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Mostrando postagens com o rótulo Robert Plant

Do Led Zeppelin ao mundo: a experimentação épica de Jimmy Page e Robert Plant em No Quarter (1994)

Em meados da década de 1990, o rock vivia uma fase de reinvenção. O grunge dominava as rádios enquanto bandas clássicas buscavam se reconectar com seu legado e novos públicos. Foi nesse cenário que Jimmy Page e Robert Plant, os lendários pilares do Led Zeppelin, decidiram revisitar seu passado de maneira ousada, mas sem nostalgia vazia. No Quarter: Jimmy Page & Robert Plant Unledded não é apenas um álbum ao vivo ou um tributo – é uma reinvenção sonora, uma ponte entre o rock de arena dos anos 1970 e a riqueza musical do mundo. O projeto nasceu do MTV Unplugged, mas logo ganhou proporções globais: gravações em locais como Marrocos, País de Gales e Londres deram ao álbum uma dimensão épica e multicultural. Influências árabes, africanas e orientais se entrelaçam com o blues e o hard rock característicos do Led Zeppelin, mostrando que a criatividade de Page e Plant estava longe de se esgotar. Instrumentos tradicionais, percussões exóticas e arranjos de cordas conferem ao disco uma s...

Review: Robert Plant – Fate of Nations (1993)

Pelo menos aos meus ouvidos, os primeiros anos da carreira solo de Robert Plant não alcançaram as altas expectativas que se esperava do vocalista do Led Zeppelin. Na verdade, olhando em retrospectiva, nem Plant, nem Jimmy Page e nem John Paul Jones conseguiram, pelo menos na primeira década após o encerramento das atividades da lendária banda inglesa, gravar álbuns que atendessem o que se imaginava que eles pudessem produzir.   No caso de Plant, o jogo começou a virar com a entrada da década de 1990. Ainda que seus  quatro primeiros discos solo – Pictures at Eleven (1982), The Principle of Moments (1983), Shaken 'n' Stirred (1985) e Now and Zen (1988) – tenham entregado boas canções e alcançado altas posições nas paradas, foi só com Manic Nirvana (1990) que o vocalista efetivamente conseguiu chamar a minha atenção para a sua carreira pós-Zeppelin. Mas o ponto de virada definitivo foi Fate of Nations , sexto álbum de Plant, lançado em maio de 1993 e puxado pelo se...

Robert Plant recusou convite para atuar em Game of Thrones

Em longa entrevista ao jornalista canadense George Stroumboulopoulos, Robert Plant revelou que recusou um convite para atuar em Game of Thrones . A série de HBO, que é um fenômeno de audiência, já contou com as participações de músicos do Mastodon, Bastille e Ed Sheeran. Segundo Plant: “ Não me sentiria muito bem fazendo parte do enredo. Quer dizer, eu comecei essa merda toda. ‘Immigrant Song’ faz parte de um intercâmbio cultural do Led Zeppelin com o governo islandês ”.  A letra de “Immigrant Song” mostra a perspectiva a partir do olhar de um viking nórdico, tema semelhante ao da série derivada dos livros de George R.R. Martin. Além disso, o Led Zeppelin buscou inspiração na obra do escritor J.R.R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis , para as letras de “Misty Mountain Hop”, “Ramble On”, “The Battle of Evermore” e outras canções. Para quem não sabe, Tolkien é uma das principais influências de George R.R. Martin, autor dos livros da série Game of Thrones . A entrevi...

