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Mostrando postagens com o rótulo Nightwish

Wishmaster (2000): o álbum do Nightwish que transformou o metal sinfônico em fantasia épica

Se Oceanborn (1998) havia apresentado ao mundo a combinação entre power metal veloz, vocais líricos e atmosfera épica criada pelo Nightwish, foi com Wishmaster (2000) que essa fórmula atingiu maturidade suficiente para transformar a banda finlandesa em uma das maiores referências do metal sinfônico europeu. O terceiro álbum de estúdio do Nightwish foi lançado em um período em que o metal melódico vivia forte expansão na Europa, mas poucos grupos conseguiam soar tão grandiosos sem abandonar o peso. Liderado pelas composições de Tuomas Holopainen e pelos vocais marcantes de Tarja Turunen , Wishmaster encontra um equilíbrio raro entre agressividade, melodia e sofisticação. O disco mantém a velocidade herdada do power metal, mas adiciona arranjos mais refinados, corais mais presentes e uma abordagem emocional que se tornaria fundamental para o futuro da banda. A abertura com “She Is My Sin” já deixa claro o nível do álbum. Os teclados grandiosos, as guitarras rápidas e a interpretaç...

Endless Forms Most Beautiful (2015): o álbum em que o Nightwish trocou a fantasia pela realidade

Primeiro álbum do Nightwish com Floor Jansen nos vocais, Endless Forms Most Beautiful (2015) também representa uma virada importante na trajetória da banda: a fantasia, até então elemento central de sua identidade, cede espaço a uma abordagem fundamentada na ciência, na evolução e na própria existência. Guiado pelas ideias de Charles Darwin e Richard Dawkins, o disco constrói um conceito que se afasta do escapismo tradicional do metal sinfônico e mergulha em um olhar mais amplo sobre a vida no planeta Terra. Essa mudança não apenas redefine o conteúdo lírico, mas também confere à obra um caráter mais reflexivo, menos imediato e, ao mesmo tempo, mais ambicioso. A banda liderada por Tuomas Holopainen mantém intactos os pilares de sua sonoridade: orquestrações grandiosas, forte apelo cinematográfico e o equilíbrio entre peso e melodia. A diferença está nos detalhes. Elementos folk ganham mais espaço, a dinâmica das composições privilegia a construção de atmosferas e há uma sensação g...

Oceanborn (1998): quando a Nightwish aprendeu a soar como Nightwish

Oceanborn (1998) é o primeiro grande voo do Nightwish. Se a estreia Angels Fall First (1997) ainda soava tímida, dividida entre folk e metal melódico, o segundo álbum transforma essa hesitação em pura ambição. Aqui a banda descobre não apenas como quer soar, mas o tamanho exato de sua própria grandiosidade. E decide abraçá-la sem medo. O disco marca a consolidação do que, anos depois, seria reconhecido como a espinha dorsal do symphonic metal: guitarras rápidas e melodias de power metal, arranjos neoclássicos de teclado e a voz operística de Tarja Turunen ocupando o centro do palco com uma segurança que já anunciava uma carreira única. Tudo é mais veloz, mais dramático e mais cinematográfico do que antes, como se Tuomas Holopainen tivesse encontrado, de repente, a chave do seu mundo interior. “Stargazers” abre o álbum sem pedir licença, uma avalanche power metal que expõe de cara a nova proposta: velocidade, técnica e melodia convivendo com naturalidade. “Gethsemane” e “Sacrament...

