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Mostrando postagens com o rótulo Doors

L.A. Woman (1971): entre a tempestade e o blues, o testamento do The Doors

L.A. Woman é o sexto e último álbum de estúdio do The Doors com Jim Morrison ainda vivo. Lançado em abril de 1971, três meses antes da morte do vocalista, é, ao mesmo tempo, um testamento da essência crua da banda e um retorno às suas raízes no blues, após incursões mais experimentais nos discos anteriores. Gravado em um período turbulento, com Morrison enfrentando problemas legais, desgaste criativo e uma iminente mudança para Paris (onde morreria no dia 3 de julho daquele mesmo ano), o álbum carrega um senso de urgência e despedida que o torna único e, para muitos fãs e críticos, uma das obras-primas do grupo. Musicalmente, L.A. Woman marca uma guinada deliberada em direção ao blues-rock, evidenciado pela presença de guitarras mais sujas, grooves arrastados e letras que exalam uma visceralidade quase física. A ausência do produtor Paul A. Rothchild permitiu à banda gravar em seu próprio espaço, com a produção sendo assumida por Bruce Botnick e pelo próprio grupo. Isso resultou em...

Review: The Doors – Morrison Hotel (1970)

Quinto álbum do The Doors, Morrison Hotel chegou às lojas em 9 de fevereiro de 1970 pela Elektra Records. A ideia da banda era retornar a um estilo mais básico após a sonoridade intrincada de The Soft Parade (1969), que continha arranjos com metais e cordas. Os dois lados do disco foram batizados com títulos próprios, com o lado A sendo chamado de Hard Rock Cafe  o lado B denominado Morrison Hotel . A abordagem de volta às origens resultou em grande parte da frustração da banda com as prolongadas sessões de gravação do álbum anterior, The Soft Parade , que levou nove meses para ser finalizado e custou muito mais caro do que qualquer disco anterior do Doors. O quarteto também ficou magoado com a recepção da crítica, o que motivou uma mudança de direção. Morrison Hotel marca o início da reaproximação do The Doors com o blues, que seria totalmente explorado no próximo trabalho, L.A. Woman (1971). Morrison Hotel foi gravado entre novembro de 1969 e janeiro de 1970, com ex...

Bandas que todo mundo odeia - mas eu não

Publiquei um vídeo sobre bandas que são amadas por grande parte do público e que eu não consigo curtir – assista aqui  -, e é claro que ele motivou uma lista oposta: quais são as bandas que todo mundo odeia, só eu que não? Esse “todo mundo” é apenas um recurso de linguagem, pois as bandas citadas abaixo possuem muitos fãs além de mim. Porém, são nomes que geram discussão entre os fãs de rock (basta ler os comentários do vídeo citado no parágrafo anterior) e se enquadram naquela famosa categoria “ame ou odeie”. Vamos lá então! A banda dos irmãos Liam e Noel Gallagher é uma das minhas preferidas desde que coloquei para tocar pela primeira vez o seu terceiro álbum, Be Here Now (1997). E, inclusive, estou fazendo uma imersão na discografia do grupo enquanto escrevo esse texto, e relembrando o quanto eles são bons. Pra mim, o Oasis é a maior banda da década de 1990 – o posto seria do Nirvana caso Kurt Cobain não tivesse morrido tão precocemente. Discos como Definitely Maybe (1...

