30 de jun de 2018

Yes featuring ARW lança novo material ao vivo

sábado, junho 30, 2018

A versão Yes que conta com Jon Anderson, Trevor Rabin e Rick Wakeman lançará dia 7 de setembro um novo material ao vivo. O show presente em Live at The Apollo, gravado na cidade inglesa de Manchester, será disponibilizado em CD duplo, vinil triplo, DVD e Blu-ray. A edição em vinil triplo na cor laranja tem prensagem limitada a 3.500 cópias. 

Clássicos como "Roundabout", "Owner of a Lonely Heart" e "Heart of the Sunrise" fazem parte do repertório. A formação da banda conta, além de Anderson, Rabin e Wakeman, com Lee Pomeroy (baixo) e Lou Molino III (bateria).


Prévia abaixo:


Discoteca Básica Bizz #093: Rod Stewart - Every Picture Tells a Story (1971)

sábado, junho 30, 2018

Poucos cantores de rock fizeram jus ao adjetivo visceral tanto quanto Rod Stewart. Mais que Robert Plant, Paul Rodgers ou Mick Jagger, ele soube absorver a urgência e o feeling de mestres negros americanos - como Sam Cooke - em um estilo pessoal, forjando uma voz fuliginosa e imediatamente reconhecível.

Hoje, quem o vê colecionando Lamborghinis talvez não suspeite de suas origens. Nascido em uma típica família working class londrina, mas orgulhosa da ascendência escocesa, ele se virou como pode na adolescência: foi jornaleiro, coveiro, ergueu cercas e até jogou futebol. Mas sua paixão era mesmo a música. Foi por causa dela que Rod passou dois anos vagando pela Europa, ocasião em que aprendeu a tocar banjo e a cantar.

De volta à Inglaterra em meados dos anos 1960, com a ascensão da cena do rhythm and blues integrou bandas como Jimmy Dowell and The Five Dimension, The Hoochie Coochie Men, Steampacket, Shotgun Express e, finalmente, o Jeff Beck Group. Com o guitarrista, ele encarou pela primeira vez as grandes plateias, embate do qual saiu vitorioso para liderar o Faces. 

A partir daí, o cantor desenvolveria uma espécie de esquizoidia musical ao se ver contratado ao mesmo tempo por dois selos distintos: Mercury (como solista) e Warner (junto ao Faces). Enquanto seu grupo foi se tornando uma versão glitterizada dos Stones, Rod seguiu por uma via diferente: seus discos contrabalançavam material próprio com canções alheias - na maioria, itens obscuros, que ganhavam vida nova em vigorosas reinterpretações. A fórmula gerou ao menos três discos magistrais: An Old Raincoat Won't Ever Let You Down (1969), Gasoline Alley (1970) e o que é o objeto desta Discoteca Básica.


Como os anteriores, Every Picture Tells a Story foi pródigo em variedade de estilos. Lá se encadeavam soul da Motown - "(I Know) I'm Losing You" -, uma gema bruta da fase folk de Bob Dylan ("Tomorrow is a Long Time"), um instrumental de tessitura medieval ("Henry"), originais mesclando trechos acústicos ao hard rock (a faixa-título e "Maggie May"), um leve aceno ao blues ("That's All Right") e até o hino inglês ("Amazing Grace"). Por mais díspares que parecessem, as músicas se nivelavam com o tratamento imposto por Rod. Nem pequenos deslizes na produção foram capazes de embaçar sua entrega e sinceridade.

Ainda assim, há quem diga que a superioridade da gravação sobre as demais feitas por ele deveu-se à sua perfeita interação com os instrumentistas convidados: Danny Thompson (ex- Pentagle) arrasava no baixo de pau, e as guitarras de Martin Quittenton tinham um ótimo posicionamento. Sem esquecermos de Ron Wood, de Mick Waller (cuja técnica desconcertante na bateria teria levado o crítico Greil Marcus a recomendá-lo para um prêmio Nobel em Física!) e do mandolinista Ray Jackson. É, enfim, uma banda impecável, capaz de pressionar Rod a dar o melhor de si. Algo que, infelizmente, os anos de indolência no jet set internacional puseram a perder.

Texto escrito por Arthur G. Couto Duarte e publicado na Bizz #093, de abril de 1993

Dave Grohl não se sente tecnicamente capaz de substituir Neil Peart no Rush

sábado, junho 30, 2018

Em entrevista à Rolling Stone, Dave Grohl foi perguntado se consideraria substituir Neil Peart no Rush caso fosse convidado por Geddy Lee e Alex Lifeson para o posto. A resposta do frontman do Foo Fighters foi a mais realista possível: "Não tenho capacidade física e nem técnica para isso, mas agradeceria a oferta. Neil Peart é um animal, um outra espécie de baterista. Eu conheço as músicas, mas sou como uma Meg White comparado ao Neil Peart. E Meg é uma das minhas bateristas favoritas, e também da minha filha. Minha filha toca dois tipos de bateria: estilo White Stripes e estilo AC/DC. Eu gosto, porque é exatamente o que precisa ser feito".

A Rolling Stone deve ter feito essa pergunta para Dave devido à associação do Foo Fighters com o Rush, visto que foi a banda norte-americana que induziu o trio canadense ao Rock and Roll Hall of Fame, em 2013, inclusive tocando uma versão de "2112 Overture" na cerimônia vestindo figurinos que remetiam ao visual de Lee, Lifeson e Peart em 1976.

Quanto ao Rush, Neil Peart segue aposentado e Geddy Lee e Alex Lifeson ainda não decidiram o que fazer da vida.

