21 de set de 2018

Iron Maiden tocará no Rock in Rio 2019

sexta-feira, setembro 21, 2018

O Iron Maiden retornará ao Brasil no ano que vem e será um dos headliners do Rock in Rio. Além do show no festival, a banda inglesa também tocará em São Paulo, em um show que acontecerá em outubro no Estádio do Morumbi. O sexteto tocará ainda em outros países da América Latina durante os meses de setembro e outubro, sendo que o show em Santiago, no Chile, já está confirmado. As informações são do jornalista argentino Christian Acosta e do programa Stay Heavy.

Essa será a quarta vez que o Iron Maiden tocará no Rock in Rio. O grupo se apresentou nas edições de 1985, 2001 e 2013. A última turnê do Maiden pelo Brasil foi em 2016, promovendo o álbum The Book of Souls.

Além do Iron Maiden, o Rock in Rio 2019 já tem shows confirmados de Scorpions, Helloween, Muse, Pink e Anitta.

Black Album, do Metallica, alcança marca histórica

sexta-feira, setembro 21, 2018

A Billboard informou que o quinto disco do Metallica, auto-intitulado e também conhecido como Black Album, chegou à marca de 500 semanas não-consecutivas no Billboard 200, a principal parada de vendas de discos do planeta.

O álbum é apenas o quarto a superar a marca, fazendo companhia a The Dark Side of the Moon do Pink Floyd (937 semanas), Legend de Bob Marley and The Wailers (539 semanas) e Greatest Hits do Journey (539 semanas).

Lançado em 12 de agosto de 1991, Metallica é o disco de heavy metal mais vendido de todos os tempos. Só nos Estados Unidos foram mais de 16,6 milhões de cópias comercializadas, e em todo o mundo estima-se que o trabalho tenha alcançado marcas superiores a 21 milhões de cópias.

Chris Cornell ganha box compilando toda a sua carreira

sexta-feira, setembro 21, 2018

Será lançado dia 16 de novembro um box póstumo de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e Audioslave falecido em maio de 2017. O material tem como título o nome do músico e virá com 64 faixas, tendo também uma edição mais compacta com 17 músicas. A iniciativa que levou ao lançamento foi da própria viúva de Cornell, Vicky. O produtor Brendan O’Brien supervisionou todo o processo, enquanto Jeff Ament, baixista do Pearl Jam e amigo de longa data de Cornell, criou a arte.

O tracklist conta com músicas do Soundgarden, Temple of the Dog e Audioslave, além de faixas da carreira solo do cantor, incluindo clássicos como “Black Hole Sun”, “Hunger Strike”, “Like a Stone” e “You Know My Name”, música que foi tema do filme 007 - Cassino Royale, de 2006. A inédita “When Bad Does Good”, primeira prévia do material, foi produzida, gravada e mixada pelo próprio Chris Cornell e veio direto dos arquivos pessoais do músico. Outra canção inédita do box é a versão para “Nothing Compares 2 U”, versão para a composição do também falecido Prince.

O box virá com um slipcase e trará um livro com fotos inéditas e textos escritos pelos amigos e colegas de banda Kim Thayil, Matt Cameron, Tom Morello, Mike McCready e Brendan O’Brien. Ao todo serão 4 CDs, 1 DVD e 7 LPs de 180 gramas.

Assista ao lyric video de “When Bad Goes Good” abaixo:

20 de set de 2018

Review: Clutch - Book of Bad Decisions (2018)

quinta-feira, setembro 20, 2018

Earth Rocker, décimo álbum do quarteto norte-americano Clutch, foi escolhido pela Metal Hammer como o melhor disco de 2013. Mas isso não teve praticamente nenhum efeito sobre o público brasileiro. Aclamada lá fora, a banda natural de Maryland continua sendo pouco reconhecida por aqui. Um prazer para poucos, poderiam afirmar alguns. Um desperdício de muitos, prefiro pensar.

Divagações à parte, o Clutch soltou no início de setembro o seu décimo-segundo disco, Book of Bad Decisions. O trabalho é o sucessor de Psychic Warfare, que saiu em 2015. Produzido por Vance Powell, vencedor de seis Grammys e o cara por trás de álbuns de nomes como Jack White, The Raconteurs, Arctic Monkeys e Seasick Steve, o disco tem quinze músicas e é, sem dúvida, um dos trabalhos mais sólidos do Clutch.

Para quem não conhece a banda, a sonoridade do Clutch é um hard rock com forte influência de blues e uma sutil pegada de southern rock e, até mesmo, country. É pesado, é caipira, é rock, e dos bons. A banda consegue inserir um groove bastante característico nas composições, que contam com performances invariavelmente marcantes do vocalista Neil Fallon e um trabalho bem legal do guitarrista Tim Sult. 