Livro: Ninguém Sai Vivo Daqui, de Jerry Hopkins e Danny Sugerman (2021, Belas Letras)

Fui apresentado aos Doors pelo filme de Oliver Stone, lançado em 1991 e que trouxe Val Kilmer em uma ótima interpretação de Jim Morrison. A banda, e especialmente Morrison, tiveram grande influência sobre mim. As músicas, as letras, as histórias e a atmosfera que cercava toda a mitologia do quarteto natural de Los Angeles impactaram profundamente uma fase importante da minha vida, quando havia saído da adolescência e dava os primeiros passos na casa dos vinte e poucos anos. Mais tarde, descobri que o filme de Stone foi inspirado no livro Ninguém Sai Vivo Daqui , biografia de Jim Morrison escrita pela dupla Jerry Hopkins (autor de diversas outras obras sobre a vida de rockstars) e Danny Sugerman (assessor da banda e amigo pessoal de Jim). Apontada como uma das grandes biografias da história do rock, o livro foi publicado originalmente em 1980, e agora em 2021 ganhou uma nova edição brasileira pela editora Belas Letras. Com 440 páginas e tradução de Renato Rezende, trata-se do document...

The Doors lançará edição comemorativa de Waiting for the Sun

A Rhino lançará em setembro uma edição comemorativa aos 50 anos do terceiro álbum do The Doors, Waiting for the Sun . A nova versão virá com dois CDs e um LP, além de contar com o áudio remasterizado. O segundo CD trará 14 faixas nunca antes lançadas, divididas entre outtakes e versões ao vivo gravadas em um show realizado em Copenhagen em setembro de 1968. As versões de estúdio são mixes mais crus descobertos recentemente. Outra novidades é que o principal single de Waiting for the Sun , o hit “Hello, I Love You”, será também relançado em um vinil de 7 polegadas que chegará às lojas dia 3 de agosto. O compacto trará a rara gravação mono da música. O tracklist completo da edição de 50 anos de Waiting for the Sun está abaixo: Disc One (CD) Hello, I Love You Love Street Not To Touch The Earth Summer’s Almost Gone Wintertime Love The Unknown Soldier Spanish Caravan My Wild Love We Could Be So Good Together Yes, The River Knows Five To One ...

Segundo disco do The Doors será relançado em edição especial

Segundo álbum do The Doors, Strange Days será relançado dia 17/11 em uma edição especial comemorativa aos seus cinquenta anos. O título será disponibilizado em CD duplo, vinil e nos formatos digitais. A nova edição da Rhino foi totalmente remasterizada pelo engenheiro de som original, Bruce Botnick, e traz o mix em stereo pela primeira vez em CD em mais de uma década. O segundo disco vem com o mix mono original, enquanto o encarte traz textos do jornalista David Fricke e fotos raras e inéditas. Faixas extras não fazem parte do pacote.

Compilação reúne todos os singles lançados pelo The Doors

No dia 15 de setembro chagará às lojas a compilação The Doors: The Singles . Disponibilizado pela Rhino, o título reúne todos os singles lançados pela banda norte-americana. O material será lançado em três versões: CD duplo, CD duplo com Blu-ray e em um box com 20 compactos em vinil. A versão em CD duplo vem com os vinte singles lançados no mercado norte-americano e seus respectivos b-sides, além de quatro versões mono editadas enviadas para as rádios. A edição com Blu-ray vem com o mesmo conteúdo mais a compilação The Best of the Doors , lançada pela primeira vez em 1973 e agora editada pela primeira vez no formado HD. A cereja do bolo é a caixa com os 20 compactos em vinil de 7 polegadas, trazendo as capas originais e com prensagem limitada a 10 mil cópias. Abaixo está o tracklist de The Doors: The Singles : CD1 1 Break On Through (To The Other Side) 2 End Of The Night 3 Light My Fire 4 The Crystal Ship 5 People Are Strange 6 Unhapp...

The Doors comemora cinquentenário de “Light My Fire” com relançamento de single clássico

O maior clássico do The Doors, “Light My Fire”, está completando 50 anos. Faixa que fecha o lado A do primeiro álbum da banda norte-americana, a música foi lançada como single em 24 de abril de 1967, tendo como lado B “The Crystal Ship”. Celebrando o cinquentenário da canção, o Doors anunciou o relançamento do single em vinil de 7 polegadas. A nova edição estará disponível a partir de 29 de julho, a princípio apenas no mercado japonês.

