10 de jan de 2012

Os melhores discos de 2011 segundo Marcelo Vieira, da Collector´s Room

terça-feira, janeiro 10, 2012


Considerando o nível da galera que o Ricardo Seelig convidou para listar seus 10 discos favoritos de 2011, este jovem jornalista que vos escreve se sente honrado por estar fazendo parte dessa festa. Comecei a colaborar esporadicamente com o Collector’s há pouco tempo, mas esse convite já indica que conquistei um lugar especial neste site que visito diariamente e leio de cabo a rabo sempre.


Mas chega de enrolação e vamos à lista!


Foo Fighters – Wasting Light


Foram 16 anos até Dave Grohl e seus asseclas lançarem seu trabalho mais completo e honesto. Para tal, chamaram Butch Vig – o renomado produtor de Nevermind – e ainda contaram com uma mãozinha de Krist Novoselic nas gravações. Após assistir o documentário Back & Forth, que mostra cenas das gravações, a paixão pelo disco aumentou ainda mais. O reconhecimento está vindo a jato, com indicações e prêmios, shows lotados por todo mundo e a expectativa de uma apresentação histórica – já seria só pelo tempo que estamos aguardando a vinda dos caras – como headliner do Lollapalooza Brasil em abril do ano que vem. O melhor disco de 2011 não poderia ser outro: este é o ano do Foo Fighters!!


Noel Gallagher – High Flying Birds

Enquanto no disco de estreia do Beady Eye Liam Gallagher mostrou que havia vida após o Oasis, em sua estreia como artista solo seu irmão e desafeto, Noel, foi além - ou voou alto, como o próprio nome do álbum diz. Em High Flying Birds fica claro com qual dos dois Deus foi mais generoso em matéria de talento, personalidade e feeling para a coisa. Sem contar que o single "If I Had a Gun" é a canção de amor do ano. Medalha de prata com todos os méritos!


Arch / Matheos – Sympathetic Resonance


John Arch e Jim Matheos voltam a escrever a história do Fates Warning, só que com outro nome. Só o tempo irá dizer se é banda ou projeto, mas ninguém pode negar que a sintonia entre os dois é absurda. Sympathetic Resonance atesta isso com brilhantismo e músicas que incorporam desde riffs pesados e solos velozes até passagens mais soturnas e desaceleradas. Prog metal nunca foi o meu forte, mas pra esse aqui eu tirei o chapéu. 


Whitesnake – Forevermore


Verdade seja dita: Forevermore é um disco de Coverdale e Aldrich. A dupla entrou na máquina do tempo e escreveu um punhado de canções calcadas na fase chapéu e bigode, com sonoridade totalmente setentista e uso de muitos recursos para tornar cristalina a voz gasta, porém marcante, de Coverdale. O grande destaque aqui é a faixa-título, que só pela letra, que é quase um epitáfio, tem lugar garantido entre as canções definitivas do Whitesnake.


Ghost – Opus Eponymous


Na minha opinião, a grande novidade musical do ano. Há tempos não se via um grupo tão teatral como o Ghost – cinco almas penadas autodenominadas Nameless Ghouls sob o comando de um vocalista, Papa Emeritus, que é uma mistura de alto-sacerdote da Igreja Católica com integrante dos Misfits. O som que embala as letras pra lá de diabólicas – que não metem medo em ninguém – é um mosaico-fluido de Mercyful Fate com Blue Öyster Cult. O lançamento na Europa foi em 2010, mas como Opus Eponymous só chegou em terras tupiniquins este ano, tem lugar garantido na minha lista!! 


Evanescence – Evanescence


O cachorro dado como morto deu sinal de vida e fez a molecada universitária ressuscitar seus trajes emo-góticos de quando tinham 14 anos. A diferença é que o Evanescence de 2011 não é o mesmo que estourou há alguns anos atrás amparado em fantasias vampirescas adolescentes. O nível das canções é outro, o som está ainda mais pesado – apesar do volume das guitarras no CD estar reduzido em relação aos demais instrumentos – e Amy Lee vive seu melhor momento no que se refere a composições e performance. Surpreendeu.  


Vain – Enough Rope


Representando a safra farofenta do final dos anos 80 que está ressurgindo das cinzas, o Vain lança Enough Rope, que é, na minha opinião, seu segundo melhor álbum, perdendo apenas para o clássico No Respect, de 1990. A voz de Davy Vain continua tão poderosa quanto era há duas décadas atrás, e a dupla de guitarras formada por Jamie Scott e Ashley Mitchell segue afiada. Quando esses três aí se juntam para compor, não tem como não sair coisa boa. Em Enough Rope o resultado é memorável.


Royal Hunt – Show Me How to Live


O último disco a ingressar na minha lista foi justamente aquele que saiu quando eu já havia, presumidamente, fechado a mesma. Durante anos fiquei torcendo pela volta de D.C. Cooper ao Royal Hunt, para retomar a incrível parceria com o big boss da banda, André Andersen, tal como nos clássicos Moving Target e Paradox. O que se houve em Show Me How to Live é uma continuação direta desses dois, só que com uma produção ainda mais caprichada. Todas as músicas têm potencial para empolgar ao vivo.


