26 de jan de 2013

Crashdïet: crítica de The Savage Playground (2013)

sábado, janeiro 26, 2013
Quando se fala em hard rock nos dias de hoje, uma das principais bandas, sem dúvida, é a sueca Crashdïet. Ao lado de nomes como Reckless Love, Dynasty e H.E.A.T., o quarteto formado por Simon Cruz (vocal), Martin Sweet (guitarra), Peter London (baixo) e Eric Young (bateria) tem não apenas atualizado, mas sobretudo revitalizado aquele hard festeiro e colorido que foi tão popular no final da década de 1980. Mantendo as principais características do gênero - grandes melodias, refrões certeiros e um clima de festa onipresente -, essas bandas comprovam que o estilo não precisa soar ultrapassado para garantir momentos de diversão.

The Savage Playground é o quarto álbum do Crashdïet e o sucessor de Generation Wild, de 2010. O disco acaba de chegar às lojas através da Frontiers Records e traz quatorze sons que reafirmam a posição do Crashdïet como uma das principais forças do hard atual. As composições são muito bem construídas e trazem doses generosas da esperada (e sempre bem-vinda) melodia, porém acompanhada de uma performance instrumental agressiva e um tanto áspera, aspecto acentuado pela produção. Isso faz com que o Crashdïet soe com mais testosterona e culhões (apesar do exagerado visual) do que a maioria dos grupos que executa esse tipo de som atualmente. Ponto para a banda.

Há uma abundância de riffs em The Savage Playground, alguns se aproximando agradavelmemte do heavy metal, como é o caso em “Anarchy” (com um riff muito semelhante ao trecho final de “Darkside of Aquarius”, de Bruce Dickinson) e “Snakes in Paradise”. O trabalho de Martin Sweet é o principal destaque do álbum, com uma evolução clara em relação ao último disco, caminhando em direção à uma forma mais direta de tocar, com riffs mais curtos e objetivos, mas com a sabedoria em fazer essa transição de forma suave e sem chocar os fãs, porém claramente perceptível para quem ouvir o disco com atenção.

O outro ponto alto é Simon Cruz, sempre nos brindando com linhas vocais especiais. E aqui também se repete a mesma característica percebida em relação à Sweet: ao mesmo tempo em que entrega muitos trechos repletos de vocais limpos, Simon também canta de maneira mais agressiva em diversas passagens. E faz tudo isso com absoluto domínio da situação, o que torna o seu trabalho em The Savage Playground recompensador para quem curte vocais criativos e bem feitos.

“Cocaine Cowboys” (primeiro single), “Anarchy”, “Lickin’ Dog”, “Circus” e “Snakes in Paradise” são os destaques em um disco sólido e que é garantia de bons momentos e diversão sem compromisso. Ou seja, exatamente o que um bom álbum de rock deve proporcionar.

Nota 7



Faixas:
1 Change the World
2 Cocaine Cowboys
3 Anarchy
4 California
5 Lickin’ Dog
6 Circus
7 Sin City
8 Got a Reason
9 Drinkin Without You
10 Snakes in Paradise
11 Damaged Kid
12 Excited
13 Garden of Babylon
14 Liquid Jesus

25 de jan de 2013

Tommy Aldridge (retorna e) é o novo baterista do Whitesnake

sexta-feira, janeiro 25, 2013
O Whitesnake acaba de anunciar em seu site oficial que Tommy Aldridge é o novo baterista da banda, assumindo o posto ocupado por Brian Tichy desde 2010. Essa será a terceira passagem de Aldridge pelo grupo. O músico fez parte do Whitesnake entre 1987 e 1990, e depois retornou entre 2003 e 2007.

Segundo David Coverdale, “quando pedi aos membros da banda para montarem suas listas de desejos com bateristas em potencial para nós, todos, sem exceção, colocaram Tommy em suas listas. Além disso, a maioria dos fãs que comentaram em nosso site também queriam Tommy na banda. Então, sem mais delongas, estamos muito felizes em recebê-lo de volta. Parece que é nosso destino trabalhar juntos. Bem-vindo de volta, Tommy!”.

Aldridge também se pronunciou sobre o retorno: “Eu não posso expressar o quão honrado e grato estou por estar de volta. Tocar com David Coverdale e companhia tem sido sempre um trabalho cheio de amor. Estou muito feliz por voltar e terminar o que começamos”.

Tommy Aldridge gravou quatro álbuns com o Whitesnake: Slip of the Tongue (1989), Live ... In the Still of the Night (2004), Live: In the Shadow of the Blues (2006) e Live at Donington 1990 (2011). O músico também teve passagens de destaque pelo Black Oak Arkansas e pelas bandas de Pat Travers, Gary Moore e Ozzy Osbourne.

Ouça “One Way Trigger”, a nova música dos Strokes

sexta-feira, janeiro 25, 2013
Os Strokes pegaram todo mundo de surpresa e divulgaram a inédita “One Way Trigger” em seu site oficial. Nada de “All the Time”, como tinha sido informado pela rádio de Seattle, The End.

“One Way Trigger” é uma boa música, com um clima meio oitentista e teclados conduzindo a composição, ao invés das habituais guitarras.

O novo disco do grupo deve sair até o final do ano, mas ainda não há data definida.

Ouça abaixo:

Lancer: crítica de Lancer (2013)

sexta-feira, janeiro 25, 2013
O saudosismo e o culto ao passado são partes integrantes da cultura heavy metal. Principalmente em relação à decada de 1980, o que não faltam são sites, publicações e até mesmo festivais dedicados exclusivamente ao som produzido naquele período. Todo esse culto fez surgir um estilo próprio dentro do metal, manifestado através da crescente onda de bandas retrô thrash surgidas nos últimos anos e que, na minha visão particular, salvo algumas excessões soam, em sua maioria, apenas genéricas, derivativas e totalmente desnecessárias.

Seguindo outro caminho, os suecos do Lancer também olham para o passado, mas para outra seara: a do power metal. Formada em 2009 na cidade de Arvika, a banda é composta por Isak Stenvall (vocal), Peter Ellström (guitarra), Fredrik Kelemen (guitarra), Emil Öberg (baixo) e Sebastian Pedernera (bateria) e acaba de lançar o seu primeiro disco. Batizado apenas com o nome do grupo, a estreia do Lancer saiu no último dia 18 de janeiro e irá agradar em cheio uma parcela considerável de metalheads.

