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Mostrando postagens com o rótulo Discos Fundamentais

Discos Fundamentais: T. Rex – The Slider (1972)

Marc Bolan, T. Rex e seu álbum The Slider são os responsáveis diretos pelo surgimento do que se convencionou chamar de glam rock, tendo influenciado artistas considerados estrelas do gênero como o camaleão David Bowie, Sweet e Slade, conseguindo ainda imenso respeito entre punks, o pessoal da new wave e do hard rock norte-americano oitentista, numa lista de personalidades que se estende até os dias de hoje. A carreira artística de Marc Feld começa como modelo, mas logo parte para a música. Sendo amante do folk, resolve usar o nome artístico Marc Bolan em homenagem a seu ídolo Bob Dylan. Desde meados dos anos 1960 coloca bons registros no mercado, até formar parceria com Steve Took e criar o Tyranossaurus Rex, com sonoridade acústica e bem folk, muito místico e poético. A partir daí se apresenta com regularidade por toda a Inglaterra, conseguindo admiração de algumas pessoas que viam na proposta musical de Bolan algo com mais substância intelectual. Porém, o espírito criati...

Discos Fundamentais: Frank Zappa - Hot Rats (1969)

Lançado no dia 10 de outubro de 1969, Hot Rats é o sétimo álbum de Frank Zappa. Além disso, possui algumas de suas composições mais emblemáticas e é comumente indicado como porta de entrada para neófitos no universo do genial guitarrista e compositor norte-americano. Artisticamente, Hot Rats marca uma mudança considerável na carreira de Zappa. Após gravar os álbuns Freak Out! (1966) e We're Only in It for the Money (1968) ao lado de sua banda Mothers of Invention (ambos frequentemente citados como alguns dos maiores clássicos da história da música, mas, paradoxalmente, discos que não alcançaram um grande número de vendas), Frank Zappa estava em uma situação financeira delicada. Diz a lenda que, em uma passagem por sua gravadora, a Reprise Records (que hoje pertence ao grupo Time/Warner), Zappa presenciou Duke Ellington, um dos maiores músicos da história do jazz, implorando um adiantamento de meros 10 dólares para os executivos da Reprise e não ser atendido. Esse fato chocou...

Discos Fundamentais: Lynyrd Skynyrd - (pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd) (1973)

Um monstro feroz e faminto, louco para devorar os concorrentes e conquistar o seu território, sem medo e sem dó de ninguém. Essa definição cai como uma luva na estreia do Lynyrd Skynyrd, Pronounced Leh-nerd Skin-nerd , que chegou às lojas em 13 de agosto de 1973. Natural da Flórida, da cidade de Jacksonville, o grupo formado por sete caipiras casca-grossa entrou de sola no rock norte-americano do início dos anos setenta, aprimorando as influências da Allman Brothers Band e fundindo-as ao blues e ao country, parindo um novo estilo, batizado geograficamente como southern rock. A banda viveu a sua adolescência e atingiu a sua maturidade nos botecos de beira de estrada do sul dos Estados Unidos, embalada com whisky sem gelo e generosas doses de bacon. O Skynyrd cansou de tocar em bares frequentados por caminhoneiros, motoqueiros e outras tribos má vistas pela hipócrita sociedade norte-americana, evoluindo a simbiose entre seus músicos, perdendo a virgindade imaculada em espeluncas fedo...

Discos Fundamentais: Black Oak Arkansas - High on the Hog (1973)

Quando se fala em southern rock, os primeiros nomes que vem à mente são o Lynyrd Skynyrd e a Allman Brothers Band. Apenas os fãs mais dedicados do estilo lembram do Black Oak Arkansas. Formado em 1965 na cidade de Black Oak, no estado de Arkansas (sacou o porque do nome?), o grupo se chamava primeiramente The Knowbody Else, e a formação original contava com James Mangrum (Jim Dandy) nos vocais, Pat Daugherty no baixo, Wayne Evans na bateria e o trio Ricky Lee Reynolds, Stanley “Goober” Knight e Harvey Jett nas guitarras. Em 1969 a banda se mudou para Memphis, no Tennessee, e assinou contrato com a Stax Records. Gravaram um único álbum pela companhia, The Knowbody Else , que acabou engavetado. Foi nessa época que mudaram o nome para Black Oak Arkansas e começaram a se interessar por psicodelia e pela cultura sulista, influências que marcariam definitivamente o seu som. Após algumas turnês tocando em tudo que é boteco da América, assinaram com a Atco em 1970. A gravadora lançou finalme...

