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Mostrando postagens com o rótulo Bruce Dickinson

Accident of Birth (1997): o renascimento de Bruce Dickinson

Em meados da década de 1990, Bruce Dickinson atravessava um momento decisivo em sua carreira. Após deixar o Iron Maiden em 1993, o vocalista experimentou diferentes caminhos musicais em seus trabalhos solo, mas nem todos encontraram a mesma conexão com o público. O mais emblemático desses desvios foi Skunkworks (1996), álbum que incorporava influências do rock alternativo e refletia as tendências da época. Embora tenha qualidades próprias, o disco acabou afastando parte dos fãs que esperavam ouvir o Bruce associado ao heavy metal. A resposta viria rapidamente com Accident of Birth (1997), um trabalho que não apenas recolocou Dickinson entre os grandes nomes do metal, mas também inaugurou uma das fases mais inspiradas de toda a sua trajetória artística. O principal responsável por essa transformação foi Roy Z. Parceiro de Bruce desde Balls to Picasso (1994), o guitarrista e produtor compreendeu que o cantor precisava voltar a explorar os elementos que o tornaram uma referência do gê...

Bruce Dickinson e o adeus a uma era brilhante em Tyranny of Souls (2005)

Depois de dois álbuns que redefiniram completamente sua trajetória fora do Iron Maiden, Bruce Dickinson chegou a Tyranny of Souls (2005) carregando uma expectativa difícil de sustentar. Accident of Birth (1997) e The Chemical Wedding (1998) não apenas recolocaram seu nome entre os grandes compositores do heavy metal moderno, mas apresentaram um artista criativamente renovado, mais pesado, sombrio e ambicioso do que em qualquer outro momento de sua carreira solo. Tyranny of Souls talvez não alcance o mesmo impacto desses discos, mas funciona como um capítulo final digno dessa fase brilhante. Grande parte do mérito vem novamente da parceria com Roy Z. O guitarrista e produtor entende Bruce como poucos músicos conseguiram ao longo dos anos, criando bases que transitam entre o metal clássico, o hard rock e elementos progressivos sem perder identidade. A diferença aqui é que o álbum possui uma construção menos orgânica. Muitas músicas nasceram a partir de ideias trocadas à distância e...

Bruce Dickinson e a alquimia sombria de The Chemical Wedding (1998)

Nos anos 1990, Bruce Dickinson estava em um momento de reinvenção. Após deixar o Iron Maiden em 1993, o vocalista lançou discos que testaram diferentes caminhos – do hard rock mais direto de Tattooed Millionaire (1990) ao experimentalismo de Skunkworks (1996), que quase soava como uma banda alternativa da época. Mas foi em Accident of Birth (1997), já ao lado do guitarrista Adrian Smith, que Bruce reencontrou sua essência: o heavy metal grandioso, sombrio e épico que sempre foi sua marca registrada. Um ano depois, ele levou essa proposta ainda mais longe com The Chemical Wedding , seu álbum mais pesado, inspirado e coeso. O disco mergulha no universo místico e sombrio do poeta e pintor William Blake, cuja obra influencia tanto as letras quanto a atmosfera quase ritualística da música. A produção do guitarrista Roy Z, figura central no renascimento criativo de Dickinson, dá ao álbum uma sonoridade densa e moderna para a época, com guitarras carregadas de graves e uma parede sonora ...

Bruce Dickinson e o polêmico More Balls to Picasso (2025): acertos, erros e legado

E se eu te dissesse que Bruce Dickinson lançou um dos discos mais injustamente esquecidos do heavy metal dos anos 1990, e que ele nasceu de um período turbulento e de reinvenção? Lançado em 1994, Balls to Picasso marcou o primeiro trabalho solo de Bruce após deixar o Iron Maiden, num momento em que o grunge dominava e o metal clássico parecia datado. Livre das amarras, o vocalista buscava um som mais pessoal, menos preso à fórmula que o consagrou. Antes de chegar à versão final, o disco passou por várias formações e tentativas. Foi só ao se unir ao guitarrista Roy Z e à banda Tribe of Gypsies que Bruce encontrou a química certa, resultando em um álbum que mescla metal tradicional, hard rock e pitadas de blues e groove, com uma produção crua e direta, bem diferente da grandiosidade épica do Maiden. As faixas mostram essa liberdade criativa. “Cyclops” abre com peso e atmosfera sombria, “Hell No” é um grito de afirmação, “Laughing in the Hiding Bush” traz energia e pegada, “Shoot All...