29 de jun de 2018

The Band anuncia edição de 50 anos do clássico Music From Big Pink

sexta-feira, junho 29, 2018

O The Band lançará dia 31 de agosto uma edição comemorativa aos cinquenta anos do clássico Music From Big Pink, um dos melhores discos da história do rock. 

A nova versão terá vários formatos como uma Super Deluxe Edition com CD, Blu-ray, LP duplo de 180 gramas, compactos de 7 polegadas e livro de capa dura; CD simples, LP duplo de 180 gramas e uma edição limitada em LP duplo na cor rosa.

Uma nova mixagem foi feita pelo produtor Bob Clearmountain a partir das fitas masters originais, e o material vem com outtakes e gravações alternativas, além de uma versão a capela inédita de “I Shall Be Released”. O box tem também um Blu-ray com uma exclusiva mixagem em 5.1 surround de todas as faixas. A caixa inclui uma reprodução exclusiva do compacto de 7 polegadas com “The Weight” / “I Shall Be Released” e um livro de capa dura com textos do jornalista David Fricke e fotos de Elliott Landy

Box compila obra de Joe Strummer, do The Clash

sexta-feira, junho 29, 2018

Será lançado dia 28 de setembro pela Ignition Records um box contendo material de Joe Strummer, vocalista e guitarrista do The Clash. A caixa, intitulada Joe Strummer 001, vem com canções dos discos solo, faixas presentes em trilhas sonoras e músicas gravadas ao lado das bandas The 101ers e The Mescaleros, além de versões alternativas para canções do The Clash.

A curadoria do material foi feita pela viúva de Joe, Luce Strummer, e por Robert Gordon McHarg II, artista que era amigo do músico. 

Alguns dos destaques do box são a versão demo inicial de “This is England”, outtakes da trilha sonora do filme Sid & Nancy e outras pepitas sonoras. Todo o material foi restaurado e masterizado pelo produtor Peter J. Moore.

Joe Strummer 001 será disponibilizado em diversos formatos, tendo como principal o box que inclui LP, k7, compactos de 7 polegadas, artes, itens de memorabília, um livreto e outros quitutes. Edições com tracklist menor serão lançadas em CD e vinil.

Strummer faleceu em 2002, aos 50 anos, vítima de um defeito congênito no coração.



Ian Gillan lança disco com banda que o revelou nos anos 1960

sexta-feira, junho 29, 2018

Ian Gillan reuniu a banda com quem tocava antes de ficar famoso em todo o mundo com o Deep Purple e lançou um novo disco. Assim, o The Javelins, formado no início dos anos 1960, lançará dia 31 de agosto o seu segundo disco.

Ian Gillan & The Javelins foi gravado durante cinco dias do último mês de março em Hamburgo, na Alemanha, e traz Don Airey, tecladista do Deep Purple, como convidado especial. A banda é formada por Gillan, pelos guitarristas Gordon Fairminer e Tony Tacon, pelo baixista Tony Whitfield e pelo baterista Keith Roach. Aviso: não tem nada a ver com Purple, o lance é um rock bem inocente e com cara dos anos 1950.

O disco será disponibilizado pela earMUSIC em CD digipak, LP 180 gramas com capa dupla e nos formatos digitais. O álbum anterior do grupo, Sole Agency and Representation, saiu em 1994.

Uma das músicas do play, a versão para “Do You Love Me”, pode ser ouvida abaixo:

Converge lança novo EP e mostra novo clipe

sexta-feira, junho 29, 2018

O Converge disponibilizou nesta sexta-feira nos apps de streaming o seu novo EP. Com o título de Beautiful Ruin, o material vem com quatro músicas gravadas durante as sessões do último disco da banda, The Dusk in Us (2017). 

Com a chegada do EP, todo o material composto e gravado pela banda durante o período agora está disponível para os fãs. Fazem parte do disquinho as músicas “Permanent Blue”, “Churches & Jails”, “Melancholia" e “Beautiful Ruin”. A produção é do guitarrista Kurt Ballou.

A banda também divulgou o clipe da faixa “Melancholia”, que você pode assistir abaixo:

As 50 melhores músicas do Iron Maiden

sexta-feira, junho 29, 2018

A Metal Hammer publicou uma lista com as 50 melhores músicas do Iron Maiden, escolhidas por sua equipe. A matéria original, com comentários sobre cada uma das faixas, pode ser lida aqui. Obviamente, por ser uma banda do porte do Maiden, as escolhas gerarão discussões, mas é um levantamento interessante e que mostra a força da discografia de um dos maiores nomes do metal.


Como curiosidade, vale citar que Seventh Son of a Seventh Son foi o disco com mais músicas incluídas, com nada menos que seis das suas oito faixas presentes na lista. A seguir temos discos com quatro canções incluídas (Iron Maiden, The Number of the Beast, Piece of Mind, Powerslave e Somewhere in Time), com três músicas (Killers, Fear of the Dark, Brave New World, Dance of Death e The Book of Souls), duas músicas (No Prayer of the Dying, The X Factor, A Matter of Life and Death e The Final Frontier) e uma canção (Virtual XI).

