10 de abr de 2015

Manifest - … and for This We Should Be Damned? (2015)

sexta-feira, abril 10, 2015
Este é o quarto álbum da banda norueguesa Manifest, e sucede Half Past Violence (2005), Hedonism (2007) e Written in Blood (2010). Lançado no final de fevereiro, … and for This We Should Be Damned? traz um metal atual, agressivo e repleto de groove, com certos elementos de thrash e death na mistura.

A produção é responsável por tornar as dez faixas ainda mais agressivas, com uma sonoridade bem na cara e crua. Essa característica, aliada à violência sonora que permeia todo o play, faz do trabalho uma pedrada forte e certeira. Apresentando ideias que, mesmo não soando inteiramente inovadoras, convencem pela criatividade e pelo talento envolvidos, o Manifest gravou um álbum forte e que se destaca, com potencial para agradar headbangers de todas as idades.

O trabalho de composição apresenta uma pluralidade sadia, que torna a audição uma surpresa agradável, com as canções trilhando caminhos bastante diversos, mas sempre tendo o metal extremo como pano de fundo. Assim, temos momentos mais thrash, outros mais death e até mesmo alguns que beiram o doom. Há elementos meio jazzísticos em algumas passagens, além de uma breve aventura por sonoridades étnicas em “Burning Brimstones”.

Confesso que não conhecia a banda, mas me surpreendi muito positivamente com o que ouvi em … and for This We Should Be Damned?. Trata-se de um álbum convincente, com inegáveis qualidades e canções acima da média. Experimente, vale a pena!

Nota 8

Por Ricardo Seelig

Nova edição da poeira Zine traz o Rainbow em sua capa

sexta-feira, abril 10, 2015
A poeira Zine, revista focado em rock clássico editada pelo amigo Bento Araújo, traz na capa da sua nova edição o Rainbow. A pZ#59 tem uma longa matéria sobre a banda que o guitarrista Ritchie Blackmore montou após a sua saída do Deep Purple, e que foi responsável por apresentar ao mundo os talentos de Ronnie James Dio e Cozy Powell, entre outros. O texto conta toda a história do período clássico do grupo, entre 1975 e 1984.

A edição traz também matérias sobre Aphrodite’s Child, The Sonics, Tim Buckley, a parceria entre Howlin’ Wolf e Muddy Waters, além de diversos outros assuntos.

Para adquirir a pz#59, clique aqui e compre direto pelo site da publicação.

Recomendamos a leitura, sempre!

Por Ricardo Seelig

9 de abr de 2015

The Gentle Storm - The Diary (2015)

quinta-feira, abril 09, 2015
Todos conhecem Arjen Anthony Lucassen e Anneke van Giersbergen. O primeiro é um dos mais prolíficos e criativos músicos da cena prog (e metal), a mente criativa por trás de nomes como Ayreon e Stream of Passion. Já Anneke ficou conhecida em todo o mundo pela sua passagem no The Gathering, e mais recentemente em sua nova banda, Agua de Annique. Resumindo: dois artistas acima de qualquer suspeita, respeitados e cheios de talento.

Arjen e Anneke juntaram forças no The Gentle Storm, projeto criado em 2014 que tem como objetivo unir a música clássica ao heavy metal, o rock à música folclórica. E o resultado final está em The Diary, estreia da dupla, lançada agora em março. Por mais que diversas bandas tenham trilhado caminhos semelhantes, e por isso mesmo você possa até olhar com certa desconfiança para o The Gentle Storm, o fato é que poucas conseguiram alcançar um resultado final tão primoroso quanto o que ouvimos em The Diary.

O álbum é duplo e traz onze faixas em cada um de seus discos. Na verdade, são as mesmas onze faixas nos dois CDs, porém com arranjos e abordagens completamente distintas. O primeiro, batizado como The Gentle Album, contém interpretações que vão na linha da música clássica e medieval, com instrumentações da época e arranjos que remetem à Idade Média, em um belíssimo trabalho de composição e pesquisa que faz você se sentir, por exemplo, como um cidadão de King's Landing, um personagem de Game of Thrones. Já o segundo CD, chamado The Storm Album, pega as mesmas músicas e insere o rock, o prog e o metal na jogada, trazendo interpretações contemporâneas para as composições. E, outra vez, a qualidade é ostensiva.