O motivo dessa certeza é a mistura de influências que compõe a música do quinteto: linhas vocais muito bem construídas, guitarras velozes e melodias e arranjos que remetem diretamente ao Iron Maiden do biênio 1983/1984 e ao Helloween fase 1987/1988. E a cereja do bolo: um vocalista que possui um timbre de voz que fica no meio termo entre Michael Kiske e Tobias Sammet e, em alguns momentos, nos traz à mente o jovem Bruce Dickinson.

Produzido pela dupla Tommy Reinxeed e Ronny Milianowicz, que tem no currículo trabalhos para nomes como Hammerfall, Wolf e o próprio Kiske, o debut do Lancer parece um disco perdido de power metal gravado durante a década de 1980 e que só agora viu a luz do dia. A banda possui uma diferença fundamental em relação à grande maioria dos grupos que reciclam a sonoridade e a estética daquela época: ao invés do saudosismo puro e simples, o que temos aqui é um cuidadoso e sólido trabalho de composição que bebe sim no passado, mas com talento de sobra para tornar tudo refrescante e pra lá de cativante.

Se você é fã de bandas como Iron Maiden, Helloween, Gamma Ray, Hammerfall, Edguy e Steelwing, irá às nuvens com o Lancer. As nove faixas do disco são cheias de refrões grudentos e melodias eficazes, além de solos que instigam qualquer fã de metal a empunhar a sua air guitar e sair detonando tudo.

Entre as músicas, destaque para o primeiro single e faixa de abertura, “Purple Sky”, além de “The Exiled” (Steve Harris ficaria orgulhoso), “Young & Alive” (e dá-lhe Keeper of the Seven Keys), “Dreamchasers” e “Mr. Starlight”. Há alguns delizes quando a banda tenta ir por caminhos mais dramáticos, como em “Seventh Angel” e “Between the Devil and the Deep”, mas acerta o alvo contrário em duas faixas com duração excessiva e pretensão desnecessária.

Quando o culto ao passado vem acompanhado de grandes doses de talento no lugar da saudade pura e simples, não tem como dar errado. Esse é o caso do Lancer. Os suecos fizeram um belo trabalho em seu disco de estreia e possuem potencial para irem muito além.

É bom ficar de olho no Lancer, porque a coisa aqui promete (até porque uma banda que tem um avestruz cheio de spikes como mascote não pode passar despercebida ...).


Nota 7


Faixas:
1 Purple Sky
2 The Exiled
3 Young & Alive
4 Seventh Angel
5 Don’t Go Changing
6 Dreamchasers
7 Mr. Starlight
8 Deja Vu
9 Between the Devil and the Deep

Ouça “Sun Blows Up Today”, nova música do Flaming Lips

sexta-feira, janeiro 25, 2013
O Flaming Lips divulgou hoje o lyric video da música “Sun Blows Up Today”, faixa que faz parte do novo disco da banda, The Terror, que será lançado dia 2 de abril - os caras haviam informado que o trabalho sairia dia 01/04, mas aparentemente mudaram de ideia.

O décimo-terceiro álbum tem produção do próprio grupo e de Dave Friedmann e conta com nove faixas inéditas. O primeiro single, intitulado “Sun Blows Up Today”, será lançado em 3 de fevereiro.

Confira o tracklist:

1 Look…The Sun Is Rising
2 Be Free, A Way
3 Try To Explain
4 You Lust
5 The Terror
6 You Are Alone
7 Butterfly, How Long It Takes To Die
8 Turning Violent
9 Always There…In Our Hearts

Confira abaixo a nova viagem de Wayne Coyne e companhia:

O fim do The Devil’s Blood?

sexta-feira, janeiro 25, 2013
Ao que parece, infelizmente sim. A julgar pela mensagem postada pelos líderes do grupo, os irmãos Farida e Selim Lemouchi, tanto no site oficial quanto no Facebook da banda, o Devil’s Blood não existe mais.

Leia o que os músicos publicaram:


Se isso realmente se confirmar, só temos a lamentar, pois os holandeses eram uma das bandas mais originais surgidas no metal nos últimos anos. 

O The Devil’s Blood foi formado em 2007 em Eindhoven e lançou apenas dois discos, The Time of No Time Evermore (2009) e The Thousanfold Epicentre (2011). Além deles, a discografia da banda conta também com dois EPs (Come, Reap, de 2008, e Fire Burning, de 2011) e três singles - The Graveyard Shuffle (2008), I’ll Be Your Ghost (2009) e Fire Burning (2011).

A banda se destacou por produzir um som extremamente melódico e com flertes com a psicodelia, trilha que casava de maneira perfeita com as letras, sempre explorando temas ocultos. Além disso, os shows eram verdadeiros espetáculos visuais, com os músicos tocando à luz de velas e banhados por uma tinta vermelha semelhante ao sangue.

Esperamos para que tudo não passe de uma crise e que o grupo siga em frente.

Fique abaixo com algumas das melhores músicas gravadas pelo The Devil's Blood em sua, ao que parece, breve carreira:

Cathedral quebra silêncio de três anos e divulga música inédita em flexi-disc da Decibel

sexta-feira, janeiro 25, 2013
A cultuada banda inglesa Cathedral, um dos nomes mais importantes do doom metal, deu sinal de vida e saiu de sua aparente aposentaria. Explico: a próxima edição da revista Decibel trará um flexi-disc com a primeira gravação do grupo em 3 anos.

A faixa, que tem o título de “Vengeance of the Blind Dead”, marca também a estreia de Scott Carlson, ex-Repulsion, no baixo. Completam o time o vocalista Lee Dorrian, o guitarrista Garry Jennings e o baterista Brian Dixon.

O novo disco do quarteto, The Last Spire, sairá em abril e terá sete músicas inéditas - “Vengeance of the Blind Dead” não será incluída no álbum.

Ouça abaixo:

Documentário sobre a história dos Eagles é destaque no Sundance Film Festival

sexta-feira, janeiro 25, 2013
O grupo The Eagles, uma das instituições artísticas mais amadas dos Estados Unidos, foi uma das atrações do Sundance Film Festival, que segue até o próximo domingo (27) em Park City, Utah. 

O motivo é History of Eagles, Part One, documentário de 123 minutos dirigido por Allison Ellwood e Alex Gibney, filme que foi exibido no último sábado (19) e traz imagens de turnês nos anos 1970, além de entrevistas, revelações, shows raros e material caseiro dos membros da banda.