Robert Plant elogia o Greta Van Fleet

Entrevistado pelo programa australiano Network Ten, Robert Plant falou sobre diversos pontos de sua carreira além de elogiar a banda norte-americana Greta Van Fleet, que vem impressionando crítica e ouvintes com um hard rock vigoroso e que bebe muito do universo do Led Zeppelin. Veja o que Plant falou sobre o GVF: “ Eles são o Led Zeppelin I. O garoto é um belo cantor. Ele pegou muita coisa emprestada de alguém que eu conheço muito bem. Mas o que você vai fazer quando isso acontece? Eu o odeio, mas por mim tudo bem (risos) ”. Robert Plant nem sempre foi simpático a bandas e projetos que apresentavam influências tão marcantes do Led Zeppelin e da sua maneira de cantar como o Greta Van Fleet. Durante os anos 1990, por exemplo, ele classificou o projeto Coverdale/Page como “ a banda do David Cover-version ”. Os comentários de Plant sobre o Greta Van Fleet podem ser vistos a partir de 1:50 do vídeo abaixo:

Robert Plant dá depoimento emocionante sobre a perda de seu filho Karac

Em 1977, Karac, filho de cinco anos de Robert Plant, morreu de maneira repentina após contrair um agressivo vírus estomacal.  Em entrevista ao jornalista norte-americano Dan Rather, Plant deu uma emocionada, e rara, declaração sobre o tema: “Fiz ‘All My Love’ para Karac. Foi uma homenagem à alegria que ele trouxe para a nossa família e, de uma maneira louca, ainda traz ocasionalmente. Maureen, sua mãe, e eu, muitas vezes, a memória … muda. O contraste e o foco mudam à medida que o tempo passa. Já faz muito tempo que o perdemos, há 40 anos atrás, e fomos abençoados com outro menino - Logan - que veio cerca de dois anos depois. Essas suas recordações se misturam. A definição entre Karac e Logan é difícil, mas ele era apenas um menininho pequeno, sabe? Não foi fácil superar a morte de Karac, especialmente pelo fato de toda a histeria que cercou o Led Zeppelin da metade até o final dos anos 1970. Era um ambiente pouco propício à uma vida familiar normal. Mas nos unimos ain...

Robert Plant mostra nova música em dueto com Chrissie Hynde

O grande Robert Plant lançará o seu novo disco, Carry Fire , no próximo dia 13/10 pela Nonesuch/Warner. E uma das faixas de destaque do trabalho é “Bluebirds Over the Mountain”, onde a voz do Led Zeppelin canta ao lado de Chrissie Hynde, dos Pretenders. Ouça abaixo:

Robert Plant anuncia novo disco e mostra nova música

O novo álbum de Robert Plant tem o título de Carry Fire e será lançado dia 13/10 pela Nonesuch / Warner. O disco é o sucessor de Lullaby and … the Ceaseless Roar , de 2014. Carry Fire vem com onze faixas inéditas e traz a participação de Chrissie Hynde, dos Pretenders, além da releitura de “Bluebirds Over the Mountain”, música que ficou conhecida através das gravações de Richie Valens e dos Beach Boys. Plant também divulgou o primeiro single e música de abertura de Carry Fire , “The May Queen”, que pode ser ouvida no player abaixo:

A sensacional releitura de Robert Plant para a clássica “Black Dog”, do Led Zeppelin

Há anos que Robert Plant vem recriando alguns dos maiores clássicos do Led Zeppelin ao lado de sua banda, a Sensational Space Shifters. Colocando toques orientais e equilibrando uma pegada world music com o hard rock da versão original, Plant mostrou uma nova abordagem para “Black Dog”. O vídeo abaixo, gravado durante a participação do músico no festival Austin City Limits, faz parte de um especial de uma hora que irá ao ar na TV norte-americana no dia 15 de outubro.

Robert Plant: “O processo por plágio de ‘Stairway to Heaven’ foi uma perda de tempo"

Até de bermuda parece um gentleman. Robert Plant chega com o The New York Times na mão e sem indício de ressaca depois da brutal apresentação da noite anterior. Às 10h30 da manhã e desperto, como provam seus olhos que seguem cada mulher que se move pela piscina de seu hotel de Cascais.  Robert Plant sente-se um sobrevivente de uma época em que o provável, em sua profissão, era bater as botas. A seus quase 68 anos – que completa em agosto – o vocalista e letrista do Led Zeppelin (1968-80) continua na estrada a seu ritmo. Desde a separação do Led Zeppelin, trabalhou com o guitarrista do grupo, Jimmy Page (1994-98), com a cantora country Alison Krauss (2007-08) e com diversas bandas. Desde 2012 é acompanhado pela Sensational Space Shifters, com quem se apresenta na quinta-feira 14 de julho em Madri dentro da programação das Noches del Botánico, “colidindo” o som pesado de seu lendário grupo com músicas africanas e do Mississipi. Pergunta. Um astro do rock acordado às...