Não vou elaborar raciocínios mirabolantes e análises cheias de elementos tentando convencer você a ouvir Book of Bad Decisions e os discos anteriores do Clutch. A banda já está consolidada e vem recebendo elogios em todo o mundo, e isso não aconteceu à toa. Então, se você gosta de rock pesado, simplesmente abra o Spotify e ouça.

Book of Bad Decisions será presença certa nas listas de melhores álbuns de 2018, podem me cobrar depois. Não há dúvida disso. Assim como não há dúvida de que uma grande parte do público brasileiro de rock seguirá acreditando que nada de bom foi feito depois do Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica, AC/DC e todas essas bandas de sempre. Enfim, como disse lá no início do texto: é um desperdício uma banda tão boa quanto o Clutch não possuir um público maior aqui no Brasil. Enfim, azar de quem não abre a sua cabeça para o que está acontecendo agora, e segue a vida.

Concluindo: como nem o público, nem os lojistas e muito menos as gravadoras conhecem o Clutch por aqui, o álbum não tem (nem nunca terá, parafraseando Chico Buarque) uma edição nacional.

Vandenberg’s Moonkings anuncia disco acústico

quinta-feira, setembro 20, 2018

O Vandenberg’s Moonkings, nova banda do ex-guitarrista do Whitesnake, Adrian Vandenberg, anunciou o lançamento de um álbum acústico. Com o título de Rugged and Unplugged, o disco sairá dia 23/11.

O tracklist traz canções de toda a carreira do músico, incluindo “Burning Heart”, um de seus primeiros sucessos, e “Sailing Ships”, música que o Whitesnake gravou em Slip of the Tongue (1989). O trabalho conta ainda com a inédita “Sundown”, que é uma canção instrumental.

Para quem não conhece o trabalho do Vandenberg’s Moonkings, vale lembrar que a Hellion Records acabou de lançar MK II, o segundo álbum do grupo, aqui no Brasil. A banda tem uma sonoridade bastante influenciada pelo Whitesnake. E vale a curiosidade: este disco acústico é, sem forçar muito a cabeça, um álbum bastante similar a Starkers in Tokyo, CD acústico que o Whitesnake soltou em 1997 e que contava apenas com David Coverdale e o próprio Adrian Vandenberg relendo o repertório da banda inglesa.

Confira abaixo o tracklist de Rugged and Unplugged e também a versão de “Burning Heart” presente no disco:

1. What Doesn’t Kill You 
2. Sailing Ships 
3. Out of Reach 
4. One Step Behind 
5. Burning Heart 
6. Walk Away 
7. Breathing 
8. Sundown

Angra lança compilação inédita e somente no mercado japonês

quinta-feira, setembro 20, 2018

O Angra anunciou em suas redes sociais o lançamento de uma compilação inédita para o mercado japonês. Com o título de On the Backs of Angels, o material será disponibilizado em CD duplo e chegará às lojas do Japão no dia 24 de outubro. Segundo a banda, algumas cópias serão trazidas para o Brasil e serão anunciadas nas redes do grupo.

O interessante é que a coletânea traz um tracklist repleto de versões raras e diferentes das músicas do quinteto, e repassam toda a carreira da banda.

Confira abaixo o tracklist de On the Backs of Angels:

CD 1:
1. Evil Warning (‘94 Version)
2. Angels Cry (‘94 Version)
3. Carry On (‘94 Version)
4. Wuthering Heights (Edit)
5. Freedom Call
6. Queen of the Night (Remixed Version)
7. Reaching Horizons
8. Stand Away (Orchestral Version)
9. Painkiller
10. Deep Blue (Edit Version)
11. Make Believe (Acoustic Version)
12. Angels Cry (Demo Version)

CD 2:
1. Angels Cry (Acoustic Live Version)
2. Chega de Saudade (Acoustic Live Version)
3. Never Understand (Acoustic Live Version)
4. Live and Learn
5. Hunters and Prey
6. Eyes of Christ
7. Rebirth (Acoustic Edit Version)
8. Heroes of Sand (Acoustic Version)
9. Mama
10. Caça e Caçador (Hunters And Prey Portuguese Version)

Kiss anuncia turnê de despedida

quinta-feira, setembro 20, 2018

Durante participação no episódio final da décima-terceira temporada do programa America’s Got Talent, o Kiss anunciou que fará a sua turnê de despedida. Batizado como One Last Kiss: End of the Road World Tour, o giro mundial iniciará em 2019 e levará a banda por todo planeta.

Segundo Paul Stanley: “Essa será a nossa última turnê. Será o maior e mais explosivo show que já fizemos. Pessoas que nos amam, venham nos ver. Se você nunca nos assistiu, a hora é essa”.

Curiosamente, esta será a segunda turnê de despedida do Kiss. A banda fez uma Farewell Tour entre 2000 e 2001 com a formação original, que foi a última a contar com o baterista Peter Criss e passou pela América do Norte, Japão e Austrália. Em 2002, a banda voltou atrás e anunciou que não se aposentadoria, substituiu Ace Frehley e Peter Criss por Tommy Thayer e Eric Singer e seguiu em frente.