Decades: Live in Buenos Aires (2019): Nightwish revisita a própria história em um dos melhores lives da carreira

Decades: Live in Buenos Aires (2019) não é apenas mais um registro ao vivo do Nightwish, embora, olhando friamente, pudesse parecer. Gravado durante a Decades World Tour no sempre inflamado público de Buenos Aires, o álbum funciona como uma espécie de cápsula histórica: um resumo panorâmico da trajetória da banda finlandesa, revisitando eras distintas e conectando, em um mesmo palco, músicas que nasceram em momentos completamente diferentes da vida do grupo. A proposta da turnê já vinha com esse DNA. A ideia era olhar para trás, cavar as próprias raízes e trazer à superfície tanto os clássicos indiscutíveis quanto faixas menos lembradas. Esse conceito aparece de forma muito clara no setlist, que passeia por hits como “Wish I Had an Angel”, “Nemo” e “Ghost Love Score”, mas que também abre espaço para músicas que raramente voltam ao repertório como “Deep Silent Complete”, “Dead Boy’s Poem” e “Gethsemane”, resgatando nuances que muitas vezes ficam escondidas pela grandiosidade sempre ...

Dark Passion Play (2007): o álbum que redefiniu o futuro do Nightwish

Dark Passion Play (2007) marcou um dos capítulos mais turbulentos e decisivos da carreira do Nightwish. Após a polêmica demissão da vocalista Tarja Turunen em 2005, a banda finlandesa se viu em uma encruzilhada: seguir em frente ou ser engolida pelo peso de sua própria história. A escolha por Anette Olzon, até então pouco conhecida, trouxe uma mudança radical e colocou o grupo no centro de uma expectativa gigantesca. O disco mostra um Nightwish ciente da responsabilidade de provar sua relevância sem a voz que havia se tornado sua marca. A produção é grandiosa, comandada por Tuomas Holopainen, com orquestra completa regida por Pip Williams, gravada em Abbey Road e explorando ainda mais as texturas cinematográficas que a banda já vinha experimentando. Musicalmente, Dark Passion Play equilibra o peso do metal sinfônico com arranjos orquestrais exuberantes. O álbum abre com a épica “The Poet and the Pendulum”, uma suíte de quase 14 minutos que resume os dilemas pessoais de Tuomas e o...

Nightwish com Anette Olzon: a fase mais criativa da banda

O Nightwish construiu sua reputação como um dos maiores nomes do metal sinfônico graças a sua capacidade de unir peso, melodias épicas e grandiosidade orquestral. Durante boa parte de sua carreira, os holofotes recaíram sobre a fase com Tarja Turunen, a soprano original, ou sobre a atual etapa ao lado de Floor Jansen. Porém, há um recorte específico na discografia que merece atenção especial: os dois discos gravados com a sueca Anette Olzon — Dark Passion Play (2007) e Imaginaerum (2011). Longe de serem apenas capítulos de transição, esses álbuns podem ser considerados os melhores trabalhos já lançados pelo grupo. Após a conturbada saída de Tarja em 2005, o Nightwish estava sob intensa pressão: precisavam provar que eram maiores do que uma vocalista icônica. Dark Passion Play nasceu desse contexto, carregado de emoção e urgência. O álbum abre com a monumental “The Poet and the Pendulum”, uma das composições mais ambiciosas de Tuomas Holopainen, que traduz em música a dor e a supera...

“The Poet and The Pendulum”, o pedido de desculpa de Tuomas a Tarja em uma jornada de morte e renascimento

"The Poet and The Pendulum" é uma das músicas mais grandiosas e emocionantes da carreira do Nightwish. Composta por Tuomas Holopainen, ela é o centro dramático do álbum Dark Passion Play (2007), estreia da vocalista Anette Olzon e o primeiro sem Tarja Turunen, cantora original da banda. Com seus quase 14 minutos de duração, a faixa é uma verdadeira ópera metálica, cheia de camadas instrumentais, coros épicos e mudanças radicais de atmosfera. A música é uma metáfora da jornada interior de Tuomas — o "poeta" — lidando com crises pessoais, exaustão criativa e o peso da fama e das expectativas. O "pêndulo" representa o tempo, a morte e a inevitabilidade da mudança. No fundo, é uma peça sobre morte simbólica e renascimento: a morte de uma versão de si mesmo para dar espaço ao crescimento. Tuomas compôs a música pouco depois da saída turbulenta da antiga vocalista Tarja Turunen, um período que foi emocionalmente devastador para ele. Assim, o "poeta...

