Corria o ano de 1976 e não havia um único branco, negro, amarelo, azul ou vermelho que fosse que não estivesse tentado descobrir como seria o novo álbum de Stevie Wonder. Razões para tal não faltavam. Stevie vinha de um disco de sucesso - Fulfillingness' First Finale (1974) - e, como havia se transformado num superstar, assinou um contrato milionário com sua gravadora, a Motown. A mordida do cantor foi forte: 13 milhões de dólares por sete discos, 20% de royalties nas vendas obtidas, além do direito de escolher as músicas do álbum que deveriam virar single. Enquanto a Motown quebrava a cabeça questionando se o investimento teria valido a pena, ele passeava com uma camiseta em que estava escrito: " Estou quase terminando o disco ". E que disco. Quando chegou às lojas, Songs in the Key of Life , um álbum duplo acompanhado por um mini-LP de brinde, foi direto para o primeiro lugar das paradas, merecidamente. O LP era a lapidação de todos os trabalhos já feitos ...