Vamos ver o que irá acontecer agora. Talvez os músicos se aposentem e os personagens não, como já foi ventilado tanto por Paul Stanley quanto por Gene Simmons, que afirmaram diversas vezes que a banda poderá seguir em frente sem nenhum dos músicos originais e com novos instrumentistas no papel de seus personagens. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

19 de set de 2018

Dickey Betts sofre acidente doméstico e está em estado crítico

quarta-feira, setembro 19, 2018

Dickey Betts, vocalista e guitarrista que por décadas esteve à frente dos Allman Brothers ao lado de Gregg Allman, está em estado crítico após sofrer um acidente doméstico. De acordo com o Herald Tribune, na segunda-feira Betts saiu para o quintal e, enquanto brincava com o cão da família, escorregou e sofreu uma forte pancada na cabeça, causando sangramento em seu cérebro.

O músico foi então levado a um hospital e, segundo o amigo David Spero, que também é o seu manager, encontra-se "em condições críticas, mas estáveis". Uma cirurgia cerebral para aliviar o inchaço está marcada para esta sexta-feira, 21/09.

Donna, esposa do guitarrista, está ao seu lado no hospital junto com os filhos de Betts e declarou: "A família aprecia todos os pensamentos e orações durante este momento muito difícil. Estamos junto com ele, dando forças para que consiga superar isso".

Dickey Betts foi um dos fundadores e integrou a Allman Brothers Band entre 1969 e 2000. Ao lado de Duane Allman, formou uma das duplas de guitarristas mais criativas e influentes do rock dos anos 1960 e 1970, inserindo elementos de jazz em longas jams que hipnotizavam o público. Após a morte de Duane, em outubro de 1971, conduziu a banda dividindo os holofotes com Gregg Allman, gravando e sendo protagonista em clássicos como Eat a Peach (1972) e Brothers and Sisters (1973).

Led Zeppelin planeja serviço de streaming para disponibilizar seu arquivo de shows

quarta-feira, setembro 19, 2018

Rumores cada vez mais fortes indicam que o Led Zeppelin está trabalhando em um serviço de streaming que disponibilizará os shows da banda. Chamada de Led Zeppelin Experience, a iniciativa abrirá para o público o imenso arquivo de apresentações ao vivo do quarteto britânico.

A informação ganhou força devido ao pedido de registro no Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos do termo Led Zeppelin Experience, "para fornecer música pré-gravada não transferível online através de uma rede global de computadores". O termo também foi registrado para uso no Reino Unido e na Europa. Além do serviço de streaming, a marca Led Zeppelin Experience foi registrada para uso em roupas, chapéus, calçados e outros itens de vestuário.

Jimmy Page já afirmou diversas vezes que existe uma quantidade enorme de material ao vivo do Led Zeppelin que permanece inédito. Em entrevista ao Planet Rock, o guitarrista declarou: "Há muitas coisas para serem lançadas, vários lançamentos estão por vir. Eu gostaria de dizer que tudo sairá nos próximos dez anos. Há mais por vir, com certeza".

Vale lembrar que Jason Bonham utilizava o termo Led Zeppelin Experience em sua banda tributo ao quarteto e ao legado de seu pai, John Bonham, mas alterou o nome no início de 2018 a pedido do próprio Led Zeppelin. Jason afirmou na época: "Não sei o que eles planejaram, mas falei: ok, vou abrir caminho para você possam fazer o que desejam". 

Se essa iniciativa realmente se concretizar, será ótimo.

O novo disco de Mark Knopfler

quarta-feira, setembro 19, 2018

Mark Knopfler, o Dire Straits, lançará dia 16 de novembro o seu nono álbum solo. Down the Road Wherever é o sucessor de Tracker (2015) e será disponibilizado pelo próprio selo do vocalista e guitarrista, o British Glove, com distribuição da Universal Music.

Down the Road Wherever vem com quatorze canções inéditas gravadas no próprio estúdio do músico, em Londres. A banda que acompanha Mark no álbum conta com o chapa dos tempos do Dire Straits, o tecladista Guy Fletcher, que também responde pela produção do disco ao lado de Knopfler. Os outros músicos são Jim Cox (teclado), Nigel Hitchcock (saxofone), Tom Walsh (trompete), John McCusker (violino), Mike McGoldrick (flauta e sopros), Glenn Worf (baixo), Ian Thomas (bateria) e Danny Cummings (percussão). 

Os guitarristas Richard Bennett (Billy Joel, Barbra Streisand) e Robbie McIntosh (The Pretenders, Paul McCartney), mais o trombonista Trevor Mires, fazem participações especiais, enquanto o quarteto formado por Lance Ellington, Kris Drever, Beverley Skeete e Katie Kissoon é o responsável pelos backing vocals.