Led Zeppelin: crítica do livro Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra, de Mick Wall

Tudo que cerca o Led Zeppelin, mesmo passados mais de 30 anos do encerramento das atividades da banda com o falecimento do baterista John Henry Bonham em 25 de setembro de 1980, continua sendo superlativo. Basta relembrar da comoção que foi o show realizado na O2 Arena em dezembro de 2007 e os impressionantes números de venda que Celebration Day , o registro dessa apresentação, ao redor do planeta quando do seu lançamento, em 19 de novembro do ano passado. Pois bem. Uma história tão grandiosa e repleta de lendas e mistérios como a vivida por Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones, John Bonham, o manager Peter Grant, seu assistente e leão de chácara Richard Cole e todos que cruzaram o caminho do Led Zeppelin em seus pouco mais de dez anos de vida merecia um registro à altura. Ele existe, e se chama Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra , biografia escrita pelo jornalista inglês Mick Wall lançada originalmente na Europa e nos Estados Unidos em 2008 e um ano d...

Robert Plant está certo

Todos os sites de música e entretenimento estão noticiando, de maneira bombástica, a suposta negativa de Robert Plant a uma oferta milionária pelo retorno do Led Zeppelin. Algo em torno de 800 milhões de dólares, aproximadamente 2 bilhões de reais, para 35 shows ao lado de Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham. A resposta para a negativa de Plant está no livro Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra , excelente biografia do Led Zeppelin escrita pelo jornalista inglês Mick Wall e publicada em 2008. Está tudo nas mais de 500 páginas do livro. Mas eu dou uma palhinha aqui. O Led Zeppelin foi algo extraordinário. Uma banda gigantesca, e tudo ao seu redor obedeceu  proporções  bíblicas. Em apenas dez anos, o grupo de Page, Plant, Jones e Bonzo redefiniu o rock, a indústria, o blues, o metal. Criou o estereótipo do guitar hero com a figura de Jimmy Page carregando sua guitarra nos joelhos (Slash que o diga), a figura icônica do vocalista transbordando sex appeal ...

Robert Plant, torcedor do Wolverhampton

Robert Plant não é apenas o icônico vocalista do Led Zeppelin, a definição perfeita do termo frontman. Robert é também um torcedor fanático do Wolverhampton, tradicional time inglês. Tanto que, em 2009, foi nomeado como segundo vice-presidente da equipe. Atualmente disputando a Championship, a segunda divisão inglesa (o time foi campeão da League One, a terceirona britânica, em 2013/2014), o Wolverhampton passa por uma reestruturação que tem como objetivo retomar os dias de glória do passado. Os Wolves conquistaram três vezes o campeonato inglês (1953/1954, 1957/1958 e 1958/1959), além de terem mais cinco vices no currículo. Entre os maiores momentos estão também 4 títulos da FA Cup e 2 da Copa da Liga. Plant é um frequentador assíduo do estádio de Molineux, onde costuma ir com os filhos torcer, vibrar e também sofrer com o time laranja. Uma das equipes com maior tradição na Inglaterra, o Wolverhampton Wanderers foi fundado em 1877. Atualmente, a equipe está na terceira posi...

