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Mostrando postagens com o rótulo Saxon

Forever Free (1992): o álbum que consolidou a retomada do Saxon

Após reencontrar o caminho com Solid Ball of Rock (1991), o Saxon voltou rapidamente ao estúdio para dar sequência à sua recuperação artística. O resultado foi Forever Free , álbum lançado em 1992 que consolidou o retorno da banda às suas raízes e mostrou que Biff Byford e seus companheiros não tinham qualquer intenção de seguir as tendências que dominavam o início daquela década. Enquanto o grunge ganhava espaço e muitas bandas tradicionais buscavam se reinventar, o Saxon preferiu apostar naquilo que sempre soube fazer melhor: heavy metal direto, melódico e carregado de personalidade. A faixa-título abre os trabalhos de forma memorável. "Forever Free" reúne tudo o que tornou o grupo uma referência da New Wave of British Heavy Metal: riffs marcantes, refrão forte e a sensação de liberdade associada ao universo das motocicletas que sempre esteve presente na identidade da banda. Não por acaso, tornou-se uma das músicas mais queridas do repertório do Saxon e permanece presenç...

Solid Ball of Rock (1991): o início do renascimento do Saxon nos anos 1990

No início dos anos 1990, o Saxon vivia um momento delicado. Após uma sequência de álbuns que buscavam aproximar a banda do mercado norte-americano e de uma sonoridade mais acessível, muitos fãs sentiam falta do peso e da identidade que haviam transformado o grupo em um dos pilares da New Wave of British Heavy Metal. Foi nesse contexto que surgiu Solid Ball of Rock (1991) , um disco que talvez não figure entre os maiores clássicos da carreira do quinteto, mas que desempenhou papel fundamental na recuperação artística da banda. O álbum marcou a estreia do baixista Nibbs Carter, cuja chegada trouxe nova energia ao processo criativo. Mais importante, porém, foi a decisão de abandonar boa parte das concessões comerciais da década anterior e retomar uma abordagem mais direta, pesada e alinhada às raízes do Saxon. O resultado é um trabalho que soa confiante e determinado a reafirmar a identidade construída em clássicos como Wheels of Steel (1980) , Strong Arm of the Law (1980) e Denim an...

Saxon em Destiny (1988): quando os guerreiros da NWOBHM tentaram conquistar a América

Ao longo da década de 1980, o Saxon construiu uma das trajetórias mais sólidas do heavy metal britânico. Discos como Wheels of Steel (1980), Strong Arm of the Law (1980), Denim and Leather (1981) e Power & The Glory (1983) transformaram o grupo liderado por Biff Byford em um dos pilares da New Wave of British Heavy Metal. Porém, como aconteceu com diversas bandas da época, a segunda metade dos anos 1980 trouxe novos desafios. O mercado americano ditava tendências, o hard rock melódico dominava as rádios e a pressão para alcançar um público maior se tornava cada vez mais forte. Foi nesse contexto que nasceu Destiny (1988). O álbum representa o ponto máximo da aproximação do Saxon com uma sonoridade mais comercial e acessível. Se trabalhos anteriores já indicavam essa direção, aqui ela aparece sem qualquer disfarce. A produção é limpa e polida, os refrães foram claramente pensados para as rádios e os arranjos incorporam elementos típicos do hard rock americano da época. O res...

The Eagle Has Landed (1982): a afirmação de força do Saxon

The Eagle Has Landed (1982) consolidou o Saxon como uma das maiores forças da New Wave of British Heavy Metal. Gravado durante a turnê europeia do álbum Denim and Leather (1981), o disco captura a banda no auge criativo de sua primeira fase, transformando o impacto dos estúdios em pura energia de palco. Em 1982, o Saxon vinha de uma sequência impressionante: Wheels of Steel (1980), Strong Arm of the Law (1980) e Denim and Leather (1981) haviam estabelecido o grupo como um dos pilares do heavy metal britânico. The Eagle Has Landed surge, portanto, não como registro protocolar, mas como uma afirmação de força. O resultado foi imediato: o disco alcançou o Top 5 das paradas britânicas, feito expressivo para uma banda essencialmente ligada ao underground metálico. O repertório funciona como um “best of” da fase clássica inicial. “Motorcycle Man” abre os trabalhos com velocidade e tensão controlada, enquanto “747 (Strangers in the Night)” evidencia o talento da banda para transforma...