Review: Nightwish – Yesterwynde (2024)

O Nightwish tem perdido a acessibilidade nos trabalhos mais recentes. Desde a chegada da vocalista Floor Jansen e sua estreia em Endless Forms Most Beautiful (2015), a banda liderada pelo genial tecladista e compositor Tuomas Holopainen vem acentuando o seu lado mais épico e pretencioso. O primeiro álbum com Floor fechou com “The Greatest Show on Earth”, composição de vinte e quatro minutos e que é uma das melhores músicas que a banda já gravou. Em Human :II: Nature (2020), a banda incluiu um segundo CD com uma suíte de trinta minutos predominantemente instrumental. Canções longas não são necessariamente um problema, afinal estamos falando da banda que tem em seu currículo obras-primas como “The Poet and the Pendulum” e “Ghost Love Score”, a primeira com quase quatorze minutos e a segunda superando os dez. A questão é que o Nightwish está se afastando do apelo pop que sempre foi uma das características de sua obra, e essa decisão está deixando a balança um pouco desequilibrada. Se ...

Review: Nightwish - Human. :II: Nature. (2020)

Mesmo que tenha iniciado no metal sinfônico e se transformado em uma das bandas fundamentais não apenas para a construção do estilo, mas sobretudo para a sua popularização, o Nightwish extrapolou o gênero faz tempo. Há anos a banda faz um som sem igual, dono de uma personalidade gigantesca e que não encontra parâmetro nem mesmo em nomes que são comumente associados aos finlandeses, como é o caso do Epica. O uso farto de elementos étnicos vindos de diferentes partes do globo, as orquestrações onipresentes, o protagonismo do teclado, os coros crescentes e invariavelmente arrepiantes, as harmonias vocais sempre elaboradas, a onipresente ligação com o prog: existe uma forma de Tuomas Holopainen construir o universo sonoro do Nightwish, e essa receita jamais parou no tempo. Essa é a primeira impressão ao ouvir Human. :II: Nature. , nono álbum do sexteto. É o Nightwish mais uma vez fazendo algo que não tinha feito antes. A banda dá um passo além em relação ao disco anterior, Endle...

Nightwish anuncia novo disco

O novo álbum do Nightwish será lançado dia 10 de abril pela Nuclear Blast e tem o título de Human :||: Nature . Ele é o sucessor de Endless Forms Most Beautiful (2015) e o segundo trabalho em estúdio com Floor Jansen. Desde que a vocalista chegou à banda, em 2012, o sexteto lançou ainda três registros ao vivo, tanto em áudio quanto em vídeo: Showtime, Storytime (2013), Vehicle of Spirit (2016) e Decades: Live in Buenos Aires (2019). Human :||: Nature será um álbum duplo com nove faixas em um dos discos e mais um segundo CD dedicado a apenas uma canção dividida em oito capítulos. O disco foi gravado entre agosto e outubro de 2019 nos estúdio Petrax e Finnvox, e também castelo de Troykington, todos localizados na Finlândia, terra natal da banda. A produção ficou a cargo do trio Tero Kinnunen, Mikko Karmila e Troy Donockley, com mixagem de Tuomas Holopainen ao lado de Karmila e Kinnunen. A formação atual do Nightwish conta com Floor Jansen (vocal), Emppu Vuorinen (guit...

Review: Nightwish – Decades: Live in Buenos Aires (2019)

Decades: Live in Buenos Aires é o sexto álbum ao vivo do Nightwish e está sendo lançado no Brasil pela Voice Music com distribuição da Shinigami Records em duas versões: CD duplo digipack ou duplo acrílico, com 21 faixas gravadas na capital argentina em 2018. Este é o terceiro registro ao vivo com a vocalista Floor Jansen à frente da banda, completando o trio formado por Showtime, Storytime (2013) e Vehicle of Spirit (2016). Você pode pensar: três live albums em seis anos, por que comprar esse novo? Bem, posso dar alguns motivos. Enquanto o disco de 2013 teve o seu tracklist focado no excelente Imaginaerum (2011) e foi o primeiro álbum da banda a contar com Floor nos vocais, o registro de 2016 eternizou a tour de Endless Forms Most Beautiful com um tracklist que privilegiou as canções do disco de 2015. Além disso, o novo trabalho conta com uma seleção de faixas que traz diversas canções mais obscuras do Nightwish e algumas que não eram tocadas há anos, além de mostrar c...