Abaixo está o top 50 do Iron Maiden segundo a Metal Hammer, e também uma playlist com as músicas para você curtir, de novo e mais uma vez, a obra da Donzela de Ferro:

50 Empire of the Clouds
49 Be Quick or Be Dead
48 Man on the Edge
47 Alexander the Great
46 Montségur
45 Tailgunner
44 Where Eagles Dare
43 Sign of the Cross
42 The Longest Day
41 Coming Home
40 Seventh Son of a Seventh Son
39 Stranger in a Strange Land
38 Bring Your Daughter … To the Slaughter
37 Flight of Icarus
36 Heaven Can Wait
35 When the Wild Wind Blows
34 The Clairvoyant
33 Revelations
32 No More Lies
31 Prowler
30 Ghost of the Navigator
29 Rime of the Ancient Mariner
28 Killers
27 Moonchild
26 The Clansman
25 Children of the Damned
24 Afraid to Shoot Strangers
23 Murders in the Rue Morgue
22 Infinite Dreams
21 If Eternity Should Fail
20 The Wicker Man
19 Run to the Hills
18 Can I Play With Madness
17 Phantom of the Opera
16 Powerslave
15 These Colours Don’t Run
14 Wrathchild
13 The Number of the Beast
12 The Red and the Black
11 Wasted Years
10 2 Minutes to Midnight
9 Blood Brothers
8 Running Free
7 Fear of the Dark
6 The Evil That Man Do
5 Aces High
4 Iron Maiden
3 The Trooper
2 Paschendale
1 Hallowed Be Thy Name

Review: Triumph - Allied Forces (1981)

sexta-feira, junho 29, 2018

Lançado em 19 de setembro de 1981, Allied Forces é o quinto álbum do trio canadense Triumph e também o seu disco mais emblemático. Sucessor de Progressions of Power (1980), colocou o grupo como um dos nomes mais populares do rock na primeira metade da década de 1980, puxado pela força dos singles “Magic Power” e “Fight the Good Fight”, que alcançaram a 8ª e a 18ª nas paradas, respectivamente.

Allied Forces traz o trio formado por Rik Emmett (vocal e guitarra), Mike Levine (baixo, piano e sintetizadores) e Gil Moore (vocal e bateria) no auge de sua criatividade, equilibrando as influências hard e prog dos trabalhos anteriores com uma deliciosa aura pop e melódica. Essa mistura foi responsável por fazer o disco cair no gosto do público e também da crítica.

Produzido pela própria banda, o álbum traz nove faixas compostas em conjunto pelos músicos, com exceção para os interlúdios “Air Raid” e “Petite Etude”, criações instrumentais de Emmett - a primeira é só uma cama introdutória para a faixa título, enquanto a segunda é um bonito interlúdio acústico que mostra o talento de Rik no violão.

O tracklist de Allied Forces é conciso, mostrando uma banda focada e unida, apesar das diferenças que já surgiam entre os músicos. Há uma atmosfera muito agradável durante todo o álbum, que transmite uma refrescância e uma aura leve. A produção certeira é outro ponto de destaque, já que mesmo passados quase quarenta anos de seu lançamento, Allied Forces segue soando atual e não envelheceu praticamente nada.


Entre as músicas, os destaques são muitos. O hard como solto logo na abertura, com a ótima “Fool for Your Love”, e alia-se sem medo ao pop em “Magic Power”. Essa música tem aquele clima de comercial da Hollywood que nós, na faixa dos 40 anos, adorávamos e conhecemos bem. A música título é outra que equilibra o hard com a pegada melodiosa, e é uma sonzeira deliciosa. Já em “Hot Time (In This City Tonight)” temos o Triumph brincando com um rock and roll com pegada dos anos 1950.

A melhor música de Allied Forces é a incrível “Fight the Good Fight”. Cheia de groove, é uma aula de composição, com linhas vocais que se entrelaçam com o instrumental quebrado, além de uma ótima performance de todos os músicos. “Ordinary Man” vem a seguir e é a única música fraca do álbum, mas a sensação é logo mandada embora com “Say Goodbye”, que fecha o disco em grande estilo.

Em um mundo mais justo, Allied Forces estaria na mesma prateleira e teria o mesmo status de discos icônicos do hard rock dos anos 1980 como Appetite for Destruction e Slippery When Wet. Aliás, a influência do álbum do Triumph sobre o Guns N’ Roses, o Bon Jovi e grande parte do hard californiano daquela década é bastante óbvia. Resumindo: além de um excelente disco, Allied Forces é um clássico do estilo.

Allied Forces está sendo relançado no Brasil pela Hellion Records. Esta é a primeira vez que o álbum ganha uma edição nacional em CD. Portanto, se você ainda não tem o disco em sua coleção, essa é a hora de conhecer um dos grandes trabalhos do hard rock dos anos 1980.

Discoteca Básica Bizz #092: Otis Redding - The Dock of the Bay (1968)

sexta-feira, junho 29, 2018

Não parecia ter erro no caminho de Otis Redding em dezembro de 1967. Dois meses antes, ele fora eleito o melhor cantor do ano pelos leitores da Melody Maker, tomando o título que fora de Elvis Presley nos dez anos anteriores. Sua participação no festival Monterey Pop em junho tinha sido um arraso, de trazer lágrimas aos olhos de Brian Jones, que confidenciou para o fotógrafo Jim Marshall: "Nós, dos Stones, pensávamos que éramos a melhor banda do mundo, mas nem por um milhão de libras eu entraria em um palco depois de Otis Redding". Os próprios Beatles haviam interrompido a finalização de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band para tentar - em vão - arrumar uma jam session com Booker T. and The MGs, a banda de apoio de Otis.

Redding era o coração da Stax, a principal gravadora de soul dos anos 1960, junto com a Motown. James Brown podia ser o Godfather do soul, mas Otis era o Rei (apesar de Wilson Pickett e Solomon Burke) e mais: já conquistara definitivamente o público branco. Conseguira fazer uma fusão surpreendente da energia de Little Richard com a elegância de Sam Cooke. "Ele é o passado, o presente e o futuro. As performances de Otis Redding constituem o mais alto nível de expressão do rock and roll já realizado. Otis Redding é rock and roll!”, escrevia o jornalista Jon Landau.

