Os 20 melhores discos da década de 2010 segundo a Collectors Room


A década de 2010 está acabando, e não poderíamos deixar de aproveitar esse momento e olhar para trás, identificando o que de melhor aconteceu na música nos últimos dez anos. E foram dez anos incríveis, porque cobrimos de maneira profunda e constante o rock, o metal e a boa música, sempre com a sua companhia. Chegamos ao nosso décimo-primeiro aniversário em 2019, e estamos prontos para encarar mais uma década desbravando a música.

Para escolher os melhores álbuns lançados entre 2010 e 2019, convidei uma turma de amigos, atuais e antigos colaboradores da Collectors Room e pessoas que admiro para me ajudarem nessa aventura. São eles: Bruno Sanchez (Collectors Room), Diego Colombo (Collectors Room), Ederson Leão (Canal Ederson Leão), Fábio Cavalcanti (Pop Reverso), Fábio Nobre (Blog Audiorama), Guilherme Gonçalves (Collectors Room), Igor Miranda (Igor Miranda), João Renato Alves (Van do Halen), Luiz Carlos Nunes “Fuga” (Na Mira do Rock), Luis Fernando Ribeiro (pesquisador), Luiz Mazetto (autor dos livros Nós Somos a Tempestade), Marcel Bittencourt (baixista do Rebel Machine), Márcio Grings (Grings Memorabília), Mateus Ribeiro (Whiplash), Pedro Humangous (Hell Divine), Rodrigo Carvalho (Collectors Room), Rodrigo Façanha (Collectors Room), Rodrigo Simas (Red Light Management), Ron Groo (Collectors Room) e Thiago Cardim (Judão). Juntos, fomos 21 cabeças diferentes que citaram 154 álbuns como os melhores lançados nesta década - a lista com os votos de cada um está no final deste post.

Cada um enviou seu top 10, e para definir os vencedores foi implementado um sistema de pontuação, com 10 pontos para o primeiro colocado e 1 ponto para o décimo. Além disso, cada vez que um disco fosse indicado como o melhor por um dos participantes ele ganhava um ponto extra, assim como a sua presença entre os três melhores de cada lista o dava mais um ponto. Fechando, cada álbum ainda ganhou um ponto a mais para cada voto que teve (se um disco foi citado por cinco participantes, ele ganhou mais cinco votos no total), e todas as citações à uma banda foram convertidas em pontos para o seu disco mais votado.


Curiosidades: o disco que esteve mais vezes no topo das listas dos convidados foi Wasting Light, do Foo Fighters, escolhido como melhor da década por três dos nossos convidados – Luis Fernando Ribeiro, Marcel Bittencourt e Ron Groo. Ele foi seguindo por Yellow & Green, do Baroness, com dois primeiros lugares – Fábio Nobre e Guilherme Gonçalves – e pela estreia do The Winery Dogs – o preferido da dupla Igor Miranda e João Renato Alves. Os discos que mais vezes estiveram no top 3 das listas foram Wasting Light (4 vezes), Meliora do Ghost (3), Yellow & Green (3) e 1755 do Moonspell (3). O disco mais citado pelos convidados foi Meliora (7 votos), seguindo por Wasting Light (6), Yellow & Green (5) e Unto the Locust do Machine Head (5). E as bandas com o maior número de votos (somando as menções a todos os seus discos) foram o Ghost (10 menções), Foo Fighters (6), Baroness (6), Rival Sons (6), Baroness (5) e Machine Head (5).

Abaixo você confere o top 20 da década de 2010 segundo a Collectors Room, com trechos das análises publicadas aqui no site (e também fora dele), bem como uma playlist com uma música de cada um dos álbuns citados. E fica o convite para você colocar nos comentários quais foram os 10 melhores discos dos últimos 10 anos, na sua opinião.