O documentário conta a história dos Eagles desde os seus primórdios, quando Don Henley e Glenn Frey se conheceram, no fim dos anos 1960, até a separação do time, no início da década de 1980. O ponto alto da produção talvez seja uma sequência de cenas gravadas em 16mm durante a turnê de divulgação de Hotel California (o mais conhecido dos LPs do grupo) feitas pelos consagrados câmeras Haskell Wexler (Woodstock) e Richard Pearce (No Nukes) em 1977. A produção é de Alex Gibney, nome que ganhou o Oscar em 2007 com o documentário Taxi to the Dark Side.


O filme terá lançamento em breve no formato DVD duplo. A segunda parte, que cobre as carreiras solo dos integrantes a partir de 1982 e também o seu retorno em 1994 com Hell Freezes Over, já está pronta e também será lançada em um futuro próximo no mercado, com direito a participação destacada do guitarrista Joe Walsh.

Perguntado sobre como era assistir todas aquelas imagens com drogas, quartos de hotéis destruídos e muitas mulheres, o vocalista Glenn Frey revelou ser desconfortante, mas que a história dos Eagles é muito maior do que a dos seus integrantes. Sobre a razão de fazer o documentário agora, Glenn revelou: “Nós estamos começando a fazer 60 anos e pensamos que seria melhor fazer agora, pois mais tarde podemos não lembrar de tudo que aconteceu”. O vocalista também revelou que a banda quer voltar para a estrada e fazer alguns shows, mas ainda não decidiram nada. “O futuro? Nós estamos levando um dia após o outro.”

Assista ao trailer de History of Eagles, Part One abaixo:

 

(por Márcio Grings)

Coachella anuncia as atrações da edição 2013 do festival

sexta-feira, janeiro 25, 2013
A edição deste ano do festival Coachella acontecerá nos dias 12,13 e 14 e 19, 20 e 21 de abril na cidade californiana de Indio, como sempre. Serão mais de 100 shows em seis dias, durante dois finais de semana consecutivos.

Todas as atrações da edição 2013 já foram anunciadas, e os principais headliners serão Stone Roses, Blur, Phoenix e Red Hot Chili Peppers. Além destas bandas, destaque para Lou Reed, Johnny Marr, Sigur Rós, New Order, Franz Ferdinand, Yeasayer, Violent Femmes, Nick Cave & The Bad Seeds, Social Distortion, Wu-Tang Clan, Tame Impala, The Gaslight Anthem e mais um monte de gente boa.

Mais informações sobre o festival pode ser encontrada no site do Coachella


Dá um confere no poster oficial, com todas as atrações de 2013:


Killswitch Engage divulga capa e trailer de novo álbum

sexta-feira, janeiro 25, 2013
A banda norte-americana Killswitch Engage divulgou a capa e o trailer de seu novo disco, Disarm the Descent, que será lançado dia 1 de abril pela Roadrunner.O sucessor do auto-intulado álbum de 2009 marca o retorno do vocalista original, Jesse Leach - o último trabalho do cantor com o grupo foi Alive or Just Breathing, de 2002.

Com 12 faixas, Disarm the Descent foi produzido pelo guitarrista Adam Dutkiewicz e mixado por Andy Sneap. “In Due Time”, primeiro single, será lançado dia 3 de fevereiro.

Confira o trailer, que contém um breve trecho de uma música inédita:

Assista o clipe de “The Nexus”, novo single do Amaranthe

sexta-feira, janeiro 25, 2013
A banda sueca Amaranthe divulgou o clipe de seu novo single, “The Nexus”. A música fará parte do segundo disco dos suecos, que sairá no segundo semestre pela Spinefarm.

O vídeo foi dirigido pelo requisitado Patric Ullaeus e mostra os músicos em uma espécie de base militar.

A bela arte da capa foi criada pelo brasileiro Gustavo Sazes, um dos designers mais respeitados no cenário metálico mundial.

Aumente o volume!

24 de jan de 2013

Assista o Baroness em linda versão ao vivo de “Foolsong”

quinta-feira, janeiro 24, 2013
Aos poucos a banda norte-americana Baroness vai retomando a sua rotina. Já em turnê pelos Estados Unidos, os músicos estão recuperados do sério acidente que sofreram em meados de 2012 e vão colocando a agenda de shows em dia.

Surgiu hoje um vídeo do grupo tocando a bela “Foolsong”, um dos momentos mais intensos do magnífico último disco do conjunto, Yellow & Green, em um show na Philadelphia em 20 de janeiro passado, quando abriram para o Neurosis.

Belo e arrepiante, confira!

Novo disco do Flaming Lips em abril

quinta-feira, janeiro 24, 2013
O décimo-terceiro álbum da banda norte-americana Flaming Lips se chamará The Terror e sairá dia 1º de abril. O sucessor de Embryonic (2009) tem produção da banda e de Dave Friedmann e conta com nove faixas inéditas. O primeiro single, intitulado “Sun Blows Up Today”, será lançado em 3 de fevereiro.

O grupo liderado pelo vocalista Wayne Coyne tocará dia 29/03, sexta-feira, na segunda edição do Lollapalooza Brasil, que acontece de 29 a 31 de março no Jockey Club, em São Paulo.

Fique abaixo com o clipe de “The Yeah Yeah Yeah Song”, faixa do álbum At War with the Mystics, de 2006:

As Velhas Caras do Hard - Parte 1: ótimas bandas que você nunca ouviu falar

quinta-feira, janeiro 24, 2013
Em novembro de 2011 iniciamos a publicação da série As Novas Caras do Metal com o objetivo de apresentar e levar até os leitores novas bandas de hard rock e heavy metal que estão fazendo um som legal e que merece ser conhecido pelos fãs de música pesada. Até agora já publicamos 15 edições da coluna, cada uma apresentando 10 grupos, totalizando 150 bandas novas já listadas.

O sucesso e o retorno motivou a criação de uma outra série de posts, que tem o seu início hoje. Batizada de As Velhas Caras do Hard, essa seção vai para o outro lado. Enquanto As Novas Caras do Metal seguirá levando até você bandas fresquinhas e interessantes, As Velhas Caras do Hard apresentará bandas poeirentas e obscuras, conhecidas, em grande parte, apenas pelos colecionadores mais dedicados.

A metodologia será a mesma que você já conhece: edições periódicas com 10 nomes cada, um breve histórico do grupo e do som que ele faz, acompanhado por uma de suas melhores músicas. Se você curtir, dá o passo seguinte e vai atrás dos demais trabalhos dos grupos, mergulhando fundo no porão setentista.