Uma coleção de street arts homenageando ícones do rock

O rock é pop. É um fenômeno popular. Faz parte da cultura pop. E, como tal, está sujeito às mais diversas reações.  O que temos abaixo é uma compilação de street arts trazendo ícones da música. Homenagens e tributos traduzidos através do talento de seus autores, resultando em belas telas presentes em nosso cotidiano. Aumente o volume de seus olhos e curta!

Discoteca Básica Bizz #005: The Doors - The Doors (1967)

Venice, Califórnia, julho de 1965. Ray Manzarek, 30 anos, tecladista, encontra na praia seu amigo James Douglas Morrison, 21, estudante da Universidade da Califórnia, amante da poesia de Blake e da filosofia de Nietzsche. Jim diz a Ray que anda compondo poemas, e canta uma estrofe: " Vamos nadar para a lua / Vamos montar a maré / Penetrar no fundo da noite / Que o sono da cidade esconde. " Ray perde a respiração. Conversam. E naquele dia, na praia, surge o conceito / ideia / banda The Doors, em cima de uma expressão de um poema de Blake e do livro de Huxley sobre a mescalina, As Portas da Percepção .  Louvado seja aquele dia. E maldito. Porque com os Doors nasceu uma das mais espantosas viagens na história da música popular, em torno de temas perenes: medo, terror, pavor, violência, a culpa sem possibilidade de redenção, os desencontros do amor e a inevitabilidade da morte. O magnetismo animal e as manipulações do inconsciente coletivo de Morrison excitavam homens e...

26 bandas para o Matias: O de The Doors

Conheci Jim Morrison e companhia através do filme The Doors , dirigido por Oliver Stone e lançado em 1991. Antes, não lembro de ouvir a banda, apenas de ler a respeito da sua importância e influência em revistas como a Bizz. O Doors mexeu bastante comigo. Lembro de assistir ao filme no cinema com um grupo de amigos, e que toda a turma que estava na sala se comportava como se estivesse assistindo a um show ao vivo. Eram gritos, coros nos refrãos das músicas, reações extremadas por todos os lados. Como a personalidade de Morrison, a força motriz por trás do Doors. Meus discos favoritos são o Morrison Hotel e o L.A. Woman , como uma preferência maior por este último. O primeiro também é um clássico, e talvez seja até melhor que os dois citados, mas por alguma razão que não sei explicar, mas o coração sente, prefiro os álbuns com “Roadhouse Blues” e “Riders on the Storm”.   Me identifiquei profundamente com Jim Morrison. Li vários livros a seu respeito, ouvi suas mús...

Toda a magia da música em tracks isoladas de canções dos Beatles, The Who, David Bowie, Derek and The Dominos, Rolling Stones e outros

Com o lançamento de novo formatos de áudio e a popularização dos serviços de streaming, o número de track isoladas que encontramos na web é imensa. Tratam-se de arquivos que contém apenas um canal de uma determinada canção, tornando possível ouvir apenas o vocal, ou a guitarra, ou a bateria, de determinada faixa. E, muitas vezes, essa experiência oferece ao ouvinte uma percepção totalmente nova para uma composição que faz parte da sua vida há anos. Abaixo, selecionamos algumas das tracks isoladas mais legais que conhecemos. Ouça e divirta-se: Por Ricardo Seelig

Como estariam hoje alguns dos grandes nomes da música se estivessem vivos

Matéria legal publicada no Rock & Roll Heaven , e que a gente gostou tanto que trouxe aqui para vocêss. Como estariam hoje alguns dos grandes nomes da música se ainda estivessem vivos? Através de um excelente tratamento de imagens, temos uma ideia aproximada de como seria a aparência de ícones como John Lennon, Jimi Hendrix, Janis Joplin e outros.  Você consegue imaginar quem são as pessoas nas imagens abaixo? Por Ricardo Seelig