Esses foram os 20 melhores discos da década na opinião da Collectors Room:


20 Sepultura – Machine Messiah (2017)
(Votantes: Ederson Leão, Fábio Cavalcanti e Rodrigo Façanha)

Machine Messiah é um disco de alto patamar, sem fillers e coeso ao que se propõe. O conceito é bem trabalhado e, musicalmente, vai muito além do lugar-comum. A fome de superação de Andreas Kisser, a vontade de Derrick Green em se reinventar e o sangue novo injetado por Eloy Casagrande deram, a este álbum, a qualidade que ele tem. Machine Messiah é, para mim, um dos melhores trabalhos do Sepultura. Não só dos últimos 20 anos, mas na discografia da banda como um todo


19 Metallica – Hardwired ... To Self-Destruct (2016)
(Votantes: Bruno Sanchez e Ederson Leão)

Hardwired … To Self-Destruct é o auto-resgate do Metallica. É a banda percebendo a força de sua história, o tamanho de sua importância e bebendo em sua própria fonte de ideias, clichês e fórmulas. E isso é feito de uma forma tão autêntica que faz o resultado ser algo verdadeiro, como a banda não soava há anos. Hardwired … To Self-Destruct não vai mudar o curso do heavy metal (como a própria banda fez algumas vezes ao longo de sua carreira, diga-se de passagem) nem tampouco é o melhor disco do Metallica, mas é um álbum que traz o grupo trilhando novamente um caminho já desbravado ao longo dos anos e aprovado pelos fãs. Em um mundo cada vez mais complicado, é bom ter algo familiar para servir de apoio.


18 Judas Priest – Firepower (2018)
(Votantes: Ederson Leão e Mateus Ribeiro)

São quatorze faixas que mostram na prática porque a banda carrega a alcunha de Metal Gods nas costas. O Judas Priest gravou um álbum moderno, alinhado com o que está sendo produzido no cenário metálico contemporâneo. Isso se dá porque a banda conseguiu equilibrar com experiência e sabedoria elementos atuais sem abrir mão dos ingredientes que compõe a sua sonoridade clássica. Estão aqui os belos riffs, os duetos inspirados de guitarra, a voz rascante de Rob Halford, a batida contagiante e a energia pulsante. E tudo feito com a mais alta qualidade.



17 Graveyard – Hisingen Blues (2011)
(Votantes: Fuga, Guilherme Gonçalves e Luiz Mazetto)

O que sai das caixas de som é um hard rock com pitadas de blues que parece ter sido gravado por alguma banda obscura no início da década de 1970 e permanecido inédito até agora. Há influências de nomes como November e Groundhogs na sonoridade do Graveyard, mas os caras vão muito além. Ao dar o play, o clima retrô invade o ambiente de tal maneira que é impossível não se sentir em 1971, com os cabelos caindo pelos ombros, calças boca de sino e tudo mais. Os timbres, a produção, o clima, as composições, tudo remete à estética setentista, mas sem soar como uma mera cópia. A identidade da banda é essa, como se fossem músicos deslocados no tempo – ou, em outro ponto de vista, caras com a missão de fazer o rock soar como ele deve soar, e não com toda a falsa atitude dos tempos atuais.


16 Black Sabbath – 13 (2013)
(Votantes: Ederson Leão, Fuga e Luis Fernando Ribeiro)

Há uma escolha consciente em 13 de pinçar elementos da sonoridade clássica do Black Sabbath e os colocar nas novas composições. No início isso soa estranho e desnecessário. A primeira faixa, “End of the Beginning”, remete diretamente à clássica “Black Sabbath”, música de abertura do primeiro disco da banda. A primeira impressão é que trata-se de um recurso desnecessário, um truque gratuito, o que causa um certo incômodo. Porém, após ouvir todo o álbum, nota-se que, mesmo não tendo sido anunciado como tal, 13 é, muito provavelmente, o canto do cisne do Sabbath, e esse olhar para o passado ganha um novo significado. O final, com raios e trovões encerrando o disco, fecha o ciclo que se iniciou com os mesmos raios e trovões na sexta-feira, 13 de fevereiro de 1970, data de lançamento do primeiro álbum do quarteto.