Pra quem procura entender as múltiplas possibilidades que a música proporciona, é muito interessante ouvir cada uma das canções em suas diferentes abordagens, e perceber como cada instrumento foi adicionado, como cada detalhe foi evidenciado. É um exercício pra lá de produtivo, e que deixa ainda mais forte a paixão pela música.

São faixas fortes, com coros grandiosos e melodias emocionantes, que sempre pegam o ouvinte pelo coração, conduzindo-o por caminhos repletos de beleza. Sem destaques individuais mas com uma inegável força conjunta, o tracklist é nivelado por cima, assim como as performances de Anneke, Arjen e dos músicos convidados.

The Diary é um disco muito bonito, um estudo musical curioso e interessante, que cativa por sua inegável qualidade.

Excelente trabalho!

Nota 9

8 de abr de 2015

Wino & Conny Ochs - Freedom Conspiracy (2015)

quarta-feira, abril 08, 2015
Scott “Wino” Weinrich, a má vontade e a alma por detrás do Saint Vitus, vem tornando seus projetos paralelos tão interessantes quanto o que já fez junto de sua banda principal. Dentre ótimas bandas como The Obsessed e Spirit Caravan até projetos inusitados, caso do The Songs of Townes Van Zandt, Wino & Conny Ochs é mais um de seus trajetos por caminhos além do estilo que o consagrou como músico e compositor.

Freedom Conspiracy, segundo disco de sua parceria com o músico alemão Conny Ochs, prossegue pelos mesmos caminhos sonoros de sua ótima estreia, Heavy Kingdom. Para aqueles que caíram de paraquedas e não sabem do que esse projeto se trata, imagine o melhor do universo blues do Mississipi Delta e passagens country, tudo isto embalado em uma musicalidade envolvente, de instrumental enxuto e uma produção rústica na medida certa, como estes gêneros pedem.

O disco soa como uma honesta homenagem aos gêneros que deram forma aos parâmetros musicais dos músicos envolvidos. A voz soturna e grave de Wino, antes ameaçadora e volumosamente soturna à frente do Saint Vitus, ganha um sentido totalmente diferente, entoando músicas que parecem evocar o espírito autêntico do blues e do country, como a fase de Johnny Cash na série American Recordings e até Willie Nelson. Por sua vez, Conny Ochs serve como contraponto perfeito a Wino, com uma voz que se impõe mas é, ao mesmo tempo, mais acessível aos ouvintes casuais.

O instrumental é fiel ao estilo que se propõe a executar. Nada de intervenções de instrumentos exóticos e técnica apurada, muito pelo contrário. Tudo é feito de maneira simples, passando um clima rústico, mas ao mesmo tempo acolhedor. Os instrumentos de corda, como o violão e a slide guitar, ambos cortantes e ríspidos, prestam-se a executar bases simples e solos curtos, porém marcantes, servindo de contraponto às belas interpretações vocais de Wino e Conny Ochs. Algumas guitarras sem distorções podem ser percebidas no decorrer da audição, mas nem de longe são os protagonistas, mas sim coadjuvantes de peças instrumentais soberbas.

Freedom Conspiracy exala autenticidade e qualidade a cada minuto de sua audição, passando do blues de raiz (“Time out Black Out”), momentos onde a melodia constrói trechos incrivelmente tocantes (“Freedom Conspiracy”, “The Great Destroyer”) até músicas que caberiam perfeitamente em uma playlist familiar (“Sound of a Blue”, “Foundation Chaos”). Freedom Conspiracy é daqueles discos que ficam na memória por um bom tempo depois de findada sua audição. Franco candidato ao pódio das listas de melhores do ano, facilmente.

