A esta altura do campeonato, o mundo se divide em: a) os fãs apaixonados de Gainsbourg; b) os que o reconhecem vagamente como autor do hit pornô-kitsch "Je T'Aime (Moi Non Plus)". Mas, graças ao esforço de Beck, Nick Cave, Franz Ferdinand, Michael Stipe, Placebo, entre outros que o regravaram, samplearam e enalteceram, o segundo time tende a diminuir. O cantor, compositor, cineasta, pintor, provocador, etc, morreu em 1991. E, desde então, o culto a ele vem extrapolando as fronteiras da França, entronizando-o como uma das figuras mais interessantes e inclassificáveis da cultura pop do século XX. Recentemente, Monsieur Gainsbourg juntou figuraças como Michael Stipe e Jarvis Cocker para um tributo bem-sucedido. Nessa reavaliação, o disco que vem se consolidando um consenso quanto ao seu ápice criativo é Histoire de Melody Nelson (1971). Entre 1967 e 1968, a situação de Gainsbourg dera duas guinadas. Ele foi abandonado por Brigitte Bardot, que ainda por cima ...