Bruce Dickinson em Balls to Picasso (1994): liberdade, transição e identidade artística

Após deixar o Iron Maiden em 1993, Bruce Dickinson estava diante de um dos maiores desafios de sua carreira: provar que podia ser relevante fora da sombra da Donzela de Ferro. Seu primeiro álbum solo, Tattooed Millionaire (1990), era um trabalho mais despretensioso e orientado pelo hard rock, gravado ainda enquanto ele era vocalista do Maiden. Mas foi com Balls to Picasso (1994) que Bruce realmente começou a construir uma identidade própria como artista solo. O início dos anos 1990 foi turbulento para o heavy metal tradicional. O grunge e o rock alternativo tomavam as rádios, enquanto bandas clássicas lutavam para manter relevância. Bruce deixou o Iron Maiden após a turnê de Fear of the Dark (1992) para buscar liberdade artística — algo que ele não sentia mais dentro da banda. Inicialmente, Balls to Picasso seria gravado com a banda Skin e com o lendário produtor Keith Olsen (Ozzy Osbourne, Whitesnake, Foreigner), mas o vocalista não se sentia satisfeito com o direcionamento so...

Tattooed Millionaire (1990): o ponto de partida da carreira solo de Bruce Dickinson

Lançado em 8 de maio de 1990, Tattooed Millionaire marcou a estreia de Bruce Dickinson em carreira solo. O álbum surpreendeu muitos fãs ao apresentar uma sonoridade mais direta, calcada no hard rock clássico e acessível, bastante diferente do heavy metal épico e complexo do Iron Maiden. Mais do que um simples desvio, Tattooed Millionaire representa uma válvula de escape criativa e uma afirmação da identidade musical de Bruce fora da sombra de Steve Harris e companhia. O embrião do projeto surgiu em 1989, quando Bruce foi convidado a gravar uma música para a trilha sonora do filme A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy. A faixa em questão, “Bring Your Daughter... to the Slaughter”, foi composta por ele em parceria com o guitarrista Janick Gers, então conhecido por seu trabalho com Ian Gillan. O resultado agradou tanto a Bruce que ele decidiu expandir a experiência para um álbum completo. Importante notar que Tattooed Millionaire não foi concebido como uma ruptura com o Ir...

Skunkworks (1996): a reinvenção temporária de Bruce Dickinson

Após sair temporariamente do Iron Maiden em 1993, Bruce Dickinson embarcou em uma jornada solo repleta de experimentações. Skunkworks , lançado em 19 de fevereiro de 1996, marca um momento peculiar em sua carreira, onde ele se afasta do metal tradicional para explorar sonoridades mais próximas ao grunge e ao rock alternativo. O álbum foi originalmente concebido para ser o primeiro trabalho de uma banda chamada Skunkworks , mas a gravadora insistiu que fosse lançado sob o nome de Bruce Dickinson. Produzido por Jack Endino (conhecido por seu trabalho com Nirvana e Soundgarden), o disco traz uma abordagem crua e orgânica, com guitarras distorcidas e uma sonoridade mais moderna para a época. Diferente dos álbuns anteriores, como Tattooed Millionaire (1990) e Balls to Picasso (1994), que ainda tinham raízes no hard rock e metal, Skunkworks é influenciado por bandas da cena alternativa dos anos 1990. Há elementos de grunge, post-punk e até space rock, refletindo o desejo de Dickinson ...

