Quando o Yes lançou 90125 em novembro de 1983, o mundo do rock progressivo já era outro. As paisagens sonoras elaboradas dos anos 1970 haviam perdido espaço para a objetividade das rádios FM e para a estética visual da MTV. Bandas antes sinônimo de virtuosismo precisavam se reinventar para sobreviver — e poucas fizeram isso com tanta ousadia e sucesso quanto o Yes. O álbum nasceu de uma ideia que, ironicamente, não era originalmente do Yes. Após o fim da banda no início da década, o guitarrista Trevor Rabin planejava um novo projeto chamado Cinema, ao lado do baterista Alan White e do baixista Chris Squire. A entrada de Tony Kaye e, posteriormente, do vocalista Jon Anderson, acabou transformando o grupo em uma nova encarnação do Yes. A mudança de nome foi uma decisão estratégica da gravadora: usar o peso da marca para alavancar o lançamento. Mas o som, esse sim, era radicalmente diferente. Produzido por Trevor Horn (ex-Buggles e responsável pelo subestimado Drama de 1980, em...