Ouvi uma vez. Ou li em algum lugar. Talvez tenha sonhado, não sei. Mas a frase ficou grudada na memória, e dizia o seguinte: você percebe que uma canção é boa quando ela funciona no violão. O que quer dizer, em outras palavras, que uma boa canção sempre será uma boa canção. Uma composição forte funcionará mesmo despida de toda sua produção, reduzida à sua essência, à melodia que a conduz. Ryan Adams acaba de provar, de forma prática, esse raciocínio. O prolífico artista norte-americano decidiu regravar, integralmente, o álbum 1989 , lançado em 2014 por um dos maiores nomes do pop, a também norte-americana Taylor Swift. E o resultado, meus amigos, é primoroso. As canções foram despidas, reduzidas aos seus núcleos. No lugar dos arranjos cheios de elementos e da superprodução presentes no disco original, Adams colocou a sua marca. Ou seja: arranjos levados ao violão, com grande ascendência dos gêneros protagonistas de sua obra, que são o folk, o rock e o country. E Ryan Adams ...