O disco será lançado CD simples, LP duplo (com uma faixa bônus), CD deluxe (com duas faixas extras) e em um box que inclui o álbum em LP e CD deluxe. Essa caixa vem com um EP de 12 polegadas com quatro músicas bônus, uma print da capa e tablaturas de algumas faixas.

Para quem quer saber mais sobre a carreira solo de Mark Knopfler e também sobre o Dire Straits, vale a pena assistir ao programa Heavy Lero, produzido pelo canal Kazagastão, onde Gastão Moreira e Clemente Nascimento falam tudo sobre a banda:

Review: W.A.S.P. - W.A.S.P. (1984)

quarta-feira, setembro 19, 2018

Tendo no vocalista, baixista e guitarrista Blackie Lawless a sua figura principal, o quarteto W.A.S.P. (o significado da sigla varia entre White Anglo-Saxon Protestant ou We Are Sexual Perverts, dependendo da fonte consultada) é um dos nomes mais idolatrados do metal norte-americano. Ainda na ativa, a banda segue lançando álbuns. Porém, nenhum deles alcançou o status do seu disco de estreia.

Lançado em 17 de agosto de 1984, W.A.S.P., o álbum, apresentou a banda ao mundo. Na época, o grupo era formado por Lawless (vocal e baixo), Chris Holmes (guitarra), Randy Piper (guitarra) e Tony Richards (bateria). Blackie, Chris e Randy foram os responsáveis pela criação do W.A.S.P., que nasceu em Los Angeles em 1982. Produzido por Blackie Lawless e Mike Varney, o disco vendeu mais de 500 mil cópias nos Estados Unidos e chegou à posição 74 do Billboard 200, puxado principalmente pelo hit “I Wanna Be Somebody” e pela polêmica em torna da música “Animal (Fuck Like a Beast)”.

Composta por Lawless, “Animal (Fuck Like a Beast)” seria inicialmente a faixa de abertura do primeiro álbum do W.A.S.P. e foi o primeiro single do grupo. O compacto com a faixa chegou às lojas em abril de 1984 pela Music for Nations. Em uma matéria publicada pela Kerrang! em 1997, Blackie revelou que a ideia nasceu ao ver uma foto de dois leões acasalando. Essa imagem foi transposta para a frase inicial da letra, que canta "I've got pictures of naked ladies, lying on their beds”, evoluindo então para um relato sobre a performance sexual das meninas. O próprio Lawless, no entanto, mais tarde entraria em contradição ao comentar que a letra foi inspirada no apetite sexual de sua esposa na época. Enfim, o fato é que “Animal (Fuck Like a Beast)” foi banida depois que a banda assinou com a Capitol Records, que se recusou a incluir a música no primeiro disco do grupo. Décadas mais tarde, Blackie Lawless passou a não cantar mais a faixa ao vivo devido às suas crenças religiosas.


Mas o álbum é muito mais do que isso. A estreia do W.A.S.P. é um ótimo registro de um período e que o hard rock e o heavy metal andavam de mãos dadas, construindo uma sonoridade acessível e pesada que muitos críticos classificam como heavy rock ou hard ’n’ heavy. O fato é que suas músicas trazem um excelente trabalho de composição, surpreendente para uma banda com apenas dois anos de vida. O W.A.S.P. já nasceu maduro, e muito disso se deve à capacidade criativa e ao talento de Blackie Lawless.

O título acaba de ser relançado em CD no Brasil pela Hellion Records em uma edição que traz, além das dez músicas originais, mais três músicas bônus: “Animal (Fuck Like a Beast)”, “Show No Mercy” e “Paint It Black”. Ouvindo o play, fica claro o porque de o W.A.S.P. ser idolatrado até os dias de hoje. Muito além das histórias de bastidores, que alcançaram o seu mais icônico momento na entrevista de um Chris Holmes bêbado e chapado para o documentário The Decline of Western Civilization Part II: The Metal Years, a banda foi uma das mais inventivas e competentes agremiações do hard rock ianque. E, ainda que a produção tenha deixado o disco um tanto datado (o que é absolutamente normal, afinal estamos falando de um álbum gravado há mais de trinta anos), o CD segue proporcionando uma ótima audição que só reafirma a importância do quarteto.

Aproveite o relançamento de W.A.S.P. no Brasil e encorpe a sua coleção com uma das estreias mais icônicas do metal oitentista.



Discoteca Básica Bizz #119: Steppenwolf - Steppenwolf (1968)

quarta-feira, setembro 19, 2018

Em sua autobiografia, John Kay diz: "Estávamos encurralados numa sufocante imagem de uma banda de motoqueiros machões".

O estrondoso sucesso da canção "Born to Be Wild", de certa forma, ofuscou a decisiva obra do quinteto Steppenwolf. Mas nunca é tarde para redescobrir que, ladeando um tesouro musical - que se alinhou como um hino de escapismo de uma época em que despontava a Guerra do Vietnã, os assassinatos de John Kennedy e Martin Luther King, mais a ascensão de Richard Nixon -, residia um autêntico oceano de maestria.