Biografia de Robert Plant será lançada no Brasil

Ótima notícia: A Life , biografia de Robert Plant escrita por Paul Rees, será lançada no Brasil ainda no primeiro semestre de 2014. O livro foi publicado no final de outubro no mercado norte-americano e relata toda a trajetória do vocalista, dos tempos mágicos do Led Zeppelin até a atualidade. A obra tem 368 páginas e foi disponilizada nos Estados Unidos com capa dupla. Ainda não sabemos a editora que lançará o livro no Brasil. A obra está em processo de tradução, notícia que nos foi confidenciada por um contato que trabalha como tradutor. Por Ricardo Seelig

10 biografias rockeiras que podem ser lançadas no Brasil em 2014

O mercado de biografias de músicos já é uma realidade há anos no exterior. No Brasil, a explosão definitiva se deu em 2013, com dezenas de ótimos lançamentos. A maré deve continuar em alta em 2014, e nós, que não vivemos sem música e adoramos ler sobre as trajetórias de nossos ídolos, agradecemos. Para ajudar você a sacar o que pode vir pela frente, listamos abaixo dez livros que saíram este ano lá fora e tem tudo para ganhar edições nacionais no ano que vem. Destaque para três títulos do sempre competente Mick Wall (autor das bios do Led Zeppelin, Metallica e Iron Maiden), dedicados ao Black Sabbath, AC/DC e Lou Reed, e para os tomos que contam as vidas dos lendários Geor Harrison, Johnny Cash, Robert Plant e Morrissey. Como ainda não temos maiores informações sobre cada um dos títulos, postamos apenas as capas para você saber da existência destas obras e já ir ficando com água na boca. Lembrando que, até o momento, há apenas a confirmação do desembarque nacional do livro sobre Mo...

Robert Plant divulga vídeo ao vivo da clássica “Spoonful”, de Willie Dixon

A despeito do desejo saudosista de quem quer o retorno do Led Zeppelin, Robert Plant segue ativo, criativo e relevante com a sua carreira solo.  Agora ao lado da excelente banda The Sensational Space Shifters, o Deus Dourado divulgou o vídeo de uma versão ao vivo para a clássica “Spoonful”, composição de Willie Dixon regravada por basicamente toda a elite do rock, do Cream ao Grateful Dead, passando por Canned Heat, Ten Years After e inúmeros outros. Pra babar ... Por Ricardo Seelig

Review de show: Robert Plant - Ginásio Nilson Nelson, Brasília (DF), 25/10/2012

Para compreender uma apresentação atual de Robert Plant não basta concentrar apenas no que está em jogo no palco por cerca de uma hora e meia. Faz-se necessária uma digressão de pelo menos 44 anos. É preciso tentar resignificar, ainda que brevemente, o que antecedeu a amálgama Led Zeppelin + Robert Anthony Plant. Isso passa por Jimmy Page e o ano de 1968, quando o guitarrista buscava um cantor para o, até então, New Yardbirds. Page poderia ter optado por recrutar gente como Steve Marriott, Rod Stewart ou Chris Farlowe, opções mais prováveis à época. Os três já estavam em Londres. No entanto, preferiu apostar em uma indicação de Terry Reid: Robert Plant, um garoto de West Bromwich. Antes de contratá-lo como vocalista de seu novo projeto, Page fez questão de assistir a um show do candidato em potencial, que na época cantava no obscuro Hobbstweedle. O ponto alto da apresentação foi "Somebody t o Love", do Jefferson Airplane. Totalmente remodelada, obviame...

A Cidade Maravilhosa não gosta de rock

Robert Plant, 64 anos, uma das vozes mais influentes do mundo do rock, tendo entre seus súditos 7 de 10 vocalistas de bandas blues ao heavy metal. O frontman de uma das bandas icônicas da década de 70, o Led Zeppelin, tendo transitado entre o progressivo, o blues, o rock clássico e o heavy metal. Com este currículo, que não é super estimado, Plant está em terra brasilis para uma turnê que varre algumas capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Para a Terra da Garoa, um dia sold out gerou uma nova data. Já na Cidade Maravilhosa, apenas um dia e um público abaixo da honra que é ver este senhor no palco. Muita gente se pergunta porque o Rio de Janeiro, então cenário para o maior festival de música do país, o Rock in Rio, palco de eventos culturais maciços como o Carnaval, pioneiro em eventos ligados a estilos não tão populares como o Free Jazz Festival, jamais conseguiu se consolidar como a Cidade do Rock.   Antes que algum boçal e covarde escondido por trás de um monitor diga que ...