Discos Fundamentais: Deep Purple - Come Taste the Band (1975)

Quando bandas estão se desfazendo é muito comum que isso tenha efeito na música. Os impasses e os desconfortos transparecem e afetam a qualidade do produto final, mas como podemos perceber em Come Taste the Band , isso não é uma regra.  Com o Deep Purple sofrendo mais influências de soul e funk desde a entrada de Glenn Hughes e David Coverdale, o guitarrista Ritchie Blackmore hav ia deixado o grupo, formando o Rainbow por conta do descontentamento com os novos rumos musicais. Assim como fizeram quando d a saída de Ian Gillan e Roger Glover, a de Blackmore fez com que os críticos dissessem que a banda acabaria, e dessa vez não estavam tão enganados assim. David Coverdale teria feito um apelo a Jon Lord pedindo pra que o tecladista mantivesse o grupo unido, e assim contrataram o guitarrista Tommy Bolin (James Gang, Zephyr) e formaram a quarta e breve formação do Deep Purple.  Tal como nos dois discos anteriores, Come Taste the Band inicia de forma matadora : " Comin’ ...

Discos Fudamentais: Blue Cheer - Vincebus Eruptum (1968)

Segundo Geddy Lee, baixista do Rush, o Blue Cheer passou um tanto quanto despercebido, mas na época ninguém soava tão pesado quanto eles. Olhando em retrospecto, facilmente se percebe as grandes proporções que a música pesada vinha tomando com bandas como Kinks e Jimi Hendrix Experience apostando na distorção, mas realmente nenhuma banda à época de Vincebus Eruptum soava tão pesada quanto o Blue Cheer, que - sem saber - estava lançando um dos discos mais influentes do rock. Não obstante, ainda hoje ele acaba passando despercebido. Originalmente um sexteto formado em 1966, a banda se estabeleceu como um barulhento power trio de rock de garagem altamente influenciado pelo blues, mas sem grandes demonstrações de virtuosismo em seus instrumentos, ou seja, quase um irmão maléfico do Cream. Com uma cozinha a som de trovões, uma guitarra afiada e um vocal insano e estridente, o Blue Cheer estabeleceu antes do Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath as diretrizes do hard/h...

Discos Fundamentais: Back Street Crawler – The Band Plays On (1975)

Após o fim do Free, o guitarrista Paul Kossoff lançou em 1973 seu primeiro disco solo recheado de convidados ( i nclusive todos os músicos do Free) sob o título Back Street Crawler . Dois anos depois, ainda que nenhum desses convidados tenha perdurado junto a Kossoff, o guitarrista leva o título de seu álbum fundando e liderando uma nova banda altamente competente, de forma que muitas vezes cada membro se mostra tão marcante quanto o próprio líder. Mesmo sendo então uma nova formação, traz uma sonoridade mais entrosada e focada do que o disco solo de Kossoff. As três primeiras faixas são excepcionalmente marcantes. O disco abre com “Hoo Doo Woman” flertando com o soul bem como em outros momentos do álbum, e dando destaque ao presente baixo de Terry Wilson. “New York, New York” traz Kossoff solando do começo ao fim sem se sobrepor indevidamente ao vocalista Terry Wilson-Slesser e duetando com o tecladista Mike Montgomery . E sse último é uma importante força no disco com s...

Discos Fundamentais: Deep Purple - In Rock (1970)

Por mais que muitos possam até questionar essa afirmação, é fato que o Deep Purple teve muito pouca, pra não dizer nenhuma, relevância no final da década de 1960. Não que seus três primeiros discos de estúdio ( Shades of Deep Purple , The Book of Taliesyn e Deep Purple ) fossem exatamente ruins, mas não há como negar que em meio a uma época onde vários trabalhos emblemáticos eram lançados massivamente, eles nunca mereceram maiores atenções. Mas esse panorama estava prestes a mudar definitivamente em 1970.
 
Insatisfeitos com a sonoridade praticada pela banda naquele momento, Ritchie Blackmore (guitarrista) e Jon Lord (tecladista) sabiam que era necessário uma mudança de direcionamento, em especial o primeiro, que queria mais do que nunca trazer mais peso e agressividade às composições, como o Led Zeppelin já vinha fazendo com sucesso naquele mesmo ano (1969). Para isso, dispensaram logo Rod Evans (vocalista) e Nick Simper (baixista), que não eram bons o suficiente para assumir a br...