Jane’s Addiction – The Great Escape Artist


Todo disco de uma banda pode ser o último, afinal, a gente nunca sabe o que pode acontecer. Quando a banda é o Jane’s Addiction, multiplique essa frase por mil, pois o caos se aplica, sobretudo, às mentes de Perry Farrell e Dave Navarro. The Great Escape Artist mostra que, apesar da idade e dos anos de ostracismo, a dupla segue em sintonia com o rock que está acontecendo no momento. E, nesse caso, o fator idade depõe muito a favor. Além do mais, são poucos na faixa dos 20 transbordando energia e feeling para escrever hits. 


Beady Eye – Different Gear, Still Speeding


Se o fim do Oasis fez bem aos irmãos Gallagher, melhor ainda fez a nós, fãs, que com isso ganhamos a brilhante carreira solo de Noel e o Beady Eye, comandado por Liam, tocando seu rock urgente e pulsante, na veia de Beatles e Rolling Stones. O melhor de tudo é que o som do grupo caiu nas graças das FMs – pelo menos aqui do Rio de Janeiro – e não é difícil ouvir músicas como a fantástica "The Roller" rolando entre os hip hops e pops de meia tigela que fazem a cabeça da juventude carioca.

Livro conta a origem dos nomes de mais de 200 bandas de heavy metal

terça-feira, janeiro 10, 2012


Leitura headbanger interessante pintando na área. Estou falando de From the Minds of Madness: The Origins of Heavy Metal Band Names, escrito por Blair E. Gibson e com prefácio de Aaron Stainthorpe, vocalista do My Dying Bride.


Essa é mais uma obra que documenta o fenômeno do heavy metal, muito mais do que apenas um gênero musical, mas hoje em dia um fenômeno social que aproxima pessoas e conta com uma cultura toda própria.


Está aí uma aquisição literalmente de peso para quem curte som pesado.



Van Halen: o que ouvimos em "Tattoo", novo single da banda

terça-feira, janeiro 10, 2012


Por Vitor Bemvindo


A inconstância na personalidade de Eddie Van Halen fez com que os fãs da banda que ele lidera ficassem órfãos de novos sons. Nos últimos quinze anos, o grupo ficou alternando de vocalista a cada três ou quatro anos. De Sammy Hagar para David Lee Roth, de Roth para Gary Cherone, de Cherone novamente para Hagar e finalmente de Hagar para o novo retorno de David Lee Roth. 


Nesse período foram lançadas duas faixas inéditas com Roth para uma coletânea em 1996, um álbum muito mal-sucedido com Cherone e mais três faixas inéditas com Hagar para outra coletânea em 2004. Toda essa instabilidade fez com que esses trabalhos passassem sem uma atenção devida.


Hoje, depois de quase 14 anos, o Van Halen finalmente lança um single de uma música que fará parte de um disco de inéditas do quarteto (o último tinha sido "Without You”, em 1998). Antes de ouvi-lo, a principal pergunta que me fazia era: “Será que os irmãos Van Halen irão retomar a carreira de onde pararam ou utilizarão elementos do que faziam quando estavam com David Lee Roth nos vocais, no longínquo ano (e álbum) de 1984?”.


Quem esperava um remake do que a banda fazia meados dos anos 80, com muitos teclados e berros ensandecidos de Roth, certamente se decepcionou. “Tattoo” está muito mais próximo das faixas feitas com o próprio Roth em 1996 e com Hagar em 2004, e as músicas compostas para o “incompreendido” Van Halen III (1998).


Então quer dizer que “Tattoo” não vale a pena? Não, muito pelo contrário. Acho louvável o esforço da família Van Halen e de Diamond Dave em não parecerem datados. Nada de teclados exagerados, nada de gritinhos sem sentido. O que se nota é a continuidade do que foi deixado pela metade nos anos 90, que trazia a tentativa de uma retomada de algo mais cru – como nos dois primeiros discos de 1978 e 1979 – mas com uma roupagem mais moderna. Aliás, acho um pouco exageradas as críticas feitas na época àqueles trabalhos.


O single começa com gritos de “tattoo, tattoo” seguidos de duas guitarras sujas, cruas e pesadas, que se sobrepõem de forma avassaladora. Impossível não se arrepiar, são cerca de 20 segundos que fazem acreditar que virá um grande álbum pela frente. Essa primeira impressão de pé na porta é quebrada pela forma suave pela forma com que Roth canta os primeiros versos da canção, acompanhado por um teclado bem discreto e uma guitarra base simples, mas distorcida. Logo chega o refrão, introduzido de forma surpreendentemente melódica por Roth para em seguida ser interrompido pelo mesmo “tattoo, tattoo” que abre a canção. Essa estrutura se repete até o fim da canção. No meio, há ainda um solo típico de Eddie Van Halen. Nada extraordinário, principalmente se tratando de Eddie, mas compondo bem a faixa.