O motivo para criarmos essa coluna é simples: durante o final da década de 1960 e todos os anos 1970, quando o hard rock se firmou com gênero musical através de bandas hoje lendárias como Cream, Led Zeppelin, Deep Purple, Uriah Heep, Thin Lizzy e muitas outras, milhares de outros grupos com trabalhos interessantes não chegaram aos holofotes. Existem centenas de discos muito bons lançados nessa época por bandas que, mesmo não se tornando tão famosas e conhecidas quanto as citadas acima, tinham qualidade para alçar vôos maiores. E é justamente sobre essas bandas que iremos falar nessa nova coluna.

Espero que vocês curtam, levando até as suas coleções sons impressionantes de décadas atrás que, infelizmente, passaram batido pela maioria.

Aumentem o som e vamos nessa!

Black Cat Bones

Muita gente ouviu falar do Black Cat Bones, mas nem todo mundo ouviu o único disco que o grupo gravou, Barbed Wire Sandwich, lançado em 1970. Porque digo isso? Porque o Black Cat Bones contou em sua formação com Paul Kossoff e Simon Kirke, que depois formariam o Free, além de Rod Price, substituto de Kossoff, que durante os anos 1970 faria história com o Foghat.

O fato é que Barbed Wire Sandwich é um dos mais belos álbuns de blues rock que já tive o prazer de ouvir. A sensibilidade mostrada pela banda é de um beleza assustadora e emocionante. O vocalista Brian Short entrega interpretações cheias de feeling, fazendo com que cada uma das nove faixas soe especial. Os solos de Rod Price são um destaque à parte, deixando claro todo o talento que ele mostraria anos depois, já com o Foghat. Entre as músicas, destaque "Chauffeur" (que soa semelhante à versão do Led Zeppelin para "You Shook Me" - ouça e tire suas próprias conclusões), "Death Valley Blues", o lindo blues acústico "Feelin´ Good", "Save My Love" e "Good Lookin´ Woman".

Barbed Wire Sandwich recebeu algumas versões em CD, mas encontrar o vinil original e em perfeito estado é uma tremenda raridade, o que explica a cotação estratosférica que o disco alcançou entre os colecionadores.



Head Machine

Considerado por muitos como uma espécie de pré-Uriah Heep, o Head Machine foi um projeto liderado pelo tecladista Ken Hensley que durou pouquíssimo tempo e lançou apenas um disco, Orgasm, em 1970.

Em 1965, o jovem Ken, até então um entusiasta da soul music, perdeu o interesse pelo estilo e resolveu montar uma banda que explorasse a sua nova paixão, o rock. Ao lado de Mick Taylor (que mais tarde substituiria Brian Jones nos Rolling Stones), Hensley montou o The Gods, que contaria em sua formação com jovens músicos que se consagrariam alguns anos mais tarde, como Greg Lake (King Crimson e ELP), Paul Newton (Uriah Heep), Lee Kerslake (Uriah Heep) e John Glascok (Jethro Tull).

Em 1968 o The Gods assinou com a Columbia e lançou dois discos (Genesis naquele mesmo ano e To Samuel a Son em 1970), encerrando as suas atividades quando Greg Lake deixou a banda para se juntar ao Spice. Mantendo a mesma formação, mas investindo em um som mais progressivo, o The Gods mudou de nome e passou a se chamar Toe Fat. O grupo gravou dois álbuns (Toe Fat em 1970 e Toe Fat Two em 1971). Foi nessa época de transição, entre a saída de Hensley do Toe Fat e a sua entrada no Uriah Heep, que o tecladista reuniu alguns brothers das antigas e gravou o primeiro e único disco do Head Machine.

Orgasm foi lançado em 1970 com duas capas diferentes. A original, com uma concha aberta fazendo uma metáfora visual com o órgão sexual feminino, e outra, mais comportada, toda preta e com um símbolo similar ao logo do clássico selo Vertigo no centro. Suas sete faixas apresentam um hard rock com alguns elementos de rock progressivo, antecipando o que o Uriah Heep faria durante os 70s. Entre elas, as minhas preferidas são “Climax – You Tried to Take It All”, “You Must Come With Me”, “Orgasm” (com um baita riff, clássico instantâneo!) e “Scattering Seeds”, outra onde o destaque é a guitarra de Ken Hensley. Aliás, o Head Machine prova o quanto, mesmo sendo merecidamente reconhecido como um dos grandes tecladistas da história do rock, Hensley era também um ótimo vocalista e guitarrista, além de excelente compositor.

Aos interessados, Orgasm ganhou uma belíssima edição digipak em 2006 a cargo da gravadora alemã Buy or Die (Cat# BOD 130), além de uma versão limitada em vinil de 180 gramas pela Tapestry. As duas são extremamente recomendadas não só para os fãs de Ken Hensley e do Uriah Heep, mas para quem curte um bom hardão setentista.



Sir Lord Baltimore

Uma da bandas mais cultuadas do hard rock setentista, o Sir Lord Baltimore foi formado em 1968 no bairro do Brooklyn, em Nova York, pelo vocalista e baterista John Garner, pelo guitarrista Louis Dambra e pelo baixista Gary Justin. O trio se conheceu na escola e começou a ensaiar com afinco naquele mesmo ano.

As coisas começaram a acontecer para o Sir Lord Baltimore quando a banda conheceu Mike Appel, empresário iniciante e que, alguns anos mais tarde, seria manager de Bruce Springsteen. Appel batizou o grupo com o seu nome definitivo, além de ser o co-autor de várias faixas e um dos produtores do disco de estreia do grupo.

Batizado como Kingdom Come, o álbum foi gravado nos estúdios Vantone, en Nova Jersey, e foi produzido por Mike Appel e Jim Cretecos. A mixagem final foi realizada pelo lendário Eddie Kramer no Electric Ladyland Studios, cujo dono era um tal de Jimi Hendrix. Diz a lenda que durante o processo de mixagem os integrantes do Pink Floyd teriam ouvido o disco e ficado muito impressionados com a música do Sir Lord Baltimore.

Kingdom Come chegou às lojas em 1970 trazendo um hard pesadíssimo, repleto de grandes riffs. O baixo de Gary Justin colocava ainda mais peso às músicas, enquanto a bateria de John Garner imprimia um ritmo tribal ao proto-heavy da banda. O som lembra o Black Sabbath do início, com algumas músicas mais arrastadas e carregadas com uma atmosfera sombria e aterrorizante. O crítico Mike Saunders, da Creem Magazine, escreveu um review bastante favorável ao grupo, que se tornou histórico por ser apontado como a primeira vez em que o termo “heavy metal” foi utilizado como referência a um estilo musical. Só por aí dá pra sentir a influência do Sir Lord Baltimore na música pesada.