15 Steven Wilson – Hand Cannot Erase (2015)
(Votantes: Rodrigo Carvalho e Rodrigo Simas)

São infinitas camadas de som e instrumentos diversos, dos mais tradicionais aos mais artificiais, utilizados por um conjunto de músicos não apenas indiscutíveis em questões técnicas e de execução, mas que seguem a risca o roteiro de criar a base musical para o conceito em Hand Cannot Erase. Mesmo não sendo o mais complexo trabalho de Steven Wilson (incluindo a época de Porcupine Tree), é notável como, mesmo após décadas, o inglês permanece aderindo a novos elementos, arriscando com influências inesperadas e desenvolvendo a sua habilidade lírica e de contar histórias. 


14 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork (2013)
(Votantes: Diego Colombo, Fábio Cavalcanti e Igor Miranda)

Sinto que, para definir ...Like Clockwork, preciso concordar com a maior parte dos meus colegas críticos, o que não é algo lá muito comum. Estamos diante de um álbum ao mesmo tempo muscular e envolvente, complexo mas repleto de harmonias que ajudam a torná-lo cool, cheio de estilo, único, gostoso de ouvir do início ao fim. Um discaço de rock moderno e que, na opinião deste que vos escreve, tem entrada garantida na lista de melhores do ano até o momento.


13 The Ocean – Pelagial (2013)
(Votantes: Pedro Humangous e Rodrigo Carvalho)

Sete zonas de profundidade oceânicas, divididas em 11 faixas. Em Pelagial, a banda conduz o ouvinte por uma jornada metafórica e impactante da superfície até a base do oceano, criando um belíssimo paralelo conceitual onde cada uma das partes está devidamente encaixada em seu momento no álbum, sob flutuantes estruturas de composição de margens embaçadas e livres, riquíssimas em detalhes. E quando se está aí, estático na zona bentônica, qualquer outro trabalho de 2013 soa apenas abafado, como uma reverberação através dos níveis, que por mais próximos que cheguem, não alcançam a forma completo do The Ocean.


12 Iron Maiden – The Book of Souls (2015)
(Votantes: Ederson Leão, Luis Fernando Ribeiro e Ricardo Seelig)

The Book of Souls é um álbum ousado e totalmente fora da curva do que se esperaria do Iron Maiden, principalmente a esse altura da carreira do sexteto, que está na estrada há quarenta anos. Fora da curva porque traz uma sonoridade renovada e surpreendente, acentuando uma característica que estava cada vez mais evidente nos últimos discos: o mergulho no rock progressivo. Em The Book of Souls o Maiden se joga sem medo no prog, e é justamente esse fator que torna o trabalho tão impressionante.


11 Opeth – Heritage (2011)
(Votantes: Fuga e Rodrigo Carvalho)

Mais setentista do que nunca, o Opeth não apenas trouxe para o primeiro plano as influências progressivas que sempre estiveram em sua músicas, mas focou todos os seus esforços criativos no gênero. É isso que irá causar estranhamento nos fãs. Não há vocais guturais, o peso é moderado, não existem passagens extremas. Banhado pela obra dos gigantes prog, o Opeth encara seus fãs e os desafia explicitamente. Analisando a música apenas pela música e sem comparações com o passado, apenas uma conclusão é possível: estamos diante de um trabalho excelente.


10 Blackberry Smoke – The Whippoorwill (2012)
(Votantes: Diego Colombo e Ricardo Seelig)

O melhor southern rock da atualidade é produzido pelo Blackberry Smoke. Rock banhado generosamente no country e no blues, que não apenas honra a tradição de lendas como o Lynyrd Skynyrd como coloca no bolso qualquer disco da banda do clã Van Zant lançado nos últimos trinta anos.


