15 de jun de 2012

Ouça “Scarlet”, faixa inédita do Periphery

sexta-feira, junho 15, 2012


A banda norte-americana Periphery, uma das mais promissoras do prog metal atual, liberou para streaming mais uma faixa de seu novo disco, Periphery II: This Time It’s Personal. O álbum, o segundo do grupo, chegará às lojas no próximo dia 3 de julho.


A foto acima mostra os caras junto com o Dream Theater, na recente turnê em que abriram para o maior nome do prog metal em todo o mundo. John Petrucci, inclusive, toca na faixa “Erised”, do novo trabalho do Periphery.


“Scarlet” leva o som do conjunto bem próximo ao terreno do death melódico, como você pode conferir no player abaixo:

Remove Silence: crítica de ‘Stupid Human Atrocity’ (2012)

sexta-feira, junho 15, 2012


Nota: 8


Apesar do que o currículo dos músicos sugere, Stupid Human Atrocity não é um álbum de heavy metal. Formado por Hugo Mariutti (vocal e guitarra - Andre Matos, Viper, Shaman), Fábio Ribeiro (teclado - Angra, Shaman, Andre Matos), Alê Souza (vocal e baixo) e Edu Cominato (vocal e bateria - Jeff Scott Soto), o Remove Silence chega ao seu segundo disco executando uma sonoridade ampla, que tem no metal apenas um de seus elementos.


As treze faixas do disco vão para diversos caminhos. Há canções com características mais progressivas, outras que flertam com o rock alternativo e até mesmo uma surpreendente influência de pós-punk. Isso tudo faz de Stupid Human Atrocity não apenas um trabalho diferenciado, mas, principalmente, um disco ousado, que confronta o ouvinte e arranca-o de sua zona de conforto.


Momentos de grande beleza permeiam o álbum. A abertura com “Admirable” é o primeiro deles. Provavelmente a faixa mais prog do play, tem uma inspirada participação de Fábio Ribeiro e linha vocais muito bonitas. “Real World” mostra a maturidade do quarteto, pouco preocupado em se limitar a rótulos e mais focado em produzir canções que saciem suas aspirações artísticas. “How Long is the Street” mostra o quão vasto é o universo musical do grupo, e soa como uma amálgama entre Joy Division e New Order. “The Train” é outra que vai nessa caminho, com direito a bateria eletrônica e ecos de The Cure.


O Remove Silence aproxima-se bastante do rock alternativo em diversas faixas de Stupid Human Atrocity. Há composições mais raivosas como “Wormstation” (com um ótimo refrão) e “Spellbound” (que me trouxe à mente as aventuras mal compreendidas de Bruce Dickinson em Skunkworks), assim como faixas com fartos elementos pop, como é o caso de “Drop by Drop” e a excelente “So Wrong” - essa última bem U2.


Quando decide focar no metal, o quarteto soa moderno e atual como poucas bandas brasileiras são capazes de soar. Basta ouvir faixas como “The Curse” para perceber isso com grande facilidade.

A divisão dos vocais entre Hugo Mariutti, Alê Souza e Edu Cominato faz o disco ficar ainda mais variado, com cada faixa trazendo um diferente tom. A ótima produção torna toda essa multiplicidade mais forte, apresentando um leque de timbres muito bem escolhidos e de acordo com o que cada canção pede.


A identidade do Remove Silence está na imprevisibilidade, em ser sempre surpreendente. A banda demonstra sabedoria ao explorar a sua criatividade sem preconceito, levando a música pelos caminhos que seus sentimentos apontam. Essa é uma qualidade rara e merecedora dos mais rasgados elogios.


Sinceramente, rotular o Remove Silence dentro do heavy metal seria uma injustiça. O grupo vai muito além do gênero em seu segundo disco, um trabalho extremamente bem feito, com excelentes composições e muito acima do que se produz, de maneira geral, no rock brasileiro como um todo. A música aqui é inteligente, desafiadora, adulta, provocativa - e tudo isso sempre com muita qualidade.


Corajoso e destemido, o Remove Silence acertou em cheio em Stupid Human Atrocity. Ouça e comprove!




