem Ozzy Osbourne (interpretado por Tony Cavalero, o professor da série Escola do Rock, da Nickelodeon) em uma memorável aparição de 1984, em que o Príncipe das Trevas tocou com a banda em Los Angeles. 

Em um dia, todos estavam na piscina do hotel,  no intervalo entre os shows, e Ozzy fez um discurso motivacional para os meninos sobre a seriedade de estarem em uma turnê e dicas sobre o perigo das drogas e o sexo desprotegido. E então, ele tira um canudinho, ajoelha-se no chão e cheira uma fila de formigas. Depois, ele urina no chão e lambe, desafiando o baixista do Crüe, Nikki Sixx (interpretado por Douglas Booth), a fazer o mesmo.

Na vida real, Osbourne não é estranho às experiências desagradáveis. Em 1982, ele ficou famoso por enfiar um morcego na boca e dar uma mordida ao vivo no palco. Ele também mordeu a cabeça de duas pombas, não durante um show, mas durante um encontro com os executivos da CBS Records, em 1981, porque ele estava bêbado e irritado com um dos publicitários da gravadora. Cheirar formigas, em teoria, se assemelha com esse comportamento.



Mas essa história é real? De acordo com o The Dirt, a autobiografia do Mötley Crüe, de 2001, em que o filme é baseado, a resposta é sim. O filme basicamente reproduz o que está escrito no livro, inclusive os diálogos. O prefácio é escrito por Sixx, e ele conta sobre o quão importante foi Osbourne na história da banda. O Príncipe das Trevas serviu como exemplo para todas as loucuras que os integrantes da banda fariam no auge da fama. ''Achamos que tínhamos elevado o comportamento a uma forma de fazer arte'', conta Sixx em um dos primeiros capítulos do livro. ''Mas então nós conhecemos Ozzy'', e ele conta que essa turnê foi o ponto de partida que colocou toda a banda em intensa energia. 

Mas então, o que exatamente aconteceu quando a banda e Ozzy estavam na piscina em uma parada da turnê na Flórida? Como o livro conta, o vocalista do Black Sabbath pediu aos integrantes do Crüe por um pouco de cocaína. Quando Sixx disse que não tinha, Ozzy solicitou um canudinho. No livro, Sixx conta: ''Entreguei o canudo e ele caminhou até uma fresta na calçada e se inclinou. Eu vi uma longa fila de formigas, marchando para um pequeno formigueiro. E eu pensei: 'Não, ele não faria isso', e ele fez. Ozzy colocou o canudo no nariz e mandou toda a fila de formigas fazendo cócegas no nariz dele. Ozzy então levantou o seu vestido e mijou na calçada. Sem sequer se importar para quem estava olhando - todos da turnê estavam observando-o, enquanto as mulheres idosas e as famílias no deque da piscina fingiram que não viram ele fazer isso. Ozzy se ajoelhou e lambeu o chão. Ele não apenas encostou a língua, ele fez meia dúzia de prolongados e completos movimentos, como um gato. Então ele se levantou e, com os olhos brilhando e a boca molhada de urina, olhou diretamente para mim e disse: 'Faça isso, Sixx!'".

Em algumas entrevistas, Ozzy alegou que não lembra desse acontecimento em específico:"Não tenho absolutamente nenhuma lembrança de fazer isso", ele disse.

No final, é a palavra de Ozzy contra Nikki Sixx. Até hoje a banda afirma que isso realmente aconteceu. A Page Six perguntou recentemente para Sixx se a história era verdadeira, e ele reconfirmou alegremente: “Claro. Nós éramos uma banda jovem e selvagem e Ozzy meio que nos colocou debaixo de sua asa. Pensamos que poderíamos competir com isso, mas você não pode com o Ozzy. Ele ganhou."

Fonte: Rolling Stone

Gene Simmons e Paul Stanley falam sobre a parceria que mantém o Kiss vivo e na estrada

segunda-feira, março 25, 2019

Gene Simmons, vocalista do Kiss, admitiu para o Yahoo! 7 Notícias que ele e o guitarrista Paul Stanley têm suas diferenças e às vezes ele o enlouquece. "Sou peculiar", Gene diz. "Reconheço isso. Eu sou egocêntrico. Eu sou todo 'tudo é sobre mim mesmo'. Eu amo o som da minha própria voz."

O baterista Eric Singer descreveu a relação entre Gene e Paul como: ''Yin-yang. É como uma bateria, com um lado positivo e o lado negativo, mas que juntos criam a energia elétrica que é necessária para que algo tenha força''.  

Em recente entrevista para à revista Guitar World, Gene disse que ele estaria em ''lugar nenhum" se não tivesse conhecido Paul há quase meio século. "Há uma química entre nós", explicou. "Embora seja justo dizer que eu e o Paul somos pessoas completamente diferentes, nós somos dois lados diferentes da mesma moeda. Eu não tenho nenhum irmão ou irmã por parte de mãe. Mas certamente Paul seria o irmão que eu nunca tive. Nós constantemente discordamos sobre várias coisas, mas nós compartilhamos valores importantes que fazem os grandes relacionamentos durarem uma vida." Gene segue: "Ame sua família. Não abandone seus filhos. Apareça na hora. Faça seu trabalho. Seja gentil. Tenha ética de trabalho. Faça todas essas coisas. Se você tiver sorte, e se for você for abençoado por ter a coisa certa no lugar certo e na hora certa, você pode encontrar alguém que possa trabalhar junto. Porque se o Mick Jagger tiver uma noite de folga, os Rolling Stones não serão tão bons, mas se eu tiver uma noite de folga, eu sei que o Paul vai impulsionar todo o processo para atingirmos o nosso objetivo. O mesmo se ele tirar uma noite de folga. E não se enganem, o Tommy Thayer e Eric são bons para acertar também''. 