Nota 10

Por Alissön Caetano Neves, do The Freak Zine

Bixiga 70 - Bixiga 70 III (2015)

quarta-feira, abril 08, 2015
Em 1962, Charles de Gaulle, então presidente da França, proferiu uma das sentenças mais certeiras sobre o país em que vivemos: “O Brasil não é um país sério”. Passados mais de 50 anos, continua não sendo. Entre os inúmeros exemplos, está o combo paulistano Bixiga 70. Se o Brasil realmente incentivasse, reconhecesse e consumisse a sua cultura, eles seriam reverenciados. Mas como isso não acontece, pouca gente já ouviu falar da banda. Sorte deles.

O Bixiga 70 foi formado em 2010, e desde então lançou três álbuns, todos batizados apenas com o nome do grupo - um em 2011, outro em 2013 e o novo, que acaba de sair. A música é um delicioso afrobeat instrumental, contagiante e alto astral, daqueles que cativam até mesmo os ouvintes que jamais passaram perto do gênero. Com nove faixas, o novo álbum reafirma a banda como um dos nomes mais interessantes da música brasileira contemporânea.

No caldeirão sonoro do grupo, onde o afrobeat comanda tudo, entram elementos de funk, jazz, soul, samba, samba-rock e praticamente todos os estilos que têm o ritmo como elemento central. É um som para dançar, para relaxar, composto de maneira criativa e com ótimas ideias. Melodias sobrevoam todas as canções, que são construídas a partir de arranjos de metais inspirados e grooves fortes e certeiros. Há um que de Banda Black Rio aqui, um tempero de Dom Salvador & Abolição acolá, uma lembrança de Kashmere Stage Band em outro ponto. 

Bixiga 70 III é um prato cheio para quem gosta de música instrumental, pra quem curte grooves dançantes, pra quem gosta de boa música. 

Altamente recomendado para fãs de todos os gêneros.

Nota 9

7 de abr de 2015

Van Halen - Tokyo Dome Live in Concert (2015)

terça-feira, abril 07, 2015
Álbuns ao vivo são uma espécie de documento sonoro. Além do registro de turnês e datas específicas e marcantes, funcionam como atestados de como uma banda é em cima de um palco, realçando qualidades e características que muitas vezes ficam escondidas nos discos de estúdio (vide as jams do Deep Purple, a imprevisibilidade do Led Zeppelin, a energia do Iron Maiden e por aí vai).

Tokyo Dome Live in Concert é o segundo ao vivo lançado pelo Van Halen em toda a sua carreira, o primeiro com David Lee Roth nos vocais. Antes, o grupo havia colocado nas lojas Live: Right Here, Right Now (1993), na época em que Sammy Hagar era o responsável pela voz do quarteto. O disco é o registro da turnê de retorno da banda e de Roth, e promoveu A Different Kind of Truth, trabalho de 2012. O registro traz 25 faixas e foi disponibilizado em CD duplo e LP quádruplo.

Há alguns problemas em Tokyo Dome, e o principal é aquele que deveria ser um dos principais atrativos do play. A voz de David Lee Roth está horrível na maioria das faixas, constrangedora pra dizer o mínimo. Desafinado, sem fôlego, o vocalista “canta" e faz a audição se tornar um martírio. Nesse aspecto, a produção, assinada pela própria banda, tem a sua parcela de culpa, pois soa crua demais, entregando um registro que, aparentemente, não passou por nenhum ajuste de pós, como overdubs e afins (infelizmente, um recurso bastante comum na maioria dos álbuns ao vivo). David Lee Roth é um excelente frontman, um bruxo em cima do palco, e sua performance nos shows, quando você está frente a frente com ele, acaba fazendo com que a carência vocal fique em segundo plano. No caso de um disco ao vivo, o áudio é tudo o que temos, e essa deficiência se intensifica consideravelmente. 