Entre as dez faixas de Kingdom Come, destaco a que dá nome ao disco, “Hell Hound”, “Helium Head”, “Ain´t Got Hung On You”, “Master Heartache” e “Lady of Fire”. Além do conteúdo musical de primeira, Kingdom Come tem como destaque a belíssima capa, que traz a pintura de um fantasmagórico navio.

Em 1971 saiu um segundo LP auto-intitulado, porém bastante inferior à estreia. Vale dizer que a banda voltou à ativa e inclusive lançou um álbum inédito em 2006, batizado como Sir Lord Baltimore III Raw, contendo músicas que haviam sido compostas originalmente para um disco que seria lançado em 1976, mas que acabou abortado com o fim das atividades do grupo.

Historicamente, o Sir Lord Baltimore tem importância equivalente para o metal que grupos consagrados como Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple ostentam, o que já seria motivo mais do que suficiente para o grupo ter um reconhecimento incontestável mundo afora, o que, infelizmente, não ocorreu.



Bull Angus

Formada na cidade de Poughkeepsie, no estado de Nova York, a banda americana Bull Angus lançou apenas dois discos em sua curta carreira, o debut Bull Angus (1971) e Free For All (1972), sendo que ambos os registros são raríssimos de serem encontrados, além de objetos de desejo entre os colecionadores mundo afora.

Fazendo um hard rock com influências de nomes como Grand Funk Railroad, Mountain, Deep Purple e Led Zeppelin, o Bull Angus se destaca pela ótima integração entre as guitarras, o Hammond esperto que tempera as composições e a bateria suingada de Geno Charles, que, ao lado do baixista Lenny Venditti, injeta uma generosa e muito bem-vinda dose de malícia e safadeza no som dos caras. O vocalista Frankie Previte merece menção também por saber dosar o seu timbre agudo de uma forma agradável, contribuindo para que a música do grupo seja extremamente agradável aos ouvidos.

Desconhecido, obscuro, pouco falado, mas mesmo assim um grande grupo, que agrada de imediato qualquer apreciador da estética setentista.


Flower Travellin’ Band

A Flower Travellin´ Band foi formada em 1969 em Tóquio, capital japonesa, e encerrou suas atividades em 1973. Nesse curto período de tempo lançou quatro álbuns (Anywhere em 1970, Satori em 1971, Made in Japan em 1972 e Make Up em 1973), entre os quais o meu preferido, e da maioria dos críticos, é o espetacular Satori. O grupo teve um breve retorno na década passada, volta essa que gerou o disco We Are Here (2008).

Composto por apenas cinco longas faixas, Satori é de uma originalidade absurda, pois une riffs pesadíssimos de guitarra carregados de melodias tipicamente orientais, resultando em um som único. As linhas vocais tem claras influências dos primeiros discos do Black Sabbath, enquanto o timbre do vocalista Akira Yamanaka (já falecido) remete a Robert Plant.

Satori é um daqueles discos que você estranha à primeira audição mas sente que tem algo especial nas mãos, e que a cada novo play vai levando o ouvinte por um mundo novo, repleto de novas possibilidades e caminhos sonoros.

Este é um disco recomendadíssimo, um clássico obscuro do hard setentista, que todo e qualquer colecionador de hard rock deveria ter em sua coleção, mas que, infelizmente, pouca gente conhece.


Hammer

Ótimo grupo britânico que lançou apenas um disco. O som do debut, batizado apenas como Hammer, é um potente hard rock com o teclado em primeiro plano, bem na linha de bandas clássicas como o Deep Purple e o Uriah Heep. Lembrando que o álbum do Hammer é de 1971, período inicial desses dois gigantes. Ou seja, os caras estavam antenadíssimos com o que rolava na terra da Rainha, mas, por algum motivo, acabaram ficando pelo caminho.

A abertura com "Something Easy" é empolgante; "Tuane" coloca um contagiante balanço na mistura; "Hangover Horns" é um hardão clássico; a pop "Charity Taylor" mostra que os caras tinham talento pra fazer música pra pegar umas garotinhas; e o encerramento, com a ótima "Death to a King", parece sair de um álbum de jazz do período.


Wild Turkey

Mais conhecido por ser o grupo que o baixista Glenn Cornick formou após a sua saída do Jethro Tull em 1970, o Wild Turkey lançou dois ótimos discos (Battle Hymn em 1971 e Turkey em 1972) e encerrou as suas atividades em 1974, reunindo-se novamente apenas em 1996, sendo que essa nova fase já rendeu três trabalhos inéditos, Stealer of Years (1996), Final Performance (2004) e You & Me in the Jungle (2006), além do ao vivo Live in Edinburgh (2001).

Battle Hymn é um dos meus álbuns preferidos do período, um obra-prima perdida nos enfumaçados anos 1970. A música do Wild Turkey é um hard rock cativante, com guitarras gêmeas repletas de melodias e alguma influência de blues. Os principais destaques são o guitarrista Tweke Lewis, o vocalista Gary Hopkins e o baterista Jeff Jones. Os melhores momentos estão em faixas como "Butterfly" (que abre o disco de maneira sublime - essa música é um dos melhores hards gravados naquela época, ouça e comprove), a balada "Dulwich Fox", "Easter Psalm", "Sanctuary", "One Sole Survivor", "Battle Hymn" e "Sentinel".

Um ótimo álbum de uma banda praticamente desconhecida nos dias atuais, o que é uma grande pena.


Pluto

O Pluto foi um grupo londrino de hard rock formado pelo guitarrista Paul Gardner em 1970. Gardner encontrou o parceiro ideal no também guitarrista Alan Warner. Completavam a banda o baixista Mick Worth e o batera Derek Jervis (ex-Mighty Joe Young). O nome do grupo foi inspirado no simpático cão companheiro de Mickey Mouse.

Paul Gardner e Alan Warner eram as figuras centrais e usinas criativas do Pluto. Ambos tinham larga experiência na cena musical inglesa dos anos sessenta. Gardner era um bem cotado músico de estúdio, e teve passagens por grupos como Dry Ice, Cochise, Skin Alley, High Tide e Tress. Já Warner, além de ter construído uma excelente reputação como session man, tocou com bandas como The Foundations, The Trekkers, The Dwellers, Leesiders Sect e The Ramong.