Em outra entrevista, o jornal Arizona Republic perguntou a Paul Stanley como eles conseguiram continuar trabalhando uns com os outros por tanto tempo, e ele respondeu: "Eu acho que talvez por causa de nossas origens. Nós acreditamos que é preciso trabalhar duro em tudo que nos é dado. Não somos preguiçosos, e também acredito que construímos uma relação de confiança e de respeito um pelo outro. Isso não significa que não tenhamos brigado ou tido os nossos momentos. Mas eu acho que o Gene é a coisa mais próxima que eu tive de um irmão. Eu posso contar com ele em qualquer situação. Ele esteve lá para mim e eu sempre estarei lá para ele ", conta ao guitarrista. "Isso não nega o fato de que somos pessoas muito diferentes em como reagimos ou respondemos às coisas. Concordo com muitas coisas que ele diz ou certas coisas que ele faz? Claro que não. Eu gosto de certos comportamentos? Não. Mas o nosso relacionamento não é sobre isso. Nem precisa ser. Somos pessoas diferentes. Mas no fundo, há alguns princípios básicos que são muito sintonizamos e acho que os anos juntos consolidou isso e nos fez estar muito mais perto''. 

Em seu livro, Face The Music: A Life Exposed, lançado em 2014, Stanley insistiu que seu relacionamento com Gene melhorou lentamente ao longo do tempo. Mas ele também escreveu: "Gene escolheu ignorar alguns de seus problemas, e com isso, criou uma barreira que, infelizmente, fez com que ele se sentisse obrigado a derrubar qualquer um que ameaçasse a sua singularidade de estar no centro das atenções." 

Fonte: Rolling Stone

"Estou perto do fim", declara Ozzy Osbourne

segunda-feira, março 25, 2019

O Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, refletiu sobre a sua própria morte em uma recente entrevista para a Metal Hammer. Osbourne sugeriu que o motivo dele ainda estar vivo é pura sorte.

Sim, eu penso sobre isso. Estou chegando perto do fim agora. Fazer 70 anos torna você ciente da mudança fenomenal que está acontecendo no mundo. É uma loucura. Tudo está acelerado em um nível ridículo agora. Você consegue fazer mais coisas em uma hora do que você poderia fazer em uma semana. Eu acho que a humanidade está se movendo muito rápido. Ainda não consigo trabalhar com um computador. Mas envelhecer faz você perceber como o tempo é valioso também. Eu odeio estar atrasado para qualquer coisa. Se você disser: 'esteja lá às oito', estarei lá às sete e meia. Eu odeio me atrasar. Isso é motivo de discussão lá em casa o tempo todo. Minha esposa nunca chegou cedo em sua vida''.

Em outra entrevista para à revista Metal Hammer, Osbourne disse que se tivessem perguntado para ele há alguns anos até que idade ele achava que viveria, ele teria dito: “Eu vou estar morto até os 40!”.

Na entrevista, ele falou sobre a primeira vez em que tentou largar as drogas e que nunca imaginou que chegaria o dia em que ele preferiria a sobriedade. A sorte me acompanhou a vida inteira. Não seria surpresa para ninguém se algum dia publicassem a manchete ‘Ozzy Osbourne é encontrado morto em quarto de hotel’. Você não pensaria ‘Nossa, é sério?’, mas sim ‘Claro, obviamente’”.

Fonte: Rolling Stone


Michael Jackson não será retirado do Rock and Roll Hall of Fame, apesar das acusações de pedofilia

segunda-feira, março 25, 2019

Apesar das graves acusações de abuso sexual de menores apresentadas contra Michael Jackson no documentário Leaving Neverland, o cantor não vai perder seu lugar no Hall da Fama do Rock. Coroado de Rei do Pop por sua legião de fãs, ele foi induzido duas vezes na cobiçada instituição: a primeira vez em 1997, como integrante do Jackson 5, e a segunda em 2001, como artista solo.

De acordo com a TMZ, ele é “reconhecido por seu talento e excelência musical, além de ter gerado um impacto permanente no rock and roll. Em outras palavras, Michael Jackson mudou a música para sempre”.

Recentemente, a franquia de museus de cera Madame Tussauds também declarou que as representações do cantor devem permanecer em exposição, apesar de fazerem constantes análises das obras disponíveis e recolherem feedback dos visitantes. “As figuras expostas são de pessoas que tiveram um impacto na cultura popular, e são essas pessoas que o público espera ver”, contou um representante da rede.

Taj Jackson, sobrinho de Michael, revelou também que está preparando um documentário para rebater as acusações de Leaving Neverland.

Fonte: Rolling Stone

Filme contará a história do Sex Pistols

segunda-feira, março 25, 2019

Não há dúvidas de que o enorme sucesso de Bohemian Rhapsody resultou, entre os produtores de filmes, em uma busca imediata por histórias de bandas ou músicos que tenham potencial para virarem uma cinebiografia. E o próxima da lista é o Sex Pistols.

A trajetória do grupo anarquista britânicos dos anos 1970 vai virar filme. A agência Starlight Films é a responsável, e tem trabalhado nas etapas iniciais do projeto ao longo dos últimos 18 meses. 

As gravações ainda não começaram. De acordo com a produtora, iniciaram agora as discussões sobre os possíveis atores que interpretarão Sid Vicious, Johnny Rotten, Steve Jones e Paul Cook.