O restante da banda segura os pontas, como era de se esperar. Eddie é um dos maiores e mais influentes guitarristas da história, e segue afiado. Suas bases e solos - que muitas vezes se confundem e se entrelaçam, tamanha a destreza do holandês/americano - são um dos pontos fortes de Tokyo Dome, como não poderia deixar de ser. Seu irmão Alex, também um instrumentista acima da média, vai bem na bateria, ainda que soe um tanto abaixo do que já apresentou no passado. E seu filho, Wolfgang, não compromete no baixo, apesar de haver uma perceptível perda nos backing vocals, uma das principais qualidades de Michael Anthony, antigo titular do posto.

O álbum passa por toda a carreira do Van Halen em uma viagem sonora cansativa, principalmente pela péssima performance de Roth. Um setlist mais curto seria mais eficiente, assim como um ganho considerável na qualidade vocal de David. Ainda que o Van Halen com Roth e com Hagar soe como bandas bastante distintas uma em relação à outra, é impossível não comparar este disco como o ao vivo de 1993, e o álbum de duas décadas atrás ganha de goleada em todos os quesitos.

Decepcionante em grande parte de sua duração, cansativo, constrangedor e totalmente dispensável: este é Tokyo Dome. Passe longe, pelo bem dos seus ouvidos.

Nota 2

Checklist #016: quais são os maiores ícones da história do metal extremo?

terça-feira, abril 07, 2015
Semana quente. Especial vocalistas de metal extremo na Decibel, discos injustiçados na Roadie Crew, os 21 anos da morte de Kurt Cobain na Rolling Stone italiana e na NME, Jimmy Page sendo entrevistado por Chris Cornell na Guitar Player, os 35 anos da estreia do Iron Maiden na Metal Hammer grega e muito mais.


Escolha a sua capa favorita e responda nos comentários: quais são os maiores ícones da história do metal extremo?













The Prodigy - The Day is My Enemy (2015)

terça-feira, abril 07, 2015
Seis anos separam Invaders Must Die e The Day is My Enemy, respectivamente último e novo álbuns do Prodigy. Entre 2009 e 2015, muita coisa mudou. O mundo ficou diferente, você cresceu, a música deu mais uma guinada, a forma de consumir discos é outra. E os ingleses, é claro, também soam diferentes.

The Day is My Enemy é o sexto disco do Prodigy e foi lançado no último 30 de março. A produção é de Liam Howlett (o DJ e mente criativa por trás da banda) ao lado de Flux Pavilion, Neil McLellan, KillSonik e Zak H. Laycock. O som é uma colagem agressiva e caótica de diversos elementos, indo do rock ao industrial, do tecno ao metal, passando pelo pop e mais um monte de outros gêneros pelo caminho. E o resultado disso tudo é muito bom.

O fato é que você não precisa de uma guitarra para fazer uma revolução. Você não precisa de uma guitarra para fazer música pesada. Você não precisa de uma guitarra para fazer música agressiva. Você só precisa da sua criatividade e da sua frustração pelo mundo, ou qualquer outro ponto de partida, para compor canções que incitem ao bate-cabeça explícito, ao mosh imediato, ao desejo de violência. E Howlett faz isso com precisão desde sempre.

A faixa de abertura de The Day is My Enemy, que dá nome ao disco, é de um peso absurdo, confeccionado a partir de batidas eletrônicos que criam um clima sombrio, como uma trilha para um cenário pós-apocalíptico. Você se sente em uma espécie de Mad Max do futuro. E a sensação segue com as demais canções. As músicas iniciais tem um tempero mais rock, até mesmo meio punk, e trazem um ar frenético para o disco. Enquadram-se neste grupo as ótimas “Nasty”, “Rebel Radio” e “Ibiza”. Após isso, a coisa cai mais para o lado da eletrônica, mas mantendo o nível lá em cima, como pode ser percebido na pedrada “Destroy”. Há até espaço para uma aproximação com o oriente em “Medicine”, e o desfecho com o convite à autodestruição que é “Wall of Death” - qualquer semelhança com o tradicional “encontro" entre headbangers durante os shows de metal não é coincidência.

Forte e consistente, The Day is My Enemy é um excelente álbum, um retorno convincente do Prodigy após o longo hiato que a banda viveu. 