9 Rival Sons – Feral Roots (2019)
(Votantes: Fábio Cavalcanti, Igor Miranda e Ricardo Seelig)

Feral Roots é o disco que mostra porque o Rival Sons existe. Ninguém faz um som como eles. Trata-se de um álbum de gente grande, de uma banda que nasceu com imenso potencial, soube deixar as suas qualidades ainda mais fortes e corrigir as suas deficiências até chegar a um ponto como esse, onde tudo que foi feito antes se une para dar ao mundo um disco absolutamente impressionante.


8 Gojira – Magma (2016)
(Votantes: Fábio Nobre, Rodrigo Façanha e Rodrigo Simas)

Magma é um disco completo, gravado por uma banda de imenso talento e que não tem medo de explorar suas ideias. E que, justamente por isso, coloca-se como um nome sem igual no heavy metal atual. Do jeito que o Gojira vem crescendo e evoluindo, não há dúvidas de que estamos presenciando o nascimento de um gigante da música pesada.


7 The Winery Dogs – The Winery Dogs (2013)
(Votantes: Igor Mirando e João Renato Alves)

Há muito groove e balanço no disco, mostrando o entrosamento quase celestial entre Mike Portnoy e Billy Sheehan, duas lendas em seus instrumentos. Richie Kotzen brilha de maneira intensa sobre uma das cozinhas mais fantásticas já reunidas em um disco de rock. Cantando sempre de maneira não menos que sublime, esbanja feeling em suas interpretações, além de um bom gosto singular nos timbres, riffs e solos que tira de sua guitarra.



6 David Bowie – Blackstar (2016)
(Votantes: Fábio Cavalcanti, Ricardo Seelig e Thiago Cardim)

O background jazzístico da banda de apoio e a personalidade inquieta de David Bowie geraram um trabalho naturalmente experimental. É o rock bebendo na sofisticação e na liberdade do jazz, pegando no gênero um passaporte para trilhar caminhos e estruturas que fogem do convencional. Tudo isso devidamente costurado pela imensa capacidade de David Bowie de tornar a mais estranha das composições naturalmente audível e atraente.


5 Moonspell – 1755 (2017)
(Votantes: Fábio Nobre, João Renato Alves e Mateus Ribeiro)

O disco carrega uma profundidade lírica bastante clara, explorando de maneira inteligente letras muito bem escritas e cantadas na língua natal da banda, o português. A parte instrumental afasta o grupo do black/death metal dos primeiros anos e traz uma sonoridade composta por diversos elementos dos mais variados gêneros do metal, tudo amarrado de maneira cirúrgica e resultando em uma música acessível para a maioria dos ouvidos. 


4 Machine Head – Unto the Locust (2011)
(Votantes: Diego Colombo, Mateus Ribeiro, Ricardo Seelig, Rodrigo Carvalho eThiago Cardim)

O melhor álbum da carreira do Machine Head e um dos melhores discos de metal dos anos 2010, Unto the Locust possui para o metal contemporâneo um status similar ao que clássicos do passado como Powerslave e Black Album significaram. É um trabalho que segue soando de maneira impressionante quase uma década após o seu lançamento, e sobretudo gerando um grau de satisfação que apenas os grandes clássicos conseguem alcançar. Com Unto the Locust, a trajetória já marcante do Machine Head atingiu o seu ápice criativo, colocando a banda de vez entre os gigantes do metal mundial.


3 Baroness – Yellow & Green (2012)
(Votantes: Diego Colombo, Fábio Nobre, Guilherme Gonçalves, Ricardo Seelig e Rodrigo Carvalho)

Pesado, psicodélico, atmosférico e experimental, tudo ao mesmo tempo. Não há limites, a criatividade é onipresente, não existem preconceitos, os medos e receios foram todos embora. Isso faz com que cada faixa seja imprevisível, cada composição seja um choque. E é justamente essa sensação que faz Yellow & Green ser um disco tão impressionante. Indo muito além do padrão e fugindo das conveniências, o Baroness arrebata e deixa o ouvinte com o coração na boca.