Criado a partir das cinzas do Sparrow, grupo que de 1965 a 1967 vestiu o blues e o folk nas mais chapadas improvisações, o Steppenwolf era pilotado através da voz gutural de Kay (nascido em 1944 na cidade de Tilsit, na ex-Alemanha Oriental, e exilado no Canadá a partir de 1958). O grupo lançou 21 compactos, nove álbuns originais, um disco ao vivo e quatro compilações. De 1967 a 1972, eles gravaram álbuns prolíficos (como Steppenwolf 7, de 1970), conceituais (For Ladies Only, de 1971) e políticos (Monster, de 1969). E de 1974 a 1976 registraram esquecidas pérolas (vide Slow Flux, de 1974), mas nada tão contundente quanto o primeiro álbum - Kay depois diria que eles jamais conseguiram recuperar o raw sound daquele disco.

Pura verdade. A bateria de Jerry Edmonton, os teclados de Goldy McJohn, o baixo de Rushton Moreve e a guitarra de Michael Monarch, junto à garganta de ferro de Kay, profetizavam diretrizes para o heavy rock, enaltecendo e transfigurando o blues e se lançando numa psicodelia ocasional e cáustica.


À parte a imortal "Born to Be Wild" (composição do ex-Sparrow Mars Bonfire, irmão de Jerry), haviam ainda recriações de clássicos ("Hoochie Coochie Man”, de Willie Dixon), resgate de gênios obscuros (“The Pusher”, controversa ode à maconha de Hoyt Axton), baladas existenciais (“Desperation”, que se transformou na mais brilhante cover do Humble Pie) e até pop psicodélico (“A Girl I Knew”).

Também foi neste álbum que Kay se afirmou como um real militante da contracultura. O meio-ambiente ("The Ostrich"), a liberdade ("Berry Rides Again") e o inconformismo ("Take What You Need") eram as pautas deste obstinado justiceiro que, mesmo na pior fase da sua vida - de 1980 a 1984, quando diversos impostores e ex-integrantes regurgitavam para se apropriar do nome do grupo -, defendeu a qualquer custo a sua imaculada concepção: um animal chamado Steppenwolf.

Texto escrito por Fernando Naporano e publicado na Bizz #119, junho de 1995

Novo livro de fotografias repassa a carreira de Ronnie James Dio

quarta-feira, setembro 19, 2018

Um novo livro fotográfico sobre a carreira de Ronnie James Dio chegará às livrarias em dezembro. A Life in Vision traz o vocalista em inúmeros cliques capturados pelo fotógrafo Frank White e será lançado dia 7 de dezembro.

O material traz fotografias desde o primeiro show do Rainbow nos Estados Unidos, em 1975, e vai colhendo imagens de Dio até 2009, um ano antes de sua morte. Há dezenas de fotos do músico com o Black Sabbath, com o Heaven & Hell e com a sua própria banda.

O livro será lançado em uma edição convencional e também em uma edição customizada de 500 cópias que virá em um box com prints de algumas fotos.

Não há previsão de publicação no Brasil.


Discos solo dos músicos do Kiss comemoram 40 anos e são reunidos em box

quarta-feira, setembro 19, 2018

Lançados em 18 de setembro de 1978, os quatro álbuns solo dos integrantes do Kiss na época - Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss - serão relançados em um box chamado The Solo Albums - 40th Anniversary Collection. A nova edição será disponibilizada apenas em LPs de 180 gramas e chegará às lojas dia 19 de outubro pela Casablanca/UMe.

A prensagem será limitada a 2.500 cópias, que já estão em pré-venda exclusivamente através da loja oficial do Kiss e na The Sound of Vinyl. Os discos são coloridos, seguindo o seguindo padrão: o de Gene vem em vinil vermelho, o de Paul em roxo, o de Ace em azul e o de Peter em verde. Todos eles estão acondicionados em um luxuoso slipcase preto fosco que traz diversas imagens de cada um dos músicos ao lado da logo da banda. As novas edições também trazem pôsteres com as capas dos álbuns e outros mimos.


18 de set de 2018

Review: Dee Snider - For the Love of Metal (2018)

terça-feira, setembro 18, 2018

Voz do finado Twisted Sister, Dee Snider lançou no final de julho o seu quarto álbum solo, For the Love of Metal. O trabalho foi produzido por Jamey Jasta, vocalista do Hatebreed, e conta com as participações especiais de Howard Jones (ex-Killswitch Engage e atualmente no Light the Torch), Mark Morton (Lamb of God), Alissa White-Gluz (Arch Enemy), Charlie Bellmore (Kingdom of Sorrow) e da dupla Joel Grind e Nick Bellmore (ambos do Toxic Holocaust). O disco saiu lá fora pela Napalm Records e ganhou uma edição nacional via Hellion Records.