Faixas:
  1. Admirable
  2. Wormstation
  3. So Wrong
  4. The Curse
  5. Real World
  6. How Long is the Street
  7. Spellbound
  8. Last Days
  9. Drop by Drop
  10. Taste of Iron
  11. The Train
  12. The Sound of the Horns
  13. Dancing for the Sun

Texas Hippie Coalition: assista o clipe de "Turn It Up"

sexta-feira, junho 15, 2012


Os caipiras do Texas Hippie Coalition lançaram o clipe da faixa "Turn It Up", primeiro single de seu terceiro disco, Peacemaker. No vídeo, a banda toca em um palco cercado por dançarinas, enquanto uma trama paralela repleta de belas - e desinibidas - meninas se desenvolve.


Peacemaker chegará nas lojas nas próximas semanas e foi produzido por Bob Marlette (Black Sabbath, Alice Cooper, Anvil). Se você curte um hard temperado com pitadas de southern rock, vai curtir a banda.


Assista abaixo:

14 de jun de 2012

Lenny Kravitz: saiba tudo sobre a edição especial de 21 anos do álbum ‘Mama Said’

quinta-feira, junho 14, 2012


O segundo disco de Lenny Kravitz, Mama Said, acaba de ganhar uma suculenta edição especial comemorativa aos seus 21 anos. Batizada como Mama Said (21st Anniversary Deluxe Edition), a nova versão é dupla e será lançada dia 5 de junho pela Virgin Records.


O álbum original chegou às lojas em 2 de abril de 1991 e foi um grande sucesso, emplacando hits como “Always on the Run”, “Stand by My Woman”, “It Ain’t Over ‘Til It’s Over” e “Stop Draggin’ Around”. Além disso, o disco contém uma das melhores músicas da carreira de Kravitz, a ótima “Fields of Joy”, com um solo matador de Slash - o então guitarrista do Guns N’ Roses também tocou em “Always on the Run”, música que escreveu ao lado de Lenny.




A nova versão de Mama Said teve o áudio todo remasterizado e é dupla, sendo que o disco 2 conta com 16 faixas, incluindo versões demo, gravações ao vivo e b-sides. Ao todo, são 35 músicas no pacote.


Confira abaixo o tracklist completo de Mama Said (21st Anniversary Deluxe Edition):


CD 1
  1. Fields of Joy
  2. Always on the Run
  3. Stand by My Woman
  4. It Ain’t Over ‘Til It’s Over
  5. More Than Anything in This World
  6. What Goes Around Comes Around
  7. The Difference is Why
  8. Stop Draggin’ Around
  9. Flowers For Zoë
  10. Fields of Joy (Reprise)
  11. All I Ever Wanted
  12. When the Morning Turns to Night
  13. What the ... Are We Saying?
  14. Butterfly
  15. Light Skin Girl From London (B-side)
  16. I’ll Be Around (B-side)
  17. Always on the Run (Instrumental)
  18. It Ain’t Over ‘Til It’s Over (12” Remix Instrumental)
  19. It Ain’t Over ‘Til It’s Over (12” Extended Dub Version)


CD 2
  1. Riding on the Wings of My Lord (Rough Demo)
  2. It Ain’t Over ‘Til It’s Over (Home Demo)
  3. What the ... Are We Saying? (Home Demo)
  4. The Difference is Why (Home Demo)
  5. Riding on the Wings of My Lord (Funky Vocal)
  6. Riding on the Wings of My Lord (Instrumental)
  7. Framed, Lying, Crying (Instrumental Segue)
  8. Stand by My Woman (Instrumental)
Live in Rotterdam 15/11/1991
  1. Stop Draggin’ Around
  2. Always on the Run
  3. Fields of Joy
  4. Stand by My Woman
  5. More Than Anything in This World
The Live in Japan B-Sides
  1. Always on the Run
  2. Stop Draggin’ Around
  3. What the ... Are We Saying?

John Fogerty: novo disco repleto de convidados especiais

quinta-feira, junho 14, 2012


John Fogerty, o vocalista, guitarrista, principal compositor e alma do Creedence Clearwater Revival, lançará seu novo disco solo em 9 de outubro. O álbum já tem título definido - Wrote a Song For Everyone - e contará com diversos convidados especiais dividindo o microfone com Fogerty em releituras de clássicos do Creedence e composições inéditas.


