A década de 1960 acabou seis meses antes, nas noites de 20 e 21 de julho, no Teatro Castro Alves, em Salvador, no show de despedida de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Na plateia, do poeta Augusto de Campos a inúmeros órfãos. No palco, Gil, Caetano e o grupo Os Liefs (Pepeu, Lico, Carlinhos e Jorginho). O show-réquiem dava o sinal: a Navilouca antropófago-tropicalista devia seguir. Os Novos Baianos surgem, num batismo de fogo, nestas noites negras. O cantor, compositor e violonista Moraes Moreira, o poeta-agrônomo Galvão, o crooner de baile Paulinho Boca de Cantor e a cantora Baby Consuelo, inicialmente acompanhados dos Liefs, seguem transformando cinzas em melodias. Desclassificação em festival, shows-happenings, um LP e dois compactos serviriam de ensaio geral. Em 1972, já ocupando um apart-tribo no Rio, os Novos Baianos gestavam um manifesto. Uma ilustre visita daria o toque final: a do mago João Gilberto. João abre seu baú de canções dos anos 1930 e 1940 e se mistura a...