Rock the Nations (1986): o Saxon entre o metal britânico e o sonho americano

Oitavo álbum de estúdio do Saxon, Rock the Nations (1986) consolidou a guinada iniciada em Innocence Is No Excuse (1985), aprofundando a aproximação com o hard rock de apelo mais comercial e com elementos de AOR, movimento que dividiu fãs e crítica. Produzido por Gary Lyons e lançado pela EMI, o disco traz curiosidades reveladoras: embora Paul Johnson apareça creditado como baixista, as linhas foram gravadas por Biff Byford. Outro detalhe marcante é a participação de Elton John , que toca piano em “Party ’Til You Puke” e “Northern Lady”, ampliando ainda mais o espectro sonoro da banda. Rock the Nations alterna vigor e polimento. A faixa-título, “Battle Cry” e “We Came Here to Rock” preservam riffs diretos e refrãos fortes, mantendo conexão com o passado metálico do grupo. Já “Waiting for The Night” é claramente uma tentativa de a banda soar mais radiofônica, com refrão amplo e produção calculada para dialogar com o mercado norte-americano. No entanto, a música possui uma qualida...

Innocence Is No Excuse (1985): entre o peso e as rádio, um dos álbuns mais controversos do Saxon

Innocence Is No Excuse (1985) representa um dos momentos mais debatidos da discografia do Saxon . Chegando ao mercado em um período de mudanças significativas dentro do heavy metal, o trabalho marcou a estreia da banda pela EMI e também simbolizou o encerramento de um ciclo, sendo o último álbum com o baixista original Steve Dawson. Mais do que uma simples troca de gravadora ou formação, o disco evidencia a tentativa do grupo britânico de dialogar com um cenário musical cada vez mais dominado pelo hard rock melódico e pelo metal de apelo radiofônico dos anos 1980. Desde os primeiros acordes, fica claro que o Saxon buscou um refinamento sonoro. A produção é mais polida, com guitarras limpas, vocais bastante trabalhados e um direcionamento que aproxima a banda do mercado norte-americano. Esse cuidado técnico, por um lado, trouxe maior acessibilidade às composições, mas, por outro, gerou divisão entre os fãs que acompanhavam a banda desde os tempos mais crus da New Wave of British Heavy...

Dream Theater, David Lee Roth, Alice Cooper e Saxon ganham novas edições em CD no Brasil pela Wikimetal

A Wikimetal, em parceria com a Kanto do Artista e a Oporto da Música, acaba de colocar no mercado brasileiro uma leva especial de novos lançamentos em CD que resgata alguns dos álbuns mais clássicos, marcantes e representativos da história do metal e do hard rock. São títulos que, até então, estavam fora de catálogo no Brasil por muitos anos ou simplesmente nunca haviam sido lançados oficialmente em CD no país, tornando essas edições especialmente relevantes para fãs e colecionadores. Todos os álbuns estão disponíveis na loja da Kanto do Artista , além de poderem ser encontrados nas principais lojas físicas e online do Brasil , ampliando o acesso a obras fundamentais de artistas como Dream Theater, David Lee Roth, Alice Cooper e Saxon. A iniciativa reforça o papel da Wikimetal como uma gravadora atenta à história do rock pesado, investindo em edições cuidadosas, com excelente qualidade e conteúdo extra , sempre valorizando o formato físico. Com essa curadoria criteriosa, a Wikimeta...

A força do metal britânico: Strong Arm of the Law (1980), um dos grandes álbuns do Saxon

Lançado em setembro de 1980, Strong Arm of the Law é o terceiro álbum do Saxon, uma das bandas mais influentes da New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM). Chegando apenas alguns meses após o aclamado Wheels of Steel (lançado em abril de 1980), esse disco consolidou ainda mais a posição do grupo como uma das forças mais poderosas do metal britânico. Com uma abordagem direta, riffs pesados e letras que capturam o espírito rebelde do heavy metal, Strong Arm of the Law se tornou um dos grandes marcos da carreira do Saxon. A sonoridade do álbum é marcada por uma produção crua e intensa, assinada por Pete Hinton e pela própria banda. Mantendo a energia de Wheels of Steel , o disco adota uma pegada ainda mais agressiva e compacta. As guitarras de Graham Oliver e Paul Quinn brilham com riffs velozes e marcantes, enquanto a bateria de Pete Gill impulsiona cada faixa com precisão e força. Biff Byford entrega vocais potentes e melódicos, reafirmando sua presença carismática, e o baixo de St...