Por enquanto, já estão confirmados no disco Foo Fighters (mandando ver “Fortunate Son”), Kid Rock (“Born on the Bayou”), Jennifer Hudson (“Proud Mary”), My Morning Jacket (“Long as I Can See the Light”), Alan Jackson (“Have You Ever Seen the Rain”), Bob Seger (“Who’ll Stop the Rain”), Brad Paisley (“Hot Rod Heart”), Miranda Lambert (“Wrote a Song For Everyone”), Keith Urban (“Almost Saturday Night”) e Dawes (“Someday Never Comes”).


É Santana e seu multiplatinado Supernatural (1999) fazendo escola ...

Green Day: veja a capa e assista o trailer do novo álbum

quinta-feira, junho 14, 2012


O Green Day anunciou que lançará três álbuns nos próximos sete meses - sim, tudo isso! O primeiro deles se chama Uno! e chegará às lojas em 25 de setembro. Os próximos serão Dos! - agendado para 13 de novembro - e Tré! - nas lojas em 15 de janeiro. 


Como Uno! traz na capa o vocalista e guitarrista Billie Joe Armstrong, é bastante provável que os próximos tenham o baixista Mike Dirnt e o baterista Tré Cool.


Assista abaixo o trailer do novo álbum do Green Day:

Yeasayer: assista o clipe viajandão de “Henrietta”

quinta-feira, junho 14, 2012


O quarteto norte-americano Yeasayer lançou um vídeo pra lá de viajante para o primeiro single de seu novo disco, Fragrant World. Segundo o grupo, o clipe de “Henrietta” é “uma vinheta para tomar drogas criada por Yoshi Sodeoka”, artista e músico japonês responsável pela obra.


Fragrant World, terceiro álbum dos caras, será lançado dia 21 de agosto. Caso você nunca tenha escutada nada da banda, o som do Yeasayer pode ser definido como psicodelia pop.


Assista abaixo o viajante clipe de “Henrietta” - pessoalmente, gostei mais da música do que do vídeo:

Classic Rock Magazine lança revista especializada em blues

quinta-feira, junho 14, 2012

Ótima notícia para quem curte blues. A revista inglesa Classic Rock acaba de lançar uma publicação totalmente especializada em blues. A Blues Magazine será bimensal e focará exclusivamente no gênero.

A edição número 1 traz Buddy Guy na capa e matérias com Joe Bonamassa, Jack White, Royal Southern Brotherhood, Etta James, Walter Trout, Wilko Johnson e outros, além de um CD de brinde com 15 músicas.

Lembrando que a Blues Magazine é publicada pela mesma editora não só da Classic Rock, mas também da Metal Hammer e da Prog.

Confira abaixo uma galeria de imagens da revista, e, se quiser adquirir uma cópia, clique aqui.









Slash: veja datas e locais da turnê pelo Brasil

quinta-feira, junho 14, 2012


Slash voltará ao Brasil no mês de novembro. O guitarrista se apresentará em cinco cidades, cobrindo o país de norte a sul promovendo seu último disco, Apocalyptic Love


Você pode ver as datas e locais no poster acima, e conseguir maiores informações - como o preço dos ingressos, por exemplo - acessando os sites do cartaz.

Muddy Waters e o clássico ‘At Newport 1960’

quinta-feira, junho 14, 2012


W.C. Handy, Son House, Bessie Smith, Robert Johnson, B.B. King, T-Bone Walker, Little Walker, John Lee Hooker, Elmore James, Willie Dixon, Howlin’ Wolf, Freddie King, Charlie Patton, Leadbelly, Big Bill Broonzy, Skip James, os dois Sonny Boy Williamson, Lightnin’ Hopkins, Albert King, Mississippi John Jurt, Big Mama Thornton, Albert Collins, Buddy Guy, Stevie Ray Vaughan, Pinetop Smith, Hound Dog Taylor, Johnny Winter, Slim Harpo, Etta James, Memphis Slim, John Mayall, Eric Clapton, Koko Taylor, Charles Musselwhite. A lista de grandes nomes do blues é infinita, e um dos maiores, sem dúvida, é Muddy Waters.


McKinley Morganfield nasceu em 4 de abril de 1915 no minúsculo condado de Issaquena, no Delta do Mississippi (para vocês terem uma ideia, em 2010 o local tinha apenas 1.406 habitantes, então imaginem como era no início do século XX) e faleceu em 30 de abril de 1983, aos 68 anos, na cidade de Westmont, no Illinois. Durante a sua vida colocou o blues em um novo patamar, com discos que estão entre os maiores clássicos e os trabalhos mais importantes da história do gênero. 