O primeiro e único disco do grupo, lançado em 1971, ganhou status de cult com o passar dos anos. Executando um hard rock focado nas guitarras, com grandes melodias, criativas passagens instrumentais e interessantes linhas vocais, o som do Pluto cativa quase que instantaneamente. Influências de Pete Townshend são sentidas nas bases e riffs, enquanto a competente cozinha de Worth e Jervis forma uma base sólida e segura. Entre as faixas, destaques para a abertura com "Grossfire", a excelente "Down and Out", "Road to Glory", "Stealing My Thunder", "Mister Westwood", "Rag a Bone Joe" e o encerramento com "I Really Want It".

A versão lançada pela gravadora japonesa Strange Days em 2007 (Cat# POCE 1052), em uma linda embalagem paper sleeve (conhecido no Brasil como mini LP), traz duas faixas extras: "Something That You Loved", b-side do single "I Really Want It", e uma versão alternativa para "Rag a Bone Joe". Há também uma versão do disco chamada Pluto Plus, lançada em 1989 em vinil pela gravadora inglesa See for Miles (Cat# SEE 265). Esse versão tem uma capa diferente e inclui duas faixas bônus, “I Really Want It” e “Something that You Loved”.

Além desse único álbum, a discografia do Pluto é completada por três singles: "Rag a Bone Joe / Stealing My Thunder" (Dawn, Cat# DNS 1017), lançado em 1971; "I Really Want It / Something that You Loved" (Dawn, Cat# DNS 1026), de 1972; e "Mockingbird Hill / Pluto´s Theme" (Warner, Cat# K 16311), de 1973. Tanto o álbum quanto os singles são extremamente difíceis de serem encontrados em suas versões originais, principalmente o terceiro compacto, que traz duas faixas que não constam no disco e nem nos relançamentos em CD.


Cargo

O que temos aqui é um verdadeiro clássico perdido setentista! Esses holandeses gravaram apenas um disco, com o nome do grupo, lançado em 1972 e objeto de desejo. O som é um hard rock cativante, repleto de melodias e longas passagens instrumentais, com destaque para as guitarras gêmeas dos irmãos Ad e Jan de Hont. Entre as influências do Cargo, podemos citar gigantes como Wishbone Ash, Ten Years After e Uriah Heep.

Encontrar o disco original é extremamente difícil. O vinil da época é raríssimo, mas o álbum ganhou uma versão em CD em 1993, lançada pela gravadora holandesa Pseudonym (Cat# CDP 1006 DD), além de uma ótima e recomendadíssima edição em vinil de 180 gramas (Cat# VP99 005), pela mesma companhia, editada também em 93. É raro topar com qualquer uma delas, então, se isso acontecer, não pense duas vezes: compre!

Recomendadíssimo para quem curte um poderoso e clássico hardão setentista.


Charlee

O primeiro e único disco deste power trio canadense é um dos mais desejados pelos apreciadores e colecionadores do chamado hardão setentista. Liderado pelo lendário guitarrista italiano Walter Rossi, o Charlee cometeu em seu único registro uma obra-prima do gênero.

Rossi, exímio instrumentista, teve passagens marcantes pela banda de Wilson Pickett e pelo Buddy Miles Express, onde em 1970 gravou a primeira versão do maior sucesso de Miles, "Them Changes", poucos meses antes de Buddy aceitar o convite de Jimi Hendrix e integrar a Band of Gypsies. Aliás, para muitos pesquisadores, a versão de Hendrix para "Them Changes", presente no álbum Band of Gypsies, contém um solo muito semelhante ao que Rossi havia gravado anteriormente, o que demonstra o quanto o músico italiano radicado no Canadá estava à frente do seu tempo.

As oito faixas de Charlee apresentam um hard rock pesadíssimo, com claras e gigantescas influências de Hendrix no modo de Rossi tocar a sua guitarra. O disco abre com a instrumental "Wizzard", um hard blues cósmico de cair o queixo. Na sequência temos a hendrixiana "Lord Knows I´ve Won", repleta de groove e com um "mojo" irresistível. O riff de abertura de "Just You and Me" é mais uma prova do talento único de Rossi, enquanto "A Way To Die" é uma balada de uma beleza tocante, demonstrando em seus solos e melodias a enorme de sensibilidade e intimidade de Walter Rossi com o seu instrumento.

"Let´s Keep Silent" é outra composição onde podemos sentir a influência de Jimi Hendrix no estilo de Rossi. Com um balanço contagiante, é uma espécie de hard funk repleto de malícia, com Walter debulhando no wah-wah. "Wheel of Fortune Turning" espanta pelo seu peso absurdo, enquanto "It Isn´t The First Time" aposta mais uma vez no balanço e tem um certo tempero latino.

O álbum foi lançado em 1972 no Canadá e apenas em 1976 nos Estados Unidos, sendo que a edição americana tem uma capa diferente da original, com uma ilustração de Rossi, Geisinger e Driscoll que lembra o estilo do cartunista Robert Crumb. As duas são difíceis de serem encontradas em vinil, mas a edição canadense é a mais valorizada e rara, um verdadeiro objeto de desejo entre os colecionadores.

Resumindo: o Charlee foi um grupo sensacional, liderado por um músico incrível, mas que, infelizmente, ficou pelo caminho, não alcançando o reconhecimento e a importância que merecia. Um erro que podemos consertar com o tempo. E aí, topam esse desafio comigo?

Forka lança novo álbum, divulga teaser de clipe e duas novas músicas

quinta-feira, janeiro 24, 2013
A banda paulista Forka, um dos melhores nomes do cenário metal brasileiro, lançará o seu terceiro disco, Black Ocean, nas próximas semanas, e colocou na roda uma prévia de como o trabalho soará.

O grupo divulgou o teaser do clipe do single “Empire Surrender”, além de colocar na rede a íntegra das inéditas “Black Ocean” e “Last Confrontation”.

Confira abaixo:

O fim do The Mars Volta

quinta-feira, janeiro 24, 2013
A banda norte-americana The Mars Volta anunciou o encerramento das suas atividadades. O vocalista Cedric Bixler-Zavala anunciou a sua saída do grupo via Twitter, colocando um fim na história do conjunto. O principal motivo foi a recusa do guitarrista Omar Rodríguez-López em fazer uma turnê para divulgar o último disco, Noctourniquet, decisão essa que desagradou profundamente Zavala. A diferença de opiniões entre os dois cérebros criativos jogou a pá de cal definitiva sobre o grupo.