Sua atividade era frenética em 1967. Duas turnês europeias, dois álbuns (King & Queen, com Carla Thomas, e Otis Redding Live in Europe), mais um disco gravado ao vivo no Whiskey A-Go-Go e material para diversas coletâneas lançadas nos anos seguintes. Só parou mesmo em outubro, quando teve que operar a garganta. O médico recomendou dois meses de repouso.

No início de dezembro, quando voltou ao estúdio, estava cheio de ideias e tinha cerca de trinta canções prontas para serem gravadas. Otis estava entusiasmado com Sgt. Pepper's e queria que sua música fosse uma extensão do que os Beatles estavam fazendo.


A canção manifesto dessa nova fase foi "(Sittin' On) The Dock of the Bay", co-escrita com o guitarrista do Booker T. and The MGs, Steve Cropper. A primeira pessoa para quem Otis mostrou a música foi seu road manager, Speedo Simms. "Eu fiquei batendo na perna, seguindo o ritmo", contou Simms ao jornalista Peter Guralnick, "enquanto ele tocava o violão. Mas não consegui acompanhá-lo. Era a primeira vez que isso acontecia. Eu não conseguia entender. Mesmo depois, quando ele escreveu a letra, a canção ainda continuou me soando estranha." O próprio dono da Stax ficou na dúvida em gravar a faixa. O empresário de Otis deixou claro que não havia gostado. O cantor não vacilou. "É a hora de mudar minha música. As pessoas podem se cansar de mim."

No final de janeiro de 1968, o single "(Sittin' On) The Dock of the Bay" chegou ao primeiro lugar da parada pop americana, ficando nesta posição por quatro semanas (um feito nunca igualado por James Brown ou qualquer outro rei do soul). Mas o que era para se tornar o início de uma nova fase foi o epitáfio de Redding: três dias depois de gravar "(Sittin' On) The Dock of the Bay" o cantor sofreu um desastre de avião e morreu, aos 26 anos.

Este disco foi montado com algumas das últimas gravações de Otis e outras mais antigas, como "Ole Man Trouble" (que também já aparecia no álbum Otis Blue, de 1965) e um outro grande hit de 1967, "Tramp", um dueto com Carla Thomas.

O que era para ser o Sgt. Pepper's da soul music ficou incompleto e The Dock of the Bay se tornou uma deliciosa colagem do trabalho de Redding. Um retrato do passado, do presente e do que poderia ter sido o futuro do soul.

Texto escrito por Rogério de Campos e publicado na Bizz #092, de março de 1993

Ouça “The Everlasting”, nova música do Volbeat

sexta-feira, junho 29, 2018

Durante o show realizado no Graspop Metal Meeting, festival que aconteceu na Bélgica no último final de semana, o Volbeat mostrou uma música inédita ao público.

“The Everlasting” traz uma enorme influência do Metallica nos riffs, mas com a pegada característica e cheia de melodia dos dinamarqueses nas linhas vocais.

Ouça e divirta-se abaixo:

28 de jun de 2018

Metrô Linha 743, de Raul Seixas, ganha linda reedição pelo Selo 180 e Record Collector

quinta-feira, junho 28, 2018

Há tempos sabia da luta de Rodrigo de Andrade, figura infante do 180 Selo Fonográfico, para relançar Metrô Linha 743, de Raul Seixas. E não apenas relançar, mas colocar nas prateleiras um produto que pagasse um merecido tributo ao álbum lançado há 34 anos. É uma alegria compartilhar esse material com os amigos e leitores do Memorabilia e da Collectors Room, e assim divulgá-lo justamente no dia em que Raul faria 73 anos. A versão incomparável e definitiva do vinil aporta nesta sexta-feira (29). O projeto também celebra a parceria entre o Selo 180 e a Record Collector Brasil

E o mais bacana: esqueça da edição simples e descuidada da Som Livre. Essa nova versão ampliada, limitada e numerada (500 LPs pretos e 500 LPs transparentes) vem em capa dupla, com aprumo semelhante às reedições gringas.

Além da reprodução fiel do encarte e do release promocional que acompanharam a primeira prensagem, a cereja do bolo fica por conta de uma faixa bônus: e assim nasce a primeira versão em vinil de “Cowboy Fora da Lei!”, aqui ainda com o título de “Anarkilópolis”, take capturado durante as sessões de Metrô Linha 743 e deixada der fora do primeiro lançamento. O material também contém um livreto de 24 páginas com imagens inéditas. 

Repleto de informações e depoimentos, o novo Metrô Linha 743 é um prato cheio para mergulhar em todo o processo de criação e gravação de um dos últimos álbuns de um dos mais geniais artistas do nosso tempo.

Que falta faz Raul Seixas a esse Brasil sem graça de hoje!

Parabéns aos envolvidos. 

Por Márcio Grings, do Memorabília










Nova reunião do Kiss deve acontecer até o final do ano

quinta-feira, junho 28, 2018

A informação foi dada por Ace Frehley em entrevista ao site May the Rock Be With You. Segundo Ace: "Acho que até o fim de 2018 vamos começar a formular um plano para uma reunião do Kiss, pelo menos é o que eu gostaria que acontecesse, assim como os fãs. Também tenho um plano B. Sabe quando você pensa no que Eric Clapton fez após sair do Cream... ele formou o Blind Faith com vários outros superstars. Então, se não rolar uma reunião do Kiss, provavelmente vou formar um supergrupo com pessoas de talento e notoriedade equivalentes aos meus".

