02/09/2011
Miles Davis e o antológico show na Ilha de Wight em 1970
sexta-feira, setembro 02, 2011
6 comentários
Charlie Benante e o vinil do novo álbum do Anthrax
sexta-feira, setembro 02, 2011
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Assista 'Westway to the World', documentário sobre o The Clash
sexta-feira, setembro 02, 2011
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Ryan Adams, Iron Maiden e o radicalismo imbecil
Heavy Metal
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Iron Maiden
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Ricardo Seelig
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Ryan Adams
sexta-feira, setembro 02, 2011
19 comentários
Por Ricardo Seelig
O
fã de heavy metal se comporta como se fosse dono de uma reserva de
mercado. Como se o som que ele ouve e gosta fosse um privilégio
digno de poucos. Na sua cabeça, apenas os escolhidos podem ter a
dádiva de ouvir o metal pesado. Uma grande besteira, como você bem
sabe.
Esse
pensamento limitado faz surgir situações pitorescas de tempos em
tempos. Uma das principais ocorre quando um artista que não tem nada
a ver com o heavy metal decide gravar uma versão para algum clássico
do estilo. Nesse momento, a frase “não ouvi e não gostei” passa
a ser o padrão entre os headbangers. E a desinformação sobre o
“corajoso” que teve a “audácia” de se meter em um estilo que
“não é seu” beira o risível.
O
caso mais recente nesses moldes envolveu Ryan Adams e o Iron Maiden.
Ryan – e não o choroso Bryan Adams, que fique bem claro – é um
dos mais respeitados compositores contemporâneos norte-americanos. O
início de sua carreira se deu no Whiskeytown, banda que liderou na
segunda metade dos anos 90 e foi um dos responsáveis por dar forma
ao chamado alt-country – ou country alternativo -, atualização do
tradicional gênero norte-americano com uma aproximação muito
interessante com o rock. Ao lado do Whiskeytown Ryan gravou ao menos
um álbum clássico, Stranger's Almanac, lançado em 29 de julho de
1997.
A
banda acabou e Adams deu início a uma prolífica e elogiada carreira
solo. Seu primeiro disco, Heartbraker, que chegou às lojas em 5 de
setembro de 2000, é um dos melhores trabalhos do novo milênio. O
segundo, Gold (2001), é o meu preferido, uma trilha-sonora perfeita
para corações partidos que buscam recomeçar a vida. Recomendo
também o bom Easy Tiger, de 2007.
Pois bem. Ryan Adams sempre foi um fã de hard rock e heavy metal e nunca escondeu isso. A contracapa de Gold traz duas crianças usando a maquiagem do Kiss. O próprio cantor é fotografado frequentemente usando camisetas de suas bandas preferidas, e uma delas é o Iron Maiden, grupo que tem uma das legiões de fãs mais fiéis – e também mais chatas – da música pesada. E foi justamente do catálogo do grupo de Steve Harris e Bruce Dickinson que Ryan Adams resolveu pinçar uma canção e fazer a sua versão. E o resultado ficou excelente.
A
releitura de Adams para a belíssima “Wasted Years”, a melhor
composição da carreira do guitarrista Adrian Smith, é arrepiante.
Tocada de forma acústica e com a interpretação particular de Ryan,
“Wasted Years” teve seu lirismo e melodias ainda mais evidentes,
mostrando, de novo e mais uma vez, que uma boa canção sempre será
uma boa canção, independente do arranjo que se dê a ela.
Nesse
ponto, voltamos lá para o primeiro parágrafo. É claro que a ótima
versão de Ryan Adams irritou os fãs do Iron Maiden. Uma minoria
curtiu, mas a maioria veio com o discurso pronto de “quem é esse
caipira que está estragando o Iron Maiden”? Radicalismo burro de
pais de família balzaquianos e gorduchos que se acham os donos da
verdade, mas na verdade não passam de eternos adolescentes
espinhudos tardios. Já disse aqui e repito: a qualidade de uma
música não está limitada ao seu gênero. Existe música boa e ruim
em todos os estilos, que o digam Iron Maiden, Ryan Adams, Wilco, Led
Zeppelin e outros de um lado, e aberrações adoradas por quarentões
que vivem em um país tropical vestidos em coladas calças de couro
como Manowar, Poison e afins.