2 Ghost – Meliora (2015)
(Votantes: Bruno Sanchez, Fábio Nobre, Igor Miranda, João Renato Alves, Ricardo Seelig, Ron Groo e Thiago Cardim)

Meliora trouxe o Ghost aprimorando a fórmula apresentada em seus dois primeiros álbuns. O peso de Opus Eponymous e as experimentações de Infestissumam marcam presença de forma equilibrada, e o resultado é uma sonoridade que mantém a sua força e com capacidade para conquistar multidões de novos fãs. Meliora é o disco mais redondo da curta carreira do Ghost. Os reviews carregados de elogios, inclusive de veículos que antes não tinham engolido muito bem os mascarados, comprovam a enorme força do álbum.


1 Foo Fighters – Wasting Light (2011)
(Votantes: Diego Colombo, Fábio Cavalcanti, Igor Miranda, Luis Fernando Ribeiro, Marcel Bitencourt e Ron Groo)

Onze faixas construídas a partir de riffs ganchudos. Onze refrãos fortes, daqueles que a gente, sem perceber, canta junto. Um desfile de composições, uma melhor que a outra. Um disco que você ouve e fica marcando o ritmo com o pé a todo momento, faz viradas de bateria pelo ar, bate cabeça empolgado, aumenta o volume a todo instante. Esse é Wasting Light! Um CD absurdamente consistente, que pega o ouvinte pelo pescoço, joga-o contra a parede e faz ele ficar apaixonado perdidamente. Dave Grohl e sua gangue gravaram o seu melhor disco, disparado!


Abaixo você confere os votos de cada um dos 21 participantes:

BRUNO SANCHEZ:
1 Metallica – Hardwired ... To Self-Destruct
2 Therion – Sitra Ahra
3 Spiritual Beggars – Return to Zero
4 The Gentle Storm – The Diary
5 Ghost – Meliora
6 Ensiferum – Unsung Heroes
7 The Black Keys – El Camino
8 Satan – Life Sentence
9 Dum Dum Girls – I Will Be
10 Amorphis – Queen of Time

DIEGO COLOMBO:
1 Machine Head – Unto the Locust
2 Blackberry Smoke – The Whippoorwill
3 Queens of the Stone  - ... Like Clockwork
4 Foo Fighters – Wasting Light
5 Rival Sons – Great Western Valkyrie
6 Trivium – In Waves
7 Baroness – Yellow & Green
8 Opeth – In Cauda Venenum
9 Mastodon – Once More ‘Round the Sun
10 The Black Keys – El Camino

EDERSON LEÃO:
1 Judas Priest – Firepower
2 Angra – OMNI
3 Megadeth – Dystopia
4 Iron Maiden – The Book of Souls
5 Avantasia – Moonglow
6 Sepultura – Machine Messiah
7 Black Sabbath – 13
8 Metallica – Hrdwired ... To Self-Destruct
9 Almah – Unfold
10 Nightwish – Showtime, Storytime

FÁBIO CAVALCANTI:
1 David Bowie – Blackstar
2 Rival Sons – Feral Roots
3 Foo Fighters – Wasting Light
4 Weezer – Everything Will Be Alright in the End
5 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
6 Arcade Fire – The Suburbs
7 Oficina G3 – Histórias e Bicicletas
8 Royal Blood – How Did We Get So Dark?
9 Sepultura – Machine Messiah
10 Van Halen – A Different Kind of Truth

FÁBIO NOBRE:
1 Baroness – Yellow & Green
2 Moonspell – 1755
3 Steven Wilson – The Raven That Refused to Sing (And Other Stories)
4 Gojira – Magma
5 Ghost – Meliora
6 Behemoth – The Satanist
7Ayreon – Theory of Everything
8 Testament – Dark Roots of Earth
9 Sabaton – Carolus Rex
10 Orphaned Land – The Neverending Way of OrwarriOr