O guitarrista também afirmou que, caso a reunião não aconteça, ele não ficará chateado com isso: "Estou fazendo discos ótimos e lotando shows onde eu toco. Estou me divertindo, sabe? Se eu puder sair com o Kiss, será a melhor opção, mas não é minha decisão. Paul, Gene e eu estamos nos comunicando mais e acho que estamos nos inclinando a essa direção, mas não há nada confirmado. Foi um processo lento de reconexão. Este ano eu estou comemorando doze anos de sobriedade. Quando me separei de Paul e Gene da última vez e deixei a banda de novo, eu estava usando drogas e álcool e demorei muito para voltar ao caminho certo. Eles tiveram bons relatos de todos com quem trabalhei nos últimos anos e perceberam isso quando entrei em contato para me reconectar e fazer coisas juntos”.

Paul Stanley participou do disco mais recente de Ace Frehley, Origins Vol. 1 (2016), cantando na versão de “Fire and Water”, do Free. Já em relação a Gene, o baixista chamou Ace para tocar em alguns eventos de promoção do box The Vault e também colaborou no futuro álbum do guitarrista, que tem o título provisório de Spaceman e deve sair no segundo semestre. 

Peter Criss não deve participar dessa eventual reunião, com Eric Singer permanecendo como baterista do quarteto.

Novo álbum do Megadeth será lançado em abril de 2019

quinta-feira, junho 28, 2018

Em entrevista ao jornalista Mirch Lafon, Dave Mustaine revelou que o novo disco do Megadeth deve ser lançado em abril de 2018.

Nas palavras de Mustaine: "As coisas que Dirk (Verbeuren, baterista) está tocando são assustadoras. Nunca tivemos nenhuma dessas coisas de blast beats nas nossas músicas antes. Algumas das linhas de bateria são alucinantes. Está me fazendo melhorar na guitarra de novo, algo que adoro. Mas nunca pensei que tocaríamos tão rápido ou agressivo outra vez. Esperamos que saia em abril do ano que vem. Temos um grande festival que vamos anunciar e os empresários vão te contar tudo assim que possível".

O tal novo festival será semelhante ao Gigantour, festival itinerante que aconteceu entre 2006 e 2013 e foi organizado pela Megadeth. Dave deu mais detalhes: "Faremos dez cidades em abril do ano que vem, e depois faremos novamente no meio do ano e, provavelmente, mais dez datas na parte final de 2019", afirmou.

O trabalho será o sucessor de Dystopia (2016), disco que marcou a estreia de Kiko Loureiro e deu à banda um Grammy de Melhor Performance de Metal pela faixa título.


Alice Cooper anuncia novo álbum ao vivo

quinta-feira, junho 28, 2018

A Paranormal Evening At The Olympia Paris, novo ao vivo de Alice Cooper, será lançado dia 31 de agosto. Duplo, o disco foi gravado em 7 de dezembro de 2017 durante uma apresentação na famosa casa de shows parisiense promovendo o álbum mais recente do vocalista, Paranormal (2017). Há informações de que o concerto foi filmado, porém não existe ainda a confirmação se o material terá também uma versão em vídeo.

Este será o décimo-segundo álbum ao vivo de Alice Cooper. O mais recente título nesse linha foi Raise the Dead: Live From Wacken, lançado pelo vocalista em 2014.

A Paranormal Evening At The Olympia Paris vem com 18 faixas, conforma abaixo:

CD 1
1. “Brutal Planet”
2. “No More Mr. Nice Guy”
3. “Under My Wheels”
4. “Department Of Youth”
5. “Pain”
6. “Billion Dollar Babies”
7. “The World Needs Guts”
8. “Woman Of Mass Distraction”
9. “Poison”
10. “Halo Of Flies”

CD 2
1. “Feed My Frankenstein”
2. “Cold Ethyl”
3. “Only Women Bleed”
4. “Paranoiac Personality”
5. “Ballad Of Dwight Fry”
6. “Killer / I Love The Dead (Themes)”
7. “I’m Eighteen”
8. “School's Out”

Creedence celebra 50 anos com novo clipe para um de seus clássicos

quinta-feira, junho 28, 2018

Celebrando os 50 anos do Creedence Clearwater Revival, a Craft Recordings lançou uma campanha chamada CCR50, cuja peça inicial é um novo vídeo para uma das canções mais clássicos do quarteto, “Fortunate Son”.

O novo clipe de “Fortunate Son” foi dirigido por Ben Fee, que já trabalhou com bandas como The War on Drugs, Band of Horses e The Lumineers. Considerada uma das mais marcantes músicas de protesto dos anos 1960, “Fortunate Son” foi composta pelo vocalista e guitarrista John Fogerty e está presente no quarto disco do Creedence, Willy an the Poor Boys, lançado em novembro de 1969 - o single com a música saiu dois meses antes, em setembro daquele ano. 

A letra criticava a Guerra do Vietnã e continua com uma mensagem tão poderosa quanto antes. As cenas presentes no clipe mostram pessoas de todas as partes dos Estados Unidos, comprovando a multiplicidade étnica e cultural do país, com imagens gravadas em locações na Flórida, Califórnia, Texas, Novo México, Louisiana, Washington e no Havaí.’'

A CCR50 contará com diversas ações nos próximos meses, trazendo a obra do Creedence Clearwater Revival para a mídia novamente. Serão lançados produtos e acontecerão eventos celebrando a banda, apresentando a história e o legado de uma das mais importantes bandas americanas para a nova geração.

Assista abaixo ao novo clipe de “Fortunate Son”:

Lollapalooza 2019 é confirmado

quinta-feira, junho 28, 2018

A edição 2019 do Lollapalooza terá outra vez três dias e acontecerá entre 5 e 7 de abril no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O festival chegará à sua oitava edição no ano que vem. Em 2018, os principais headliners foram Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam, The National, The Killers, Liam Gallagher e Lana Del Rey.