Considerado o pai do blues de Chicago e do blues elétrico, Muddy Waters mudou-se para a cidade em 1940. Porém, a sua primeira aventura em durou apenas um ano, tempo em que tocou com Silas Green. Muddy retornou em 1943 com o objetivo de se tornar um músico profissional. Nessa época, o lendário Big Bill Broonzy deu uma grande ajuda para Waters, colocando o amigo para abrir os seus shows. A coisa mudou de figura em 1945, quando Muddy ganhou de seu tio Joe Grant um presente que mudaria a sua vida, e também o blues: a sua primeira guitarra elétrica.



Descobrindo as possibilidades do instrumento, fez várias gravações eentre 1946 e 1947, tornando o seu nome conhecido na região. Foi assim que os irmãos Leonard e Phil Chess chegaram até Muddy e o levaram para a Aristocrat Records, onde gravou as faixas “Gypsy Woman” e “Little Anna Mae” acompanhado pelo piano de Sunnyland Smith. 


O sucesso chegou em 1948, quando “I Can’t Be Satisfied” e “I Feel Like Going Home” se transformaram em hits nos clubes de negros da cidade. Na mesma época, a Aristocrat mudou o seu nome para Chess Records, com Muddy Waters sendo um dos principais nomes da gravadora. Para conhecer mais sobre a trajetória de Muddy na Chess, recomendo o filme Cadillac Records, que conta a história da companhia, e o imperdível box The Chess Box, lançado em 1985 com grande parte das gravações que Waters fez para o selo.


Principal inspiração para o surgimento do blues britânico durante a década de 1960, Muddy era idolatrado por nomes como John Mayal, Eric Clapton e os Rolling Stones. E com razão: suas músicas transpiravam sensualidade, eram cruas, na cara, brutas, ríspidas e violentas como o verdadeiro blues deve ser.






Falar da discografia de Muddy Waters é complicado. Como todo artista que produziu naqueles primeiros anos da indústria fonográfica, ele tem diversos registros espalhados em compactos, compilações e participações em discos dos mais variados músicos. Entretanto, alguns álbuns de Muddy Waters são presença obrigatória em qualquer coleção de blues que se preze. Anote aí quais você deve ter: Folk Singer (1964), Down on Stovall’s Plantation (1966), Electric Mud (1968), After the Rain (1969), Fathers and Sons (1969), They Call Me Muddy Waters (1970), Live at Mr. Kelly’s (1971), Hard Again (1977), I’m Ready (1978), Muddy “Mississippi” Waters Live (1979) e King Bee (1981. Além destes, lançados enquanto o músico ainda era vivo, há dezenas de compilações e ao vivos no mercado, retratando toda a sua carreira.


Porém, se eu tivesse que optar por apenas um disco, ele seria o seminal Muddy Waters at Newport 1960 (1960). O álbum contém a lendária apresentação do bluesman no Newport Jazz Festival no dia 3 de julho daquele ano. Ao lado de Muddy estavam o pianista Otis Spann, o guitarrista Pat Hare, a harmônica de James Cotton, o baixista Andrew Stevens e o baterista Francis Clay. O LP tem oito faixas retiradas do show, e chegou às lojas norte-americanas em 15 de novembro de 1960. At Newport foi aclamado pela crítica e, surpreendentemente, foi também um grande sucesso de público, tornando-se fundamental para a popularização do blues entre os brancos norte-americanos, país onde a segregação e o preconceito racial foram a ordem do dia até a década de 1970.






Muddy Waters subiu ao palco do festival às cinco da tarde. O bluesman vestia um elegante terno preto, enquanto o restante da banda usava roupas brancas. O sexteto atacou furiosamente seus instrumentos e entregou ao público uma das mais emblemáticas performances da história do blues. Estão no disco versões históricas para clássicos como “(I’m Your) Hoochie Coochie Man”, “Baby, Please Don’t Go”, “I Got My Brand On You” e “Got My Mojo Working”. Se você quer entender o que é o blues, recomendo que ouça At Newport ao menos uma vez na vida. Para os colecionadores, uma dica: em 2001 foi lançada uma versão remasterizada com quatro faixas adicionais gravadas em Chicago em 1960.