GUILHERME GONÇALVES:
1 Baroness – Yellow & Green
2 Tedeschi Trucks Band – Revelator
3 The War on Drugs – A Deeper Understanding
4 David Bowie – The Next Day
5 Morbus Chron – Sweven
6 Patti Smith – Banga
7 Death Cab for Cutie – Kintsugi
8 Charles Bradley – Victim of Love
9 Johnny Marr – The Messenger
10 Graveyard – Hisingen Blues

IGOR MIRANDA:
1 The Winery Dogs – The Winery Dogs
2 Ghost – Meliora
3 Greta Van Fleet – From the Fires
4 Foo Fighters – Wasting Light
5 Adele – 21
6 The Struts – Everybody Wants
7 Lenny Kravitz – Black and White America
8 Royal Blood – Royal Blood
9 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
10 Rival Sons – Feral Roots

JOÃO RENATO:
1 The Winery Dogs – The Winery Dogs
2 Ghost – Meliora
3 Moonspell – 1755
4 Carcass – Surgical Steel
5 Accept – Blood Of The Nations
6 H.E.A.T – Address The Nation
7 Living Colour – Shade
8 Soilwork – The Panic Broadcast
9 Uganga – Opressor
10 Pretty Maids – Pandemonium

LUIZ CARLOS NUNES (FUGA):
1 Paradise Lost – The Plague Within
2 Opeth – Heritage
3 Graveyard – Hisingen Blues
4 Rival Sons – Head Down
5 Black Sabbath – 13
6 Kadavar – Rough Times
7 Me and That Man – Songs of Love and Death
8 Lana Del Rey – Ultraviolence
9 Chris Stapleton – Traveller
10 Greta Van Fleet – Anthem of the Peaceful Army

LUIS FERNANDO RIBEIRO:
1 Foo Fighters – Wasting Light
2 Zakk Wylde – Book of Shadows II
3 Iron Maiden – The Book of Souls
4 Eluveitie – Origins
5 Black Sabbath – 13
6 Daft Punk – Random Access Memories
7 Criolo – Convoque seu Buda
8 Red Hot Chili Peppers – The Getaway
9 Exodus – Exhibit B: The Human Condition
10 Sabotage – Sabotage

LUIZ MAZETTO:
1 Converge - All We Love We Leave Behind
2 Deftones - Diamond Eyes
3 Mark Lanegan - Blues Funeral 
4 Charles Bradley - Victim of Love
5 Chelsea Wolfe - Unknown Rooms
6 Graveyard - Hisingen Blues
7 Thurston Moore - The Best Day
8 Shannon Wright - In Film Sound
9 Yob - Clearing the Path to Ascend
10 Planes Mistaken for Stars - Prey

MARCEL BITTENCOURT:
1 Foo Fighters – Wasting Light
2 The Virginmarys – King of Conflicts
3 Corona Kings – Death Rides a Crazy Horse
4 The Virginmarys – Divides
5 Danko Jones – Below the Belt
6 Royal Blood – Royal Blood
7 My Sleeping Karma – Moksha
8 Clutch – Book of a Bad Decisions
9 Far From Alaska – Mode Human
10 Dead Fish – Ponto Cego

MÁRCIO GRINGS:
1 Jack White – Lazaretto
2 Charles Bradley – No Time For Dreaming
3 Bob Dylan – Tempest
4 Gregg Allman – Southern Blood
5 Shelby Lynne – Tears, Lies and Alibis
6 Roger Waters – Is This the Life We Really Want?
7 Keith Richards – Crosseyed Heart
8 Lucinda Williams – Down Where the Spirit Meets the Bone
9 Willie Nelson – God’s Problem Child
10 Gustavo Telles – Do Seu Amor Primero é Você Quem Precisa

MATEUS RIBEIRO:
1 Soilwork – The Living Infinite
2 In Flames – Sounds of a Playground Fading
3 Moonspell – 1755
4 The Night Flight Orchestra – Sometimes the World Ain’t Enough
5 Mastodon – Emperor of Sand
6 Ghost – Prequelle
7 Judas Priest – Firepower
8 Bullet for My Valentine – Fever
9 Machine Head – Unto the Locust
10 Gojira – L’Enfant Sauvage

