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Mostrando postagens com o rótulo Haken

Tiktaalika em Gods of Pangaea (2025): Charlie Griffiths reafirma sua força criativa fora do Haken

Charlie Griffiths já havia deixado claro, no primeiro álbum de seu projeto Tiktaalika, que sua intenção era escrever uma carta de amor ao metal clássico filtrada pela visão de um guitarrista habituado às complexidades progressivas do Haken. Em Gods of Pangaea (2025) , essa carta ganha nova tinta: mais direta, mais agressiva e, ao mesmo tempo, mais coesa. O disco consolida o Tiktaalika como algo muito além de um simples projeto paralelo. É um espaço em que Griffiths revisita as raízes do metal e as reconstrói com a precisão e o bom gosto de quem conhece profundamente o ofício. O álbum surge num momento interessante da carreira do guitarrista e da própria cena progressiva. Depois de anos imersos em experimentações e técnica, músicos como Griffiths parecem dispostos a retomar o contato com a essência — riffs fortes, refrães marcantes e estruturas que, mesmo sofisticadas, não perdem o senso de impacto. Gods of Pangaea abraça esse espírito: é um disco que privilegia o riff e o gancho, se...

Review: Haken – Virus (2020)

Este é o primeiro álbum do Haken a não "evoluir" o som, no sentido de que não introduz nada realmente novo que não tenhamos ouvido nos discos anteriores da banda inglesa. Como se trata de uma sequência direta do último disco, Vector (2018), faz sentido que seja assim. Na verdade, os dois álbuns funcionam extremamente bem juntos. Tudo o que foi feito em Vector é intensificado aqui, com o grupo mergulhando no djent e até em algumas influências de thrash metal. Pode-se dizer que Virus é ainda mais denso, embora um pouco mais longo. Trata-se de um trabalho sem nada desnecessário e fora de lugar, um disco sem frescuras e que é apenas um belo e bem dado soco no rosto do ouvinte. Algumas faixas se destacam: o belo trabalho vocal de “Invasion” merece menção, o labirinto de sons apresentado em “Carousel” e os mais de dezessete minutos da suíte de cinco partes “Messiah Complex”. Ao lado de nomes como o Caligula’s Horse, Leprous, Thy Catafalque, Ne Obliviscaris, Between the Bur...

Haken: crítica de The Mountain (2013)

Em uma época em que o metal progressivo havia atingido o ápice da megalomania técnica e saturação, quando bandas surgiam às torrentes, simplesmente imitando as mesmas fórmulas teatrais e praticamente enterrando o real significado do estilo, o sexteto inglês Haken surgiu como um dos poucos sopros de vida realmente notáveis dos últimos anos. Desde a sua formação em 2007 até o lançamento de Visions , seu ambicioso último trabalho de estúdio, o jovem grupo vem sendo considerado a grande promessa do estilo na década passada, o que acabou por levá-los a excursionar ao lado de nomes como Dream Theater, Karmakanic e Shadow Gallery. The Mountain é o seu terceiro álbum de estúdio, produzido em conjunto com Jens Bogren e marcando a estreia da banda pelo selo InsideOut Music. Com uma tranquila aura contemplativa, “The Path” definitivamente cria, com o perdão do trocadilho, o início do caminho a ser trilhado ao longo do disco, como um último momento de concentração, um fôlego ou fecha...