A trama terá como foco principal Malcolm McLaren, empresário da banda, e sua relação com a lendária designer de moda Vivienne Westwood. A partir disso, a ascensão e queda dos músicos será contada. McLaren e Vivienne eram donos de uma loja de roupas durante os anos 1970 chamada SEX, que influenciou a estética e a moda do movimento punk naquela época.

Essa será a mais nova cinebiografia que os cinéfilos devem ver nos cinemas, mas certamente não a última. Estão em produção filmes sobre David Bowie e Celine Dion. Além disso, Rocketman, longa sobre a trajetória de Elton John, chega aos cinemas em 31 de maio, e The Dirt, sobre a caótica carreira do Motley Crue, chegou à Netflix na última sexta, 22.

Fonte: Rolling Stone

Rebel Machine mostra novo single e prepara segundo álbum

segunda-feira, março 25, 2019

Uma das melhores bandas brasileiras da atualidade, o Rebel Machine está preparando o terreno para o lançamento de seu segundo disco, sucessor do ótimo Nothing Happens Overnight (2016).

Tendo como principal influência o The Hellacopters, o quarteto gaúcho lançará em maio o seu novo álbum, Whatever It Takes. O disco segue a sonoridade apresentada na estréia, mas também traz a banda experimentando novos caminhos e mostrando composições mais melódicas.

O Rebel Machine vive ótimo momento e será a banda de abertura dos shows do Black Label Society (30/03 no Bar Opinião) e Slash (21/05 no Pepsi on Stage) em Porto Alegre.

O  primeiro single de Whatever It Takes, “Square One”, ganhou um clipe e você pode assisti-lo abaixo:

24 de mar de 2019

Quadrinhos: Intrusos, de Adrian Tomine

domingo, março 24, 2019

Primeira HQ do cartunista norte-americano Adrian Tomine a ser publicada no Brasil, Intrusos justifica toda a adulação que o quadrinista recebe mundo afora. O título saiu nos Estados Unidos em 2015 como Killing and Dying, título original de um dos contos presentes em suas páginas, e aqui foi rebatizado como Intrusos, seguindo o padrão de outros países – o tradutor ÉricoAssis falou sobre o assunto neste texto.

Intrusos é um lançamento da editora Nemo e chega ao Brasil no formato 16,6 x 23,6 cm, capa brochura, lombada quadrada e acabamento muito bem feito, com direito a orelhas com informações sobre a obra e o autor. O álbum é composto por seis contos gráficos: Breve Histórico da Arte Conhecida como Hortescultura, Amber Sweet, Vamos Owls, Tradução do Japonês, Triunfo e Tragédia e Intrusos. Todos possuem como tema recorrente a presença de personagens masculinos que atravancam, atrapalham e puxam para baixo a vida de personagens femininas. É a masculinidade tóxica retratada em toda a sua transparência e força destrutiva, em histórias escritas com inteligência, acidez e grandes doses de sensibilidade.


O encadernado está sustentado na força de três contos absolutamente incríveis. Em Breve Histórico da Arte Conhecida como Hortescultura, conhecemos um jardineiro com aspirações artísticas que desenvolve uma nova forma de arte. No lindo Amber Sweet, somos apresentados à história de uma garota que é extremamente parecida com uma famosa atriz de filmes adultos e sofre na pele as conseqüências disso. E em Triunfo e Tragédia vemos uma garota tímida e gaga que decide se tornar comediante stand up enquanto tenta tornar o relacionamento com o seu pai algo mais saudável. No meio disso tudo temos violência contra a mulher, abuso psicológico, machismo inserido profundamente na sociedade, relacionamentos abusivos e vários outros tópicos retratados de forma precisa por Tomine. Sua arte é simples e bela, abrindo mão de cenários grandiosos e meticulosamente desenhados e focando no que realmente importa, que é a construção de personagens complexos, cativantes, perturbadores e extremamente humanos. De modo geral, Intrusos funciona como uma espécie de estudo psicológico de patologias não necessariamente médicas, mas tão nocivas quanto. A força da obra de Tomine está em retratar e contar histórias que soam como reais e não apresentam, necessariamente, conclusões definitivas. Como a vida que vivemos, diga-se de passagem.

E no meio disso tudo ainda há espaço para a experimentação de Tradução do Japonês, onde toda a história é contada apenas com paisagens urbanas, e para a arte mais suja e underground do conto que batiza o livro, que destoa das demais no aspecto estético mas apresenta uma história igualmente incrível.



Intrusos é excelente. Um ótimo cartão de visitas de um dos mais celebrados nomes do atual quadrinho norte-americano para o público brasileiro. É daqueles livros que você lê e fica pensando durante dias, matutando sobre as situações que foram apresentadas e como aquilo mexe com a sua vida. Como diz Chris Ware, autor de Jimmy Corrigan, conta na orelha da obra: “Todo quadrinista que se preze nutre o desejo secreto de criar ‘O Livro’, aquele tipo de obra que pode ser dado para um amante de literatura que geralmente não lê quadrinhos sem um pedido de desculpas antecipado. Intrusos talvez seja finalmente esse livro”.

Não há definição melhor.

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22 de mar de 2019

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 2002

sexta-feira, março 22, 2019

2002 foi o ano da consagração de Eminem. Teve disco em primeiro lugar nas paradas, clipe que rolou sem parar na MTV e até um filme – 8 Mile – baseado na vida do rapper.

Mas também teve rock, e dos bons. O Queens of the Stone Age chamou Dave Grohl e gravou o seu melhor disco. O Foo Fighters seguiu crescendo e o Red Hot Chili Peppers mostrou que ainda tinha muita lenha pra queimar.