Uma professora de canto conhecendo as grandes vozes do metal

Rebecca Vocal Athlete é uma professora de canto inglesa que mantém um canal no YouTube onde reage a performances de outros vocalistas. Além disso, nesse canal ela também posta algumas canções próprias e interpretações para músicas de outros compositores. O mais legal, no entanto, são os seus vídeos de reaction, onde ela explica o que os artistas estão fazendo, exalta as diferentes formas de técnicas vocais e mostra uma genuína emoção ao presenciar vocalistas incríveis. O que mais curto é assistir Rebecca reagindo a bandas de heavy metal, um gênero musical que não faz parte do seu dia a dia mas que consegue a impressionar com cantores incríveis, como bem sabemos. Abaixo estão alguns vídeos de Rebecca comentando as performances de grandes vozes do metal. Eles são ótimos e vale a pela conferir:

“Ghost Love Score” e a emoção que vem

Algumas músicas são capazes de emocionar até mesmo uma pedra. E “Ghost Love Score”, do Nightwish, certamente é uma delas. Lançada em 2004 em Once , quinto álbum da banda finlandesa, chamou a atenção desde o início devido à união perfeita entre o heavy metal, o aspecto sinfônico e os vocais operísticos de Tarja Turunen. No entanto, Tarja deixou a banda após a turnê do disco, e o Nightwish entrou em uma espécie de limbo, retomando as atividades somente em 2007 com Dark Passion Play e Anette Olzon colo vocalista. Só que tinha um problema: Anette não casou muito bem com a banda, e acabou também deixando o grupo. É aí que uma força da natureza chamada Floor Jansen entra na história. Nascida em 21 de fevereiro de 1981, Floor é holandesa e assumiu os vocais do Nightwish de maneira definitiva, colocando a banda do tecladista Tuomas Holopainen em outro nível. Isso é claramente perceptível através das performances ao vivo de “Ghost Love Score” com Floor Jansen nos vocais. É algo de ...

Nightwish anuncia compilação e turnê mundial com duração de nove meses

Após a pausa devido à gravidez da vocalista Floor Jansen, o Nightwish já marcou o seu retorno para o início de 2018. A banda anunciou uma turnê mundial com duração de nove meses (olha a referência à gravidez aí) e que terá início em março com 34 datas já confirmadas na América do Norte. Estes shows terão a presença de músicas pouco tocadas ao vivo pelo grupo, conforme o release enviado. Além disso, a banda finlandesa lançará dia 9 de março um CD duplo chamado Decades , que será disponibilizado pela Nuclear Blast e cobrirá toda a carreira do sexteto. O tracklist ainda não foi informado.

Os 10 melhores álbuns de metal sinfônico

Durante anos, o metal sinfônico foi um gênero que não ousou honrar seu nome. Com suas letras temáticas de fantasia e orquestrações, o estilo era uma espécie de trilha para Dungeons & Dragons com narração de Andrew Lloyd Weber. Mas nos últimos anos o symphonic metal tem passado por uma reabilitação radical aos olhos do mainstream, ao ponto de um dos ícones do estilo, o Nightwish, explorar as teorias de um cientista do nível de Richard Dawkins em seu disco mais recente.  Abaixo estão os melhores álbuns pra você mergulhar no gênero, em ordem cronológica. Blind Guardian - Nightfall in Middle-Earth (1998) Embora alguns possam afirmar que os alemães tem mais em comum com o power metal, o Blind Guardian também merece um lugar de destaque quando falamos de metal sinfônico, graças, em grande parte, à forma como compõe e organiza suas músicas. O universo criado por Tolkien fornece um banquete medieval intercalado por sonoridades folk, com interlúdios encaixados so...