Não existe, na história da música pop, biografia mais curiosa. Pregador desde os 7 anos de idade e líder de uma igreja, The House of God for All People. Agente funerário e proprietário de uma rede de farmácias, restaurantes e serviços de limusines. Pai de 21 filhos, avô de 14 netos e um dos principais cantores e pioneiros da soul music. Menos conhecido que Ray Charles e Sam Cooke, mas de igual importância para a definição do gênero. Essa breve descrição está longe de traçar o retrato completo de Solomon Burke. O melhor livro escrito sobre o pop negro americano - Sweet Soul Music , de Peter Guralnick - gasta dezenas de páginas só com as inacreditáveis histórias vividas pelo Bispo, como o chamavam colegas e fãs. Burke começou a gravar, ainda adolescente, em 1954, mas abandonou a música dois anos depois, desiludido. Passou um tempo na vagabundagem, mas voltou a estudar e iniciou uma bem sucedida carreira empresarial. Voltou a cantar por insistência do dono do selo...