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Mostrando postagens com o rótulo Miles Davis

Review: Miles Davis – A Tribute to Jack Johnson (1971)

Lançado em 24 de fevereiro de 1971, A Tribute to Jack Johnson é um dos álbuns mais curiosos de Miles Davis. O disco foi composto por Miles como trilha para um documentário sobre a vida do boxeador Jack Johnson. Vale mencionar que o próprio trompetista era um praticante e entusiasta do box. O álbum traz apenas duas músicas, ambas com mais de vinte e cinco minutos de duração e presentes, cada uma, em um dos lados do LP original. As gravações aconteceram nos dias 18 de fevereiro e 7 de abril de 1970, em Nova York, e, segundo Davis, a inspiração veio da questão política e racial da saga de Johnson, primeiro boxeador negro a conquistar o cinturão de campeão mundial dos pesos pesados. Além disso, o próprio Miles declarou que o álbum foi bastante influenciado pelo rock e pelo funk da virada dos anos 1960 para a década de 1970, o que fez com que muitos críticos definissem o disco como o trabalho de Miles Davis onde o rock foi ao encontro do jazz. Além do trompetista, tocam em A Tribute to...

Álbum clássico de Miles Davis é relançado em vinil

Birth of the Cool , um dos discos mais importantes de Miles Davis e da história do jazz, está sendo relançado em uma edição bastante especial. Pela primeira vez, todas as sessões de gravação do álbum serão reunidas em vinil. A nova versão será lançada pela Blue Note / UMe dia 15 de maio, comemorando o aniversário de 70 anos do título. Gravado nos anos de 1949 e 1950, Birth of the Cool só chegou às lojas em 1957. O disco traz faixas tocadas pelo grupo de músicos formado por Miles, Gerry Mulligan, Lee Konitz, Max Roach e John Lewis, além de arranjos de Gil Evans. O álbum marcou época por trazer uma nova abordagem para o jazz, com arranjos influenciados pela música clássica e técnicas como a polifonia. Sua influência foi sentida de maneira profunda e marcou uma nova forma de fazer jazz após a explosão do bebop nos anos 1940. O disco é considerado o marco zero do cool jazz, que seria desenvolvido ainda mais a fundo por Miles e outros músicos nos anos seguintes.

Miles Davis causando uma explosão sonora na terra do sol nascente

Tá certo que escutar Miles Davis é o antídoto perfeito para combater o stress, relaxar e mergulhar profundamente nas ondas do jazz. Mas em algumas circunstâncias, os efeitos colaterais de tal audição podem ser devastadores. Um bom exemplo é este Agharta (1975), composto explosivo fabricado no Japão, que traz o genial trompetista norte-americano em mais um momento de fúria jazzística. Atente para a possibilidade deste disco causar sérias dependências musicais e acelerar os batimentos cardíacos ... Aí então, meu camarada, o ataque sonoro rumo à outra dimensão será iminente. De sua fase elétrica de álbuns fantásticos - e falo de uma época iluminada, um estágio avançado, onde Miles Davis mostrava a sua genialidade promovendo seguidas obras-primas como In a Silent Way (1969), Bitches Brew (1970), A Tribute to Jack Johnson (1971), On the Corner (1972), Big Fun (1974) e Get Up With It (1974), não me recordo de explosão sônica tão visceral e alucinada como essa. Gravado e...

Mulher, negra e feminista: Betty Davis, a fagulha que inspirou o jazz fusion e revolucionou o funk

A história oficial é contada pelos vencedores. Por isso, se sacudirmos a memória do mundo, descobriremos sempre algum herói ou heroína que injustamente acabou deixado pra trás. Num momento como o atual, no qual a afirmação da força feminina e o protagonismo da mulher cada vez mais é justamente exigido e sublinhado, parece ser o timing perfeito para redescobrirmos ou enfim tomarmos conhecimento de uma dessas figuras notáveis, que permanece soterrada sob o racismo, o ostracismo, a sombra de outros homens e o peso da própria história: é preciso, antes tarde do que tarde demais, dar a devida atenção à obra e à vida de Betty Davis. Se a apresentássemos como simplesmente a segunda mulher de Miles Davis, estaríamos cometendo uma tremenda injustiça, ainda que a informação esteja correta. Se disséssemos que ela foi responsável pela virada do maior trompetista de todos os tempos na direção do fusion, misturando o jazz com o rock e o funk, seria a mais pura verdade. Ainda assim, não est...

