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O álbum de estreia do Black Sabbath, onde o heavy metal nasceu

O impacto e a influência do primeiro álbum do Black Sabbath são imensuráveis.  O metal surgiu naquela sexta-feira, 13 de fevereiro de 1970, quando o álbum de estreia da banda formada por Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward chegou às lojas da Inglaterra. O metal e suas infinitas variações:  o doom lento e fantasmagórico introduzido pela chuva antes dos acordes em trítono da guitarra de Iommi na canção de abertura, batizada apropriadamente apenas com o nome da banda. O stoner de “The Wizard”, com a gaita de boca de Ozzy levando o instrumento, tão comum ao blues, para um terreno muito mais sombrio, pesado e pantanoso. O clima solto e a estrutura livre de “Behind the Wall of Sleep” deixando claro que aquele novo som jamais se fecharia em si mesmo e estaria sempre aberto para as mais variadas e improváveis experimentações, como a bateria jazzística de Bill mostrava aqui e mostraria muitas vezes depois. O peso monolítico de “N.I.B.” com Geezer ensinando que o epic...

U2 anuncia retorno aos palcos com residência de shows em Las Vegas

Durante o intervalo do Superbowl, o U2 anunciou o seu retorno ao palco após quase quatro anos – o último show do quarteto foi em Mumbai, na Índia, em 15 de dezembro de 2019, durante a turnê que comemorou os trinta anos do clássico The Joshua Tree (1987). A banda irlandesa fará uma série de shows intitulada  U2: UV Achtung Baby Live at the Sphere  promovendo o lançamento do MGM Sphere, em Las Vegas. As datas das apresentações ainda não foram anunciadas, já que o MGM Sphere está em fase final de construção e é um dos maiores projetos da cidade, com investimento superior a 2,18 bilhões de dólares. Com capacidade para 17.500 pessoas, o local contará com tecnologia 4D, som de última geração e uma tela de 16K que envolve os assentos. Em comunicado, o U2 afirmou: “ Somos a banda certa, Achtung Baby é o álbum certo e o Sphere é o lugar certo para levar a experiência ao vivo para o próximo nível ”. Os shows, no entanto, não contarão com o baterista Larry Mullen Jr., que passará po...

Paul Di’Anno em Floripa: voz fraca, emoção forte e público apaixonado

Foto: Jeff Marques Assistimos a alguns shows para apreciar a obra de um artista. Em outros, vamos para nos impressionar com a técnica dos músicos. Em alguns, o desejo é ficar cara a cara com nossos ídolos e realizar o sonho de uma vida. E há também aqueles em que vamos para homenagear e dar o derradeiro adeus a alguém. Essa última definição se aplica perfeitamente à The Beast is Back / The Beast Resurrection, tour que Paul Di’Anno faz pelo Brasil. Promovida pela editora Estética Torta, a turnê do ex-vocalista do Iron Maiden é a maior que um artista internacional já fez pelo país, com 31 shows – apenas quatro capitais não têm apresentações de Di’Anno. O cantor apresenta um setlist com músicas dos dois primeiros discos da banda que fez parte – Iron Maiden (1980) e Killers (1981) – e é acompanhado no palco por um time formado por Leo Mancini e Henrique Pucci (guitarrista e baterista do Noturnall), Chico Brown (guitarrista filho de Carlinhos Brown), Nolas (guitarrista do Electric Gyps...

10 álbuns lançados no século XXI e que já podem ser considerados clássicos

Já se passaram mais de duas décadas do século XXI. E, mesmo que o sonho de viver em uma sociedade mais justa e cheia de carros voadores não tenha se tornado realidade, o tempo não para e a vida segue - assim como a música. Milhares de discos foram lançados nesses pouco mais de vinte e três anos, e muitos marcaram época e fizeram história. Mas, afinal de contas, o que faz de um álbum um clássico? Podemos definir o termo clássico como aquele disco que é um excelente exemplo de um estilo em particular, algo de valor duradouro ou com uma qualidade atemporal. Trabalhos considerados clássicos do rock e que foram lançados décadas atrás como Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), The Dark Side of the Moon (1973), Back in Black (1980) e Nevermind (1991) possuem essas qualidades, e não foi preciso nem citar as bandas que gravaram esses discos pra você perceber o quanto eles foram e continuam sendo importantes. Atribuir o status de clássico para um álbum é uma tarefa complexa, aind...