O The Mars Volta surgiu das cinzas At the Drive-In em 2001 e lançou seis discos - De-Loused in the Comatorium (2003), Frances the Mute (2005), Amputechture (2006), The Bedlam in Goliath (2008), Octahedron (2009) e Noctourniquet (2012), todos explorando uma sonoridade composta por elementos de post-rock, prog, psicodelia e altas doses de experimentalismo.

Ouça abaixo um dos melhores momentos da carreira da banda:

Baterista sai do The Faceless

quinta-feira, janeiro 24, 2013
Um dos melhores e mais criativos nomes do death metal na atualidade, o grupo norte-americano The Faceless sofreu uma baixa em sua formação. O baterista Lyle Cooper deixou a banda. O músico alegou as famosas “diferenças musicais” como justificativa para a sua decisão. A banda ainda não se pronunciou sobre a saída de Cooper e seu futuro substituto.

Vale lembrar que Autotheism, terceiro disco do The Faceless, saiu em agosto de 2012 e recebeu generosos elogios da imprensa musical mundo afora.

Se você ainda não conhece o grupo, ouça abaixo uma das faixas do último disco dos caras:

Confira “Smells Like a Freakshow”, o novo clipe do Avatar

quinta-feira, janeiro 24, 2013
Os suecos do Avatar se reinventaram em 2012 e mudaram consideravelmente o seu som no álbum Black Waltz, investindo em uma sonoridade mais moderna e com claras influências de Marilyn Manson e Rammstein. Pessoalmente, gostei muito do resultado final, tanto que escrevi sobre o disco aqui.

Dando sequência à divulgação do trabalho, o grupo gravou mais um clipe para uma das faixas de Black Waltz. Quem ganhou um vídeo dessa vez foi “Smells Like a Freakshow”, gravado todo em preto e branco e mostrando cenas dos músicos em situações inusitadas.

Assista abaixo:

23 de jan de 2013

JackDevil: crítica de Faster Than Evil (2013)

quarta-feira, janeiro 23, 2013
Já escrevi isso, mas é sempre bom lembrar: apoiar a cena nacional de heavy metal não é elogiar, indiscriminadamente, todas as bandas que lançam material no mercado. Porque retomo esse assunto? Porque grande parte dos “resenhistas” de blogs, sites e revistas continua repetindo o erro e confundindo profundamente o ato de “apoiar” e “divulgar” com a chuva de elogios desmedidos tão perculiar à cegueira auditiva.

A bola da vez é o quarteto maranhense JackDevil. Os caras lançaram a sua estreia, Under the Satan Command, em 2012, e agora retornam com um EP de cinco faixas chamado Faster Than Evil. O som é um thrash temperado com influências da NWOBHM, notadamente nas melodias de guitarra - a própria banda se classifica como New Wave of Brazilian Heavy Metal, cuja sigla é a mesma da lendária cena britânica.

Ainda que grandes doses de energia permeiem todo o EP, o trabalho do JackDevil peca pela absoluta falta de originalidade. Não há nada de novo, que demonstre e imprima uma personalidade própria ao trabalho dos caras. A produção mediana apenas evidencia essa carência. O Violator, por exemplo, que já é extremamente derivativo, alcançou resultados muito melhores em todos os seus lançamentos.

Não se deve confundir “autenticidade” e “fazer metal de verdade” com uma sonoridade que apenas recicla elementos do passado. Infelizmente é isso que o JackDevil faz, e, pelos comentários em relação ao trabalho do grupo, é esse entendimento que grande parte do público e da crítica tem tido em relação à música do conjunto.

Se o objetivo dos integrantes do JackDevil é que a banda fique restrita ao segmento saudosista, apesar de claramente não oferecer nada que se destaque Faster Than Evil até é digerível. Agora, se os caras querem realmente crescer na cena e construir uma longa e sólida carreira, é preciso encontrar urgentemente uma identidade própria, já que, com o que produziram até agora, não irão muito longe.

Nota 4

 
 
Faixas:
1 Faster Than Evil
2 Flashlights
3 Bastards in the Guillotine
4 Scream for Me
5 Night of the Killer

Jess and The Ancient Ones lança novo EP em fevereiro

quarta-feira, janeiro 23, 2013
Uma das boas surpresas de 2012, a banda finlandesa Jess and The Ancient Ones prepara o seu próximo passo. O grupo lançará em 22 de fevereiro o sucessor de sua estreia auto-intitulada.

O EP Astral Sabbat trará apenas três faixas, sendo que uma delas é uma versão para “Long and Lonesome Road” do Shoking Blue, conhecido pelo hit “Venus”. Completam o tracklist as inéditas “Astral Sabbat” e “More Than Living”.

Astral Sabbath será lançado em CD, LP e em formato digital, e conta com uma belíssima arte de capa, como você pode comprovar abaixo:



Fique abaixo com a épica “Sulfur Giants”, uma das melhores músicas do debut do JATAO:

Entrevista exclusiva: batemos um papo com Blaze Bayley

quarta-feira, janeiro 23, 2013
Blaze Bayley tem motivos de sobra para ser grato aos fãs brasileiros. Durante as quase três horas de show, feito recentemente em Pato Branco, Paraná, foram poucos os momentos em que mais ou menos entusiasmado o público não participou cantando ou gritando “Blaze” com punhos cerrados. 

Para quem conhece a trajetória do músico não é difícil imaginar quais foram os momentos de maior entusiasmo. Mesmo depois de 13 anos de sua saída do Iron Maiden, e da construção de uma carreira solo respeitável, Blaze não consegue se dissociar da imagem – para alguns injustamente vista como um estigma – de vocalista do Maiden em um período em que banda teve menor expressão. Mas ele não se incomoda com isso, e nem se esforça para que as coisas sejam diferentes. “Só tenho boas lembranças do período em que estive com o Iron Maiden, e me orgulho dos discos que gravei com eles (The X Factor e Virtual XI). Agradeço a vocês por me considerarem parte da história dessa incrível banda”, disse o músico durante a apresentação. 

Blaze esteve no Brasil apresentando a turnê acústica The King of Resistance, ao lado do violonista Thomas Zwijsen, criador do projeto Nylon Maiden, um disco com músicas de várias fases do Iron Maiden interpretadas no violão. Com a dupla também estava Anne Bakker, que acrescentou violino aos novos arranjos acústicos do show, cujo repertório passou pelas várias fases da carreira de Blaze. 


Confira a entrevista que Blaze Bayley concedeu à Collector´s Room. 


Como o público está recebendo esse projeto acústico? 