Abaixo você assiste ao vídeo confirmando o Lolla 2019:

Novo disco e nova música de Joe Bonamassa

quinta-feira, junho 28, 2018

O bluesman Joe Bonamassa lançará em setembro um novo disco. Redemption, seu décimo-terceiro álbum solo, chegará às lojas dia 21/09 pela sua própria gravadora, a J&R Adventures. A música título, um belo hard blues, também foi divulgada. O disco é o sucessor do ótimo Blues of Desperation (2016).

O álbum foi gravado em vários estúdios de cidades como Nashville, Sydney, Las Vegas e Miami, e traz Bonamassa ao lado de músicos como Anton Fig (bateria), Michael Rhodes (baixo), Reese Wynans (teclado), Kenny Greenberg (guitarra), Doug Lancio (guitarra), o duo de metais Lee Thornburg e Paulie Cerra e os backing vocals Gary Pinto, Mahalia Barnes, Jade McRae e Juanita Tippins.

Alice in Chains anuncia novo disco e mostra novas músicas

quinta-feira, junho 28, 2018

O Alice in Chains anunciou o lançamento de seu novo disco. Rainier Fog virá ao mundo dia 24 de agosto. Duas novas músicas, “So Far Under” e “The One You Know”, pode ser ouvidas abaixo.

Rainier Fog é o sexto álbum da banda e o sucessor de The Devil Put Dinosaurs Here (2013). Ele será o terceiro trabalho com o vocalista e guitarrista William DuVall, que faz parte do Alice in Chains desde 2006 e gravou também Black Gives Way to Blue (2009). Completam a banda o guitarrista Jerry Cantrell, o baixista Mike Inez e o baterista Sean Kinney.

A produção é de Nick Raskulinecz, que já havia trabalhado com o grupo nos dois últimos discos.

27 de jun de 2018

Ex-vocalista processa Iron Maiden e diz ser co-autor de clássicos da banda

quarta-feira, junho 27, 2018

Dennis Willcock, que foi vocalista do Iron Maiden entre 1976 e 1978, entrou com um pedido de revisão de direitos autorais envolvendo cinco músicas da banda britânica. O antigo frontman da Donzela alega que “Prowler”, “Charlotte the Harlot”, “Phantom of the Opera”, “Iron Maiden” e “Prodigal Son” contém trechos de suas letras que são de sua autoria, e que ele não foi creditado por isso. Dennis não chegou a gravar nenhum disco com o Iron Maiden.

Além do pedido de Willcock, uma nova ação de plágio envolvendo “Hallowed Be Thy Name” foi iniciada, agora encabeçada pelo ex-vocalista da banda Beckett, Terry Wilson-Slesser. Terry montou o Backstreet Crawler com Paul Kossoff, após o guitarrista deixar o Free, e substituiu Brian Johnson no Georgie quanto Brian ingressou no AC/DC. Acredita-se que Wilson-Slesser tenha feito um teste para o Iron Maiden quando a banda procurava um substituto para Paul Di’Anno, que deixou o grupo em setembro de 1981.

Vale mencionar que “Hallowed Be Thy Name” já foi objeto de um processo de plágio em 2017, chegando a ser retirada do setlist do Maiden enquanto o caso estava sendo examinado. A questão acabou sendo resolvida com um acordo amigável entre as partes.

Discoteca Básica Bizz #091: Neil Young - Everybody Knows This is Nowhere (1969)

quarta-feira, junho 27, 2018

Por estranho que pareça, um dos pilares do rock americano é o canadense Neil Young. Dono da conjunção voz/guitarra mais descarnada do rock and roll, ele sempre se manteve como um outsider, ao mesmo tempo fiel às raízes e franco-atirador nas mais diversas tendências.

A revolta inerente ao trabalho de Young deveu-se em boa parte à sua origem. De compleição frágil e saúde precária (além de epilético e diabético, teve poliomielite aos 6 anos), ele compensava o temperamento introvertido com a dedicação à música. Tocou em clubes folk de Toronto e com grupos como The Squires e The Mynah Birds (cujo cantor era Rick James!), do qual saiu - com o baixista Bruce Palmer - para ir a Califórnia, no início de 1966.

Consta que a dupla estava presa num engarrafamento em Los Angeles quando topou com o carro onde estavam os guitarristas Stephen Stills e Richie Furay. Young já conhecera Stills há alguns anos no Canadá, e deste reencontro nasceu o Buffalo Springfield. Em dois anos de existência, o grupo formou - ao lado dos Byrds - umas das correntes mais influentes do rock sessentista, que eletrificou o country e o inseriu no contexto psicodélico da época. Apesar de ter grande repercussão, o Buffalo Springfield foi logo esfacelado devido às mudanças de membros e à rusgas constantes entre Young e Stills pela voz de comando.

Com o fim do grupo, Stills foi se agregar a David Crosby e ao inglês Graham Nash (egressos dos Byrds e dos Hollies, respectivamente) e - com a futura inclusão de Neil - formariam o supergrupo Crosby, Stills, Nash & Young, na virada dos 60/70.

Porém, entre essas duas experiências de sucesso fulminante, Young iniciara carreira solo, gravando um álbum com seu nome e a ajuda de amigos, como os produtores David Biggs, Jack Nitzsche e o guitarrista Ry Cooder. Mas um encontro com um grupo chamado The Rockets - cujo núcleo era composto pelo guitarrista Danny Whitten, o baixista Billy Talbot e o baterista Ralph Molina - definiu seu passo seguinte.


Young tomara contato com a banda há alguns anos (através da namorada, a cantora folk Robin Lane), mas os compromissos com o Buffalo Springfield impediram-no de tocar com eles. Ao rever o grupo, Neil rebatizou-o como Crazy Horse e passaram a ensaiar juntos. Logo a trupe estava afiada para gravar (em apenas duas semanas) o álbum Everybody Knows This is Nowhere, feito praticamente ao vivo em estúdio.

