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Coleções interessantes para quem gosta de música

Por Eduardo (aka sallamanka) Rate Your Music Olá amigos!  Esta é a primeira vez que escrevo para este blog e me sinto lisonjeado por figurar entre alguns colegas que admiro muito. Todos eles, diga-se de passagem, provenientes do ótimo site Rate Your Music , um lugar propício aos colecionadores de música em geral. Falando em coleções, gostaria de focar o lançamento de alguns títulos interessantes que vêm sendo publicados no mercado brasileiro. Sim, apesar da derrocada da indústria fonográfica mundial e, conseqüentemente, da brasileira também, algumas editoras passaram a lançar coleções musicais diversas, que miram o consumidor que quer não apenas ouvir, mas aprender e colecionar itens que satisfaçam a todos os nossos sentidos. O diário paulista Folha de São Paulo talvez seja a mais emblemática dessas organizações ao disponibilizar em um espaço de tempo menor do que um ano, duas importantes séries: "Coleção Folha Clássicos do Jazz" (2007/08) e "Coleção Folha 50 Anos de Bo...

Tribuzy - Execution Live Reunion (2007)

Por Ricardo Seelig Colecionador Collector´s Room O show realizado por Renato Tribuzy e sua banda em novembro de 2005 em São Paulo foi um marco para o heavy metal brasileiro. Além de contar com um excelente repertório, presente em seu álbum de estréia, o belo "Execution", Tribuzy teve a participação mais do que especial de gigantes da música pesada mundial, como Kiko Loureiro, Mat Sinner, Ralph Scheepers, Roland Grapow, Chris Dale, Roy Z e Bruce Dickinson. O resultado só poderia gerar um DVD excelente, e foi isso mesmo o que aconteceu. Muito bem produzido, o vídeo capturou com grande competência toda a energia presente naquela noite histórica. O som, em 5.1, realça ainda mais a ótima performance da banda de Tribuzy, onde os principais destaques são o próprio vocalista (com seu timbre muito próximo ao de Andre Mattos, porém um pouco mais agressivo) e os guitarristas Frank Schieber e Gustavo Silveira. O grupo detona faixas de "Execution", pedradas como "Aggressive...

Tom Waits, um ícone norte-americano

Por Fábio Pires Colecionador Música como Arte Fabio´s Little Journal Gostaria de falar sobre um artista quase que inigualável da cultura norte-americana a partir da segunda metade desse século: Tom Waits. No mesmo nível de Gershwin, Cole Porter ou Duke Ellington, esse músico multi-facetado tem, ambientado no universo jazzístico que fique bem claro, um valor grandioso para a cultura underground de seu país. Adoro o termo underground (que perdeu-se em meados dos anos 90, para mim) pois ele determina a música infalível daquilo que é o oposto do gosto das grandes massas. O jazz é a música que não se encaixa nas massas, definitivamente não. Bem, ouvi Tom Waits pela primeira vez em 1988 no álbum "Rain Dogs" (que conta com a participação de Keith Richards na guitarra). Não entendi muita coisa, pois para uma pessoa que era jovem (14 anos apenas) e que ouvia rock inglês, escutar Waits era ouvir um estilhaço de vidros se quebrando ou um panelaço de som distorcido e incompreensível. Tom...

Box: Ozzy Osbourne - Prince of Darkness (2005)

Por Jaisson Limeira Colecionador Collector´s Room Não há mais o que falar sobre o príncipe das trevas, afinal um cara que arranca a cabeça de um morcego com os próprios dentes dispensa apresentações. Então falemos sobre "Prince of Darkness", box que foi lançado exatamente no dia 22 de março de 2005. Essa compilação abrange toda a carreira do Ozzy Osbourne em quatro CDs perfeitos no seu conteúdo, além, é claro, de ser contar com uma bela embalagem digipack com um libreto com mais de cinquenta páginas com fotos de toda a carreira do Ozzy, histórias das músicas e comentários escritos pelo próprio Madman. Mas vamos ao que interessa. O primeiro disco é focado na carreira solo de Ozzy e traz grandes clássicos e versões fantásticas ao vivo. Dentre essas ao vivo, destaque para “Bark at the Moon", onde Ozzy mostra grande vigor em sua performance. Também podemos conferir outros belos clássicos como “Crazy Train” e “Mr Crowley”.  No segundo disco, na minha opinião o melhor, o ouvi...

"Aladdin Sane": rock and roll de luxo

Por Emílio Pacheco Collector´s Room Blog do Emílio Pacheco De vez em quando aparece alguém na Internet pedindo sugestão de disco para conhecer o trabalho de David Bowie. Não é fácil dar uma resposta porque, na verdade, existem muitos David Bowies. Nenhum artista conseguiu explorar estilos tão diferentes como ele. É difícil acreditar que o glam rocker com influência de Rolling Stones, Lou Reed, T. Rex e Iggy Pop de 72/73 é o mesmo cantor de voz empostada imitando o som dos negros americanos em 1974. Que por sua vez é o mesmo compositor experimental com influência de Brian Eno, Neu e Kraftwerk de 1977. Tem também o roqueiro "new wave" de 1980 e, claro, o ídolo pop de 83-87, que por muito tempo foi o preferido dos brasileiros (aí se incluindo a trilha sonora do filme "Labirinto"). São só exemplos. Bowie nunca parou de ousar e surpreender. Pois bem: embora eu aprecie todas as fases de sua carreira, o "meu" David Bowie preferido é o de 71 a 74. Existe uma colet...

