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Mostrando postagens com o rótulo Ozzy Osbourne

Belas Letras celebra o mês do rock com promoções e cinco lançamentos inéditos no Brasil

Julho sempre foi um dos meses preferidos dos fãs de rock, e a Editora Belas Letras preparou uma programação especial para celebrar a data. A terceira edição do Bookstock, festival promovido pela editora, acontece durante todo o mês de julho e une literatura musical, promoções e cinco lançamentos inéditos no mercado brasileiro. Com o tema Estrelas do Rock , o evento reúne cinco títulos bastante aguardados pelos leitores e colecionadores, contemplando diferentes vertentes da música, do heavy metal ao rock alternativo e ao pós-punk. Entre os destaques está Fora dos Trilhos: Viagens com Randy Rhoads e Ozzy Osbourne , autobiografia do baixista Rudy Sarzo. O músico revisita os bastidores da formação da banda solo de Ozzy Osbourne, fala sobre sua relação com Sharon Osbourne e apresenta um olhar bastante pessoal sobre Randy Rhoads, guitarrista fundamental para a evolução do heavy metal moderno. Os fãs de rock alternativo poderão conhecer O Nome Desta Banda é R.E.M. , escrito por Peter Am...

Speak of the Devil (1982): quando Ozzy precisou voltar atrás para seguir adiante

Speak of the Devil sempre ocupou um lugar curioso na discografia de Ozzy Osbourne. Lançado em 1982, poucos meses após a morte de Randy Rhoads, o álbum não representa um novo passo criativo, nem aponta um rumo estético para a carreira solo do vocalista. Pelo contrário: é um mergulho completo no passado, um registro ao vivo inteiramente composto por músicas do Black Sabbath, a banda que projetou Ozzy ao mundo. O resultado é um disco que combina contexto turbulento, necessidade contratual e um artista que ainda tentava reencontrar o próprio eixo. Gravado em duas noites, entre 26 e 27 de setembro de 1982 no The Ritz em Nova York, Speak of the Devil nasceu como resposta a uma exigência da gravadora: entregar um álbum duplo com repertório do Black Sabbath. Nesse cenário, Ozzy decidiu revisitar clássicos como “Iron Man”, “War Pigs”, “Children of the Grave” e “Paranoid”, agora acompanhado pela banda que segurou sua carreira após o trauma da perda de Rhoads – o guitarrista Brad Gillis, o ba...

Jake E. Lee, lobisomens e MTV: a era Bark at the Moon (1983) de Ozzy Osbourne

Bark at the Moon (1983) marcou uma virada brusca — e necessária — na vida e na carreira de Ozzy Osbourne. Foi o primeiro álbum após a morte trágica de Randy Rhoads, guitarrista que havia redefinido o som solo de Ozzy e dado ao Madman uma nova identidade artística. A expectativa era enorme. A dúvida: seria possível seguir adiante sem Randy? A resposta veio com um uivo. A entrada de Jake E. Lee mudou tudo. Vindo do circuito de Los Angeles, Jake não tentou imitar Rhoads — trouxe outro tipo de virtuosismo, mais enraizado na guitarra hard rock dos anos 1970, com pitadas de metal moderno. O resultado é um disco que preserva a grandiosidade e a teatralidade gótica dos primeiros trabalhos de Ozzy, mas soa mais direto, mais duro, mais elétrico. A mixagem brilhante, cheia de reverbs típicos da década, reforça esse clima característico do hard/heavy oitentista. O metal estava explodindo comercialmente, o glam dominava a MTV, e Ozzy — agora visto tanto como sobrevivente quanto como vilão cari...

Diary of a Madman (1981): o testamento sonoro de Ozzy Osbourne e Randy Rhoads

Diary of a Madman (1981) é um dos pilares não apenas da carreira solo de Ozzy Osbourne, mas de todo o heavy metal dos anos 1980. O disco sucedeu o sucesso explosivo de Blizzard of Ozz (1980) e consolidou a nova fase do vocalista após sua conturbada saída do Black Sabbath. Se o álbum anterior provava que Ozzy podia caminhar sozinho, Diary of a Madman mostrou que ele podia voar — e o fez em meio a demônios internos, tragédias e genialidade. Gravado com a mesma formação do disco de estreia — Ozzy nos vocais, Randy Rhoads nas guitarras, Bob Daisley no baixo e Lee Kerslake na bateria — o álbum foi registrado em um momento de transição. O sucesso repentino havia transformado Ozzy em uma figura novamente relevante, mas os bastidores eram instáveis. Daisley e Kerslake deixaram a banda logo após as gravações, substituídos por Rudy Sarzo e Tommy Aldridge antes da turnê, e os créditos originais foram alterados, gerando polêmicas que só seriam resolvidas décadas depois. O som do disco é a f...