Review: Bruce Dickinson – Resurrection Men (2024)

The Mandrake Project dividiu a opinião dos fãs de Bruce Dickinson. Primeiro álbum solo do vocalista do Iron Maiden em quase duas décadas, não soa como uma sequência da trilogia Accident of Birth (1997), The Chemical Wedding (1998) e Tyranny of Souls (2005) – o que, convenhamos, seria bastante improvável – e aposta em uma sonoridade que remete aos anos 1970 e à paixão do cantor pelo rock progressivo, além do óbvio heavy metal que o consagrou. “Resurrection Men” é uma das faixas mais fortes do álbum e quem assistiu aos shows da turnê do disco constatou isso in loco , com a canção funcionando muito bem ao vivo e levantando o público. Pois bem, ela encabeça o segundo single de The Mandrake Project e, para alegria dos fãs brasileiros, o EP ganhou uma edição nacional. Além de “Resurrection Men”, o material traz duas músicas gravadas ao vivo no show realizado por Bruce em São Paulo em 4 de maio de 2024, “Afterglow of Ragnanok” e “Abduction”, a primeira vinda do novo álbum e a segunda ...

Review: Bruce Dickinson – The Mandrake Project (2024)

Há um intervalo de dezenove anos entre o novo álbum de Bruce Dickinson e o seu trabalho solo anterior, Tyranny of Souls , lançado em 2005. Praticamente uma vida. E não é preciso pensar muito para perceber que todo esse hiato afasta The Mandrake Project da sonoridade presente nos discos anteriores de Bruce. Ou seja, nada do metal contemporâneo e com guitarras afinadas em tons mais baixos de The Chemical Wedding (1998) e Tyranny of Souls , e nem mesmo do retorno à sonoridade clássica do metal britânico que ouvimos em Accident of Birth (1997). The Mandrake Project vai por outro caminho, e isso é muito bom. Sétimo álbum de Bruce Dickinson, The Mandrake Project retoma a parceria do vocalista com Roy Z, guitarrista que é o grande parceiro criativo de sua carreira solo e também assina a produção. Ao lado dos dois temos o tecladista italiano Mistheria e o baterista norte-americano Dave Moreno, conhecido pelo seu trabalho no Puddle of Mudd. Também participam do álbum o guitarrista grego Gu...

Review: Bruce Dickinson – Skunkworks (1996)

Skunkworks é o terceiro álbum solo do vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, e chegou às lojas em 19 de fevereiro de 1996. O trabalho foi o único gravado com os músicos reunidos por Dickinson para a turnê do disco anterior, Balls to Picasso (1994): o guitarrista Alex Dickson, o baixista Chris Dale e o baterista Alessandro Elena. Esse mesmo quarteto registrou também o ao vivo Alive in Studio A , lançado em 18 de outubro de 1994. Essa formação se separou no final de 1996. Bruce Dickinson pretendia que Skunkworks fosse o álbum de estreia de uma nova banda com o mesmo nome, marcando um recomeço de sua carreira e deixando para trás o passado no heavy metal clássico ao lado do Iron Maiden. No entanto, a gravadora Castle afirmou que não colocaria o disco no mercado se ele não fosse creditado a Bruce. Musicalmente, o trabalho marca uma mudança gritante em relação ao metal que consagrou Dickinson e até mesmo aos seus dois álbuns solo anteriores, com o vocalista explorando um metal alte...

O Bruce Dickinson que não é aquele Bruce Dickinson

Quem lê com atenção os créditos do álbum No More Tears , de Ozzy Osbourne, se surpreenderá com Bruce Dickinson sendo creditado como produtor executivo. Seu nome aparece também nos créditos de discos de artistas como Cheap Trick, Nina Hagen, The Outfield, Men At Work, Ted Nugent, Peter Tosh, The Clash, Soul Asylum, Cyndi Lauper, Toto, Blue Öyster Cult, Jeff Beck, Patti Smith e muitos outros. Quer dizer então que, não satisfeito em ser vocalista do Iron Maiden, piloto de avião, escritor, palestrante e exercer inúmeras outras atividades, Bruce também colaborou com todos esses artistas? A resposta é sim, e também não. Bruce Dickinson trabalhou com todos os nomes citados, mas não o Bruce Dickinson que conhecemos. Existe um outro Bruce Dickinson com um longo currículo na indústria musical, homônimo ao frontman do Iron Maiden. Ele foi um executivo da Columbia Records, exerceu o cargo de Vice-Presidente de A&R da MCA entre 1988 e 1993 e, a partir de 1995, foi produtor da Sony Music. Atua...