Li
até comparações da trajetória de Ryan Adams com a de ícones da
música country norte-americana como Garth Brooks e Billy Ray Cyrys,
o que é um devaneio sem sentido que só poderia ter saído da mente
de alguém sem o menor conhecimento sobre a carreira de Adams.
A
música é bela, e é de todos. Qualquer um pode fazer o que quiser
com ela. E mais: a vida sem música é muito menos interessante.
Então, ao invés de viver seguindo os dogmas de um estilo que, em
certos aspectos, tem mais regras que uma religião extremista, relaxe
e deixe a música levar você através das sensações que ela pode
proporcionar. E, nesse aspecto, a versão de “Wasted Years” de
Ryan Adams é daquelas gravações acolhedoras que confortam os dias
ruins, acalmam os ânimos exaltados e aquecem os corações
solitários.
Ouça
abaixo e seja feliz:
T. Rex na Uncut
Ricardo Seelig
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T. Rex
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Uncut
sexta-feira, setembro 02, 2011
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Triunfo do metal melódico, cara pálida?
Helloween
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Ricardo Seelig
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Rock Brigade
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Stratovarius
sexta-feira, setembro 02, 2011
4 comentários
Red Hot Chili Peppers na Rolling Stone hermana e mexicana
sexta-feira, setembro 02, 2011
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"Second Song", o novo clipe do TV On the Radio
sexta-feira, setembro 02, 2011
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01/09/2011
Dream Theater: crítica do álbum 'A Dramatic Turn of Events' (2011)
quinta-feira, setembro 01, 2011
8 comentários
Por
Ricardo Seelig
Nota:
9
Mudanças
de formação são sempre complicadas. No caso do Dream Theater, a
coisa foi ainda mais séria. Com a saída de Mike Portnoy, a banda
perdeu não apenas o seu baterista, mas principalmente a força
motriz e a mão controladora que conduziram o grupo ao topo do prog
metal. Além disso, Portnoy foi o responsável por definir o papel da
bateria dentro do metal progressivo, com seus andamentos quebrados,
velocidade, precisão, quebras constantes e tempos incomuns sendo
adotados como padrão.
Estilisticamente,
há uma aproximação maior com o rock progressivo em A Dramatic Turn
of Events, ao contrário dos últimos álbuns da banda. Produzido
pelo próprio Petrucci, o disco é longo, com quatro de suas nove
faixas durando mais de dez minutos. Ou seja: se você não é fã do
Dream Theater, não é com esse álbum que você passará a ser.
Agora, se você curte o som da banda, prepare-se para ouvir um de
seus melhores trabalhos.
Algumas
características são bem marcantes em A Dramatic Turn of Events. Em
primeiro lugar, nunca houve tanta melodia em um disco do Dream
Theater como aqui. Há uma presença maior do teclado de Jordan
Rudess, que emerge como a principal força criativa do grupo, ao lado
de John Petrucci. O peso dos riffs da guitarra de Petrucci também se
destaca. E, fechando, um surpreendente e até então inédito clima
épico surge em algumas composições, levando a música do grupo
para terrenos inesperados.
Mas
o ponto que todos querem saber é como Mike Mangini se integrou ao
grupo, certo? A resposta é simples e direta: da melhor forma
possível. Dono de uma técnica absurda, o novo baterista do Dream
Theater parece fazer parte da banda há tempos, não deixando a falta
de Mike Portnoy emergir. Se havia alguma dúvida sobre a capacidade
de Mangini em substituir o antigo dono da banda, ela se desfaz ao
final da audição.
A
Dramatic Turn of Events é um álbum feito sob medida para aqueles
fãs que curtem as composições mais instrincadas da carreira do
Dream Theater, repletas de longas passagens instrumentais
elaboradíssimas. Faixas como “Lost Not Forgotten”, “Bridges in
the Sky”, “Outcry” e “Breaking All Illusions” estão
repletas de momentos assim. O que se ouve é uma espécie de mistura
do que a banda fez nos álbuns Awake e Scenes from a Memory, dois dos pontos mais altos da discografia do quinteto.