Desde a faixa de abertura (o hit "Cinnamon Girl"), o disco mostrava uma união absolutamente instintiva entre o country rock sem firulas do grupo e Neil se alternando entre os vocais e os delírios guitarrísticos. O ápice disso surgia em "Down by the River" e "Cowgirl in the Sand" (ambas com mais de nove minutos), em que os longos solos eram a extensão musical dos versos apaixonados de Young. "Round and Round (It Won't Be Long)" e "Running Dry (Requiem for the Rockets)" também não deixavam por menos: a primeira era um lírico tema acústico gravado apenas por Young, Whitten e Robin Lane, enquanto a outra contrapunha os vocais angustiados de Neil ao violino do ex-The Rockets, Bobby Notkoff. A sonoridade crua da faixa-título e de "The Losing End (When You're On)" completavam este registro antológico, acrescentando-lhe a pitada necessária de despojamento.

Young continuaria a forjar outras obras-primas pelas décadas seguintes, na maioria escoradas pelo Crazy Horse. Poderia se listar o aterrador Tonight's the Night (1975) - dedicado a Danny Whitten e Bruce Berry (roadie do CSN&Y), mortos por overdose em 1972 e 1973, respectivamente - ou o hard country rock de Zuma (também de 1975, já com Frank Sampedro na segunda guitarra); ou a dobradinha Rust Never Sleeps/Live Rust (ambos de 1979), com canções como "My, My, Hey, Hey (Out of the Blue)" e "Powderfinger", primeiro nas versões de estúdio e depois ao vivo. Uma interação que voltou a surpreender nas trovoadas retumbantes de Freedom (1989), Ragged Glory (1990) e o ao vivo Weld (1991, agregado ou não ao EP Arc, apenas com ruídos de feedback).

Depois das tormentas, Young retomou outra antiga colaboração com os Stray Gators em Harvest Moon (1992), um álbum límpido e eminentemente acústico inspirado em Harvest (1972), seu disco de maior sucesso. 

Mas no caso de Neil, seria impossível uma previsão quanto a um futuro musical. Afinal, enquanto a maioria de seus colegas de geração resignaram-se em viver de louros passados ou se acomodaram na auto-indulgência, a chama do rock and roll permanece viva em Young. Do alto de seus 47 anos, vividos sem enferrujar.

Texto escrito por Celso Pucci e publicado na Bizz #091, de fevereiro de 1993

26 de jun de 2018

Review: The Exploited - Let’s Start a War … (Said Maggie One Day) (1983)

terça-feira, junho 26, 2018

Terceiro álbum da banda inglesa The Exploited, Let’s Start a War … (Said Maggie One Day) está sendo relançado no Brasil pela Hellion Records. O disco saiu em 1983 e seu título é uma crítica à decisão da então Primeira Ministra britânica, Margaret Thatcher, de declarar guerra à Argentina pela disputa das Ilhas Malvinas - as Falklands, para os ingleses -, em 1982. O disco traz um forte discurso anti-Thatcher, posicionamento bastante presente nos anos iniciais do The Exploited e que permaneceu agressivo até Thatcher deixar o poder, em 1990.

Let’s Start a War marcou também a estreia da nova formação do quarteto, que foi totalmente reformulado na época. Apenas o vocalista Wattie Buchan permaneceu no grupo, cuja formação foi completada por Billy (guitarra), Wayne Tyas (baixo) e Willie Buchan (bateria). O álbum é considerado o trabalho mais político do Exploited, refletindo o período conturbado vivido pela Inglaterra, com a classe trabalhadora, de onde vinham os músicos do grupo, sendo um dos principais focos da política econômica de Margaret Thatcher.

O que temos em Let’s Start a War são doze faixas de um punk rock simples e agressivo, tosco em alguns momentos, mas sempre bastante sanguíneo e energético, como o Exploited foi durante toda a sua carreira. O apuro instrumental e técnico nunca esteve entre as prioridades da banda, e o disco é um exemplo desse desapego. O uso de backing vocals imprime mais profundidade a algumas canções, enquanto em certas faixas os riffs de guitarra aproximam-se, mesmo que timidamente, da cena mais extrema do metal da época, como Motörhead e Venom. O álbum conta com diversas introduções na abertura das músicas trazendo falas reais de Margaret Thatcher e manchetes televisivas, recurso esse que funciona como uma espécie de pilar documental do que a banda sentia e vivia no período.

Entre as músicas, destaque para “Rival Leaders”, “Psycho" e “Kidology”, um trio de canções rápidas e que mostra a veia hardcore do The Exploited. E vale mencionar que a arte da capa é uma das mais icônicas do gênero, com a caveira com moicano que se tornou a marca registrada do Exploited.

Se você é fã de punk rock e gosta do estilo, Let’s Start a War … (Said Maggie One Day) é um disco bem legal para ter na sua coleção. A nova edição brasileira é uma ótima oportunidade para adquirir um dos álbuns mais marcantes do punk dos anos 1980.

Terceira edição do projeto The Beatles Pela Vida reúne músicos de Florianópolis no combate ao câncer

terça-feira, junho 26, 2018

Utilizar a música como ferramenta para ajudar ao próximo. Esta foi a fórmula encontrada por 40 músicos voluntários de Florianópolis para ajudar um dos mais importantes centros de pesquisa e tratamento do câncer, o CEPON - Centro de Pesquisas Oncológicas. E após duas edições de sucesso, o projeto The Beatles Pela Vida volta para sua terceira temporada nos dias 3, 4 e 5 de julho, no Teatro Ademir Rosa (CIC). 

