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Mostrando postagens com o rótulo Rainbow

On Stage (1977): o registro definitivo da era Ronnie James Dio no Rainbow

A energia de uma grande banda costuma ser medida no palco. É ali que as composições ganham novas dimensões, os músicos se permitem improvisar e a conexão com o público transforma canções conhecidas em experiências únicas. Poucos discos ao vivo capturam esse espírito com tanta eficiência quanto On Stage (1977), primeiro álbum ao vivo do Rainbow. O disco eterniza a formação considerada por muitos como a melhor da história da banda, reunindo Ritchie Blackmore, Ronnie James Dio, Cozy Powell, Jimmy Bain e Tony Carey no auge de sua criatividade. Gravado durante a turnê de Rising (1976), On Stage não documenta uma única apresentação. O produtor Martin Birch reuniu performances registradas em diferentes cidades da Europa e do Japão para construir um álbum coeso, que transmite a sensação de acompanhar um único espetáculo. O resultado impressiona até hoje pela qualidade sonora e pela forma como preserva a espontaneidade das interpretações. Curiosamente, apesar de registrar a turnê de Risi...

Rising (1976): o disco em que o Rainbow transformou o heavy metal em fantasia épica

Poucos discos conseguiram capturar de maneira tão definitiva a essência do heavy metal épico quanto Rising (1976), segundo álbum do Rainbow. Em apenas seis faixas e pouco mais de meia hora de duração, a banda liderada por Ritchie Blackmore entregou uma obra que transcendeu o hard rock setentista e ajudou a moldar o vocabulário sonoro que seria adotado por inúmeras bandas de metal nas décadas seguintes. A saída de Blackmore do Deep Purple aconteceu em um momento em que o guitarrista buscava algo diferente da direção mais funkeada e bluesy que sua antiga banda vinha adotando. O Rainbow nasceu justamente dessa necessidade de explorar um som mais pesado, teatral, fantasioso e grandioso. Se o debut de 1975 ainda carregava certo espírito de transição, Rising representa a verdadeira consolidação da identidade do grupo. A formação com Ronnie James Dio nos vocais, Cozy Powell na bateria, Jimmy Bain no baixo e Tony Carey nos teclados encontrou aqui uma química praticamente perfeita. Desde o...

Long Live Rock ’n’ Roll (1978): o épico último capítulo de Blackmore e Dio no Rainbow

Long Live Rock ’n’ Roll (1978) representa um ponto de ruptura na trajetória do Rainbow . Terceiro álbum do grupo liderado por Ritchie Blackmore , o disco encerra a fase clássica ao lado de Ronnie James Dio e funciona, ao mesmo tempo, como ápice e despedida de uma identidade que ajudou a moldar os caminhos do heavy metal. A gestação do álbum foi marcada por instabilidade. Gravado em meio a mudanças constantes de formação e tensões internas, o processo teve momentos caóticos, incluindo o próprio Blackmore assumindo o baixo em algumas faixas. Esse contexto turbulento não apenas impacta o resultado final como também ajuda a explicar a sensação de transição que permeia o disco. Musicalmente, Long Live Rock ’n’ Roll mantém os pilares estabelecidos em Rising (1976): riffs neoclássicos, atmosferas grandiosas e letras mergulhadas em fantasia. Faixas como “Gates of Babylon” e “Lady of the Lake” evocam cenários épicos com uma naturalidade impressionante, enquanto “Kill the King” entrega v...

8 bandas que mudaram radicalmente após trocar de vocalista

Trocas de vocalista são comuns na história do rock, mas em alguns casos elas provocam mudanças tão profundas que a sensação é de estar diante de duas bandas diferentes. Não se trata apenas de um novo timbre no microfone. Muitas vezes, a chegada de outro cantor coincide com mudanças de direção musical, estética, composição e até de público. O resultado é uma discografia que pode ser dividida em fases bastante distintas, quase como se fossem projetos separados sob o mesmo nome. Um exemplo clássico é o Van Halen. Na era de David Lee Roth (1978–1984), a banda construiu sua reputação com um hard rock explosivo, marcado pelo carisma teatral do vocalista e pela guitarra revolucionária de Eddie Van Halen. Discos como Van Halen (1978), Women and Children First (1980) e 1984 (1984) definiram o espírito festivo e irreverente do grupo. A partir de 1986, com a entrada de Sammy Hagar, o som ganhou contornos mais melódicos e radiofônicos, com maior presença de teclados e uma abordagem mais volta...