Diversão garantida!


Nota 8,5

6 de abr de 2015

Moonspell - Extinct (2015)

segunda-feira, abril 06, 2015
Décimo-primeiro álbum do Moonspell, Extinct foi lançado no início de março pela Napalm Records e, assim como sua capa, impressiona. Sucessor de Alpha Noir/Omega White (2012), o novo trabalho do maior nome do metal português é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores discos de sua longa carreira.

Produzido por Jens Bogren, Extinct traz o Moonspell exibindo uma maturidade e uma auto-confiança evidentes, mas jamais indo em direção a uma arrogância criativa ou algo do tipo. Suas dez faixas transitam entre o metal e o gótico, como de costume, com a qualidade batendo nas alturas. Agressivo como deve ser um álbum de metal, inovador como convém à uma banda inquieta como o Moonspell, Extinct traz, além dos elementos habituais, toques modernos e atuais à música do quinteto, fazendo-a soar renovada e ainda mais consistente.

Com um excelente trabalho de composição, o disco conduz o ouvinte através de um tracklist repleto de faixas fortes, algumas com potencial para se tornarem, em um futuro próximo, clássicas entre os fãs. É o caso da canção que dá nome ao play, muito boa e com um solo de guitarra inspirado. Ou de “Medusalem”, que insere o pop na mistura de influências que compõe o DNA do Moonspell, alcançando resultados muito acima da média.

É demais, é animador e inspirador ouvir um disco como Extinct, gravado por uma banda que está na estrada há quase 25 anos e continua se auto-desafiando, mostrando uma inquietude criativa e uma sede inovadora que, ao que tudo indica, está longe do seu fim. 

Um ótimo disco, daqueles pra lembrar de 2015 com carinho.


Nota 8,5

Royal Thunder - Crooked Doors (2015)

segunda-feira, abril 06, 2015
O disco lançado pelo Royal Thunder em 2012, CVI, confundiu críticos e fãs com uma sonoridade original e que desafiava definições, e ganhou destaque justamente por causa disso. A verdade é que CVI trazia doses generosas de metal, doom e classic rock, mas a banda de Atlanta soube misturar e equilibrar essa influências em uma música que soava refrescante e cheia de novidades. Traduzindo: bons riffs e refrãos fortes, turbinados pelo potente vocal de arena da bela Mlny Parsonz. 

Enquanto a música soa moderna, os ritmos sombrios levam a audição por dinâmicas de luz e sobra, fazendo com que Crooked Doors, novo disco do grupo, soe ainda mais cativante. Com ele, o Royal Thunder entrega um pequeno clássico do rock moderno.

Linhas vocais audaciosas e repletas de potência, que remetem aos melhores momentos de Ann Wilson, soam deliciosos aos ouvidos. Com composições cadenciadas e com um inegável, bem-vindo e sempre equilibrado tempero vintage, o quarteto mostra talento inegável em composições muito bem desenvolvidas. Emotivo e com uma certa tendência ao southern rock, Crooked Doors dosa elementos de grunge, metal e prog em uma mistura que desce redonda e sem contra indicações. A musicalidade é construída a partir de um caleidoscópio de influências, e a sabedoria da banda em misturar todas essas elementos é que a faz soa diferenciada. 

Com riffs pesados, faixas fortes e um vocal excelente, Crooked Doors atende à expectativa e mostra que o Royal Thunder veio para ficar.

Excelente!


Nota 9

Os melhores discos lançados em março segundo o About.com

segunda-feira, abril 06, 2015

Março foi um mês ótimo em novos lançamentos. Nomes conhecidos fazem parte da lista de melhores dos últimos 30 dias, ao lado de outros que você ainda ouvirá falar muito. Aqui estão as nossas escolhas com os 5 melhores álbuns de metal lançados em março de 2015.