Entre
as faixas, o maior destaque é a sensacional “Breaking All
Illusions”, com status de novo clássico. “Build Me Up, Break Me
Down”, com seu início com elementos eletrônicos e uma clara
influência do Muse, também chama a atenção. Mas é quando o grupo
resolve focar naquilo que sabe e faz como ninguém que o disco cresce
assustadoramente. O prog metal puro e do mais alto gabarito é a
marca principal de “Lost Not Forgotten”, “Bridges in the Sky”
e “Outcry”, além da já citada “Breaking All Illusions”, a
melhor do disco. Entre as faixas mais calmas, “This is the Life”
é uma prima próxima de “The Spirit Carries On”, e a bela
“Beneath the Surface” fecha o álbum com classe e bom gosto.
A
saída de Portnoy e a entrada de Mangini mexeram positivamente com o
Dream Theater, tirando a banda de sua zona de conforto e levando os
músicos a se desafiarem mutuamente. O som do grupo surge renovado em
A Dramatic Turn of Events, refrescante como há tempos não soava.
Ao
lado de Images and Words (1992), Awake (1994) e Scenes from a Memory
(1999), o melhor disco do grupo.
Faixas:
- On the Back of Angels
- Build Me Up, Break Me Down
- Lost Not Forgotten
- This is the Life
- Bridges in the Sky
- Outcry
- Far From Heaven
- Breaking All Illusions
- Beneath the Surface
Essa é a capa do álbum do Metallica com Lou Reed
Lou Reed
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Metallica
//
Ricardo Seelig
quinta-feira, setembro 01, 2011
2 comentários
As matérias mais lidas em agosto na Collector´s Room
quinta-feira, setembro 01, 2011
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O 'fan pack' do novo álbum de Alice Cooper
quinta-feira, setembro 01, 2011
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Dream Theater e o documentário sobre o novo baterista
quinta-feira, setembro 01, 2011
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Shia Labeouf dirige o bizarro novo clipe de Marilyn Manson
quinta-feira, setembro 01, 2011
4 comentários
Black Country Communion: saiba como é o DVD 'Live Over Europe'
quinta-feira, setembro 01, 2011
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Por
Ricardo Seelig
O
Black Country revelou como será o seu aguardado primeiro DVD. Live
Over Europe chegará às lojas dia 24 de outubro e, além da bela
capa, contém um recheio de dar gosto.
O
pacote conta com dois DVDs (a versão em Blu-ray será
disponibilizada em 15/11) e traz dezoito canções gravadas em três
cidades alemãs – Hamburgo, Munique e Berlin – com nada mais nada
menos que 14 câmeras. O tracklist é composto por músicas dos dois
únicos discos do quarteto – Black Country (2010) e 2 (2011) -,
mais a já tradicional versão para a clássica “Burn”, do Deep
Purple.
Produzido
por Kevin Shirley e com um longo encarte de 28 páginas repleto de
fotos e informações, Live Over Europe tem como bônus um
documentário de 20 minutos sobre a turnê e galeria de imagens da
tour.
Confira
abaixo o tracklist:
- Revolution of the Machine
- Black Country
- One Last Soul
- Crossfire
- Save Me
- The Battle for Hadrian's Wall
- Beggarman
- Faithless
- Song of Yesterday
- I Can See Your Spirit
- Cold
- The Ballad of John Henry
- The Outsider
- The Great Divide
- Sista Jane
- Man in the Middle
- Burn
- Smokestack Woman
Bônus:
- Forging BCC – The Making of Live Over Europe
- Photo Collection – Live on Tour
- Photo Collection – Behind the Scenes
Dream Theater, dá um tempo!
quinta-feira, setembro 01, 2011
10 comentários
Por
Ricardo Seelig
A
estratégia do Dream Theater de liberar trechos das músicas de seu aguardado novo álbum, A Dramatic Turn of Events, de tempos em tempos na mídia,
revelou-se uma das mais irritantes dos últimos tempos. Esses pedaços
soltos, ao invés de despertarem a atenção para o disco – ok, os
primeiros até cumpriram esse papel -, na verdade se mostraram mais
como antecipações desnecessárias do que qualquer outra coisa.