Review: Saxon – Crusader (1984)

Crusader marcou uma mudança na sonoridade do Saxon. Lançado em 30 de janeiro de 1984 e produzido por Kevin Beamish, o disco traz a banda se afastando da sonoridade clássica do metal britânico e levando sua música para um caminho mais acessível. A inclusão de influências de hard rock, que decolava para dominar as paradas norte-americanas na época, foi um movimento pensado para tornar a banda mais conhecida e forte nos Estados Unidos, porém esse ajuste não foi bem aceito por uma parcela dos fãs. Com dez faixas, incluindo entre elas uma versão para “Set Me Free”, do Sweet, Crusader contrasta bastante com clássicos como Wheels of Steel (1980) e Denim and Leather (1981), ainda que funcione como uma sequência lógica de Power & The Glory (1983), seu antecessor. A produção de Beamish deixou a banda com um som muito limpo e refletiu também na percepção de falta de peso que o álbum transmite. De modo geral, dá pra classificar Crusader como um trabalho de hard rock, ainda que tenha ger...

Review: Saxon – Wheels of Steel (1980)

Wheels of Steel , lançado em 1980 pelo Saxon, é mais do que apenas um álbum: é um manifesto do heavy metal tradicional. A obra, que catapultou a banda para a fama e solidificou seu lugar no panteão do NWOBHM, continua a encantar e inspirar fãs ao redor do mundo. Segundo trabalho do quinteto britânico, chegou às lojas em 3 de abril de 1980 e é um dos maiores clássicos do grupo e do próprio metal inglês. O disco abre com a explosiva "Motorcycle Man", um hino que encapsula a energia e a atitude do Saxon. A bateria implacável de Pete Gill, os riffs cativantes e os vocais inconfundíveis de Biff Byford desencadeiam uma explosão de energia, criando uma atmosfera eletrizante e contagiante. Faixas como "Stand Up and Be Counted" e "747 (Strangers in the Night)" demonstram a versatilidade do Saxon, que alterna entre momentos de pura velocidade e melodias mais elaboradas. Quem não se lembra da primeira vez que ouviu o refrão icônico de "Wheels of Steel"? A...

Review: Saxon – Denim and Leather (1981)

Quarto álbum do Saxon, Denim and Leather não é apenas um dos maiores clássicos da New Wave of British Heavy Metal, mas também um dos melhores discos de heavy metal já gravados. Provavelmente o mais celebrado trabalho da banda inglesa, acaba de ser relançado em CD no Brasil pela Wikimetal/BMG em uma linda edição digipack que inclui nove faixas bônus e encarte com 24 páginas trazendo as letras e a história das gravações. Denim and Leather marcou o fim da formação clássica do Saxon e foi o último disco do baterista Pete Gill com o quinteto. Ele deixou o grupo devido a uma lesão, sendo substituído por Nigel Glockler, na banda até hoje. Gill entraria no Motörhead em 1984 e gravaria o álbum Orgasmatron (1986) com a banda de Lemmy Kilmister. Dois dos maiores clássicos do Saxon estão no disco. O primeiro é a faixa de abertura, o hino “Princess of the Night”, uma das músicas mais conhecidas da banda. O riff imediatamente identificável nos conduz por uma composição absolutamente perfeita,...