A capa de At Newport tem uma curiosidade interessante. Muddy Waters tocou o show acompanhado por sua Fender Telecaster, porém a imagem mostra Muddy com uma guitarra semi-acústica. Quando o fotógrafo Burt Goldblatt foi fotografar Waters, o bluesman optou por pegar emprestada a guitarra semi-acústica de seu amigo John Lee Hooker, imortalizada na capa do LP.

At Newport 1960 é um dos discos mais importantes da história da música e item fundamental em uma boa coleção. O álbum é presença certa em diversas listas de melhores de todos os tempos como 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer, 101 Albums That Changed Popular Music, The 500 Greatest Albums of All Time da Rolling Stone (onde ocupa a posição 348), 100 Essential Albums of the 20th Century e The Rough Guide to Blues.



Se você é um apreciador de blues, certamente já possui At Newport em seu acervo. Se é apenas um simpatizante do estilo, tenho certeza de que já ouviu o disco - isso se não o tiver em sua casa. Mas, se você quer dar os seus primeiros passos no gênero que é um dos pais do rock, recomendo uma audição aguçada de At Newport 1960. Ouvir as faixas do disco o fará entender porque o blues - e, por extensão, o próprio Muddy Waters - são tão importantes não só para a história da música, mas para a nossa própria cultura como um todo.

Muddy Waters faleceu em 1983, porém o seu legado jamais irá morrer.

Joss Stone: ouça o primeiro single e saiba tudo sobre o novo disco

quinta-feira, junho 14, 2012


Joss Stone está de volta com tudo! A cantora inglesa de apenas 25 anos lançará no próximo dia 16 de julho o seu sexto disco, The Soul Sessions Volume 2. O título remete ao primeiro álbum de Joss, The Soul Sessions, que chegou às lojas em 16 de setembro de 2003 e revelou a bela para o mundo.


The Soul Sessions Volume 2 terá onze versões para músicas de gente como Rolling Stones, The Chi-Lites, Womack & Womack e outros artistas de rock, soul e funk. O disco foi gravado em Nashville e será lançado pela própria gravadora de Joss, a Stone’d Records, em parceria com o selo que lançou os seus dois primeiros trabalhos, o S-Curve.


A vocalista já divulgou o primeiro single de The Soul Sessions Volume 2, “(For God’s Sake) Give More Power to the People”, originalmente gravada pelo grupo de soul norte-americano The Chi-Lites no álbum de mesmo nome, de julho de 1971. Ouça abaixo:





Veja abaixo o tracklist completo de The Soul Sessions Volume 2, cuja faixa de abertura é uma versão para “I Got the Blues”, música de Sticky Fingers, clássico dos Stones:
  1. I Got the Blues
  2. (For God’s Sake) Give More Power to the People
  3. While You’re Out Looking For Sugar
  4. Sideways Shuffle
  5. I Don’t Wanna Be With Nobody But You
  6. Teardrops
  7. Stoned Out of My Mind
  8. The Love We Had (Stays On My Mind)
  9. The High Road
  10. Pillow Talk
  11. Then You Can Tell Me Goodbye

Ryan Adams lança gigantesco - e limitado - box de vinil

quinta-feira, junho 14, 2012

Ryan Adams, um dos maiores nomes do alt.country e um dos mais produtivos compositores que se tem notícia, anunciou o lançamento do box Live After Deaf. A caixa terá nada mais nada menos que 144 faixas espalhadas em 15 LPs, mais um cartão de download com acesso a 74 músicas bônus. Eu ajudo na matemática: no total serão 218 faixas!

Todas essas canções foram gravadas ao vivo e no formato acústico, bem como todos os vinis são de 180 gramas. O box não terá uma segunda edição, então quem quiser uma cópia terá que correr já para garantir a sua. 

Ficou interessado? Então é o seguinte: Live After Deaf estará disponível para venda somente através do site da gravadora de Ryan - clique aqui - durante esta sexta e sábado, dias 15 e 16/06. Ah, o preço não foi divulgado, mas, a julgar pelo tamanho colossal da coisa, não deve ser barato.

13 de jun de 2012

Red Fang relança disco de estreia em vinil picture “pizza”

quarta-feira, junho 13, 2012


A banda norte-americana Red Fang relançou o seu disco de estreia, Murder the Mountains (2011), em uma edição limitada em picture disc. Detalhe: no lado A do vinil temos a imagem de uma pizza, e no B o lixo com o que sobrou dela, latas de cerveja e afins. Um item lindo, de babar!