No metal, os dois principais nomes da cena de Gotemburgo, In Flames e Soilwork, apostaram em novos caminhos sonoros. O Opeth seguiu crescendo, o Isis gravou seu maior clássico e o Mastodon estreou chutando bundas.


Os principais fatos do ano foram:

- no primeiro dia do ano, Eric Clapton casou com Melia McEnery. O casal está junto até hoje e teve três filhas: Julie Rose (18 anos), Ella May (16) e Sophie Belle (14)

- o U2 fez o show do intervalo do Super Bowl XXXVI, realizado no Louisiana Superdome, em Nova Orleans, e prestou tributo aos falecidos no atentado de 11 de setembro, ocorrido no ano anterior

- o aeroporto de Liverpool foi rebatizado como Liverpool John Lennon Airport no dia 15/03, em homenagem ao falecido Beatle

- no dia 11/06, Paul McCartney casou com Heather Mills, sua segunda esposa. O casal se separou em abril de 2006 e o divórcio foi oficializado em março de 2008

- extremamente popular nos anos seguintes, e inspiração para dezenas de programas em todo o mundo, American Idol estreou na Fox no dia 11 de junho

- By the Way, oitavo álbum do Red Hot Chili Peppers, chegou às lojas no dia 9 de julho. Puxado por hits como a faixa título e “Can’t Stop”, o disco chegou ao segundo lugar da Billboard e vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o planeta

- Songs for the Deaf, terceiro trabalho do Queens of the Stone Age, chegou às lojas em 27/08. Contando com a participação de Dave Grohl na bateria, o disco vendeu mais de 500 mil cópias só nos Estados Unidos

- no dia 10/11 foi ao ar o episódio Rock ‘n’ Roll Fantasy, dos Simpsons, que contou com a participação de Mick Jagger, Keith Richards, Elvis Costello, Lenny Kravitz, Tom Petty e Brian Setzer

- o Royal Albert Hall recebeu o Concert for George no dia 29 de novembro. O palco da lendária casa de shows londrina viu nomes como Paul McCartney, Ringo Starr, Eric Clapton (que era grande amigo de George e organizou todo o show), Jeff Lynne e muitos outros prestarem homenagem ao guitarrista dos Beatles, falecido um ano antes

- no dia 2 de dezembro o vocalista Peter Garrett anunciou a sua saída do Midnight Oil, que encerrou as suas atividades e só retornou aos palcos em 2016, quando Garrett retornou à banda


Foram formadas em 2002 bandas como Arctic Monkeys, Audrey Horne, Crazy Lixx, Delain, DevilDriver, Epica, Franz Ferdinand, The Lumineers, OneRepublic, Suicide Silence, Tribalistas, Vektor, Velvet Revolver e Violator.  Encerraram suas atividades durante o ano grupos como Alice in Chains, The Black Crowes, Culture Club, Fear Factory, Fugazi, Godflesh, Humble Pie, Megadeth, Men At Work, Midnight Oil, Mr. Big, NSYNC, Pulp, Run-DMC, Samson, Savatage e Supertramp. Retornaram à atividade em 2002 com novas formações o KMFDM, Phish e Suffocation.

Faleceram durante o ano Waylon Jennings (13/02), Randy Castillo (26/03), Layne Staley (05/04), Dee Dee Ramone (05/06), John Entwistle (27/06) e Joe Strummer (22/12), entre outros.

Foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 2002:

Tom Petty and The Heartbreakers
Ramones
Talking Heads
Isaac Hayes
Brenda Lee
Gene Pitney                 

Os vencedores das principais categorias da 44ª edição do Grammy foram:

Gravação do Ano: “Walk On”, do U2
Álbum do Ano: O Brother, Where Art Thou?, trilha sonora do filme homônimo
Canção do Ano: “Fallin’”, de Alicia Keys
Revelação: Alicia Keys


No Video Music Awards da MTV, os principais vencedores foram:

Vídeo do Ano: “Without Me”, do Eminem
Vídeo Masculino: “Without Me”, do Eminem
Vídeo Feminino: “Get the Party Started, da Pink
Vídeo de Banda: “Hey Baby”, do No Doubt
Vídeo de Novo Artista: “Complicated”, da Avril Lavigne
Vídeo Pop: “Hey Baby”, do No Doubt
Vídeo Rock: “In the End”, do Linkin Park
Vídeo R&B: “No More Drama”, da Mary J. Blige
Vídeo Rap: Without Me”, do Eminem
Vídeo Hip-Hop: “I’m Real”, de Jennifer Lopez e Ja Rule

Os vencedores de álbum do ano nas principais revistas de música do período foram:

Humo: Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco
Iguana: Original Pirate Material, do The Streets
Kerrang!: Songs for the Deaf, do Queens of the Stone Age
Les Inrock: Original Pirate Material, do The Streets
Metal Hammer: Scars, do Soil
Mojo: Don’t Give Up on Me, de Solomon Burke
NME: A Rush of Blood to the Head, do Coldplay
OOR: Songs for the Deaf, do Queens of the Stone Age
Q Magazine: A Rush of Blood to the Head, do Coldplay
Rolling Stone: Sea Change, do Beck
SPIN: White Blood Cells, do The White Stripes
Terrorizer: Oceanic, do Isis
The Face: Original Pirate Material, do The Streets
Uncut: Yoshimi Battles the Pink Robots, do The Flaming Lips


Os cinco maiores hits do ano foram “How You Remind Me” do Nickelback, “Foolish” da Ashanti, “Hot in Herre” do Nelly, “Dilemma” do Nelly feat. Kelly Rowland e “Wherever You Will Go” do The Calling.

Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

“A Little Less Conversation”, de Elvis Presley vs. JXL
“All My Life”, do Foo Fighters
“All the Things She Said”, do t.A.T.u.
“Beautiful”, de Snoop Dogg e Pharrell
“By the Way” e “Can’t Stop”, do Red Hot Chili Peppers
“Cleanin’ Out My Closet” e “Lose Yourself”, do Eminem
“Clocks”, “In My Place” e “The Scientist”, do Coldplay
“Complicated”, de Avril Lavigne
“Die Another Day”, da Madonna
“Dilemma”, de Nelly e Kelly Rowland
“Do You Realize?”, do The Flaming Lips
“Don’t Stop”, dos Rolling Stones
“Electrical Storm”, do U2
 “Hands Clean”, de Alanis Morissette
“Here to Stay”, do KoRn
“Hey Baby”, do No Doubt
“Little by Little” e “Stop Crying Your Heart Out”, do Oasis
“Soak Up the Sun”, de Sheryl Crow
“Something to Talk About”, de Badly Drawn Boy
“The Game of Love”, de Santana e Michelle Branch
“The Rising”, de Bruce Springsteen
“We Are All Made of Stars”, do Moby

Segundo dados oficiais do sistema Soundscan da Nielsen, estes foram os discos mais vendidos no mercado norte-americano em 2002:

1 Eminem – The Eminem Show – 7.607.925 cópias
2 Nelly – Nellyville – 4.916.073 cópias
3 Avril Lavigne – Let Go – 4.121.396 cópias
4 Dixie Chicks – Home -  3.690.413 cópias
5 8 Mile Soundtrack – 3.498.497 cópias
6 Pink – Missundaztood – 3.144.947 cópias
7 Ashanti – Ashanti – 3.099.216 cópias
8 Alan Jackson – Drive – 3.054.736 cópias
9 Shania Twain – Up! – 2.909.499
10 O Brother, Where Art Thou? Soundtrack – 2.736.049


Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano, chegando a 120 títulos pré-selecionados. Feito isso, submetemos cada um desses álbuns às notas atribuídas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 2002 (apenas álbuns de estúdio, pois como é padrão nesse tipo de lista, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 Jerry Cantrell – Degradation Trip
49 Blaze – Tenth Dimension
48 Johnny Cash – American IV: The Man Comes Around
47 Foo Fighters – One by One
46 Medeski, Martin & Wood – Uninvisible
45 Symphony X – The Odissey
44 Gov’t Mule – The Deep End: Volume 2
43 The Black Keys – The Big Come Up
42 Shaman – Ritual
41 Robert Plant – Dreamland
40 Shania Twain – Up!
39 Sharon Jones and The Dap-Kings – Dap Dippin’ With ...
38 Mastodon – Remission
37 Rage – Unity
36 8 Mile Soundtrack
35 Moby – 18
34 Nile – In Their Darkened Shrines
33 Immortal – Sons of Northern Darkness
32 Porcupine Tree – In Absentia
31 Audioslave – Audioslave
30 Norah Jones – Come Away With Me
29 Opeth – Deliverance
28 Shadows Fall – The Art of Balance
27 Eminem – The Eminem Show
26 Nightwish – Century Child
25 Queens of the Stone Age – Songs for the Deaf
24 Sigur Rós – ( )
23 Interpol – Turn on the Bright Lights
22 Killswitch Engage – Alive or Just Breathing
21 Racionais MC’s – Nada Como um Dia Após o Outro
20 Soilwork – Natural Born Chaos
19 Badly Drawn Boy – About a Boy
18 Dream Theater – Six Degrees of Inner Turbulence
17 The Hellacopters – By the Grace of God
16 The Roots – Phrenology
15 In Flames – Reroute to Remain
14 George Harrison – Brainwashed
13 Behemoth – Zos Kia Cultus (Here and Beyond)
12 Agalloch – The Mantle
11 Arcturus – The Sham Mirrors
10 The Streets – Original Pirate Material
9 Solomon Burke – Don’t Give Up on Me
8 Red Hot Chili Peppers – By the Way
7 Bruce Springsteen – The Rising
6 Pain of Salvation – Remedy Lane
5 The Flaming Lips – Yoshimi Battles the Pink Robots
4 Coldplay – A Rush of Blood to the Head
3 Beck – Sea Change
2 Isis – Oceanic
1 Wilco – Yankee Hotel Foxtrot

Meu top 10 do ano é esse:

1 Wilco – Yankee Hotel Foxtrot
2 The Flaming Lips – Yoshimi Battles the Pink Robots
3 Coldplay – A Rush of Blood to the Head
4 Soilwork – Natural Born Chaos
5 Red Hot Chili Peppers – By the Way
6 The Hellacopters – By the Grace of God
7 Badly Drawn Boy – About a Boy
8 In Flames – Reroute to Remain
9 Rage – Unity
10 Symphony X – The Odissey

Abaixo está uma playlist com alguns dos maiores hits e músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 2002 na sua opinião. Poste a sua lista!

Vocalista do Creed, Scott Stapp anuncia novo álbum solo

sexta-feira, março 22, 2019

Scott Stapp, que mundialmente famoso no final dos anos 1990 e início da década de 2000 como o vocalista da banda norte-americana Creed, anunciou o lançamento de um novo álbum solo. The Space Between the Shadows será liberado em julho pela Napalm Records e será o terceiro disco do cantor, sucedendo The Great Divide (2005) e Proof of Life (2013).