For the Love of Metal é, com sobras, o álbum mais pesado de toda a carreira de Dee Snider, incluindo aí os discos gravados ao lado do Twisted Sister. Associado ao lado mais hard do metal, o vocalista pesou a mão neste novo trabalho. A produção de Jasta e a participação de nomes do metal contemporâneo contribuíram não apenas para a agressividade das músicas, mas sobretudo para modernizar o som de Snider. Tudo soa atual e é devidamente embalado pelo vocal cheio de personalidade de Dee. 

O disco apresenta um trabalho de composição exemplar e uma parte instrumental sensacional, o que resulta em canções fortes e coesas - apenas uma tem mais de 4 minutos. É uma pedrada atrás da outra, com riffs sendo cuspidos e criando bases amparadas pelo uso frequente do pedal duplo. Em certos momentos, Dee revisita o seu histórico hard sem perder a abordagem moderna que permeia o álbum, como é possível ouvir em “American Made”.

As 12 músicas, dispostas em pouco mais de 41 minutos, constróem um trabalho sólido e agradável para qualquer fã de música pesada. Dee Snider conseguiu em For the Love of Metal atualizar a sua música preservando elementos essenciais de sua história - estão aqui as linhas vocais sempre redondas e os refrãos contagiantes, por exemplo -, e isso é um feito e tanto para um artista de 63 anos que viveu o seu auge comercial durante os anos 1980.

Uma bela surpresa, ouça!

Emicida lança nova música e celebra 10 anos de carreira com material ao vivo

terça-feira, setembro 18, 2018

Emicida divulgou nesta terça-feira, 18/09, seu novo single. “Inácio da Catingueira” vem com o discurso social característico e conta com instrumental feito pelo DJ Duh, parceiro de longa data do rapper. A produção é do Laboratório Fantasma.

O disco mais recente de Emicida, o ótimo Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa, saiu em 2015 e sucedeu a estreia do músico, O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013). Celebrando uma década de carreira, Emicida lançará em outubro o ao vivo 10 Anos de Triunfo, que será disponibilizado em vídeo.

“Inácio da Catingueira” conta com um lyric video dirigido por André Maciel, artista plástico e ilustrador que fundou o estúdio Black Madre Atelier. Assista abaixo:

Próximos lançamentos da Panini

terça-feira, setembro 18, 2018

Com base nos títulos registrados pela Panini no ISBN, dá pra ter uma ideia dos próximos lançamentos da editora. Então, vamos aos principais.

Soldado Desconhecido, de Garth Ennis com arte de Kilian Plunkett, traz o escritor inglês revisitando o personagem criado por Robert Kanigher e Joe Kubert em 1966, para a DC Comics. Ennis escreveu uma minissérie que foi publicada em quatro edições em 1997, e que mostra uma abordagem mais sombria da original. Na trama, vemos um agente da CIA em maquinações acontecidas após a Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria. A série foi publicada no Brasil pela editora Metal Pesado dentro da revista Vertigo DC, em dois volumes lançados em dezembro de 1997 e fevereiro de 1998. O material será lançado pela Panini em um volume único de 116 páginas.


Outra novidade é Os Nomes, escrita por Peter Milligan e com arte de Leandro Fernandez. As cores são da brasileira Cris Peter. O material vem com 200 páginas e é classificado como um thriller contemporâneo. A série é considerada uma espécie de encontro entre Kill Bill e O Lobo de Wall Street, e promete um roteiro repleto de ação e massaveísmos. O material é inédito no Brasil.


Magneto: Inversão, de Cullen Bunn e Javier Fernandez, é a sequência de Magneto: Infame, encadernado publicado pela Panini em outubro de 2017. O segundo volume traz a conclusão da série e vem com 136 páginas.


Demolidor: Amor e Guerra é uma história escrita por Frank Miller e ilustrada por Bill Sienkiewicz, e que foi publicada no Brasil pela Editora Abril em 1988 dentro da série Graphic Novel.  O roteiro traz Vanessa, esposa do Rei do Crime, em coma e sem perspectivas de melhoras. Desesperado, o criminoso sequestra um renomado médico e tenta recuperar a esposa. Ainda não há informação sobre o número de páginas e se essa nova edição trará alguma história adicional.


Além disso, foram confirmadas as sequências de séries que já estão em andamento pela editora, como os terceiros volumes de Escalpo (de Jason Aaron) e Providence (de Alan Moore), e a conclusão de Batman - O Príncipe Encantado das Trevas (de Enrico Marini).




Helloween tocará no Rock in Rio

terça-feira, setembro 18, 2018

O Helloween tocará no Rock in Rio 2019, de acordo com informação veiculada pelo jornal Destak. O festival acontecerá entre os dias 27, 28 e 29 de setembro e 4, 5, 6 e 7 de outubro, no Rio de janeiro.

