Lançado em 2001, o clássico inconteste dos armênio-americanos do System of a Down completa duas décadas neste ano e é preciso celebrar (de preferência ouvindo o álbum com volume no talo pra irritar aquele seu vizinho proto-fascista). Mas é importante contextualizar o lançamento e sinalizar o porquê de Toxicity ter se tornado não somente um marco na discografia da banda, mas no rock como um todo. O SOAD havia lançado seu debut homônimo três anos antes, em 1998, já com produção do experiente Rick Rubin (Beastie Boys, Red Hot Chili Peppers, Slayer) e trazendo o peso e a miscelânea de ritmos que iria caracterizá-los, porém ainda faltando alguma maturação no som, como era de se esperar numa estreia de um grupo tão arrojado. Tal mix de influências, ao passo que apresentava um interessante caldeirão sonoro, dificultava a rotulação por parte da imprensa especializada, sempre ávida por encaixar os artistas em prateleiras que acabam se tornando currais e atraindo fãs xiitas e conservadores....