O Creed foi uma das bandas mais populares do mundo entre a segunda metade da década de 1990 e o início dos anos 2000. Formada por Stapp, Mark Tremonti (guitarra, atualmente no Alter Bridge), Brian Marshall (baixo, também no Alter Bridge) e Scott Phillips (bateria, Alter Bridge), lançou apenas quatro álbuns e vendeu mais de 28 milhões de cópias nos Estados Unidos e aproximadamente 53 milhões de discos em todo o mundo. Entre seus maiores hits temos canções como “My Own Prison”, “Higher”, “With Arms Wide Open”, “One Last Breath” e “My Sacrifice”.

O primeiro single do trabalho, “Purpose of Pain”, pode ser ouvido abaixo:

21 de mar de 2019

Review: In Flames – I, the Mask (2019)

quinta-feira, março 21, 2019


O In Flames é uma banda controversa para uma parcela dos fãs de metal. E isso não deveria acontecer. Surgido em Gotemburgo em 1990, o quinteto foi um dos responsáveis pela popularização e pelo desenvolvimento do death metal melódico, gravando discos que são considerados arquétipos do gênero como o trio Whoracle (1997), Colony (1999) e Clayman (2000).

A discussão em torno dos caminhos musicais da banda começou em 2002, quando os caras soltaram o seu sexto álbum, Reroute to Remain. O motivo para isso foi uma mudança considerável na sonoridade dos suecos, que incorporaram outros elementos à sua música, influenciados principalmente pelo KoRn e pela cena nu metal que vinha dos Estados Unidos. Essa alteração de curso gerou admiração (em menor número) e repulsa (em sua maioria) entre o público do metal, que demorou um bom tempo para assimilar os novos caminhos sonoros trilhados pelo grupo. E esse novo direcionamento seguiu sendo desenvolvido nos discos seguintes, como os ótimos Come Clarity (2006) e A Sense of Purpose (2008) por exemplo, que mostraram a banda equilibrando as duas facetas de sua personalidade sonora.

Toda essa trajetória faz com que o In Flames seja uma formação que ainda soa diferenciada dentro do universo do heavy metal. I, the Mask, décimo-terceiro trabalho do grupo, saiu no início de março e mostra que a banda continua afiada. As doze faixas do álbum variam entre canções mais pesadas e que são verdadeiras pedradas (como o quarteto que abre o disco) e outras onde o lado mais suave do grupo assume o protagonismo, tornando a música mais acessível e amigável. Amparados por uma produção impecável assinada Howard Benson, que já trabalhou com nomes como Motörhead e Sepultura, o In Flames potencializa suas qualidades e mostra mais uma vez que é capaz de trilhar vias musicais aparentemente opostas como o mesmo domínio.

Pessoalmente, prefiro os momentos mais agressivos como os que podemos ouvir na música que batiza o CD, “Call My Name”, “I Am Above” e “Burn”, e onde é possível sentir o DNA do death melódico ainda vivo através dos duetos de guitarras, por exemplo. A parte central do disco é reservada para uma sequência de canções mais domesticadas, digamos assim, como “Follow Me”, “(This is Our) House” e  “We Will Remember”, onde o vocalista Anders Fridén deixa os vocais guturais e canta com a voz limpa, algo que tem feito ao longo dos anos.

Independentemente de qual for a sua encarnação favorita do In Flames, o novo disco dos caras entrega ótimos momentos em ambas as personificações musicais do quinteto. É ouvir e curtir.

Rob Halford dá depoimento emocionante sobre depressão e dependência química

quinta-feira, março 21, 2019


Em entrevista ao Wall of Sound, Rob Halford deu um tocante depoimento sobre a dependência em drogas, a depressão e o grande número de suicídios que aconteceram no mundo da música e do entretenimento recentemente, levando as vidas de nomes como Chris Cornell, Chester Bennington e Keith Flint, entre outros.

O vocalista do Judas Priest falou sobre o assunto: “Temos que continuar falando sobre isso, porque é uma situação que faz parte das nossas vidas. Quando perdemos nossos queridos amigos, sempre ouvimos a história: 'Bem, eles estavam bem. Eles tiveram um grande show, disseram até amanhã no ônibus e se foram’. É incrivelmente difícil tentar se concentrar e descobrir o que está acontecendo na cabeça de alguém. A única coisa que você pode fazer é amar um ao outro e apoiar um ao outro, e tentar ver se há algum tipo de sinal revelador. E geralmente há algo em algum lugar dessa mistura toda que acabou de acontecer com você no dia a dia. Mas é horrível. No rock and roll, com as pessoas criativas, é uma coisa terrível que está acontecendo e simplesmente não parece ir embora. Mas o que é bom é que hoje em dia estamos discutindo tudo isso mais abertamente. Costumava ser: 'Oh, você que está aí deprimido. Ponha suas botas e vá até lá’. Você não pode fazer isso, você tem que tentar ajudar as pessoas”.

Halford continua: "Cada um de nós lida com isso do nosso jeito. Eu vou falar por mim mesmo. Quando parei de beber e me drogar, há 33 anos atrás, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Porque muitas das decisões que você toma nessas áreas em particular são consequências da transição física de tudo isso. A transição mental é incrivelmente difícil para um dependente químico. Mesmo agora, trabalhando o dia todo, tenho minhas próprias ferramentas para me fazer vencer cada dia e permanecer limpo. Porque isso nunca sai de você quando você é um viciado em drogas e um alcoólatra, que é o que eu sou. Isso é o que eu sou, e devemos parar de tentar tirar o assunto do caminho com frases como “você se recuperou disso tudo”. Bem, é uma mentira. Você vive com isso tudo, lida com isso e faz tudo o que tem que fazer para superar todos os dias, um dia de cada vez, mas o lado mental é muito difícil”.