Ritchie Blackmore’s Rainbow (1975): Blackmore, Dio e a busca por um novo idioma musical

Ritchie Blackmore’s Rainbow (1975) merece ser observado com mais atenção do que o simples rótulo de “álbum de estreia”. Trata-se, na prática, de um disco de ruptura e reconstrução. Blackmore não estava apenas montando uma nova banda após o Deep Purple: ele estava reorganizando sua própria linguagem musical, filtrando excessos do hard rock baseado no blues e abrindo espaço para uma abordagem mais imagética, quase narrativa. Diferente do Deep Purple, onde riffs e solos disputavam protagonismo, aqui Blackmore parece interessado em criar cenários sonoros . As músicas não são apenas tocadas, elas sugerem lugares, épocas e estados de espírito. Isso fica evidente em “Sixteenth Century Greensleeves”, onde o flerte com melodias tradicionais e escalas de inspiração renascentista não soa como ornamento, mas como estrutura. Ronnie James Dio é peça central nesse processo. Sua performance vai além da potência vocal: há intenção dramática em cada frase. Dio canta como quem conta histórias antiga...

Ritchie Blackmore’s Rainbow (1975): quando o hard rock encontrou a fantasia

Pode um guitarrista mudar o rumo do hard rock duas vezes? Ritchie Blackmore provou que sim. Após ser um dos pilares criativos do Deep Purple e gravar álbuns definitivos como In Rock (1970), Machine Head (1972) e Burn (1974), o guitarrista decidiu seguir por um novo caminho. Em 1975, Ritchie Blackmore’s Rainbow marcou não apenas uma guinada na carreira do músico, mas também o nascimento de uma sonoridade única que ampliaria as fronteiras do hard rock rumo ao épico e ao fantástico. O álbum foi concebido após Blackmore ficar insatisfeito com os rumos do Deep Purple e, especialmente, com a direção musical de Stormbringer (1974). Buscando mais controle criativo e liberdade para explorar seus próprios interesses — como música medieval, progressiva e barroca —, ele recrutou a banda Elf, liderada por um vocalista então pouco conhecido: Ronnie James Dio. Foi o encontro de dois gênios em sintonia perfeita. Ainda que Dio já tivesse álbuns lançados com o Elf, foi aqui que o mundo realmente...

Ronnie James Dio: 15 anos de saudade de uma das maiores vozes do heavy metal

Em 16 de maio de 2010, o heavy metal perdeu uma de suas vozes mais marcantes. Ronnie James Dio faleceu aos 67 anos, vítima de um câncer no estômago. Quinze anos depois, seu legado permanece mais vivo do que nunca — sua voz ainda ressoa nos clássicos que gravou, em discos que moldaram o metal como o conhecemos hoje, e em um público que o reverencia como um dos maiores vocalistas de todos os tempos. Início da jornada: Elf Antes da fama, Dio liderou o Elf, banda que misturava hard rock e boogie e chamou atenção de ninguém menos que Ritchie Blackmore, guitarrista do Deep Purple. A voz potente e carismática de Dio já se destacava nos três álbuns lançados pelo grupo: Elf (1972), Carolina County Ball (1974) e Trying to Burn the Sun (1975). Rainbow: o nascimento do épico no hard rock Impressionado com o talento de Dio, Blackmore o convidou para formar o Rainbow. Juntos, criaram alguns dos álbuns mais importantes do hard rock dos anos 1970. A sonoridade do Rainbow com Dio era épica, ...

Review: Rainbow – Live in Munich 1977 (2021, reedição)

O Rainbow foi uma das melhores e mais influentes bandas da história do rock e metal, principalmente na encarnação que trazia Ronnie James Dio no vocal. A banda pós-Deep Purple do guitarrista Ritchie Blackmore marcou época ao unir elementos de música clássica ao rock pesado como ninguém havia feito antes, além de ter sido pioneira em estilos como o power metal. Live in Munich 1977 foi lançado originalmente em 2006 e traz o show realizado pelo quinteto formado por Dio, Blackmore, pelo tecladista Dave Stone, pelo baixista Bob Daisley e pelo baterista Cozy Powell no dia 20 de outubro daquele ano na cidade alemã, durante a turnê de promoção do primeiro registro ao vivo do grupo, o antológico On Stage  (1977). A apresentação foi gravada e transmitida pelo programa Rockpalast e disponibilizada em CD duplo e DVD pela primeira vez em 2006, inclusive no Brasil, onde ambos os formatos foram lançados naquele ano pela ST2 Records. Pois bem: quinze anos depois, a Shinigami Records trouxe...