Quase Famosos: o hard viciante do Dirty Sweet

quarta-feira, junho 13, 2012


Estreia de uma nova seção aqui na Collectors Room. Nela, trataremos de bandas que fizeram (ou ainda fazem) um som de grande qualidade e mereciam ser muito mais conhecidas do que são. Por essa razão a coluna se chamará Quase Famosos, uma homenagem a um dos melhores filmes sobre música já lançados - Almost Famous, de Cameron Crowe, que chegou aos cinemas em 2000.


Para dar início ao nosso papo, escolhi a banda norte-americana Dirty Sweet. O grupo foi formado em San Diego em 2003 e encerrou as suas atividades em 2011. Durante esse período lançaram dois ótimos discos, ... Of Monarchs and Beggars (2007) e American Spiritual (2010), verdadeiras pérolas perdidas para quem curte hard rock.


O Dirty Sweet era formado por Ryan Koontz (vocal), Nathan Beale (guitarra), Mark Murino (guitarra), Shaun Cornell (baixo e teclados) e Chris Mendez-Vanacore (bateria). O som dos caras é basicamente um hard rock, mas que variou bastante nos dois discos gravados pela banda.




A estreia trouxe um som calcado nos anos setenta, com uma produção mais crua e bastante influenciado por Led Zeppelin e Lynyrd Skynyrd. As dez faixas do play são bem na cara, sem firulas ou elementos desnecessários. O timbre de Ryan Koontz, agudo mas jamais excessivo como alguns vocalistas de vozes similares teimam ser, dá um clima ainda mais empoeirado para a música do quinteto, característica que, algumas vezes, faz o som entrar sem bater no rico universo zeppeliano.


O country e um certo ar caipira permeiam todas as canções de ... Of Monarchs and Beggars. O clima estradeiro, a sensação de liberdade, são onipresentes. Melodias simples, linhas vocais certeiras, guitarras afiadas e uma cozinha cheia de groove conquistam o ouvinte em dez faixas muito bem construídas. Destaque para o quase hit “Delilah”, “Come Again”, “Goldensole”, “Born to Bleed”, “Man’s Ruin”, “Red River” e a acústica “Isabel”, que parece saída de um disco do Allman Brothers.


Resumindo: se você curte Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, Black Crowes e southern rock vai adorar ... Of Monarchs and Beggars. O álbum é, em certos aspectos, semelhante e na mesma linha de Pressure & Time, o segundo disco dos também californianos Rival Sons e um dos melhores CDs de 2011.




Após um intervalo de três anos, o Dirty Sweet soltou em 6 de abril de 2010 o excepcional American Spiritual. A banda soa bastante diferente em seu segundo trabalho. Com uma produção muito melhor - Doug Boehm (The Vines, Booker T. Jones, Drive-By Truckers) foi o responsável - e com canções mais diretas, American Spiritual faz o som do quinteto soar ainda mais eficiente. As composições, mais curtas, são também bem mais focadas que as do play anterior. Há um certo clima chicano nas onze faixas de American Spiritual. A maioria das faixas tem grande refrões, daqueles que puxam o ouvinte para cima e fazem a gente cantar junto.


Algumas faixas são tão inspiradas e possuem melodias tão redondas que é de se espantar que não tenham se transformado em hits. É o caso de “You’ve Been Warned”, “Get Up, Get Out” e “Marionette” (que faria bonito em um filme de Robert Rodriguez ou Quantin Tarantino). Outra vez o trabalho de guitarras se destaca, assim como a performance de Ryan Koontz.


Mas o grande momento de American Spiritual é a composição que dá nome ao disco. Última faixa do álbum, “American Spiritual” mostra o quinteto trazendo para o nosso tempo a tradição centenária dos spirituals, os cantos de lamentação dos escravos norte-americanos. Linda, a canção é arrepiante, climática, sombria. O arranjo vocal é sublime, assim como o solo de violão, simples e por isso mesmo belo.


Infelizmente, o Dirty Sweet encerrou as suas atividades em 2011. Pelo menos é isso que a página oficial da banda no Facebook dá a entender. Uma pena, pois os dois discos do grupo são ótimos, bastante distintos entre si e repletos de grandes canções.