A banda alemã retornará ao Brasil pela segunda vez com a sua atual formação, que conta com Michael Kiske, Andi Deris, Kai Hansen, Michael Weikath, Sascha Gerstner, Markus Grosskopf e Daniel Löble. O septeto planeja gravar um novo álbum de estúdio, seguindo um direcionamento similar ao apresentado nos dois volumes do clássico Keeper of the Seven Keys, discos que moldaram a sonoridade do power metal contemporâneo.

Scorpions, Muse, Pink e Anitta já estão confirmados no Rock in Rio 2019. Negociações adiantadas estão acontecendo com o Iron Maiden, que deve ser anunciado em breve no festival.

17 de set de 2018

Topando com Bruce Springsteen em uma banca de revistas

segunda-feira, setembro 17, 2018

Collection: 1973-2012 é uma das oito compilações lançadas por Bruce Springsteen em toda a sua carreira. Cronologicamente, trata-se da sétima coletânea do The Boss. Antes dela tivemos Greatest Hits (1995), o box com 4 CDs Tracks (1998), 18 Tracks (1999), o CD triplo The Essential Bruce Springsteen (2003), Greatest Hits (2009) e o CD duplo The Promise (2010). E mais recentemente ainda saiu Chapter and Verse (2016), acompanhando a sua autobiografia.

A compilação traz 18 canções que repassam a discografia de Springsteen até 2012, iniciando com “Rosalita (Come Out Tonight)”, música de seu segundo disco - The Wild, The Innocent & The E Street Shuffle (1973) - e indo até “Wrecking Ball”, música que dá título ao álbum lançado em 2012. Para quem não conhece a obra de Springsteen trata-se de uma excelente porta de entrada, já que vem com alguns de seus principais hits e conta também com músicas meio lado B. Entre os principais hits de Bruce, talvez a grande ausência seja “The River”.

O disco saiu no Brasil em uma versão digipak com direito a um grande encarte com as letras e informações sobre as músicas. Não sei se está ainda em catálogo, mas a minha edição encontrei em uma banca de revistas que também comercializa CDs aqui em Florianópolis, e acabou saindo por um valor baixíssimo. Ele chega para fazer companhia ao meu acervo de Springsteen, que já conta com os álbuns Darkness on the Edge of Town (1978), We Shall Overcome: The Seeger Sessions (2006), Magic (2007), Working on a Dream (2009), Wrecking Ball (2012) e High Hopes (2014), além da coletânea tripla The Essential Bruce Springsteen (2003). Uma curiosidade: conversando com a proprietária, acabei descobrindo que trata-se da primeira banca de jornais de Floripa e funciona há 110 anos, sendo que a simpática senhora é a responsável por ela há 44 anos. Aos curiosos, está localizada na Praça XV, a popular Praça da Figueira, em frente ao ponto de táxi.

Sempre achei que a obra de Bruce Springsteen é pouco conhecida do público brasileiro. Além de Born in the U.S.A. (1984), seu multiplatinado sétimo álbum que foi sucesso em todo o mundo e teve a sua letra interpretada de maneira errada pela maioria dos ouvintes aqui no Brasil - ela não traz um discurso ufanista e nacionalista, como muitos pensam, mas sim uma crítica à política intervencionista do governo norte-americano -, pouco se ouviu do catálogo de Bruce por aqui. É claro que a barreira da língua é determinante nesse caso, principalmente por Springsteen ser um compositor que aborda de maneira frequente em suas letras os problemas do cotidiano da sociedade americana. No entanto, um cara que possui mais de 45 anos de carreira, lançou 18 álbuns e vendeu mais de 65 milhões de discos só nos Estados Unidos, além de fazer shows antológicos, merecia ser mais reconhecido por todos que gostam de música.

Quem sabe você também não esbarra com um disquinho simpático de Bruce pelo caminho e aproveita para dar os primeiros passos na obra desse músico incrível. Posso afirmar que a satisfação será garantida.


Amon Amarth lança documentário e material ao vivo

segunda-feira, setembro 17, 2018

Sairá em novembro o DVD e Blu-ray The Pursuit of Vikings: 25 Years in the Eye of the Storm, com um documentário sobre os 25 anos de carreira do Amon Amarth e o vídeo com a performance da banda sueca no festival alemão Summer Breeze, em 2017.

O grupo está trabalhando também em novas músicas, e o plano é lançar um álbum inédito em 2019. O disco mais recente, Jomsviking, saiu em março de 2016 e chegou ao primeiro lugar na Alemanha e a Áustria, além de alcançar a 19ª posição na Billboard.

The Pursuit of Vikings: 25 Years in the Eye of the Storm será o segundo material  oficial em vídeo do Amon Amarth. Antes, a banda havia lançado Wrath of the Norsemen em 2006.

