Esta é a história que se conta: Charles Edward Anderson Berry - um guitarrista, cantor e cabeleireiro de 29 anos - e seu amigo pianista Johnnie Johnson apareceram nos estúdios da gravadora de Leonard Chess, em Chicago, num dia de 1955. Vinham munidos de um bilhete de apresentação escrito por Muddy Waters e uma tosca fitinha demo com duas músicas: um blues tradicional ("Wee Wee Hours") e uma "novidade", como Berry a definiu. Uma fusão de R&B e country saltitante intitulada "Ida Red", adaptada de cançonetas anônimas da região de St Louis, terra natal de ambos. Chess torceu o nariz para o blues, mas adorou a "novidade". Pediu que Berry arredondasse a música, que a deixasse dançante, escrevesse uma letra nova com um nome de mulher mais interessante e, sobretudo, polisse sua voz de tenor de forma que não parecesse mais tão negra. Assim nasceu "Maybellene", e o passo seguinte de Chess foi dar uma misteriosa "parceria" ...