Dois aspectos fazem com que a faixa não se destaque tanto: o primeiro deles é o fato do refrão ser repetido muitas vezes – em especial, os gritos de “tattoo, tattoo” -,  e o segundo é a ausência dos backing vocals agudos de Mike Anthony. Os vocais de fundo do ex-baixista eram uma marca registrada do Van Halen, e graças a vaidade do guitarrista eles não estarão mais lá. Eles são propriedade do Chickenfoot agora. Uma pena! Certamente a canção ganharia muito com Anthony.


Conclusão: “Tattoo” não revolucionará nada. Muitos criticarão, por quererem ouvir algo que não existe mais: o Van Halen de meados dos anos 80. A minha opinião é de que o single é um sopro de esperança para a carreira da banda. Não será lembrada como um grande trabalho do grupo, mas pode colocá-lo de volta ao mercado, já que soa como algo de fácil acesso, especialmente para as rádios de “classic rock” americanas. 


Espero que o álbum A Different Kind of Truth, que será lançado no próximo dia 7 de fevereiro, traga mais qualidade em suas outras faixas. Particularmente, tenho a expectativa de que seja um bom trabalho, com faixas superiores a “Tattoo”. Ainda assim, acho o novo single um trabalho digno da grandeza do Van Halen. É bom saber que o grupo não está preso à fórmulas óbvias que certamente o levaria ao ridículo.

9 de jan de 2012

Tony Iommi diagnosticado com câncer

segunda-feira, janeiro 09, 2012


Tony Iommi, o pai do heavy metal e guitarrista do Black Sabbath, acaba de ser diagnosticado com um câncer. Trata-se de um linfoma em estágio inicial, o que facilita o tratamento e indica uma perspectiva muito positiva para o lendário músico.


Os demais integrantes do Black Sabbath, que se reuniram em 2011 e irão lançar um álbum com canções inéditas em 2012, pediram que os fãs enviem pensamentos positivos para Iommi.


Esperamos que Tony, por ter detectado a doença em seu estágio inicial, não sofra muito com o tratamento e possa nos brindar ainda com dezenas de seus riffs hipnóticos.

8 de jan de 2012

Os melhores de 2011 na opinião de Thiago Rahal Mauro, redator da Roadie Crew

domingo, janeiro 08, 2012


Apesar de ser conhecido nacionalmente por ter resenhas e textos baseados no progressivo e metal melódico, meu gosto pessoal é bastante variado dentro do metal e do rock. A lista vai surpreender quem não me conhece pessoalmente. Espero que gostem!


Machine Head - Unto the Locust


Acho que esse álbum será unanimidade em todas as listas relacionadas ao metal. A banda de Oakland, na Califórnia, ousou demais e fez um disco ainda melhor que The Blackening (2007). Na minha opinião, eles são a síntese do thrash metal atual.


Iced Earth – Dystopia


Stu Block foi um achado de Jon Schaffer. O vocalista incorporou perfeitamente o papel que o músico deveria se empenhar. Apesar de sua história e qualidade, ninguém sentiu a falta de Matt Barlow. Vida longa à banda e seu vocalista!


Motörhead - The Wörld is Yours


Um dos discos mais pesados e diretos de 2011. Lemmy e companhia seguem com sua fórmula, mas ninguém cansa ou pede por mudanças.


Sepultura – Kairos


A banda brasileira segue fazendo ótimos discos, e Kairos é um retorno ao som que consagrou o grupo mundialmente. Andreas Kisser estava inspirado quando compôs os riffs. Se você ouvir o álbum sem pensar em seu passado, vai gostar.


Opeth – Heritage


A banda sueca mostrou que não tem medo de inovar ou mudar totalmente o som. Quase nenhum vocal gutural e com influências setentistas e do progressivo, o Opeth mostrou porque é uma das melhores bandas da atualidade.


Symphony X – Iconoclast


Se você é fã de técnica, músicas bem elaboradas e um vocal acima da média, é claro que o Symphony X é a banda mais indicada pra isso. Russel Allen é um monstro e Michael Romeo é a encarnação de Dimebag Darrell no metal progressivo.


Almah – Motion


Esqueçam as declarações polêmicas de Edu Falaschi e prestem atenção somente na música. Motion é de fato o álbum mais diferente e moderno já gravado pelo vocalista, além de mostrar novas facetas de Edu. É talvez o afastamento do músico de um estilo aparentemente morto no país.


Dream Theater - A Dramatic Turn of Events

A essência continua a mesma sem Mike Portnoy. O videoclipe é muito bom e o disco não deixa a desejar, pelo contrário. Quem gosta da banda e não liga para intrigas, vai gostar do álbum.


Whitesnake – Forevermore


Apesar de ao vivo não mostrar mais a mesma qualidade, David Coverdale, continua mestre em criar composições repletas de groove e energia. Em estúdio ainda são mestres!




DVD: Rush - Time Machine 2011: Live in Cleveland


Todo lançamento do Rush é aguardo religiosamente por quem gosta de progressivo. Este DVD mostra fielmente o show que assisti no Morumbi, em São Paulo, e que tem, além de clássicos, o disco Moving Pictures na íntegra. Imperdível!

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