Documentário conta a história da cena thrash metal de San Francisco

quinta-feira, março 21, 2019

O documentário Murder in the Front Row: The San Francisco Bay Area Thrash Metal Story estreará no dia 20 de abril nos cinemas de San Francisco. Dirigido por Adam Dubin, o filme traz dezenas de entrevistas com músicos que participaram da cena da cidade e ajudaram a construir um dos gêneros mais influentes da música pesada.

Integrantes do Metallica, Megadeth, Slayer, Ahthrax, Exodus, Testemant e Death Angel participam do longa, cuja sessão de estreia será sucedida por um show do Metal Allegiance, grupo que conta com Alex Skolnick (guitarrista do Testament), Mike Portnoy (baterista do Sons of Apollo e The Winery Dogs, ex-Dream Theater), David Ellefson (baixista do Megadeth) e pelo também baixista e compositor Mark Mengui.

O trailer pode ser assistido abaixo:

20 de mar de 2019

Salvat anuncia cancelamento de suas coleções de quadrinhos

quarta-feira, março 20, 2019

A editora Salvat anunciou, por meio de redes sociais, o término prematuro de suas coleções de quadrinhos da Marvel. Atualmente, eram três sendo publicadas: A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, Os Heróis Mais Poderosos da Marvel e A Coleção Definitiva do Homem-Aranha.

Como vocês têm acompanhado, passamos por dificuldades no processo de distribuição ao longo de 2018, que culminaram em pausas nas entregas por alguns meses”, declarou a editora. “Esse cenário trouxe um impacto direto em nosso planejamento editorial e logístico, e por isso será necessário realizar algumas mudanças.”

Para ler o anúncio na íntegra, clique aqui.

As últimas edições serão:

- A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – Volume 135 (eram 150 volumes planejados – portanto, o desenho na lombada ficará incompleto)

- Os Heróis Mais Poderosos da Marvel – Volume 100 (como planejado)

- A Coleção Definitiva do Homem-Aranha – Volume 40 (eram 60 volumes planejados – portanto, o desenho na lombada ficará incompleto).

A única coleção que continuará (ao menos por enquanto) é Tex Gold, que passará a ser semanal a partir do volume 33.

Os assinantes, que estão com as entregas atrasadas, receberão as edições restantes até os respectivos últimos volumes do cancelamento.

Antes do cancelamento, A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel passou por duas expansões e Os Heróis Mais Poderosos da Marvel teve uma. A coleção A Espada Selvagem do Conan, que chegou a ser anunciada e teve assinatura aberta ao público, foi cancelada antes que o primeiro volume chegasse às bancas.

No início deste ano, a Salvat chegou a divulgar que todas as coleções passariam a ter periodicidade semanal, em vez de quinzenal, dobrando o volume de lançamentos que chegariam às bancas mensalmente.

À época, foi apontado que isso acarretaria em um impacto significativo nos gastos dos colecionadores, especialmente quem fazia mais de uma delas.

Fonte: Universo HQ

Review: Children of Bodom – Hexed (2019)

quarta-feira, março 20, 2019


Foi-se o tempo em que eram necessários dias - até mesmo meses - para que o lançamento do álbum de uma banda chegasse até as mãos dos fãs mais remotos (como eu) e para que esse o replicasse entre seus amigos através de fitas k7 gravadas à mão. As formas mais primitivas de propagar o lançamento de um disco qualquer de heavy metal aos poucos foram substituídas pelo download ilegal e, mais recentemente, pelos serviços de streaming. Então, dessa vez - diferente do final dos anos 1990 - precisei apenas atualizar o feed do meu aplicativo de música para ter acesso ao novo disco de uma das minhas bandas favoritas, o Children of Bodom.

Hexed é uma gíria utilizada para descrever uma pessoa que está completamente fora de si - geralmente “induzida” por substâncias ilícitas - e dá título ao décimo álbum do quinteto finlandês conduzido por Alexi Laiho. As primeiras impressões deram-se através da arte da capa - criada por Deins Forkas - do tracklist e do primeiro single disponibilizado, a música “Under the Glass of Cover”. A canção, que também ganhou um vídeo de divulgação, apresenta uma banda com uma sonoridade mais séria e madura, mas sem o ímpeto criativo de outrora, transitando entre todas as fases do grupo, da mais melódica e virtuosa à mais
crua e moderna, agradando - ou desagradando - desde os fãs mais antigos até aqueles que surgiram após Are You Dead Yet?.

Passados mais de vinte anos do lançamento do debut Something Wild (1997), o Children of Bodom tornou-se uma vítima de algo que eles próprios criaram, e após o lançamento de seus inovadores quatro primeiros álbuns de estúdio, eles enveredaram por novos caminhos, com uma sonoridade mais direta e menos elaborada do que aquela praticada nos primeiros anos de banda, quando deram cara nova ao death metal melódico, utilizando-se de elementos não experimentados por outras bandas dessa mesma vertente.

Mais duas músicas de trabalho foram lançadas antes do disco sair em definitivo. Se “Platitudes and Barren Words” segue a mesma linha do primeiro single, “This Road” me criou algo que eu não gostaria de criar a respeito deste novo disco: expectativas. “This Road” mostra uma sonoridade mais encorpada e intrincada, com ótimos riffs e uma excelente linha de baixo, cheia de mudanças de andamento e clima. Tudo o que fez o COB virar referência naquilo que criaram está nesta canção, me tirando completamente da neutralidade pela qual eu aguardava o nascimento de Hexed.