Se você nunca ouviu a banda, seguem abaixo alguns vídeos para você conhecer o som dos caras e ir já atrás dos álbuns do grupo.

Anthrax tocando "Neon Knights", do Black Sabbath

quarta-feira, junho 13, 2012


Segunda-feira, dia 11 de junho, aconteceu em Londres a edição 2012 do Metal Hammer Metal Gods, uma das mais importantes premiações de heavy metal de todo o mundo.


Na ocasião, o Anthrax se apresentou e mandou ver em uma competente releitura de "Neon Knights", faixa de abertura do álbum Heaven and Hell, lançado pelo Black Sabbath em 25 de abril de 1980.


Assista abaixo:

Iron & Wine grava George Michael e Little Feat

quarta-feira, junho 13, 2012


O Iron & Wine, um dos principais nomes do atual folk norte-americano e responsável por um dos melhores discos de 2011 - o lindo Kiss Each Other Clean -, lançará dia 26 de junho um single especial com versões para canções de George Michael e do Little Feat.


O compacto colorido de 7 polegadas terá uma tiragem limitadíssima de apenas 750 cópias prensadas pela Suicide Squeeze e faz parte da série Two Sides of George, lançada pela gravadora.


O legal é que um lado do compacto vem com uma capa com uma ilustração de George Michael e o outro com uma de Lowell George, guitarrista e vocalista do Little Feat.


Ouça - e veja as capas - abaixo:







Dinosaur Jr.: conheça a capa e o tracklist do novo disco

quarta-feira, junho 13, 2012


A lenda do rock alternativo norte-americana Dinosaur Jr. anunciou que lançará um novo álbum em setembro. Intitulado I Bet on Sky, o décimo disco do grupo liderado pelo vocalista e guitarrista J Mascis chegará às lojas dia 18/09 pela gravadora Jagjaguarwar e será o sucessor de Farm, de 2009.


A capa é incrível - como você pode ver acima - e o álbum terá dez faixas, conforme abaixo:

  1. Don’t Pretend You Didn’t Know
  2. Watch the Corners
  3. Almost Fare
  4. Stick a Toe In
  5. Rude
  6. I Know It Oh So Well
  7. Pierce the Morning Rain
  8. What Was That
  9. Recognition
  10. See It On Your Side


Lembrando que Mascis lançou em 2011 o excelente Several Shades of Why, seu primeiro tranalho solo, que foi muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.

The Night Flight Orchestra: crítica de ‘Internal Affairs’ (2012)

quarta-feira, junho 13, 2012


Nota: 9


Por mais surpreendente que possa parecer em um primeiro momento, a relação entre os estilos mais extremos do heavy metal e o pop “comercial” e “descartável” - entre aspas mesmo - sempre existiu. Diversas bandas de death e black já deixaram claro em entrevistas e depoimentos a admiração que sentem por artistas como ABBA, Bee Gees, Jackson 5 e outros. Algumas foram além e gravaram versões para hits do mundo pop, como foi o caso do Children of Bodom ( “Oops! I Did It Again”, de Britney Spears), Therion (“Summer Night City”, do ABBA), Type O Negative (“Hit Me Baby One More Time”, outra vez Britney Spears) e Mushroomhead (“Crazy”, de Seal). 


Porém, por mais que essa admiração sempre tenha existido, desconheço alguém que fez o que o The Night Flight Orchestra fez: gravar um disco completo com esse direcionamento, explorando uma sonoridade mais acessível e que faz parte do DNA da maioria dos músicos de metal. Tendo como figuras centrais o vocalista Björn Strid (Soilwork) e o baixista Sharlee D’Angelo (Arch Enemy) - completam o time o guitarrista David Andersson, o tecladista Richard Larsson e o baterista Jonas Källsbäck -, o The Night Flight Orchestra acaba de lançar o seu primeiro álbum, o excelente Internal Affairs.


O negócio aqui é um pop temperado com elementos de soul, funk e AOR. Sabiamente, a produção deixou o disco com uma sonoridade bem vintage, que remete ao final dos anos setenta e início da década de oitenta. Com grandes doses de melodia, as composições agradam de imediato. Pulsantes, as onze faixas de Internal Affairs proporcionam uma agradável audição, conquistando de imediato.