É
mais ou menos como você comprar um chocolate para uma criança,
deixar ela dar uma mordida e guardar o resto: não funciona. Seria
muito mais eficaz o grupo liberar um single completo de uma vez,
saciando a curiosidade dos fãs, do que ficar nos pentelhando –
sim, eu sou um fã da banda e me sinto exatamente assim – com esses
trechinhos que não levam a lugar nenhum. A razão é simples: em
um grupo como o Dream Theater, o pai do prog metal – queira você
ou não -, o que significam meros 60 segundos de uma faixa? Todo
mundo sabe que a sonoridade da banda é construída sobre canções
longas e repletas de mudanças de andamento e climas, então ficar
lançando pedacinhos de faixas inéditas na web que no final não
representam praticamente nada, já que não dá para assimilar que
caminho a banda está desbravando em cada composição, não leva a
lugar nenhum.
Pensando
bem, leva a um lugar sim. Ouvindo essas faixas em conta-gotas dá
para perceber ao menos uma coisa: Mike Mangini, pelo jeito, assumiu o
posto de Mike Portnoy com imensa autoridade, não deixando saudades
do antigo baterista e outrora dono do grupo, o que é um bom sinal.
A
boa notícia é que A Dramatic Turn of Events tem data de lançamento
marcada para o próximo dia 13 de setembro, o que quer dizer que o suplício está
chegando ao fim e que nos próximos dias o álbum cairá na rede. Até
lá, é torcer não só para que o Dream Theater pare de liberar esses inúteis pedaços de músicas, mas também para que outras bandas percebam o
quão furada foi essa estratégia do quinteto.
"Always Been Right", novo clipe do Von Hertzen Brothers
quinta-feira, setembro 01, 2011
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Death: 'Individual Thought Patterns' relançado em edição tripla
quinta-feira, setembro 01, 2011
4 comentários
Por
Ricardo Seelig
E
segue firme e forte o culto a Chuck Schuldiner, um dos músicos mais influentes e
inventivos da história do heavy metal. Individual Thought Patterns,
quinto álbum do Death lançado originalmente em 30 de junho de 1993,
voltará às lojas dia 25 de outubro em uma suculenta edição
tripla.
Todas
as faixas foram remixadas por Alan Douches, incluindo um segundo CD
com faixas demos e um terceiro com um show gravado na Alemanha em
1993, durante a tour do álbum. Além disso, foram incluídas no
pacote também três faixas contendo riffs inéditos de Chuck.
Essa
nova edição de Individual Thought Patterns estará disponível em
uma luxuosa edição tripla, em uma edição dupla em embalagem
comum, e também em formato digital.
Se
você ficou com água na boca, o disco já está em pré-venda aqui.
31/08/2011
Trailer do DVD ao vivo do Black Country Communion
quarta-feira, agosto 31, 2011
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Documentário sobre a indústria do heavy metal ganha trailer
quarta-feira, agosto 31, 2011
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O segundo clipe de um dos melhores discos de 2011
quarta-feira, agosto 31, 2011
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Como escrever sobre música?
quarta-feira, agosto 31, 2011
11 comentários
Por
Ricardo Seelig
Recebo
diversos e-mails me pedindo dicas sobre como escrever sobre música.
Não sei se sou a pessoa mais indicada para responder, então vou
contar a minha experiência sobre o assunto, que é o mais próximo
que posso pensar em chegar de uma possível 'fórmula'.
Bem,
sempre gostei de duas coisas na vida: música e leitura. Dos
quadrinhos infantis que me despertaram o interesse pelo hábito de
ler às obras que tive contato na minha adolescência e vida adulta e
que me formaram – e continuam formando – como leitor, sou da
opinião que qualquer pessoa que deseja escrever deve, antes de tudo,
gostar de ler. São duas coisas que andam juntas.
No
meu caso, o interesse pela música aliado ao hábito da leitura me
levaram a consumir ferozmente todas as publicações musicais
brasileiras lançadas durante a década de oitenta. Da essencial Bizz
à horrível Roll, passando pelos históricos e pitorescos primeiros
tempos da Rock Brigade e a saudosa Metal, lia de tudo. E mais: como
em tudo o que gostamos, o simples ato de ler qualquer texto sobre
música fazia com que ele ficasse guardado automaticamente em minha
memória, sem o menor esforço. Até hoje é assim: basta ter contato
com um texto para ele ser instantaneamente armazenado. Assim, na hora
de escrever sobre qualquer assunto ligado à música, a busca por
esse 'HD mental' é um processo automático, acessando memórias que
nem lembrava que existiam.