A excelente estreia solo de Bruce Dickinson

Em 1990, Bruce Dickinson surpreendeu o mundo ao lançar o seu primeiro álbum solo, que veio após a sequência perfeita de discos que o Iron Maiden entregou ao mundo entre a sua estreia (1980) e Seventh Son of a Seventh Son (1988). Mas não só isso: Tattooed Millionaire apresentou uma outra faceta da musicalidade de Bruce, distanciando-se do metal e mostrando o cantor explorando as suas influências de hard rock. Conto toda essa história, analiso o álbum e mostro curiosidades sobre Tattooed Millionaire no novo vídeo do canal da Collectors Room no YouTube. E já convido você a se inscrever no canal , conhecer nosso  grupo de membros  e acompanhar o meu trabalho também pelo  Instagram  e pelo   grupo da CR no Facebook . Assista ao vídeo, deixe o seu comentário, compartilhe, mande para os amigos e coloque a excelente estreia solo de Bruce pra rodar enquanto faz tudo isso.

Os melhores vocalistas de metal de todos os tempos

Seguindo com a série de vídeos sobre os melhores músicos da história em cada posição, chegou a vez de falar dos melhores vocalistas de heavy metal da história. A metodologia é a mesma: pesquiso listas similares publicadas por veículos ao redor do mundo, aplico um sistema de pontos (10 para o primeiro, 9 para o segundo e assim por diante), somo tudo e chegou no top 10. É claro que muita gente boa fica de fora, afinal é um top 10. Mas, acima de tudo, fazer listas é fazer escolhas. Assista ao vídeo e comente, assine o canal, compartilhe para os seus amigos e conheça o nosso clube de membros , onde a partir de R$ 1,99 por mês você tem acesso antecipado a todos os vídeos do canal e muitos outros benefícios exclusivos.

O futuro do Iron Maiden

Os próximos meses serão interessantes para os fãs do Iron Maiden. Após fazer história com a espetacular The Legacy of the Beast Tour, que trouxe para o palco o show mais teatral da carreira da banda e repassou o catálogo de clássicos do grupo, o Iron Maiden entrou em modo stand-by . Essa parada terá dois eventos que mexerão com os fãs. O primeiro é o lançamento do segundo disco do British Lion, projeto solo de Steve Harris onde o líder, baixista e principal compositor do Maiden toca ao lado do vocalista Richard Taylor, dos guitarristas Graham Leslie e David Hawkins e do baterista Simon Dawson. O quinteto lançou o seu disco de estreia, British Lion , em 2012, trazendo influências dos anos 1970 e de nomes como Wishbone Ash, Thin Lizzy e UFO, bandas que Harris sempre admirou. Com boas músicas, o álbum dividiu os fãs principalmente pela voz de Taylor, aguda e um tanto incômoda, e que destoa bastante do que os devotos do Iron Maiden estão acostumados a encontrar no timbre de Bruc...

Playlist: o discografia solo de Bruce Dickinson

Bruce Dickinson gravou seis álbuns solo. A solidez permeia esses discos, que apesar da inegável qualidade não são muito comentados e até mesmo pouco conhecidos pelos fãs do Iron Maiden. Explorando influências que vão desde o hard rock dos anos 1970, passam pela música alternativa e chegam até um metal moderno, atual e com muito peso, Bruce possui um catálogo de canções de inegável respeito em sua carreira solo. Para ajudar você a se aventurar pelo sexteto formado por Tattooed Millionaire (1990), Balls to Picasso (1994), Skunkworks (1996), Accident of Birth (1997), The Chemical Wedding (1998) e Tyranny of Souls (2005), preparamos uma playlist com trinta músicas imperdíveis. Vale mencionar, como curiosidade, que o primeiro desses álbuns – Tattooed Millionaire – foi gravado quando ele ainda fazia parte do Iron Maiden e foi motivado pelo sucesso do single “Bring Your Daughter ... To the Slaughter”, presente na trilha do filme A Hora do Pesadelo 5 . E o mais recente disco...