A própria “This Road” abre o disco, seguida pela também já citada “Under Grass and Clover”. “Glass Houses” é mais direta que as anteriores, com riffs pesadíssimos e com curtíssimas intervenções melódicas e duetos de Alexi Laiho e Janne Wirman nas guitarras e teclados, lembrando pouco a principal característica que a fez conhecida, com uma roupagem mais próxima àquela praticada em discos como Relentless Reckless Forever. As quebras de ritmo ditadas pelo baterista Jaska Raatikainen são o destaque dessa faixa.

Ao iniciar “Hecate’s Nightmare” tive que verificar se meu serviço de streaming não havia me direcionado por engano para o disco The Dark Ride do Helloween, mas era de fato uma das canções de Hexed. A quarta faixa me causou uma estranheza muito grande com sua intro “dançante” e cheguei a pensar que fosse algum dos covers improváveis que o COB costuma fazer de bandas de fora da cena da música pesada. Se por um lado a banda tenta fazer algo diferente, com uma abordagem mais próxima a uma balada - dentro de suas características - como fez em “Angels Don’t Kill”, ou à músicas mais cadenciadas como em “Punch Me I Bleed”, por outro, falta espontaneidade no experimento e soa completamente forçada. De qualquer forma, a tentativa foi muito válida e pode
agradar a muitos fãs, mas a mim não convenceu e após ouvi-la a quantidade de vezes que julguei necessário para falar a respeito do disco, sempre pulo essa faixa em minhas audições.

“Kick in a Spleen” é uma porrada, com riffs e pedais duplos poderosíssimos e a mesma sonoridade moderna da fase pós Are You Dead Yet?, em alguns momentos parecendo até mesmo querer flertar com o entusiasmo e a sonoridade praticada por bandas de metalcore - não que isso seja um demérito. A música possui uma quebra de ritmo interessante, seguida de uma ótima intervenção de Janne Wirman nos teclados, mas solos pouco inspirados.
Ainda assim, é uma das melhores faixas do disco.

A já citada “Platitudes and Barren Words”, tem alguns experimentos vocais muito interessantes de Alexi e boas melodias. A canção, se não acrescenta absolutamente nada a tudo que a banda já criou, ao menos faz-se mais bem vinda que a maioria das restantes do álbum. Para essa faixa também saiu um videoclipe típico da banda, remetendo bastante, inclusive, ao clipe de “Sixpounder”.


A faixa-título beira o thrash metal em alguns momentos. Em outros, flerta com a música clássica (me remetendo muito à Something Wild) e nela sim podemos ouvir algo mais próximo daquilo que se espera de uma composição da banda. “Hexed” é a faixa mais longa e que melhor representa a sonoridade do grupo no disco em que ela carrega o nome, tornando-se minha favorita do álbum, com riffs pesadíssimos de Alexi e do estreante Daniel Freyberg e uma cozinha precisa dos sempre competentes Henkka Blacksmith e Jaska Raatikainen, dando a base necessária para os já conhecidos e tanto esperados solos e duetos frenéticos de Laiho e Wirman. Os coros do refrão também já são velhos conhecidos e, assim como soaram muito bem antigamente em “You’re Better Off Dead”, aqui se fazem poderosos e poderiam ser mais utilizados.

“Relapse - The Nature of my Crime” começa com um riff completamente heavy,
remetendo-me imediatamente ao HammerFall (vide “Hearts on Fire”) e mostrando-se uma faixa promissora, que poderia propor algo novo, mas que de tão preguiçosa, logo retoma a sonoridade das primeiras músicas do disco. Assim como em Star Wars, “Say Never Look Back” vem com “uma nova esperança”, iniciando com uma belíssimas melodias e linhas de baixo, mas também não demora a se tornar mais do mesmo, a não ser por um ou outro riffs
mais inspirados.

A essa altura, muito provavelmente quem está acompanhando esta resenha pode estar pensando que estou torcendo o bigode gratuitamente para o disco de uma banda que pouco tenho apreço, quando na verdade estou sedento por um disco impactante de uma das minhas bandas favoritas de metal. O Children of Bodom foi um dos precursores do death metal melódico e dentro deste subgênero ainda foi capaz de se reinventar, e é isso que tenho esperado há quase 15 anos. Não que tudo que tenha sido lançado neste período seja descartável, há muita coisa boa, especialmente em Bloodrunk e I Worship Chaos, mas sempre fica aquela impressão de já ter ouvido aquilo em algum
lugar.

O disco segue com a cadenciada e melodiosa “Soon Departed”, com alguns bons riffs na linha de “Everytime I Die” e “Prayer For The Afflicted”, e finaliza com “Knuckleduster”, com intervenções de Wirman que dão toques épicos à canção, mas nada que salve o álbum da mesmice. (alguém mais sentiu falta de uma música com “Bodom” no título? Elas nunca decepcionam).

Como bônus, ainda há versões ao vivo para “I Worship Caos” e “Morrigan” do disco anterior, e uma versão industrial para “Knuckleduster”, mostrando alguns dos muitos elementos modernos que vem influenciando a sonoridade da banda nos últimos anos.

Hexed é apenas mais um bom álbum do Children of Bodom, e em se tratando deles, bom não é grande coisa. De qualquer forma, tenho ouvido o álbum com frequência, buscando por nuances e elementos novos que me conquistem e, ao lançarem seu décimo primeiro disco de estúdio, lá estarei novamente aguardando não por um novo Hatebreeder ou um novo Hate Crew Deathroll, mas sim por mais um excelente trabalho de uma das bandas mais criativas no metal do final dos anos 1990, início dos 2000.


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