Os 20 álbuns que todo fã de rock precisa conhecer

O rock é um gênero musical amplo e rico, com literalmente milhares de álbuns fantásticos e amados pelos fãs. Porém, alguns se transformaram em unanimidades com o decorrer dos anos, e mesmo com um certo Nelson Rodrigues berrando aos quatro ventos que toda unanimidade é burra, no caso do rock a percepção positiva sobre os discos abaixo é coletiva e foi construída com o tempo. A ideia dessa lista é apresentar vinte álbuns que todo fã de rock precisa conhecer para entender o básico sobre o estilo e não ficar boiando em uma conversa – de bar, preferencialmente, regada à cerveja gelada. O plano inicial era listar apenas dez títulos, mas foi impossível. Falei sobre cada uma das escolhas no vídeo abaixo: No final da lista você encontra uma playlist com uma música de cada um dos discos escolhidos. Aumente o volume e curta! Esses são os vinte álbuns que todo fã de rock precisa conhecer, na opinião da Collectors Room: 20 Iron Maiden – The Number of the Beast (1982) 19 Van Halen ...

Edu Falaschi anuncia segundo disco solo

Após o excelente Vera Cruz (2021), o vocalista Edu Falaschi anunciou o lançamento de seu segundo álbum, batizado como Eldorado . O trabalho é o segundo de uma trilogia sobre o descobrimento e continua a saga do personagem Jorge, apresentado no álbum anterior. A história se passará no México na época do conquistador espanhol Hernán Cortés, que durante o século XVI liderou o massacre e a queda de Império Asteca – Neil Young fala sobre Cortés na clássica “Cortez the Killer”, presente em Zuma (1975). O power metal extremo e focado na velocidade e na técnica presente em Vera Cruz ganhará elementos latinos em Eldorado , que conta com a mesma banda ao lado de Falaschi: os guitarristas Diogo Mafra e Roberto Barros, o tecladista Fábio Laguna, o baixista Raphael Dafras e o baterista Aquiles Priester. A previsão é que Eldorado seja lançado em agosto deste ano, e a pré-venda já está disponível ,  repetindo a estratégia de Vera Cruz , com um box limitado e cheio de itens adicionais.

Meus discos preferidos de Neil Young

Nascido em Toronto em 12 de novembro de 1945, o canadense Neil Percival Young é uma das maiores lendas do rock. Compositor do mais alto nível e um guitarrista que alia selvageria e sensibilidade como poucos, construiu uma obra gigantesca que, até o momento, conta com 45 álbuns de estúdio, 12 discos ao vivo, 4 trilhas sonoras e dezenas de títulos nos mais variados formatos – e estamos falando apenas de sua carreira solo. No texto e no vídeo abaixo, apresento os meus cinco álbuns favoritos de Neil Young. Comes a Time (1978) Nono álbum de estúdio de Neil Young, lançado pela Reprise Records em outubro de 1978. É um disco folk com elementos de country, com predominância de violões e pouquíssimas guitarras. As letras falam sobre fracassos amorosos e questões do cotidiano. J.J. Cale faz uma discreta participação, e a Crazy Horse participa de algumas faixas. Indicado para quem é fã da sonoridade de Harvest (1972), pois os dois discos conversam muito entre si. Destaque para “Goin’ Bac...

Images and Words: quando o Dream Theater definiu o prog metal

Segundo álbum do Dream Theater, Images and Words é também o maior clássico do prog metal. E essa percepção se dá não apenas pelo imenso impacto e profunda influência do disco, mas sobretudo por ser o trabalho que mostrou a banda norte-americana encontrando o seu som definitivo e moldando, de forma perene, o gênero musical em que se tornou a maior referência. Lançado em 7 de julho de 1992, Images and Words marca a estreia do vocalista James LaBrie substituindo Charlie Dominici. Completam a formação o guitarrista John Petrucci, o tecladista Kevin Moore, o baixista John Myung e o baterista Mike Portnoy. O tracklist, composto por oito músicas, é histórico: tem o maior hit do quinteto (a clássica “Pull Me Under”), uma balada que arranhou o mainstream (“Another Day”), aulas práticas de como fazer prog metal (“Take the Time”, “Under a Glass Moon” e “Learning to Live”), sensibilidade à flor da pele (na linda “Surrounded”), a beleza cristalina de “Wait For Sleep” (cuja frase de teclado semp...

O disco seguinte: álbuns que sucederam campeões de vendas

Alcançar um grande sucesso é difícil. Repetir o feito, mais ainda. E isso fica claro quando analisamos alguns dos álbuns mais vendidos de todos os tempos e os discos que vieram a seguir na carreira dessas bandas. Não que o sucesso de vendas e de público tenha algo a ver com a qualidade desses trabalhos, mas a pressão em repetir os números alcançados anteriormente certamente foi um dos fatores centrais na produção dos álbuns abaixo. Michael Jackson – Bad (1987) Bad teve a tarefa mais ingrata de todas: ser o sucessor de Thriller (1982), o disco mais vendido da história. E fez isso bem, tanto artisticamente quanto comercialmente. Oito das dez faixas do álbum foram lançadas como single, e seis deles alcançaram o top 10 nos Estados Unidos. Musicalmente, Bad é uma evolução de Thriller , com o som ficando mais encorpado e pesado, além de incorporar características marcantes da década de 1980 como os teclados em destaque e o uso constante da bateria eletrônica. No total, Bad vendeu ma...