7 de jan de 2012

Os melhores discos de 2011 na opinião de Regis Tadeu

sábado, janeiro 07, 2012


Um dos críticos musicais mais respeitados do Brasil - e, pelas suas opiniões francas e sem papas na língua, odiado na mesma proporção por fãs dos mais diversos estilos -, Regis Tadeu é uma sumidade quando o assunto é música. Aqui, ele lista aqueles que foram os 10 melhores discos lançados em 2011 na sua opinião, em uma lista que, segundo o próprio Regis, "foi extremamente difícil de fazer e mudava a cada dia, devida a fartura de ótimos lançamentos durante o ano".


Acomode-se na cadeira, leia e comente as escolhas do Mestre Regis. E, se ainda não ouviu algum dos discos indicados por ele, corra já atrás!


Charles Bradley - No Time for Dreaming


É inacreditável que este sujeito tenha lançado seu primeiro disco aos 62 anos de idade. Com um vozeirão de trincar paredes de concreto e um modo arrebatador de cantar letras muito tristes, ele gravou um daqueles discos de soul / R&B que faria o próprio Hitler chorar como um adolescente emo. Os arranjos são sensacionais e a voz do cara... Meu Jesus na cruz!


Machine Head - Unto the Locust

A brutalidade sonora mostrada aqui não impediu que o grupo abrisse mão de melodias quase perfeitas, harmonias interessantíssimas e uma estranha tensão entre luz e sombras dentro de um enorme labirinto sonoro. Que sirva de “iniciação” para toda uma nova geração de headbangers, uma molecada que tem tudo para ser menos tradicionalista e mais inteligente que os “ogros da Galeria do Rock” e seus “guerreiros, dragões, feiticeiros” e outras babaquices ... 


Adele - 21


Depois de uma estreia não mais que razoável, esta cantora inglesa finalmente “achou o seu ponto” neste disco. A maneira como coloca a sua voz sexy dentro de composições brilhantes, que emanam o melhor do “neo soul orgânico britânico” que fez a fama de Amy Winehouse enquanto ela esteve sóbria, é estonteantemente simples e, por isto mesmo, perfeita. Um discaço!  


Noel Gallagher - Noel Gallagher’s High Flying Birds


Aqui está outro disco com arranjos relativamente surpreendentes em sua simplicidade, mas que exibem uma grandiosidade sônica fenomenal, encorpado em grau máximo. A autoridade com que o ex-guitarrista do Oasis revisita suas influências não dá margem a dúvidas: há muita confiança naquilo que ele está fazendo.


Tedeschi Trucks Band - Revelator


Logo em seu disco de estreia, a banda liderada pelo casal Susan Tedeschi e Derek Trucks – ela, ótima guitarrista e cantora; ele, um excepcional prodígio da guitarra, que toca ao lado do grande Warren Haynes nos Allman Brothers – conseguiu criar um disco sublime, com portentosas dosagens de southern rock, blues, funk e soul.


Black Country Communion - 2


Aqui está um dos raros casos em que um segundo disco suplanta o álbum de estreia em todos os sentidos. Conciso e ainda mais certeiro em relação à proposta da banda, é uma paulada atrás da outra.


Trombone Shorty - For True


Já faz certo tempo que este trombonista de New Orleans vem oxigenando o universo deste instrumento com composições repletas de influências de soul, funk e hip hop. Mas foi neste álbum que o cara atingiu o equilíbrio perfeito entre cada vertente, com composições magistrais, impossíveis de se ouvir sem balançar o esqueleto – caso consiga fazer isto pode assinar o seu atestado de “vegetal ambulante”. Para “piorar”, tem as participações espetaculares de ninguém menos que Jeff Beck e Warren Haynes (Gov’t Mule, Allman Brothers), mais os Neville Brothers e o Kid Rock. Outro discão!


Beady Eye - Different Gear, Still Speeding


Uma das mais agradáveis surpresas de 2011. O ex-vocalista do Oasis, Liam Gallagher, manteve os outros integrantes da banda e gravou um disco com uma aura sessentista que não é novidade para quem o conhece, mas acrescida de melodias belíssimas e até mesmo um peso surpreendente para os amantes do brit pop.