Por
tudo isso, escrever sobre música foi um processo natural. Sempre
gostei do assunto, e quanto vi estava escrevendo. Era uma necessidade
quase patológica. Dos primeiros textos enviados para o Whiplash lá
em 2004 até esse exato momento já são 7 anos de muitas palavras
soltas, algumas opiniões que nem eu concordo mais e alguns textos de
que me orgulho bastante.
Não
existe uma fórmula para escrever sobre música, e a razão é
simples: a própria música não é uma ciência exata, então como
analisá-la poderia ser? O que acontece é que vamos mudando com o
tempo, aprendendo todos os dias, conhecendo novos sons, amadurecendo,
e isso vai refletindo na maneira com que interpretamos uma obra.
Quanto mais elementos e experiência tivermos, melhor ficará o nosso
texto.
Detesto
resenhas que detalham as músicas de um disco faixa-a-faixa. Textos
assim têm cara de release oficial da gravadora. Para mim, uma boa
crítica musical deve construir um raciocínio sobre o disco que
analisa. O texto precisa dizer o que o álbum representa, o que ele
transmite, o que ele significa. Daí em diante as coisas variam
conforme o estilo de cada autor.
Um
dos maiores problemas enfrentados por quem resolve escrever sobre
música é a variação de estilos e gêneros presentes atualmente.
No meu caso, eu não quero ser um crítico apenas de metal, nem
apenas de rocck, de jazz ou de blues. Eu quero escrever sobre o que
eu tiver vontade, do mais extremo heavy metal ao mais descartável
pop. Uma pretensão imensa, eu sei, mas que mantém o desafio sempre
vivo para mim. É demais publicar aqui na Collector´s um texto
analisando o último disco da Lady Gaga, por exemplo, e não só
porque é inesperado que algo assim apareça por aqui, mas também
porque é um desafio imenso para mim, que tenho um background
primordialmente baseado no heavy metal, conseguir escrever um texto
sobre um álbum de um artista pop como Lady Gaga. É aí que entra a
paixão não só pela música, mas também pela leitura: encontrar as
palavras, as sensações, que um álbum assim me fazem sentir, é o
que, na minha opinião, faz o meu texto evoluir. Seria muito mais
confortável escrever apenas sobre heavy metal, mas para mim isso não
funciona.
Outra
coisa que costumo dizer é que quem escreve sobre música não pode
ter medo de expressar as suas opiniões. Parece simples, mas não é.
Uma crítica pode expressar qualquer opinião, desde que ela esteja
embasada em argumentos. Eu posso concordar ou não com uma crítica
de um disco, mas se ela estiver bem escrita e argumentada, mesmo não
compartilhando da mesma opinião a respeito do álbum, eu irei
respeitar o ponto de vista de quem escreveu. Um texto que critica
apenas por criticar não tem validade alguma. É por isso que não dá
para levar a sério quem ainda publica, em pleno 2011, textos
questionando a obra e a importância dos Beatles, por exemplo. É
claro que você pode não gostar da banda – isso é uma coisa, e é
apenas a sua opinião pessoal. Agora, meu amigo, se você quer ser um
crítico musical e não entendeu ainda o que os Beatles significam
para a música, então é melhor rever os seus conceitos.
Para
quem quer aprender mais sobre o assunto, sugiro a leitura dos textos
de caras como Regis Tadeu, Bento Araújo, Sergio Martins, Ricardo
Batalha e Marcelo Costa, para mim os cinco principais jornalistas de
música do Brasil. Quem quiser mais deve ir atrás também dos
escritos de Andre Barcinski, Fábio Massari, os textos do falecido
Celso Pucci na extinta Bizz e Ana Maria Bahiana. Uma boa leitura,
sempre, é encontrada nas antigas edições da já citada Bizz,
principalmente na seção de lançamentos e na Discoteca Básica,
onde textos antológicos foram publicados. Uma passada pela
falecida Somtrês também vale a pena.
