Charlie Griffiths já havia deixado claro, no primeiro álbum de seu projeto Tiktaalika, que sua intenção era escrever uma carta de amor ao metal clássico filtrada pela visão de um guitarrista habituado às complexidades progressivas do Haken. Em Gods of Pangaea (2025) , essa carta ganha nova tinta: mais direta, mais agressiva e, ao mesmo tempo, mais coesa. O disco consolida o Tiktaalika como algo muito além de um simples projeto paralelo. É um espaço em que Griffiths revisita as raízes do metal e as reconstrói com a precisão e o bom gosto de quem conhece profundamente o ofício. O álbum surge num momento interessante da carreira do guitarrista e da própria cena progressiva. Depois de anos imersos em experimentações e técnica, músicos como Griffiths parecem dispostos a retomar o contato com a essência — riffs fortes, refrães marcantes e estruturas que, mesmo sofisticadas, não perdem o senso de impacto. Gods of Pangaea abraça esse espírito: é um disco que privilegia o riff e o gancho, se...