PEDRO HUMANGOUS:
1 Trivium – The Sin And The Sentence
2 Kreator - Gods Of Violence
3 The Black Dahlia Murder - Ritual
4 The Ocean - Pelagial
5 Leprous – Bilateral
6 In Mourning – Garden Of Storms
7 Wilderun - Veil Of Imagination
8 Aquilus - Griseus
9 Progenie Terrestre Pura  - Oltreluna
10 Piah Mater - The Wandering Daughter

RICARDO SEELIG:
1 Blackberry Smoke – The Whippoorwill (2012)
2 Machine Head – Unto the Locust (2011)
3 Baroness – Yellow & Green (2012)
4 Rival Sons – Feral Roots (2019)
5 The Black Keys – Brothers (2010)
6 David Bowie – Blackstar (2016)
7 Criolo – Convoque seu Buda (2014)
8 Ghost – Meliora (2015)
9 Iron Maiden – The Book of Souls (2015)
10 Mastodon – Once More Round the Sun (2014)

RODRIGO CARVALHO:
1 The Ocean – Pelagial
2 El Efecto – Pedras e Sonhos
3 Opeth – Heritage
4 Baroness – Yellow & Green
5 Machine Head – Unto the Locust
6 Steven Wilson – Hand Cannot Erase
7 Thrice – Palms
8 Pain of Salvation – Road Salt One
9 Linkin Park – A Thousand Suns
10 Zeal & Ardor – Strange Fruit

RODRIGO FAÇANHA:
1 Gary Clark Jr. – The Story of Sonny Boy Slim
2 Incognito – Surreal
3 Blues Pills – Blues Pills
4 CeeLo Green = The Lady Killer
5 Rival Sons – Pressure and Time
6 Janelle Monáe – The Electric Lady
7 Sepultura – Machine Messiah
8 Gojira – Magma
9 Ghost – Prequelle
10 Slipknot – We Are Not Rour Kind

RODRIGO SIMAS:
1 Steven Wilson – Hand Cannot Erase
2 Coheed and Cambria – The Color Before the Sun
3 Gojira – Magma
4 Protest the Hero – Volition
5 Between the Buried and Me – Coma Eclipse
6 Baroness – Purple
7 Arch/Matheos – Sympathetic Resonance
8 Opeth – Sorceress
9 Ghost – Prequelle
10 Clutch – Earth Rocker

RON GROO:
1 Foo Fighters – Wasting Light
2 Paul Weller – True Meanings
3 Lenine – Carbono
4 Criolo – Nó na Orelha
5 Opeth – Sorceress
6 The Baggios – Vulcão
7 Ghost – Meliora
8 Gojira – L’Enfant Terrible
9 CeeLo Green – The Lady Killer
10 Arctic Monkeys – Tranquility Base Hotel & Casino

THIAGO CARDIM:
1 Ghost – Meliora
2 Beyoncé – Lemonade
3 David Bowie – Blackstar
4 Machine Head – Unto the Locust
5 Kendrick Lamar – To Pimp a Butterfly
6 Behemoth – The Satanist
7 Emicida – O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui
8 H.E.A.T. – Tearing Down the Walls
9 Mastodon – Once More ‘Round the Sun
10 Childish Gambino – Awaken, My Love!

E aqui está uma playlist com uma música de cada um dos discos presentes na lista de melhores da década:


Comentários

  1. Adoro listas e acompanho as do site a anos, segue os meus dez favoritos da década:
    Chris Stapleton - Blues Travaller
    Fuzz - Fuzz II
    Mark Lanegan Band - Blues Funeral
    Kenye West and Jay Z - Watch the Throne
    Criolo - Nó na Orelha
    Frank Ocean - Channel Orange
    The War on Drugs - Lost in the Dream
    The Black Keys - El Camino
    Graveyard - Hising Blues
    The decemberists - The King is Dead

    ResponderExcluir
  2. Lista sólida! E eu que sempre tive preconceito com Foo Fighters, cacete, que ÁLBUM! Obrigado pela lista, vai frequentar meus fones em meus treinos de corrida por meses pelas madrugadas aí!