Eu fiquei conhecido pelo heavy metal, mas todos os meus fãs estão muito interessados em meu projeto acústico. Estão demostrando que gostam, estão indo aos shows, e a recepção no Brasil está sendo muito boa. Recebo muito apoio dos fãs brasileiros. 

De que forma você percebe esse apoio? 

O Brasil e a Espanha são os dois países onde os fãs realmente abrem seus corações à Blaze Bayley. Dizem: “ok, vamos ver o que ele tem a mostrar”. Em vários outros lugares as pessoas são mais reservadas. Desde que eu vim para o Brasil pela primeira vez fui recebido muito bem. Aqui é uma espécie de segunda casa. 

Recentemente você gravou um EP com Thomas. Acha que o projeto pode evoluir para um disco? 

Eu não sei. O que houve foi que o convidei para uma turnê acústica pela Inglaterra, em alguns clubes pequenos, esse foi o começo. Não tivemos grandes públicos, mas grandes reações. Foi assim que surgiu o EP (Russian Holiday); as pessoas nos diziam no fim dos shows que se trouxéssemos uma gravação elas poderiam comprar. Eu até gostaria de gravar um disco com nosso material acústico, pois Thomas produziu bons arranjos para o Nylon Maiden. Tenho muitas canções em meu catálogo desde que deixei o Iron Maiden, e algumas dessas músicas eu apresento na turnê, assim como as do Maiden. É uma forma diferente de fazer as coisas. Hoje canto de uma maneira diferente, canto como um homem com experiência de vida. 

Quais são as melhores lembranças de sua fase com o Iron Maiden? 

Eu acho que foram os pequenos shows que fizemos, e obviamente o Monster of Rock em São Paulo (1996, estádio Pacaembu). Nesses primeiros shows eu me senti parte do Iron Maiden, sentia aquela energia que envolvia a banda, e isso era muito legal. 

Hoje como é sua relação com os outros membros da banda? 

Eu gravei meu disco mais recente, The King of Metal, de graça no estúdio de Steve Harris, em Essex. Pedi a ele se poderia usá-lo e ele me cedeu. A maior parte do disco foi masterizado lá. Então eu diria que é uma relação muito boa, sinto algo muito positivo em relação à banda, e espero que isso seja recíproco.

(texto e fotos por Nelson Júnior)

Prince quebra silêncio e divulga música inédita

quarta-feira, janeiro 23, 2013
Prince Rogers Nelson está de volta, e em grande estilo. O artista divulgou o lyric video da inédita “Screw Diver”, ótima faixa que tem uma pegada bem rock and roll e o balanço funk característico de sua carreira. Em suma, uma pedrada!

Não há notícias concretas se Prince está preparando o sucessor de 20Ten, seu último álbum, lançado em 2010. Mas, a julgar pelo alto nível de “Screw Diver”, torcemos para que esteja.

Ouça em volume máximo!

As Novas Caras do Metal - Parte 15

quarta-feira, janeiro 23, 2013
Nova edição da coluna As Novas Caras do Metal, que mostra os sons legais que estão rolando nas diferentes facetas do metal e do hard rock mundo afora e que você deve dar uma conferida.

Essa décima-quinta parte foca em bandas que lançaram seus novos discos neste início de 2013, e também em alguns grupos que colocarão as suas estreias nas lojas nos próximos meses.

Aumente o volume!



Scorpion Child

Você vai ouvir falar bastante do Scorpion Child no futuro. A banda, natural da cidade de Austin, no Texas, assinou com a Nuclear Blast e lançará o seu primeiro disco em maio. O som é um metal tradicional com pedigree e ecos da sonoridade clássica da NWOBHM.





AEther Realm

Este sexteto norte-americano formado na cidade de Greenville lançou o seu primeiro disco, One Chosen by the Gods, no início do ano, mais precisamente no dia 8 de janeiro de 2013. O som é um death metal com melodias épicas e letras de temática viking. O som do grupo pode ser classificado como uma espécie de Ensiferum mais melódico.

Se você curte o gênero, é um prato cheio!




Sulphur Aeon

Death metal alemão, cujo disco de estreia, Swallowed by the Ocean’s Tide, saiu no início do ano. O som é influenciado por Behemoth, Vader e Portal, alternando passagens mais lentas com trechos insanos, tudo extremamente pesado. Vale a pena ficar de olho!




Mörbid Carnage

Banda húngara formada em 2007. O primeiro disco, Night Assassins, saiu em 2010, enquanto o segundo, Merciless Conquest, acaba de chegar às lojas. Thrash metal bastante agressivo, repleto de riffs, rápido e direto ao ponto, sem enrolações desnecessárias.


 


Sons of Aeon

Banda finlandesa cujo primeiro disco, batizado apenas com o nome do grupo, foi lançado em 18 de janeiro último e vem recebendo elogios da crítica. O som pode ser definido como a música que o Ghost Brigade faria se fosse um grupo de death metal melódico.


 

Mutiny Within

O Mutiny Within vem dos Estados Unidos e está na ativa desde 2002. Apesar do já considerável tempo de carreira, a banda tem apenas dois discos: a estreia auto-intitulada e Synchronicity, que acaba de sair. O som é um metalcore com leves toques progressivos.


 

The Project Hate MCMXCIX

Sexteto sueco formado em 1998 e praticamente desconhecido no Brasil, o The Project Hate MCMXCIX já lançou dez discos, sendo que o último deles, The Cadaverous Retaliation Agenda, acabou de sair. O som é um prog com toques de death metal, contraste entre vocais guturais masculinos e uma bela voz feminina, rico em variações e repleto de passagens instrumentais. Muito bom!


 

Lancer

Mais uma boa novidade vinda da Suécia. O Lancer acaba de lançar o seu disco de estreia, batizado apenas com o nome da banda, e tem tudo para agradar os fãs de metal, principalmente os brasileiros. O motivo: a parte instrumental é bastante influenciada por Iron Maiden e Helloween, enquanto o timbre de voz de Isak Stenvall lembra bastante o de Michael Kiske.

Comprove abaixo:

 


Spider Kitten

Stoner britânico bem psicodélico e lisérgico. O Spider Kitten já tem três discos no currículo, sendo que o último, Cougar Club, está quentinho, pois chegou às lojas inglesas em 14 de janeiro.





Rings of Saturn

Death metal extremamente técnico e maluco produzido nos Estados Unidos. O Rings f Saturn acaba de lançar o seu segundo disco, Dingir, e faz um som bastante original, com potencial para agradar de primeira quem curte metal extremo.



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