E,
pra fechar, uma dica muito importante: esse texto é só um relato
pessoal e não um guia definitivo. O que escrevi aqui é apenas a
minha experiência, como as coisas funcionam para mim. Se ele ajudar
você que quer escrever sobre música, ou já escreve, e se ele o
inspirar a tentar colocar em palavras o amor pelos sons, terá
cumprido o seu papel.
Rise to Remain: crítica do álbum 'City of Vultures' (2011)
quarta-feira, agosto 31, 2011
1 comentário
Por
Ricardo Seelig
Nota:
7,5
O
Rise to Remain ganhou destaque na mídia especializada por ser o
grupo de Austin Dickinson, filho de Bruce Dickinson. Nascida em
Londres em 2008, a banda é formada também por Ben Tovey (guitarra),
Woll Homer (guitarra), Joe Copcutt (baixo) e Pat Lundy (bateria).
Contratada pela toda poderosa EMI, contou com a produção de Colin
Richardson (Behemoth, Carcass, Trivium) em City of Vultures, seu
primeiro disco, que chega às lojas no próximo dia 5 de setembro.
O
som é um metalcore com duas características bem marcantes: partes
bastante melódicas, onde Austin canta com a voz limpa, e momentos
mais extremos e de pancadaria pura, onde o gutural toma conta e a
banda pisa fundo no peso e na velocidade, aproximando-se do death
metal.
Austin
herdou do pai não apenas a semelhança física, mas também a
potência vocal. O timbre do jovem Dickinson é bastante agudo, na
melhor tradição do seu progenitor. Mostrando inegável talento,
Austin Dickinson divide os holofotes do Rise to Remain com a dupla de
guitarristas, responsável por bases pesadíssimas e solos muito
bons, repletos de melodia.
City
of Vultures é um disco consistente, o passo inicial de uma banda com
um futuro promissor. Tanto a Metal Hammer como a Kerrang apontaram o
quinteto como uma das revelações de 2010, e ouvindo o primeiro
álbum dos caras percebe-se porque.
Pra
finalizar, apenas uma dica: se por algum motivo inexplicável você
esperar encontrar aqui algo similar ao Iron Maiden, irá se
decepcionar. O Rise to Remain tem cara própria e não tem nada a ver
com a banda do papai Bruce. O grande acerto do grupo é conseguir
tirar o metalcore da mesmice em que se encontra, e a principal
ferramenta para isso são as bem construídas guitarras de Tovey e
Homer, o inegável talento de Austin e a grande atenção e espaço
que a banda está alcançando na mídia.
A
dinastia Dickinson está garantida!
Faixas:
- Intro
- The Serpent
- The Day is Mine
- City of Vultures
- Talking in Whispers
- God Can Bleed
- Power Through Fear
- Nothing Left
- We Will Last Forever
- Illusions
- Roads
- Bridges Will Burn
Noel Gallagher: ouça a inédita "If I Had a Gun"
quarta-feira, agosto 31, 2011
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Veja como é o box de 'Smile', dos Beach Boys
quarta-feira, agosto 31, 2011
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Ryan Adams em linda versão de "Wasted Years", do Iron Maiden
quarta-feira, agosto 31, 2011
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Garota de 11 anos em bela versão do Motley Crue
quarta-feira, agosto 31, 2011
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Strokes e Pulp na NME
NME
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Pulp
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Ricardo Seelig
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Strokes
quarta-feira, agosto 31, 2011
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30/08/2011
Inocentes: três discos clássicos relançados
terça-feira, agosto 30, 2011
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Por Ricardo Seelig
O Inocentes, uma das melhores bandas da história do rock brasileiro, começa a ter a sua importância reconhecida. A Warner acaba de relançar três discos clássicos do grupo liderado pelo vocalista e baixista Clemente Nascimento.
O Inocentes, uma das melhores bandas da história do rock brasileiro, começa a ter a sua importância reconhecida. A Warner acaba de relançar três discos clássicos do grupo liderado pelo vocalista e baixista Clemente Nascimento.
Os
ótimos Pânico em SP (EP, 1986) e Adeus Carne (1987) e o bom
Inocentes (1989) voltam às lojas a preços convidativos, custando
apenas 20 reais cada. Pânico em SP contém apenas seis músicas,
todas elas hinos do rock brasileiro – e principalmente paulista –
da década de 80. Estão no disco as três composições mais
conhecidas da banda: a paulada “Rotina”, a power pop “Ele Disse
Não” e a imortal faixa-título.