Review: Saxon – Saxon (1979)

Os álbuns pesados lançados no final dos anos 1970 possuem um frescor que permanece até hoje, notadamente os primeiros registros da New Wave of British Heavy Metal. É o caso do disco de estreia do Saxon, que chegou às lojas inglesas em maio de 1979. O álbum havia saído no Brasil apenas em LP em 1983, e finalmente ganhou a sua primeira edição em CD pela Wikimetal/BMG em formato digipack e trazendo oito músicas extras. Na época a banda era formada por Biff Byford (vocal), Graham Oliver (guitarra), Paul Quinn (guitarra), Steve Dawson (baixo) e Pete Gill (bateria). A produção, assinada por John Verity, capturou o quinteto entregando energia e tesão em doses quase palpáveis, e o resultado é um disco que já mostrava o grande potencial que o Saxon alcançaria nos anos seguintes. A sonoridade, em alguns momentos, se aproxima de algo como uma espécie de demo tape muito bem produzida, e eleva o charme do registro. É interessante perceber como as músicas caminham entre o hard rock já consolidad...

Review: Saxon – Power & The Glory (1983)

Quando se fala da New Wave of British Heavy Metal, os dois principais nomes citados são Iron Maiden e Saxon, e com justiça. Enquanto a turma de Bruce Dickinson e Steve Harris conquistou seu lugar entre as maiores, mais influentes e mais amadas bandas da história, o Saxon não alcançou uma dimensão tão gigantesca fora dos limites do metal. Extremamente fieis ao gênero, seguem na ativa a lançaram agora em 2024 o seu vigésimo quarto disco de estúdio, o celebrado Hell, Fire and Damnation . Mas este texto vai olhar para o passado e falar do quinto trabalho do grupo, que chegou às lojas em março de 1983. Power & The Glory , que só havia sido lançado em vinil no Brasil, acabou de ganhar a primeira edição nacional em CD através da Wikimetal/BMG, e ela é especial porque traz, além das oito faixas originais, mais nove músicas extras. O CD vem em um lindo digipack com capa fosca e inclui encarte com 24 páginas com textos e as letras. Historicamente, Power & The Glory marcou a estreia ...

Review: Heavy Water – Red Brick City (2021)

O Heavy Water é uma banda de família. Explico: o grupo é formado pelo lendário Biff Byford, vocalista do Saxon, ao lado de seu filho Seb. Ambos dividem os vocais, enquanto Biff é o responsável pelo baixo e Seb pelas guitarras. Ao lado da dupla temos o tecladista Dave Kemp e o baterista Tom Witts. O som do Heavy Water é uma amálgama de vários gêneros de rock pesado. Há desde ecos do grunge em canções como “Solution” e “Turn to Black”, metal clássico na sabbathiana faixa-título, flertes com o pop rock em “Tree in the Wind” e “Faith”, peso pra bater cabeça em “Revolution”, pitadas de Alice in Chains em “Medicine Man” e as agradáveis baladas “Follow This Moment” e “Now I’m Home”, esta última com um clima southern rock bem anos 1970. O álbum foi produzido pelos próprios Biff e Seb, e a edição brasileira, lançada pela Heavy Metal Rock, vem com um encarte de doze páginas com todas as letras, impresso em um papel de altíssima qualidade. Um álbum muito agradável e uma ótima surpresa, que...

Review: Biff Byford – School of Hard Knocks (2020)

Biff Byford é uma das maiores vozes da história do metal. Apesar de não tão idolatrado quanto nomes como Ronnie James Dio, Rob Halford e Bruce Dickinson, o frontman do Saxon é uma lenda de estatura e influência semelhantes. E após 22 discos e mais de quarenta anos à frente da banda britânica, Biff resolveu se aventurar em um trabalho solo.   School of Hard Knocks traz o cantor ao lado de Fredrik Åkesson (guitarrista do Opeth), Gus Macricostas (baixista do Future Shock e do Metalworks) e Christian Lundqvist (baterista do The Poodles). Também participam do trabalho diversos convidados especiais: Phil Campbell (guitarrista do Motôrhead), Nibbs Carter (baixista do Saxon), Nick Barker (baterista com passagens pelo Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Brujeria e várias outras bandas), Alex Holzwarth (baterista do Rhapsody e que tocou também com o Avantasia e em Angels Cry , estreia do Angra) e Dave Kemp (tecladista e saxofonista).   Musicalmente, Biff aproveita a experiência fora...

