AmarElo não é apenas mais um disco de rap dessa safra tão prolífica no cenário atual da música brasileira, mas sim, um disco de um artista que atingiu o auge de sua maturidade musical e pessoal, ditando junto com outros nomes importantes os rumos da música contemporânea brasileira. O terceiro disco oficial de estúdio de Emicida (dado que seus primeiros lançamentos são mixtapes) apresenta um artista completo, em seu ápice criativo e com uma liberdade musical que poucos músicos podem experimentar e apresentar em seus lançamentos. AmarElo está acima de gostar ou não do gênero que rendeu fama ao rapper paulista, destilando amor e brindando a vida em cada frase, em cada rima, em cada melodia, em cada batida. Mais maduro e perspicaz, Emicida tece aqui críticas mais sutis, inteligentes e lúcidas, mas não menos ásperas às mazelas sociais e, especialmente, às condições e dificuldades incontestáveis de vida das pessoas negras. Mas ainda assim, o tom amargurado e ameaçador é subs...