O projeto do show The Beatles Pela Vida, coordenado pelo músico e empresário Rafael Bastos, nasceu em 2016 quando a médica e ex-aluna de música, Rita Ferrua, expôs a situação do AJAS (Adolescentes e Jovens Adultos) para o músico Rafael Bastos, que reuniu músicos locais tirar o projeto do papel. “Todos os músicos tocam voluntariamente e, ao todo, 56 canções dos Beatles serão executadas por estes grandes músicos e parceiros, visando reunir um público ainda maior do que no ano passado”, destaca.

Para esta edição o evento cresceu e com isso a meta de arrecadação também. Serão três noites com repertório diferenciado em cada uma das apresentações. “Reunimos mais de 40 músicos para revisitar as músicas do grupo inglês, em três fases bem emblemáticas: 03/07, Beatlemania (1962 a 1965), 04/07, Psicodelia (1965 a 1967), e Rock On Roll (1965 a 1967)”, explica Rafael Bastos. O objetivo é chegar aos R$ 100 mil em 2018. Os ingressos podem ser adquiridos nas lojas e sites da Blueticket.

Um dos destaques do The Beatles Pela Vida será o espaço Fender Experience, montado no hall do CIC. O espaço tem o como objetivo proporcionar descobertas e experiências musicais através da imersão no mundo dos instrumentos e amplificadores da famosa marca Fender. O espaço, que já foi montado em eventos de grande porte em Recife, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, será montado pela primeira vez será em Florianópolis, com dezenas de instrumentos e com destaque para a exclusiva Telecaster® Rosewood Custom Shop George Harrison Tribute, uma reedição da icônica guitarra criada pela Fender para o guitarrista George Harrison em 1968, que se imortalizou na gravação do álbum Let It Be e no último show dos Beatles, em Londres, realizado no telhado da Apple em 1969, o famoso Roof Top Concert. O espaço Fender Experience estará aberto ao público das 13h às 21h.


Dia #1 | Beatlemania: 
Some Other Guy, Please Please Me, Anna, Misery, All My Loving, She Loves You, I Saw Her Standing There, I Wanna Hold Your Hand, You Won’t Be Long, You Really Got a Hold On Me, Money, A Hard Day’s Night, You Should Have Known Better, Tell Me Why, Things We Said Today, You Can’t Do That, Kansas City, I’m a Loser, The Night Before, Help! e Yesterday.

Dia #2 | Fase Psicodelia: 
Nowhere Man, Eleanor Rigby, In My Life, Day Tripper, Michelle, If I Needed Someone, Taxman, I’m Only Sleeping, She Said She Said, Here There And Everywhere, Good Day Sunshine, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, With a Little Help From My Friends, Lovely Rita, Fixing a Hole, Magical Mystery Tour, Your Mother Should Know, I am The Walrus, Hello Goodbye e All You Need Is Love.

Dia #3 | Fase Rock On Roll:
Come Together, Ob-la-di, Ob-la-da, Glass Onion, Birthday, Happiness Is a Warm Gun, While My Guitar Gently Weeps, Mother Nature Son, Yellow Submarine, Here Comes The Sun, Get Back, The Long And Winding Road, One After 909, I Me Mine, Let It Be, Sun King, Mean Mr. Mustard, Polythene Pam, She Came In Through The Bathroom Window, Golden Slumbers, Carry The Weight, The End, Something e Hey Jude.

O quê: The Beatles pela Vida 2018
Quando: 3, 4 e 5 de julho, às 20h
Onde: Teatro Ademir Rosa (CIC), Avenida Irineu Bornhausen, Bairro Agronômica, Florianópolis 
Quanto: R$ 60, na Escola de Música Rafael Bastos e nas lojas e site Blueticket.

The Doors lançará edição comemorativa de Waiting for the Sun

terça-feira, junho 26, 2018

A Rhino lançará em setembro uma edição comemorativa aos 50 anos do terceiro álbum do The Doors, Waiting for the Sun. A nova versão virá com dois CDs e um LP, além de contar com o áudio remasterizado.

O segundo CD trará 14 faixas nunca antes lançadas, divididas entre outtakes e versões ao vivo gravadas em um show realizado em Copenhagen em setembro de 1968. As versões de estúdio são mixes mais crus descobertos recentemente.

Outra novidades é que o principal single de Waiting for the Sun, o hit “Hello, I Love You”, será também relançado em um vinil de 7 polegadas que chegará às lojas dia 3 de agosto. O compacto trará a rara gravação mono da música.


O tracklist completo da edição de 50 anos de Waiting for the Sun está abaixo:

Disc One (CD)

Hello, I Love You
Love Street
Not To Touch The Earth
Summer’s Almost Gone
Wintertime Love
The Unknown Soldier
Spanish Caravan
My Wild Love
We Could Be So Good Together
Yes, The River Knows
Five To One

Disc Two (CD) (All Tracks Previously Unreleased)

Rough Mixes

Hello, I Love You
Summer’s Almost Gone
Yes, The River Knows
Spanish Caravan
Love Street
Wintertime Love
Not To Touch The Earth
Five To One
My Wild Love
Live In Copenhagen

The WASP (Texas Radio And The Big Beat)
Hello, I Love You
Back Door Man
Five To One
The Unknown Soldier

Disc Three: 180g LP (Remastered Original Stereo Mix)

Side One

Hello, I Love You
Love Street
Not To Touch The Earth
Summer’s Almost Gone
Wintertime Love
The Unknown Soldier

Side Two

Spanish Caravan
My Wild Love
We Could Be So Good Together
Yes, The River Knows
Five To One

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