Discoteca Básica Bizz #204: Rainbow - Rising (1976)

Demorou um bocado. Ritchie Blackmore foi lançar um álbum que era um retrato fiel de sua personalidade somente em julho de 1976. No começo do Deep Purple, as aspirações pesadas de Blackmore batiam de frente com as pomposidades eruditas de Jon Lord. As faíscas aumentaram ainda mais na época de David Coverdale e Glenn Hughes, em que as guitarras medievais do guitarrista duelavam com o soul e o funk da dupla de crooners do Purple. Insatisfeito, em 1975 Blackmore formou o Rainbow, grupo seminal do heavy metal inglês. Depois de uma não tão explosiva estreia vinílica ( Ritchie Blackmore's Rainbow , lançada naquele mesmo ano), o dono da bola dispensou o time inteiro (com exceção do vocalista), recrutou novos aliados e sabiamente calibrou seus talentos individuais, engendrando sua obra definitiva,  Rising . O suntuoso fruto musical de Blackmore trazia seis fortes composições que serviriam como marco zero do famigerado "rock de penhasco". Na linha de frente do Rainb...

A foto de um show do Rush que é uma das imagens mais icônicas do Rainbow

A parte interna do terceiro disco do Rainbow, Long Live Rock 'n' Roll , traz uma das imagens mais icônicas da banda formada pelo guitarrista Ritchie Blackmore após deixar o Deep Purple. Abrindo a capa dupla do vinil, você dá de cara com a foto de um show onde a multidão apaixonada segura uma bandeira enorme com o título do álbum, lançado em 9 de abril de 1978. Mas e se eu te disser que essa foto nunca existiu? Na verdade, a imagem da capa interna de Long Live Rock 'n' Roll é uma foto tirada durante um show do Rush alguns anos antes, e que foi invertida e manipulada para parecer ser um flagrante apaixonado de um concerto do Rainbow. O banner original, que trazia uma arte homenageando o trio canadense, foi substituído pelo título do disco, enquanto as camisetas dos fãs onde era possível ver o logo da Rush foram apagados. A imagem original pode ser vista na capa do documentário Beyond the Lighted Stage , excelente filme lançado em 2010 e que conta a história do R...

A força do Rainbow ao vivo em vídeo de 1977

Gravado com qualidade profissional, o vídeo abaixo mostra o Rainbow tocando em Munique, na Alemanha, em 1977, durante a turnê do segundo disco da banda, o clássico Rising (1976). Ronnie James Dio, Ritchie Blackmore, David Stone, Bob Dailsey e Cozy Powell mandam uma versão matadora de "Kill the King", canção que é considerada por muitos como o marco zero do power metal e seria lançada apenas no terceiro álbum do quinteto, Long Live Rock and Roll (1978). Divirtam-se:

Ritchie Blackmore confirma que convidou Glenn Hughes para integrar o novo Rainbow

Em conversa com a Billboard, Ritchie Blackmore confirmou que convidou Glenn Hughes para fazer parte da nova encarnação do Rainbow. Segundo Blackmore: “ Através de um amigo em comum, surgiu a ideia de que seria legal ter ele na banda. Respondi que toparia se ele fosse apenas o baixista e tivéssemos um outro cara no vocal. Avançamos alguns dias até os primeiros ensaios e entramos em contato com Glenn, mas ele não estava ciente que faria apenas o baixo e não cantaria. Eu entendi a situação dele e disse que iríamos atrás de outra pessoa, e ele disse que estava tudo bem. No fim, acabamos amigavelmente antes mesmo de começar ".

Blackmore´s Night lança coletânea com três músicas inéditas

Celebrando os vinte anos de sua criação, o Blackmore´s Night está lançando uma compilação com material de toda a sua carreira. Com o título de To the Moon and Back: 20 Years and Beyond , o material é duplo e chegará às lojas dia 18 de agosto. Junto com canções de toda a trajetória do projeto encabeçado por Ritchie Blackmore e sua esposa Candice Night, o disco trará também três canções inéditas, com direito à estreia da filha de 6 anos do casal, Autumm Blackmore, que canta uma das músicas - a versão para a tradicional "Land of Hope and Glory", composta em 1902. O álbum traz também uma releitura para " I Surrender", do Rainbow, aqui na voz de Candice. Abaixo está o tracklist: CD 1: 01. Shadow Of The Moon  02. Spirit Of The Sea  03. Renaissance Faire  04. Play Minstrel Play  05. Under A Violet Moon  06. Spanish Nights  07. Fires At Midnight  08. Ghost Of A Rose  09. Cartouche  10. Village Lanterne  11. The Circle 12. ...