    ResponderExcluir
  3. otima lista, parabéns, bem a cara da collectors e seus colaboradores, justiça feita a esse grande disco dos foos que sempre curti e quase nunca vi em listas desta natureza

    ResponderExcluir
  4. La vai !!!!
    01 - Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
    02 - David Bowie - Black Star
    03 - Nick Cave and the Bad Seeds -Push the Sky Away
    04 - Arctic Monkeys - AM
    05 - Foo Fighters - Wasting Light
    06 - Arcade Fire - The Suburbs
    07 - The Black Keys - El Camino
    08 - Pixies - Indie Cindy
    09 - Mac Demarco - Salad Days
    10 - Tame Impala - Currents

    ResponderExcluir
  5. Bacana a lista, aí vai a minha

    1. Ghost - Opus Eponimous
    2. Baroness - Yellow & Green
    3. Robert Plant - lullaby and... The Ceaseless Roar
    4. Ben Harper & Charlie Musselwhite - Get Up!
    5. Rival Sons - Feral Roots
    6. Mastodon - Emperor of Sand
    7. Jack White - Lazaretto
    8. Graveyard - Lights Out
    9. Back Keys - El Camino
    10. Zeal & Ardor - Stranger Fruit

    ResponderExcluir
  6. Ótima lista. Concordo plenamente com as escolhas de Wasting Light e Yellow & Green. São realmente dois discos arrebatadores da primeira à última faixa. Daqueles que ascendem a chama rock n' roll em nossa alma. Acrescentaria à listagem um de meus favoritos da década: Once More'Round The Sun do Mastodon, pelos mesmos motivos supracitados. Parabéns pela iniciativa, listas assim são acima de tudo uma celebração ao eterno rock n' roll!

    ResponderExcluir
  7. Meu top 10 as pressas:

    10 - Code Orange - Forever
    9 - Meshuggah - The Violent Sleep of a Reason
    8 - Inter Arma - English Sulphur
    7 - Criolo - Nó na Orelha
    5 - Baroness - Yellow and Green
    4 - Gojira - L'enfant Sauvage
    3 - Kendrick Lamar - To Pimp a Butterfly
    2 - Pallbearer - Foundations of Burden
    1 - Behemoth - The Satanist

    ResponderExcluir
  8. Black Sabbath – 13
    Blackberry Smoke – The Whippoorwill
    Borknagar - Winter Thrice
    Carcass – Surgical Steel
    Foo Fighters - Wasting Light
    Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy
    Michael Monroe - Sensory Overdrive
    Slash ft. Myles Kennedy - Apocalyptic Love
    Tedeschi Trucks Band – Revelator
    Van Halen – A Different Kind of Truth

    ResponderExcluir
  9. Roberto Nascimento7 de dezembro de 2019 21:01

    1- The Soulbreaker Company - Itaca (2010)

    2- Rival Sons - Feral Roots (2019)

    3- Graveyard - Hisingen Blues (2011)

    4- Michael Kiwanuka - Love & Hate (2016)

    5- Kamasi Washington - Heaven and Earth (2018)

    6- DeWolff - Thrust (2018)

    7- The Temperance Movement - The Temperance Movement (2013)

    8- Simo - Let Love Show The Way (2016)

    9- Uncle Acid & The Deadbeats - Mind Control (2013)

    10-Motorpsycho - The Tower (2017)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Você pode, e deve, manifestar a sua opinião nos comentários. O debate com os leitores, a troca de ideias entre quem escreve e lê, é que torna o nosso trabalho gratificante e recompensador. Porém, assim como respeitamos opiniões diferentes, é vital que você respeite os pensamentos diferentes dos seus.