A performance de Björn Strid deve ser mencionada. Todo mundo sempre falou que o cara era um excelente vocalista, e ele realmente o é. O que Strid faz no Soilwork, variando vocais guturais com vozes limpas com imensa naturalidade, já comprovava isso. Porém, ele dá um passo além com o The Night Flight Orchestra. Cantando de forma limpa e indo de timbres mais graves a outros mais agudos, Strid é o grande destaque de Internal Affairs


O outro fator que faz do álbum um trabalho diferenciado é o exemplar trabalho de composição. Todas as músicas são de grande qualidade, e exploram aspectos variados da formação dos músicos. Enquanto algumas apostam mais no rock como “Siberian Queen” e “California Queen”, outras mergulham sem medo em gêneros não explorados pelas bandas principais dos integrantes - e é justamente quanto isso acontece que o disco se torna especial.


A excelente “West Ruth Ave” poderia estar em qualquer álbum do Stix. “Transatlantic Blues” é um progressivo pop que mostra o quanto os caras ouviram Supertramp e Kansas na adolescência. A faixa-título parece saída de um disco de Stevie Wonder gravado na primeira metade da década de 1970.


Toda essa variedade faz de Internal Affairs um álbum rico e surpreendente, que carrega o ouvinte sem cerimônia para dentro do seu amplo universo sonoro. É rock, é pop, é soul, é funk - mas, acima de tudo, é muito bom!


Pela ótimo resultado alcançado, espero, sinceramente, que os caras não fiquem apenas em um disco e levem o projeto adiante. Enquanto isso, o negócio é ouvir e torcer para que aconteça!




Faixas:
  1. Siberian Queen
  2. California Morning
  3. Glowing City Madness
  4. West Ruth Ave
  5. Transatlantic Blues
  6. Miami 5:02
  7. Internal Affairs
  8. 1998
  9. Stella Ain’t No Dove
  10. Montreal Midnight Supply
  11. Green Hills of Grumslöv

12 de jun de 2012

Um novo começo, e um pedido de desculpas

terça-feira, junho 12, 2012


A imensa quantidade de e-mails e manifestações lamentando a minha decisão de dar um fim a Collectors Room me fizeram perceber que, por mais que esse esse blog tenha nascido para expor a minha opinião sobre o que penso a respeito dos mais diversos assuntos relacionados à música, hoje ele é muito maior que isso. A Collectors Room faz parte da vida de milhares de pessoas não só aqui no Brasil, mas também na Europa e nos Estados Unidos - sim, a quantidade de acessos vindos do Velho Mundo e da terra do Tio Sam é imensa (não me pergunte como eles lêem os textos em português lá).


Além disso, entendi também que o modo como coloco as minhas opiniões aqui no blog faz com que a Collectors Room seja um site diferenciado, com opiniões claras, honestas e transparentes sobre os assuntos que aborda. Encerrar o blog só dará ainda mais força aos fatos e atitudes que a Collectors Room vem combatendo ao longo dos anos. 


Enfim, jogar tudo fora seria uma estupidez.


Por essa razão, resolvi voltar atrás e continuar. Peço desculpas a todos pela decisão, que me pareceu a coisa certa a fazer no momento. Entretanto, o grande número de retornos e depoimentos de leitores falando sobre a sua relação com a Collectors Room me deram o incentivo necessário para seguir em frente. Uma das principais características da Collectors sempre foi a transparência e a honestidade, e é por isso que estou expondo tudo isso a vocês.


Algumas mudanças serão implantadas nas próximas semanas visando amenizar fatores que me levaram ao limite.


Não espero que entendam, mas gostaria que continuassem sendo leitores.


É o que eu amo fazer e não vou abrir mão disso.


Ainda há um longo caminho pela frente.

11 de jun de 2012

+ RIP Collectors Room (13/10/2008 - 11/06/2012) +

segunda-feira, junho 11, 2012


Por motivos pessoais, estou encerrando a Collectors Room. 


O motivo? O blog ficou grande demais, e é impossível compartilhar a minha vida profissional com a dedicação que o site exige.


Foi muito bom ter a companhia de todos vocês nestes quase 4 anos.


Foram 5.022 posts, 10.892 comentários e muitas histórias para contar.


Todos os posts continuarão no ar.


Não pretendo me envolver com nada relacionado à música nos próximos anos.


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