Livro: Bruce Dickinson – Uma Autobiografia (2019, Intrínseca)

Aos 61 anos, Bruce Dickinson é uma lenda. Um dos maiores ícones do heavy metal e um dos grandes vocalistas e frontmen da história do rock. E também um exímio esgrimista, escritor, roteirista, apresentador, radialista, mestre cervejeiro, piloto e comandante de aviões. Todas essas facetas são abordadas em Pra Que Serve Esse Botão? , autobiografia publicada em 2018 lá fora e que saiu no Brasil no mesmo ano pela editora Intrínseca (320 páginas, tradução de Jaime Biaggio). O livro conta a inquieta vida do vocalista do Iron Maiden através de capítulos curtos e de uma escrita descontraída e dinâmica. Bruce opta por não falar sobre a sua família, deixando de fora assuntos relativos a sua ex e atual esposas e filhos, postura que mantém também em sua vida pessoal. Outro ponto importante é que este é um livro sobre Bruce Dickinson e não uma obra sobre o Iron Maiden. Isso quer dizer que Bruce foca totalmente na sua vida, e o Iron Maiden é apenas um dos aspectos desta jornada. Há muitas...

Review: Bruce Dickinson - Accident of Birth (1997)

Era tarde da noite, Bruce Dickinson estava em casa sem saber qual rumo dar à sua vida. Após o fracasso do seu álbum anterior ele pensou em abandonar a música e seguir carreira como ator ou piloto, mas uma ligação telefônica mudaria tudo novamente. Do outro lado da linha estava Roy Z:  " E aí, cara ? Está fazendo o quê ? Como vai ? Escute isso ... ". Era o riff de abertura do que viria a se tornar “Accident of Birth”, faixa título do seu próximo disco. Bruce desligou o telefone eufórico, saltou da poltrona e em cinco minutos a letra estava pronta. Uma semana depois eles já tinham compostos juntos metade do álbum. No seu quarto trabalho solo, Bruce recruta para uma das guitarras o fiel escudeiro Adrian Smith, que acabou participando pouco do processo de composição. Ao contrário do hard rock praticado em  Tattooed Millionaire (1990), Balls to Picasso (1994) e  Skunkworks (1996), o vocalista volta às suas raízes heavy metal com esse álbum e, convenhamos, ele...

O primeiro review que escrevi na vida e a maldição dos adjetivos

Publiquei aqui no site há algumas semanas uma entrevista com Sérgio Martins, da revista VEJA, e que na minha opinião é o melhor e mais completo jornalista especializado em música do Brasil. Falamos sobre a atividade e, claro, sobre crítica musical, apesar de o Sérgio não se considerar um crítico de música. Lá pelas tantas, quando perguntei sobre quais caras ele gosta de ler e quais influenciaram o seu trabalho, ele soltou uma resposta que ficou matutando na minha cabeça por semanas: “ Otávio Rodrigues, Pedro Só, Carlos Albuquerque, André Barcinski e Paulo Cavalcanti (in memoriam). São caras que, embora tenham um conhecimento absurdo sobre o que escrevem, o fazem de forma menos empolada. Porque, na boa, se você quer saber se o sujeito é um picareta, observa a quantidade de adjetivos e termos técnicos que ele coloca no texto ou o excesso de teorias ”. A entrevista completa está aqui . A partir de então, sempre que escrevi uma nova resenha procurei não colocar adjetivos em ...

Bruce Dickinson participará de concerto que celebrará obra de Jon Lord

Acontecerá em Quebec, no Canadá, no dia 21 de novembro, um show em homenagem a um dos trabalhos mais importantes de Jon Lord, falecido tecladista do Deep Purple. A apresentação celebrará o cinquentenário de Concerto for Group and Orchestra , disco que marcou a transição entre a primeira e a segunda fase do Deep Purpe, onde a banda conquistou o mundo com a chegada de Ian Gillan e Roger Glover e dez uma mudança considerável em sua música. As composições serão tocadas pela Quebec Symphony Orchestra com condução do maestro Paul Mann, grande amigo de Lord. A Paul Deslauriers Band também fará parte do show, que terá a participação mais do que especial de Bruce Dickinson. Para quem não sabe, o vocalista do Iron Maiden era próximo de Jon Lord e mantinha uma relação de amizade com o tecladista, participando de discos como a nova versão de Concerto for Group and Orchestra lançada em 2012. Os dois tinham inclusive planos de fazer uma turnê conjunta tocando apenas clássicos do Deep Pur...