Reviews: Miles Davis, Amon Amarth, Ace Frehley, Cyndi Lauper e Criolo

Uma passada geral em alguns discos lançados nas últimas semanas e que ainda não foram comentados aqui no site. Reviews rápidos e diretos, pra você sacar o que cada um contém e atiçar a curiosidade para ouvi-los.  Bom apetite! Miles Ahead Soundtrack (2016) Trilha sonora do filme dirigido e estrelado por Don Cheadle, e que conta a história do genial Miles Davis. Canções de Miles intercaladas com diálogos do filme. A trilha traz onze faixas do lendário jazzista, começando em 1953 e indo até 1981. Algumas estão editadas - casos de “Solea”, “Seven Steps to Heaven”, “Nefertiti”, “Duran”, “Black Satin” e “Black Seat Betty” -, e funcionam como pinceladas generosas no vasto catálogo de Miles. E ainda temos clássicos do quilate de “So What”, brilhando em todo o seu esplendor. Completam o tracklist canções do pianista Taylor Eigsti e quatro novas composições escritas por Robert Glasper, pianista e produtor norte-americano, com destaque para “What's Wrong With That?”, o...

Miles Davis: filme sobre o músico é destaque na nova DownBeat

A nova edição da revista norte-americana DownBeat, a mais tradicional e importante publicação especializada em jazz do planeta, traz como destaque de capa Miles Ahead , cinebiografia de Miles Davis escrita, dirigida e estrelada por Don Cheadle. A película, que estreará dia 1 de abril, é apontado pela revista como o mais aguardado filme sobre jazz em décadas. O número 82 da Downbeat vem também com matérias sobre Esperanza Spalding, Arturo Sandoval, Julian Lage, Roy Hargrove e outros. Mais informações no site da DownBeat.

Discoteca Básica Bizz #016: Miles Davis - Kind of Blue (1959)

Há pelo menos oito discos de Miles que não podem ficar fora de nenhuma discoteca básica. A boa pergunta é: por que, então, Kind of Blue na pole position? O estudo da quilométrica carreira do trompetista não pode dispensar Miles Davis - A Critical Biography (Quartet Books, Londres), do músico e crítico Ian Carr. Segundo ele, Kind of Blue seria " talvez o disco a exercer a maior influência na história do jazz ". Isto posto, vale lembrar que o próprio Carr concorda que o período entre 1958 e 1960 - quando Miles gravou também Milestones , Porgy and Bess e Sketches of Spain - representa o primeiro pico do amadurecimento de Miles como bandleader, comparável apenas à fase elétrica/eletrônica (1968/1970), que abrange de Miles in the Sky a A Tribute to Jack Johnson , passando pelos básicos In a Silent Way e Bitches Brew . Acontece que Kind of Blue foi o primeiro disco da história totalmente improvisado. No texto da contracapa, Bill Evans explica que Miles só aprese...

O jazz como ferramenta para a evolução do ouvinte

Sempre escutei rock. Desde que comecei a consumir música de maneira contínua e diária, o rock sempre foi o protagonista. A trilha da minha adolescência foi formada por doses cavalares de Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica, Led Zeppelin, Beatles e outros ícones. E seguiu nessa toada ano após ano. Apesar de sempre ter mantido o ouvido curioso - adoro pop, por exemplo -, ele ficou limitado ao universo do rock e do metal. Mas o jazz sempre andava por ali. De tempos em tempos, tentava dar uma experimentada, uma degustada no gênero, mas a sensação era sempre indigesta. A impressão constante era a de que cada um dos músicos estava tocando uma canção diferente do outro. Que os instrumentos não combinavam. Que a coisa não batia e não funcionava. Anos e anos tive essa sensação em relação ao jazz. Até que 2008 chegou. Estava com 34 anos e meu filho acabara de nascer. O Matias trouxe uma alegria indescritível. E, junto com ela, uma maturidade necessária e muito bem-vinda. E que, até qu...