Review: Saxon – Unplugged and Strung Up (2013, reedição 2019)

Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento da história do heavy metal sabe que a banda inglesa Saxon é um dos nomes mais subestimados do gênero. Fundamental não apenas para a consolidação da New Wave of British Heavy Metal, mas também para a construção dos próprios arquétipos e linguagens do metal, o veterano grupo liderado pelo vocalista Biff Byford mostra a força de seu legado a cada novo lançamento. Unplugged and Strung Up é uma compilação que foi lançada originalmente em 2013, mas que só chegou ao Brasil no final de 2019, em mais um acerto da Hellion Records. A edição nacional vem em uma bela embalagem slipcase e traz um cuidado gráfico exemplar. O disco traz quatorze clássicos do Saxon em versões remixadas, regravadas, orquestradas ou acústicas, e ganha pontos junto aos fãs justamente por não ser uma coletânea convencional. As novas versões tornam-se, assim, muito atraentes não apenas para quem coleciona e é fã da banda, mas para qualquer pessoa que curte boa música....

Review: Saxon – The Eagle Has Landed 40 (2019)

O Saxon é uma das bandas mais influentes da história do metal e um dos principais ícones da New Wave of British Heavy Metal. Com mais de quarenta anos de carreira, o quinteto liderado pelo vocalista Biff Byford acaba de dar mais um presente especial para os fãs. The Eagle Has Landed 40 é um CD triplo digipack e com cara de box que traz quarenta músicas de toda a carreira do grupo, gravadas ao vivo durante 2007 e 2018. O material faz menção em seu título ao clássico The Eagle Has Landed , emblemático primeiro álbum ao vivo do Saxon, lançado em maio de 1982. Com a formação estável desde 2005, quando o baterista Nigel Glocker retornou ao line-up, a turma de Byford é uma das maiores instituições metálicas sobre um palco. Shows antológicos ao redor do mundo construíram a reputação da banda, que prova mais uma vez essa energia e pegada neste título. O tracklist traz músicas do início da carreira até o mais recente registro de estúdio do quinteto, o ótimo Thunderbolt (2018). E no...

Hellion Records anuncia dois lançamentos especiais do Saxon

A Hellion Records lançará em agosto The Eagle Has Landed Live , novo ao vivo do Saxon. A edição será em CD triplo digipack de luxo. Para celebrar os quarenta anos do álbum The Eagle Has Landed (1982), o Saxon nos brinda com um álbum ao vivo comemorativo. São quarenta canções que cobrem quatro décadas, de "State of Grace" a "Machine Gun", desde "20.000 FT" até a vigoroso "Battering Ram" , através de uma seleção de músicas   escolhidas por ninguém menos que o próprio Biff Byford. Há também homenagens a seus velhos amigos e ex-colegas como o Motörhead com "They Played Rock 'N' Roll" e um cover de "Ace of Spades", com uma aparição de "Fast" Eddie Clarke.  E para completar a mágica MotörSaxon, há uma versão da clássica "747 (Strangers in the Night)" com Phil Campbell gravada ao vivo em Helsinki em 2015. O resultado final não é simplesmente um álbum triplo de músicas ao vivo e marcantes, ma...

Todo poder e glória de Biff Byford: entrevista com o vocalista do Saxon

Poucos são os ídolos do heavy metal que conseguem envelhecer bem. Os excessos da vida na estrada cobram seu preço. Mas essa conta parece não ter chegado ainda para Biff Byford, vocalista do Saxon. Aos 67 anos — mais de 40 deles dedicados à banda que ajudou a fundar —, o inglês mantém a disposição para fazer música e a voz irretocável.  Ele mesmo afirma que o grupo é “100% ao vivo”, ou seja: mostra o que sabe no palco, postura que demanda energia. A longa cabeleira, que hoje oscila entre tons de louro e de grisalho, esconde algumas rugas, e revela que ainda há muita vida naquele que é um dos grandes frontman do rock até os dias de hoje. Com uma discografia que inclui mais de 20 álbuns de estúdio, o Saxon faz sua estreia em Porto Alegre dia 13 de março, no Opinião (José do Patrocínio, 834). Aproveitamos a oportunidade para conversar com o pioneiro da New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM). Na entrevista que segue, lord Biff aborda o novo trabalho Thunderbolt (2018), dá su...