Discos Fundamentais: Easy Rider OST (1969)

Um filme absolutamente rock and roll só poderia ter uma trilha sonora imperdível. É o caso de Easy Ride r, clássico do cinema dirigido pelo ator Dennis Hopper e que estreou nos cinemas em 14 de julho de 1969. A história dos dois motoqueiros que cruzam os Estados Unidos vivendo histórias surreais e encontrando pessoas mais singulares ainda tem uma das trilhas mais famosas do rock. A história por trás disso tudo é deliciosa. O editor Donn Cambern, que também era um grande colecionador de discos, quando estava montando o filme pesquisava músicas em sua própria coleção para ilustrar as cenas da película. Muitas das escolhas iniciais de Cambern acabaram sendo usadas na versão final do filme, gerando um custo de licenciamento superior a 1 milhão de dólares - mais do que o triplo do orçamento total do próprio filme, que custou apenas US$ 360 mil. Quem também teve um papel importante nesse aspecto foi o trio Crosby, Stills e Nash. Hopper era amigo pessoal de David Crosby, Stephen...

Discos Fundamentais: Eric Clapton - Eric Clapton (1970)

Como nasce um ídolo? Existe uma fórmula para criar um pop star? Vivemos em tempos estranhos, em que o termo pop vem carregado muito mais de aspectos negativos do que positivos. A música pop, em sua essência, é aquela que faz você feliz, coloca um sorriso no seu rosto e faz você cantar sem parar um refrão que não sai tão cedo da cabeça. Mas, para a maioria das pessoas que gostam de música hoje em dia, pop é aquilo que artistas fabricados em série fazem, um som totalmente descartável e apenas com propósito comercial. O negócio é vender discos! É a música tratada como produto e nada além disso. Ou seja, algo que não combina, em hipótese alguma, com o nosso bom e velho rock and roll. Mas esse assunto fica para outro dia. A pergunta aqui é: como nasce um Deus? Eric Patrick Clapton foi o primeiro dos guitar heroes . Antes mesmo do advento de Hendrix, Clapton já hipnotizava os ingleses. Todo mundo conhece a história do muro pichado com a frase " Clapton is God ". Considerado o...

Discos Fundamentais: Neil Young - Everybody Knows This is Nowhere (1969)

Lançado em 14 de maio de 1969, Everybody Knows This is Nowhere é um dos grandes trabalhos gravados por Neil Young no decorrer de sua carreira. Ele marca também o início da colaboração do cantor com o Crazy Horse, a banda mais emblemática a lhe acompanhar desde sempre. Um coletivo de músicos casca grossa de Los Angeles, o grupo injetou uma dose generosa de peso às composições de Young e levou o seu som a limites extremos, carregando na distorção e na microfonia. A banda era formada pelo guitarrista Danny Whitten (substituído por Frank Sampedro após sucumbir a uma overdose de heroína em 1972 e inspiração de Young para “The Needle and the Damage Done”, canção presente em Harvest , de 1972, e que é um manifesto a respeito dos malefícios da droga), pelo baixista Billy Talbot e pelo baterista Ralph Molina. A química entre Neil e o Crazy Horse, instantânea e sobrenatural, foi capturada em sua plenitude em Everybody Knows This is Nowhere . Registrado em apenas duas semanas e mante...

Discos Fundamentais: Deep Purple - Stormbringer (1974)

Deus possui várias faces. Mas não apenas isso: ele se comunica conosco também com vozes diferentes. No começo dos anos setenta, a voz divina tinha duas formas. A primeira, loura, atendia pelo nome de Robert Plant. E a segunda, mais cabeluda ainda, chamava-se Ian Gillan. Era o início da década e o hard rock conquistava de vez os corações e mentes da juventude com a tríade Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple mostrando os caminhos do proto-metal.

Discos Fundamentais: Crosby, Stills, Nash & Young – 4 Way Street (1971)

Por Ben Ami Scopinho Parece ser um consenso o fato de a década de 1970 ter gerado os mais marcantes registros ao vivo desde os primórdios do rock. E nesta considerável e ilustre lista também figura 4 Way Street , o primeiro registro 'live' do Crosby, Stills, Nash & Young, lançado há quatro décadas. Considerando o passado de  cada um de seus integrantes – David Crosby veio do The Byrds, Stephen Stills e Neil Young passaram pelo quixotesco Buffalo Springfield e Graham Nash foi do pop britânico The Hollies – nada mais natural que este seja considerado como o primeiro supergrupo de folk rock da história. A realidade é que tudo começou com um trio debutando com o auto-intitulado Crosby, Stills & Nash em 1969, pela Atlantic Records, e que vingou os hits "Marrakesh Express" e "Suite: Judy Blue Eyes", fazendo com que o disco atingisse a marca de quatro milhões de cópias vendidas e empurrasse a banda ao estrelato. Mas, para que uma turnê realmente des...