A história de Betty Davis, o furacão que mudou a vida de Miles Davis

Linda, sensual e com uma voz única, Betty Davis é uma das figuras mais influentes da história do funk. Nomes hoje consagrados como Red Hot Chili Peppers, Prince, The Roots, Rick James, Outkast, Erykah Badu e Macy Gray apresentam inegável influência da música repleta de personalidade e sensualidade da cantora, e não soariam como soam hoje caso Betty Davis não tivesse existido. Nascida em 26 de julho de 1945 na cidade de Durham, no estado norte-americano da Carolina do Norte, Betty Mabry (seu sobrenome de batismo) mudou-se para Nova York no início da década de 60 e lá começou a trabalhar como modelo, realizando editoriais para revistas como Seventeen, Ebony e Glamour. O trabalho como modelo a projetou no cenário de celebridades da Big Apple, e a partir de 1966 Betty passou a frequentar as festas mais disputadas da cidade. Foi nesses eventos badalados que a bela modelo topou com artistas do porte de Sly Stone, Jimi Hendrix e Miles Davis, encontros que mudaram a sua vida para sempre...

Os melhores discos de abril segundo a Collectors Room

O mês de abril foi bastante fértil em lançamentos interessantes nos mais diversos gêneros. Não faltaram boas opções para quem gosta de música. Para ajudar você a navegar nesse mar de novos sons, nossa equipe ouviu diversos discos nos últimos 30 dias e escolheu os melhores na opinião de cada um de nossos redatores. Leia e ouça abaixo! Triptykon - Melana Chasmata Não há dúvidas de que Thomas Gabriel Fischer seja um gênio. Dentro do cenário subterrâneo do heavy metal nos anos 80, poucas bandas estiveram tão à frente de seu tempo quanto Hellhammer e Celtic Frost. No entanto, como todo indivíduo condenado pela própria inquietude e uma insaciável vontade de transgredir, era natural que, de tempos em tempos, Tom sentisse a necessidade de aniquilar seu legado, geralmente após atingir o ápice, para buscar um eterno novo ciclo. David Bowie fez muito isso e talvez seja o maior exemplo dessa obsessão. Na cabeça de Tom, o Triptykon nada mais é do que exatamente isso. Um universo inteiro a se...

Shows lendários de Miles Davis no Fillmore East reunidos em box

Durante quatro dias, entre 17 e 20 de junho de 1970, Miles Davis e sua banda se apresentaram no Fillmore East, em Nova York, em uma sequência de shows que entrou para a história. Na plateia, a nata da cena musical e cultural da cidade, atenta com a música produzida por Miles na época, que estava diminuindo as distâncias entre o jazz e o rock. A íntegra destes shows será lançada no próximo dia 25 de março em um box com quatro discos intitulado Miles at the Fillmore: Miles Davis 1970 - The Bootleg Series Volume 3 . Algumas gravações destas apresentações já haviam sido disponibilizadas anteriormente em um álbum duplo lançado em 1970, porém tudo aqui foi remasterizado e a caixa conterá com mais de 100 minutos de material inédito, além de três faixas bônus (totalizando mais 35 minutos) nunca lançadas antes, gravadas nos shows que Miles realizou no Fillmore West em abril daquele ano. Estes concertos foram realizados pouco depois que Miles Davis e seu grupo lançaram o seminal Bitches Brew ,...

Alerta Collectors: uma geral nos lançamentos interessantes que estão chegando às lojas

Serviço de auto-ajuda aqui na Collectors: para ajudar você a organizar as suas compras neste final de ano, listamos abaixo alguns dos itens e relançamentos mais interessantes que estarão chegando às lojas nas próximas semanas Separe a grana e abra espaço na estante! Ramones - The Sire Years 1976-1981 Formato: box com 6 CDs Lançamento: 29/10  David Bowie - The Next Day Extra Formato: CD duplo + DVD Lançamento: 04/11 Bob Dylan - The Complete Columbia Album Collection Formato: box com 47 CDs Lançamento: 05/11 ¡RELEASED! The Human Rights Concerts 1986-1998 Formatos: box com 6 DVDs, CD duplo Lançamento: 05/11 Creedence Clearwater Revival - Creedence Clearwater Revival Formato: box com 6 CDs Lançamento: 12/11  Frank Sinatra - Duets: 20th Anniversary Edition Formatos: CD duplo com DVD, LP duplo Lançamento: 19/11 David Lee Roth - Greatest Hits: The Deluxe Edition Formato: CD + DVD Lançamento: 19/11...