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Mostrando postagens com o rótulo Rock Brigade

Conservadora, saudosista e bairrista: por que a cena heavy metal no Brasil é assim?

O texto publicado pela Overload - leia aqui  - aponta várias questões importantes sobre a cena de heavy metal aqui no Brasil. Estão lá vários problemas que todo mundo que ouve música pesada em nosso país está cansado de saber: o conservadorismo do público, a resistência à novas bandas, a aversão a sonoridades atuais e modernas (como se existisse apenas uma maneira de se fazer heavy metal), imprensa “especializada" desatualizada (“especializada" com aspas mesmo porque, convenhamos, escrever e cobrir apenas aquilo que vai ao encontro do gosto pessoal da equipe que produz uma revista ou um site está longe de ser especializado) gerando ouvintes também desatualizados com o que está acontecendo no mundo do metal em todo o planeta, tendências sonoras que já estão consolidadas lá fora chegando às bandas brasileiras com um enorme atraso - o que não faltam são sintomas disso tudo. Mas por que o público de metal aqui no Brasil possui um ouvido tão conservador? Qual é a raiz di...

Humor involuntário e paixão exacerbada: mais exemplos de como eram os textos nos primeiros anos da Rock Brigade

Há algumas semanas, publicamos um post mostrando como eram as resenhas de discos da revista Rock Brigade durante a década de 1980 . Hoje, trazemos mais alguns exemplos, onde o discurso equilibra-se entre o humor involuntário e a paixão exacerbada. Anthrax - Fistful of Metal Forjado na mais avançada usina siderúrgica do mundo, a cabeça dos cinco cães selvagens as quais chamam Anthrax. Um verdadeiro torpedo da música pesada. Fruto da população filha da puta de Nova York, eles se manifestaram na tribo heavy metaleira já babando pelos cantos da boca, cuspindo fogo e adrenalina como a boca do dragão. A idade dos Anthrax gira em torno dos 18 anos, o que não deixa de ser um orgulho para a banda. A quarta música se chama “Panic”, e olha, sem que ninguém nos ouça, será que este baterista não toca dopado, não? Porra, um sujeito de “careta limpa” não faz isso que ele está fazendo nem por cinco minutos. A velocidade dos dois bumbos é tamanha que só de ouvir dói as pernas. Dá câimbras. ...

Humor involuntário: as resenhas de discos publicadas pela Rock Brigade durante a década de 1980

Há muitos anos atrás, em uma terra que hoje parece muito distante, a cena heavy metal era marginalizada aqui no Brasil. Quem ouvia o chamado rock pauleira era visto com a cara torta. Que vestia uma camiseta preta com a estampa de uma banda era apontado como um desajustado que não queria nada com nada. No Brasil da década de 1980 havia uma única revista dedicada ao heavy metal (ok, tivemos por um breve período carioca Metal, mas essa durou muito pouco). Com sede no principal centro consumidor do estilo, São Paulo, a Rock Brigade influenciou profundamente gerações de ouvintes, e seu impacto pode ser sentido até hoje - basta dar uma olhada nos Whiplashs da vida e seus milhares de leitores saudosistas e carregados de preconceito pra perceber isso. Um dos pontos mais fortes da Rock Brigade eram os textos. Pérolas pseudo-eruditas, poesias da escuridão repletas de humor involuntário, que não economizavam metáforas para tentar colocar em palavras as sensações que um disco, uma mú...

Os vícios da crítica musical brasileira

Duas características chamam a atenção em grande parte da crítica musical brasileira. Enquanto uma parcela cultua o passado e não tem ouvidos para o que está sendo produzido agora, outra escuta apenas o novo e despreza os clássicos. A primeira turma é facilmente encontrada no heavy metal, enquanto a segunda bate ponto no mundinho indie. Duas publicações exemplificam bem esses opostos. A Rock Brigade, revista brasileira dedicada ao heavy metal surgida na primeira metade dos anos oitenta, sempre trouxe resenhas construídas a partir de um ponto de vista extremamente conservador. Nos seus primeiros anos, em uma época em que o rock e o heavy metal não tinham a exposição que têm hoje, os textos da Brigade vinham carregados de um preconceito que acabou se tornando folclórico. Ler as resenhas de álbuns publicadas nos primeiros números da revista é diversão garantida, já que o que não faltava para os redatores era senso de humor, ainda que, na maioria das vezes, involuntário. Isso fez...

Triunfo do metal melódico, cara pálida?

Cavalera Conspiracy na capa da nova Rock Brigade - sim, a revista ainda existe!

Ozzy na capa da nova edição da Rock Brigade

Pioneiros do Metal Nacional: Eduardo de Souza Bonadia

Por Ricardo Seelig Colecionador Collector´s Room Why Dontcha Batemos um longo papo com Eduardo de Souza Bonadia, um dos desbravadores do heavy metal em nosso país, co-fundador da revista Rock Brigade e hoje editor da Stryke Magazine. Bonadia contou histórias do começo da Brigade e de como era a cena nacional nos anos oitenta, além de nos mostrar a sua coleção. A entrevista ficou sensacional, espero que curtam! Collector´s Room - Bonadia, você se considera um colecionador de discos? Tem quantos na sua casa? Eduardo de Souza Bonadia - Sim, com certeza. Desde os anos setenta (mais precisamente 1973) eu coleciono. Cheguei a ter mais de 2.000 LPs, mas com o advento do CD fiquei com uns 20 que espero agora sejam substituídos por CDs. Tenho bem mais de 2.000 CDs e mais de 400 DVDs, e aumentando ... Você guarda algumas demos ou material da época em que começou a trabalhar com jornalismo musical? Infelizmente não, ficaram todas as demos na redação da Rock Bridade, e por estupidez de quem fico...