Enslaved - In Times

A fórmula já experimentada e eficiente do Enslaved dá as caras em seu novo disco, In Times, décimo-terceiro álbum da banda norueguesa. A faixa de abertura, “Thurisaz Dreaming”, dispara a primeira salva de peso e talento porta afora, com blasbeats, riffs furiosos e os vocais do baixista Grutle Kjellson. Em pouco tempo, porém, fica mais lenta e ganha muita melodia, além dos maravilhosos vocais limpos do tecladista Herbrand Larsen. Ao longo de In Times, a união de momentos pesados e progressivos segue a todo vapor, aproximando os dois extremos com melodia, trechos atmosféricos e doses de acessibilidade. Repleto de faixas cativantes e ganchudas, In Times é provavelmente o melhor dos trabalhos recentes do Enslaved, uma obra de arte com fantásticas e variadas composições.

Leviathan - Scar Sighted

Sem dúvida, auxiliado pela ótima produção de Billy Anderson, Scar Sighted detém uma tremenda profundidade. Junto ao black metal amargo, você encontrará momentos da mais brilhante melodia, às vezes até mesmo radiantes. Entre a melancolia, a dúvida, a fúria e o fogo, tudo se transforma em uma profundidade com outra perspectiva. Está tudo claro no título do álbum, Scar Sighted - Cicatriz à mostra, em tradução livre. Provações passadas não podem ser apagadas, embora através delas possamos avistar claramente o caminho a seguir. A gama do Leviathan não está limitada ao aspecto musical. Uivos arrepiantes, rosnados profundos e terríveis e todos os tipos de vocalizações mentalmente corrosivas flutuam dentro e fora da existência auditiva. É parte do caos, da confusão e da natureza global que formam a apreensão pela vida.

Unrest - Grindcore

Se você precisava de mais provas de que há uma grande riqueza de talentos na Filadélfia, aqui está ela. O Unrest é formado por artistas conhecidos como Chris Grigg, seu companheiro de Infiltrator, Steve Jansson (Trenchrot, Crypt Sermon) e Brook Wilson (também do Trenchrot e do Crypt Sermon). Sua estreia tem o título de Grindcore, e é examente isso que você escutará aqui. Inspirado claramente no Nasum, mas essa era a ideia mesmo, o disco lança sujeira nos ouvidos e arrebenta o seu pescoço, enquanto a parte percussiva remete ao punk. É o típico álbum que induz ao desapego eufórico da mente e do corpo, responsabilizando você pela destruição que a audição poderá causar.

Moonspell - Instinct

O Moonspell encontrou uma energia renovada em Extinct, e ela emerge na qualidade das composições. É um álbum naturalmente grandioso onde os momentos mais pesados são guturais, enquanto as passagens góticas são de tirar o fôlego. Cada música é trabalhada para alcançar o seu efeito máximo. Não há um segundo de tempo desperdiçado e as melodias vocais de Fernando Ribeiro são de alto nível. Procurando continuamente maneiras de encontrar novos sons e escrever um material maduro e diversificado, o Moonspell se superou neste novo disco. Revelando uma outra faceta escondida sobre a sua forte personalidade, o trabalho mostra uma banda que desafia, incessantemente, os gêneros musicais e suas fronteiras.

Fulgora - Stratagem

Há sempre uma grande expectativa quando artistas conhecidos iniciam uma nova banda. Neste caso, estamos falando da parceria do baixista John Jarvis (Pig Destroyer) e do baterista Adam Jarvis (Pig Destroyer, Misery Index) com o guitarrista e vocalista B. L. LaMew, que resulta em um trio devastador de death metal, como podemos ouvir em seu debut, Stratagem. Todas as expectativas foram superadas. Toda a natureza visceral presente nas bandas dos integrantes ganha um tempero hardocre viciante coma presença de LaMew e seus riffs angustiantes, culminando na total aniquilação. A dissonância e um conceito de riffs dobrados despejam raiva em uma luta focada contra o caos. Há apenas uma chance de respirar embaixo da batida e do peso implacáveis. Ouça em um local amplo onde você possa se movimentar, e certifique-se de que não quebrará nada importante durante a audição.

Por Chad Bowar, do About.com Heavy Metal
Tradução de Ricardo Seelig



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