Ten - Babylon (2000)

Por Gustavo Guideroli Collector´s Room O Ten é uma daquelas bandas que mereciam ter bem mais sucesso do que efetivamente obtiveram. Com o álbum "Babylon" p grupo inglês deu um grande passo em sua carreia, conseguindo grande sucesso na Europa e, principalmente, no Japão, onde tem um público fiel e apaixonado. "Babylon" foi todo composto e produzido pelo vocalista Gary Hughes. Sua bela mistura de AOR, hard rock e heavy metal em composições inspiradas, faz deste um álbum imperdível para os apreciadores de músicas de qualidade, muito bem executadas por músicos experientes. A abertura é com "The Stranger", inspiradíssima e de cara a minha favorita, uma composição muito marcante. A faixa seguinte, "Barricade", lembra aquele hard rock mais clean do final dos anos oitenta, começo dos noventa. "Give in This Time" e "Love Became the Law" são baladas que poderiam tocar em qualquer rádio FM, isso se as rádios ainda tocassem bandas de qua...

O colecionador e sua grande paixão: os discos

Por Fábio Pires Colecionador Collectors' Room Nesse meio da música muitos nascem para tocar instrumentos, alguns para cantar, muitos para dirigir artistas, muitos para escrever letras de música, outros para o talento jornalístico sobre escrever sobre bandas e artistas, e outros para comprar e se deliciar com discos ou CDs. No meu caso, até toco um instrumento, mesmo que seja bem pouco, mas voltei-me para a fina arte da coleção, de achar o dito "raro", de se torturar quando se vai à uma loja de discos mais antigos, seja de rock, blues ou jazz.  O mundo do chamado colecionador de discos é ilimitado, recheado de oportunidades, muitas vezes caras e cansativas. Vai-se atrás de um álbum ou fica-se anos atrás daquele mais raro. No meu caso, não costumo "me roer por dentro" por um disco não encontrado, jogo a informação em meu banco de dados no computador (ferramenta rápida e eficiente nesse meio, quem diria) e espero um momento oportuno para encontrá-lo numa revista ou...

Os novos ouvintes de música vs o prazer de colecionar discos

Por Thalles Breno Colecionador Collector´s Room Três momentos me chamaram a atenção nas últimas semanas para o mesmo assunto: a paixão dos colecionadores de discos pela música. O primeiro foi quando recebi semana passada o álbum "Vile" dos carniceiros do Cannibal Corpse e ao abrir descobri que a capa censurada estava apenas no  slipcase . O encarte, para minha grata surpresa, trazia a capa original.  Outro episódio foi quando estava lendo a coluna "Stay Heavy Report", assinada por Vinícius Neves e Cíntia Diniz, que consta na edição #117 da revista Roadie Crew. A matéria aborda capas de trabalhos de heavy metal em geral que foram censuradas e, como exemplo, traz "Virgin Killer" e "Street Survivors", respectivamente do Scorpions e do Lynyrd Skynyrd. Lá é feito um relato bem interessante explicando os motivos de tais capas terem sido censuradas.  Um outro fato foi quando ao voltar de uma loja de CDs, feliz da vida por ter adquirido novos itens para ...

Foghat - Live (1977)

Por Ben Ami Scopinho Whiplash Marca d e Caim O Foghat é mais uma das grandes bandas setentistas que muita gente desconhece. Apesar do visual do quarteto ser típico daqueles fazendeiros texanos bigodudos saídos desses filmes enlatados do velho-oeste norte-americano, os caras são ingleses, sendo que Dave Peverett e Roger Earl fizeram parte do famoso Savoy Brown. Depois de formado o Foghat, que foi ignorado em terras inglesas, os caras se mudaram em definitivo para os EUA, fazendo bastante barulho por lá. "Foghat Live” é o sétimo álbum e o primeiro registro ao vivo do grupo. O trabalho foi produzido por Nick Jameson e capturou a banda na melhor fase de sua carreira. Contanto somente com voz, duas guitarras, baixo e bateria, o grupo é um rolo-compressor de energia, esbanjando criatividade em suas composições e muita competência na hora de tocar. Lembrando que na década de 70 ainda não existiam os hoje famosos overdubs (correções em estúdios de falhas na gravação original), recurso que...

Sexy Cover Arts#3

Por Ricardo Seelig Colecionador Collector´s Room Why Dontcha Nessa edição de Sexy Cover Arts temos, ao invés de capas de bandas, três coletâneas lançadas de 2000 pra cá. A primeira dá uma geral na Bossa Nova, a segunda é dedicada às trilhas de programas de televisão norte-americanos e a terceira contém o melhor da música feita para o cinema adulto na década de 1970. Divirta-se! Mondo Bossa Vol 2: Una Outra Vez (2003) Cinemaphonic: Electro Soul (2000) Deep Note: Music of 1970's Adult Cinema (2002 ) Indique a sua preferida nos comentários.