Ritchie Blackmore não acredita em reunião com o Deep Purple

Fora do Deep Purple desde 1993, o guitarrista Ritchie Blackmore conversou com os alemães do Rock N’ Roll Reporter sobre a possibilidade de voltar e fazer um último show com a lendária banda inglesa. Veja o que Ritchie acha da ideia: “ Se eles tiverem interesse e nossas agendas permitirem, eu estaria disponível sim para um show, e faria isso por pura nostalgia. Mas não acho que o Deep Purple tenha interesse em fazer algo nessa linha. Somos amigos e faço minha própria música há vinte anos, enquanto eles fazem as suas próprias coisas há duas décadas. Provavelmente, uma reunião não irá acontecer. Além disso, os managers da banda não iriam curtir, mesmo que fosse apenas por um show. A gestão do Purple não permitiria isso, tenho certeza ”.

Discos do ELF, banda pré-Rainbow de Ronnie James Dio, ganharão edições nacionais

Ótima notícia: dois discos do ELF, a banda que revelou Ronnie James Dio ao mundo, serão lançados no Brasil pela Hellion Records.  O segundo e o terceiro álbum da banda norte-americana, respectivamente Carolina County Ball (1974) e Trying to Burn the Sun (1975), vem com edições nacionais caprichadas, com direito a encartes com textos escritos pelo jornalista inglês Malcom Dome, da Classic Rock Magazine. Ambos os discos foram produzidos por Roger Glover e lançados pela Purple Records, gravadora do Deep Purple. Quando saiu do Purple em 1974, Ritchie Blackmore chamou todo o ELF, com exceção do guitarrista, e montou o Rainbow. A banda tocou no disco da estreia da nova banda do Homem de Preto, Ritchie Blackmore´s Rainbow , lançado em 1975. Segundo a Hellion, Carolina County Ball chegará às lojas no início de julho, enquanto Trying to Burn the Sun chega no comecinho de agosto.  Uma dica: esses são discos históricos e que não devem ganhar novas edições nacionais ...

Ouça “Land of Hope and Glory”, primeira música inédita do Rainbow em 22 anos

A nova encarnação do Rainbow de Ritchie Blackmore lançou o seu novo single, “Land of Hope and Glory”, que é também a primeira música inédita da banda em 22 anos. O lado B do material conta com uma regravação de “I Surrender”, música lançada originalmente em 1981. “Land of Hope and Glory” é uma breve música instrumental que conta com a inserção da melodia de “Pomp and Circumstance March No. 1”, canção patriota britânica lançada em 1902. Tem cara de ser a introdução do novo disco, e, sinceramente, soa genérica, desnecessária e muito decepcionante. Já a nova versão de “I Surrender” traz a voz do atual vocalista do Rainbow, Ronnie Romero, e mantém a característica grudenta da canção, ainda que a produção soe meio estranha (e eu sei que falar isso em cima de um arquivo de YouTube não cai bem, mas enfim …). A formação atual do Rainbow conta também com Jens Johansson no teclado (Stratovarius), David Keith na bateria (Blackmore’s Night), Bob Nouveau no baixo (Blackmore’s Night...

Nova formação do Rainbow anuncia single com faixa inédita

O reformado Rainbow de Ritchie Blackmore lançará no próximo dia 26 de maio sua primeira música inédita em mais de duas décadas. O single trará "Land of Hope and Glory", nova canção da banda, e no lado B uma regravação da grudenta "I Surrender", gravada pelo grupo originalmente em 1981.  O single marca também o retorno de Blackmore ao rock após anos e anos explorando o universo da música medieval com o Blackmore´s Night. A atual formação do Rainbow conta com Ronnie Romero (vocal), Jens Johansson (teclado, também no Stratovarius), David Keith (bateria, Blackmore´s Night) e Bob Nouveau (baixo, ex-Blackmore´s Night), além de Blackmore nas seis cordas. Lady Lynn e Candice Night, esposa do homem de preto, cuidam dos backing vocals.

Os 10 discos essenciais do heavy metal setentista

A década de 1970 definiu tudo o que sabemos, amamos e curtimos no heavy metal. Foi uma época gloriosa em que as regras não existiam e uma atitude livre permitiu o nascimento de um gênero, que tomou o som pesado de bandas do final dos anos 1960 como Cream e The Who e transformou em algo novo. Não que alguém tenha chamado isso de “metal" na época. Era heavy rock, ou hard rock - uma fusão de blues e psicodelia embalada com uma atitude vinda direto da cultura do motocilismo. Os fãs foram atraídos pela devoção às guitarras barulhentas, à imagem machista e a algo muito distante das tendências do pop, da disco music e do punk que dominavam o mainstream no período. Para ser honesto, não há uma definição real de heavy metal nos anos 1970, porque os caminhos sonoros propostas pelas bandas eram muito abrangentes. Era mais do que música: era uma espécie de religião. Um tempo de verdadeiros pioneiros, acentuada pela ingenuidade e pela inocência. Foi quando os gigantes nasceram. E...