Trocas de vocalista são comuns na história do rock, mas em alguns casos elas provocam mudanças tão profundas que a sensação é de estar diante de duas bandas diferentes. Não se trata apenas de um novo timbre no microfone. Muitas vezes, a chegada de outro cantor coincide com mudanças de direção musical, estética, composição e até de público. O resultado é uma discografia que pode ser dividida em fases bastante distintas, quase como se fossem projetos separados sob o mesmo nome. Um exemplo clássico é o Van Halen. Na era de David Lee Roth (1978–1984), a banda construiu sua reputação com um hard rock explosivo, marcado pelo carisma teatral do vocalista e pela guitarra revolucionária de Eddie Van Halen. Discos como Van Halen (1978), Women and Children First (1980) e 1984 (1984) definiram o espírito festivo e irreverente do grupo. A partir de 1986, com a entrada de Sammy Hagar, o som ganhou contornos mais melódicos e radiofônicos, com maior presença de teclados e uma abordagem mais volta...