Discoteca Básica Bizz #118: John Coltrane - A Love Supreme (1965)

segunda-feira, setembro 17, 2018

Eleito Disco do Ano pela crítica especializada quando lançado em fevereiro de 1965, consagrado hoje por jazz rappers (na coletânea Red, Hot & Cool), A Love Supreme, a obra-prima de John Williams Coltrane (1926-1967), ultrapassa os limites de seu estilo e tem uma sintonia extraordinária com os anos 1990. Talvez por ser um exemplo raro de expressão da espiritualidade na música moderna, Coltrane permanece a grande referência de todo músico interessado em desenvolver as técnicas de improvisação e, com isso, expressar "algo mais" por meio de seu instrumento.

Nos anos 1950, John Coltrane cruzou seu sax tenor sucessivamente com os trompetes de Dizzy Gillespie e Miles Davis e com o piano de Thelonious Monk. Com o primeiro aprendeu a lidar com influências musicais do resto do mundo. Com o segundo chegou à perfeição formal de sua expressão, enquanto o terceiro ensinou-lhe a ousadia. Além de gravar discos tão importantes quanto Kind of Blue (com Miles em 1959), Coltrane forjou uma técnica musical revolucionária que lhe permitiu explorar tonalidades nas escalas altas e desencadear avalanches de harmonias em níveis inéditos.


Fruto do trabalho de aprimoramento em conseguir alcançar estados de puro transe obsessivo, essa técnica de execução: (1) levou o instrumentista a tocar solos cada vez mais longos; (2) fez com que os músicos de seu conjunto tocassem simultaneamente linhas melódicas diferentes, o que acabou desembocando no free jazz, movimento do qual Coltrane foi mentor; (3) facilitou as combinações de sua música com as escalas orientais, as texturas sonoras e os ritmos vindos da Índia e da África.

Alternando o sax tenor e o soprano a partir de 1960, na busca de um leque maior de cores, Coltrane alcançou a plenitude artística ao formar seu quarteto definitivo: Elvin Jones (bateria), McCoy Tyner (piano) e Jimmy Garrison (baixo), algo expresso nas quatro peças de A Love Supreme, onde mescla a energia do bop e a suavidade do cool. Os temas criam uma nova ordem modal, onde silêncio, texturas e moods valorizam-se numa estrutura aberta, livre. Coltrane administra o caos para instaurar uma dimensão cósmica.

Trinta anos depois, as possibilidades do disco ainda estão para ser exploradas, enquanto o pop enfrenta um tremendo impasse criativo.

Texto escrito por Jean-Yves de Neufville e publicado na Bizz #118, de maio de 1995

Ney Matogrosso irá lançar autobiografia

segunda-feira, setembro 17, 2018

Uma das maiores vozes da música, Ney Matogrosso anunciou o lançamento de um livro de memórias. A obra tem o título de Vira-Lata de Raça e chegará às livrarias pela editora Tordesilhas. O título traz depoimentos do cantor e fotos de diversas fases de sua vida.

Ramon Nunes Mello, escritor e poeta carioca, fez a pesquisa de dados e conduziu as entrevistas com Ney para a concepção do livro. O título faz menção à uma música composta por Rita e Beto Lee, e que foi lançada pelo vocalista no álbum Olhos de Farol, de 1999.

A edição do livro deverá desvendar capítulos importantes da história oculta do cidadão Ney de Souza Pereira, atualmente com 77 anos, que vive por trás da personalidade artística de Ney Matogrosso, nome referencial no universo do canto masculino brasileiro. Até então, o único livro sobre a vida do lendário vocalista do Secos & Molhados é Um Cara Meio Estranho (1992), escrito por Denise Pires Vaz, editado há 26 anos e já fora de catálogo há cerca de duas décadas. Houve em 2002 um (também já raro) livro de fotos, Ousar Ser, com entrevistas com Ney, mas calcado sobretudo em imagens do artista.

Dom Salvador, ícone da música brasileira, lança novo disco e ganha documentário

segunda-feira, setembro 17, 2018

O lendário Dom Salvador, ícone do jazz e da música brasileira, está lançando um novo álbum. Dom Salvador & Rio 65 Trio - Live at Zankel Hall in Carnegie Hall traz o pianista em show realizado em 2015 na lendária casa nova-iorquina em homenagem aos cinquenta anos do grupo Rio 65 Trio, que ele liderou. Fizeram parte do álbum o baixista original, Sérgio Barrozo, além do baterista Duduka Fonseca. O disco já está disponível nos apps de streaming e acaba de ser lançado pela Universal Music.

E no ano em que completa 80 anos, Dom Salvador está sendo homenageado com o documentário Endless Soul, dirigido pela dupla Lilka Hara e Artur Ratton, cineastas brasileiros radicados em Nova York. O filme será lançado nas próximas semanas.

Assista abaixo ao trailer do documentário e faça um favor a sim mesmo: aproveite a dica e vá atrás dos discos de Dom Salvador. Você vai curtir!

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