Quando se fala nos discos mais subestimados do Iron Maiden, os títulos que costumam aparecer são The X Factor (1995) e Virtual XI (1998). Ambos ganharam novos admiradores com o passar dos anos, mas, para mim, existe um álbum que sofreu uma injustiça ainda maior: The Final Frontier , décimo quinto trabalho da banda, lançado em agosto de 2010. O motivo não está na qualidade das músicas, mas no momento em que o disco chegou às lojas. Depois da excelente sequência formada por Brave New World (2000), Dance of Death (2003) e A Matter of Life and Death (2006), muitos fãs já demonstravam certo desgaste com a fase mais progressiva da banda. Havia uma expectativa por um trabalho mais direto, mais próximo da energia dos anos 1980. Em vez de atender a esse desejo, Steve Harris e seus companheiros decidiram seguir na direção oposta. O resultado foi um álbum frequentemente rotulado como excessivamente longo ou indulgente. Curiosamente, hoje ele me parece um dos trabalhos que melhor envelhecera...