Já
Adeus Carne veio com uma produção melhor e mostrou uma evolução
gritante em relação ao EP anterior. Estão no trabalho a excelente
“Pátria Amada”, uma das críticas mais inteligentes e certeiras
ao governo brasileiro já gravadas por uma banda de rock, além da
belíssima “Eu” (onde a banda musicou um poema de Vladimir
Maiakovski) e “Morrer aos 18”, “Não é Permitido” e “Na
Sarjeta”.
Inocentes,
de 1989, tem como destaque “Mais Um na Multidão”, “A Face de
Deus” e o hino “Garotos do Subúrbio”, composição histórica
dos primeiros tempos do movimento punk brasileiro. A capa, com a
banda posando toda nua, também marcou época.
Se
você não tem esses discos, ou não conhece o trabalho do Inocentes,
aproveite!
Assista o sangrento novo clipe das garotas do Kittie
terça-feira, agosto 30, 2011
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Corey Taylor na Kerrang
Kerrang
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Ricardo Seelig
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Slipknot
terça-feira, agosto 30, 2011
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The Meters na Relix
Relix
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Ricardo Seelig
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The Meters
terça-feira, agosto 30, 2011
4 comentários
Red Hot Chili Peppers na Rolling Stone Itália
terça-feira, agosto 30, 2011
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29/08/2011
Enquete da semana: qual é o melhor álbum de heavy metal lançado em 1982?
segunda-feira, agosto 29, 2011
12 comentários
Por
Ricardo Seelig
A
resposta era óbvia, e aqui está ela:
Iron
Maiden – The Number of the Beast – 57%
Judas
Priest – Screaming for Vengeance – 14%
Motörhead
– Iron Fist – 7%
Accept
– Restless and Wild – 6%
Kiss
– Creatures of the Night – 5%
Venom
– Black Metal - 4%
Manowar
– Battle Hymns – 3%
Scorpions
– Blackout – 2%
Anvil
– Metal on Metal – 1%
Twisted
Sister – Under the Blade - 1%
As
suas primeiras colocações eram esperadas. Me surpreendeu o Iron
Fist na frente do Restless and Wild, do Accept, que para mim é
superior. Esperava que o Black Metal, do Venom, também tivesse um
número maior de votos.
E
vocês, o que acharam do resultado final?
Iron Maiden: linda versão de "Deja-Vu" no piano
segunda-feira, agosto 29, 2011
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Você pode não gostar da música, mas irá curtir o clipe
segunda-feira, agosto 29, 2011
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Metallica: lançado novo livro sobre a banda
segunda-feira, agosto 29, 2011
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Woslom: assista o clipe de "Mortal Effect"
segunda-feira, agosto 29, 2011
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Jethro Tull: banda tocará 'Thick as a Brick' na íntegra
segunda-feira, agosto 29, 2011
1 comentário
Por
Ricardo Seelig
Grandes
novidades para os fãs do Jethro Tull. Além de uma turbinadíssima
edição especial de 40 anos do clássico Aqualung – para mais detalhes clique aqui - a banda de Ian
Anderson irá tornar realidade o sonho de milhões de fãs em todo o
mundo.
O
grupo anunciou que tocará o álbum Thick as a Brick na íntegra em
sua turnê de 2012. Será a primeira vez em quatro décadas que o
Jethro Tull executará uma de suas maiores obras em sua totalidade na
estrada. A tour terá início no Reino Unido na metade do mês de
abril do ano que vem e seguirá até o início de novembro, passando
por diversos países europeus e também pelos Estados Unidos. Os
shows contarão com uma grande produção, incluindo projeção de
vídeos, músicos adicionais e outros diferenciais.
Se
você é fã do Jethro Tull, aproveite que o anúncio foi feito com
bastante antecedência e garanta já o seu ingresso.
Assista o trailer do novo DVD do Paradise Lost
segunda-feira, agosto 29, 2011
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Assista o ótimo novo clipe do Pata de Elefante
segunda-feira, agosto 29, 2011
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Strokes tocando Cars com o cara do Pulp
Pulp
//
Ricardo Seelig
//
The Cars
//
The Strokes
segunda-feira, agosto 29, 2011
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