Chickenfoot - III


Neste disco ficou mais evidente que isto aqui é realmente uma banda e não um amontoado de roqueiros milionários entediados com suas respectivas carreiras. O disco todo é uma sequência de canções contagiantes e sem o menor pudor de soarem divertidas.


Joe Bonamassa - Dust Bowl


O mais recente disco solo deste estupendo guitarrista traz uma maneira personalíssima na hora de abordar o blues/rock com uma linguagem moderna e malemolente. Sem contar a sua habilidade em compor canções repletas de frescor e alto astral, além de solos memoráveis. Este é um disco que oferece uma ótima degustação.

5 de jan de 2012

Os melhores discos de 2011 segundo Ricardo Batalha, editor-chefe da Roadie Crew

quinta-feira, janeiro 05, 2012


O apelido de "Eddie Trunk brasileiro" é mais do que apropriado para Ricardo Batalha. Assim como o radialista norte-americano, apresentador do programa That Metal Show na VH1, o meu amigo Batalha é uma enciclopédia ambulante sobre hard rock e heavy metal. Editor-chefe da principal revista de metal do Brasil, a Roadie Crew, Batalha também participa da nossa escolha dos melhores discos de 2011.


Então, acomode-se na cadeira, aumente o volume e vá atrás do que você ainda não ouviu!


Electric Boys - And Them Boys Done Swang 


O groove corre solto, mas este é um álbum bem balanceado, com tempero anos 70 (James Gang e Led Zeppelin), algo de R&B, fusion e até uma ponta de psicodelia hard na linha do Enuff Z'Nuff. Queria ouvir esse CD ao lado de Jeff Scott Soto ou dos caras do Bang Tango... Huh, swing it! 


Onslaught - Sounds of Violence


Os ingleses vieram ao Brasil duas vezes e tocaram para um público pequeno – pelo menos em São Paulo. Sounds of Violence é uma aula de thrash metal, mas deixa aquele sentimento de que enquanto algumas bandas são superestimadas, outras batalham e ficam na mesma.


Motörhead - The Wörld is Yours


Sim, este álbum é de 2011. E dos recentes lançados por Lemmy & companhia, é um dos mais consistentes e agradáveis de se ouvir. E, convenhamos, 2011 foi o ano de Lemmy Kilmister!


Anthrax - Worship Music


Tudo bem que demorou, mas o CD de retorno de Joey Belladonna ao Anthrax traz tudo que os fãs estavam esperando: Thrash, metal tradicional, hardcore e melodia. Ah, e tem mais: como toca o Charlie Benante, hein?!


Carro Bomba - Carcaça


Algumas bandas brasileiras lançaram ótimos álbuns, mas o melhor da atualidade que faz o genuíno heavy metal cantado em português é o Carro Bomba.


Mortal Sin - Psychology of Death


Este álbum apresenta o que o thrash metal tem de melhor. E aí, está na hora de começar a olhar para bandas como Mortal Sin, Onslaught, Artillery ao invés de somente exaltar Megadeth e afins, não acha?


Whitesnake - Forevermore


Tudo bem que ao vivo os shows estão ficando cada vez piores, mas em estúdio, e ao lado de feras como Reb Beach e Doug Aldrich, David Coverdale ainda brilha. Superou o anterior, Good to Be Bad


Black 'N Blue - Hell Yeah!


A não ser o pessoal do Kiss, ninguém liga, dá valor, mas sempre curti essa banda norte-americana de hard rock. Neste CD de retorno, que vinha sendo anunciado desde setembro de 2003, o vocalista Jaime St. James preferiu não arriscar, ousar e se deu bem. Hard com pegada e malícia.


Uriah Heep - Into the Wild


Os veteranos ainda surpreendem. A "fase Bernie Shaw", que fez sua estreia com Raging Silence (1987), pode não ser unanimidade entre os fãs, mas tem suas próprias características e deixou sua marca na história do Heep.


Overdrive - Angelmaker


Ninguém conhece, ninguém lembra, ninguém pediu, mas este é um típico disco de heavy tradicional / speed que traz aquela "ingenuidade" da década de 80. Indicado a quem curte nomes como Tygers of Pan Tang, Accept, Saxon, Cloven Hoof, Virgin Steele e Judas Priest.

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