No Rest for the Wicked (1988): quando Ozzy encontrou Zakk Wylde

No Rest for the Wicked (1988) marcou uma virada decisiva na carreira de Ozzy Osbourne. Depois de anos turbulentos, que incluíram a perda repentina de Randy Rhoads, o sucesso de The Ultimate Sin (1986) e o desgaste com Jake E. Lee, Ozzy se reinventou ao trazer para sua banda um jovem guitarrista de 21 anos chamado Zakk Wylde. Com seu visual de lenhador, toque agressivo e senso melódico apurado, Zakk inaugurou uma nova fase na sonoridade do Madman — mais densa, mais crua e com uma pegada mais próxima do heavy metal contemporâneo. Produzido por Keith Olsen e Roy Thomas Baker, o álbum apresenta uma sonoridade mais pesada e orgânica do que o anterior. Se The Ultimate Sin soava polido e tipicamente oitentista, No Rest for the Wicked resgatou o peso sombrio e visceral que sempre acompanhou Ozzy desde o Black Sabbath. O álbum foi gravado em um momento em que o hard rock dominava as rádios, mas Ozzy foi na contramão: entregou um disco mais denso e menos radiofônico, apostando em temas som...

Stairway to Heaven / Highway to Hell (1989): quando o hard rock pregou a paz e quis mudar o mundo

Stairway to Heaven / Highway to Hell é um documento de época. Lançada em 1989 pela Mercury, a compilação reuniu algumas das maiores bandas de hard rock e heavy metal do planeta com um propósito nobre: arrecadar fundos para a Make a Difference Foundation, instituição criada para apoiar o tratamento de viciados em drogas em álcool.  As bandas participantes – Skid Row, Scorpions, Ozzy Osbourne, Mötley Crüe, Bon Jovi e Cinderella – tocaram todas no lendário Moscow Music Peace Festival, festival gigantesco que aconteceu na capital da então União Soviética em agosto de 1989 e apresentou o rock e metal ocidentais para milhões de jovens russos. Realizado durante a Glasnost, a abertura da URSS para o mundo sob a liderança de Mikhail Gorbachev, o festival se tornaria símbolo da aproximação cultural entre Estados Unidos e União Soviética no fim da Guerra Fria. O disco nasceu, portanto, de um contexto em que a música era vista como ponte entre mundos até então opostos. Idealizado por Doc Mc...

Ozzy Osbourne morre aos 76 anos e deixa legado imortal no rock e no heavy metal

Morreu nesta terça-feira, 22 de julho de 2025, Ozzy Osbourne, aos 76 anos. O cantor britânico faleceu em Londres, cercado por sua família, conforme comunicado oficial. Diagnosticado com Parkinson desde 2019 e com saúde fragilizada nos últimos anos, Ozzy havia se despedido dos palcos no início deste mês com o show histórico Back to the Beginning , ao lado da formação clássica do Black Sabbath, em Birmingham. Figura central na história do heavy metal e do rock mundial, Ozzy Osbourne construiu uma carreira marcada por excessos, reinvenções e, acima de tudo, por uma discografia icônica. Conhecido como o Príncipe das Trevas, ele foi um dos criadores do heavy metal ao lado de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward no Black Sabbath, banda nascida no final dos anos 1960 que deu uma nova forma à música pesada — sombria, densa e existencial. Ao longo dos anos 1970, o Black Sabbath lançou álbuns fundamentais como Black Sabbath (1970), Paranoid (1970), Master of Reality (1971), Vol. 4 (1972...

O metal não se aposenta: a força de Ozzy Osbourne em Live & Loud (1993)

Lançado em 28 de junho de 1993, Live & Loud marcou um ponto de virada simbólico na carreira de Ozzy Osbourne. Apresentado inicialmente como o registro da última turnê do Madman antes de sua aposentadoria — que, como sabemos, nunca se concretizou de fato — o disco serviu como um apanhado da trajetória solo de Ozzy até aquele momento e também como uma carta de amor aos fãs. No começo dos anos 1990, Ozzy vivia um momento turbulento. Após o lançamento de No More Tears (1991), um de seus maiores sucessos comerciais e artísticos, ele anunciou que se aposentaria das turnês por motivos de saúde, batizando a turnê de despedida de No More Tours. O clima era de celebração e encerramento de ciclo — e Live & Loud capturou esse espírito com precisão. O disco foi lançado em CD duplo e também em VHS e, posteriormente, em DVD. A formação da banda incluía músicos de altíssimo nível: Zakk Wylde (guitarra), Mike Inez (baixo, Alice in Chains), Randy Castillo (bateria, ex-Mötley Crüe) e Kevin...

40 dias que mudaram a história do rock

Poucos períodos na história da música foram tão intensos, criativos e transformadores quanto os 43 dias entre 12 de agosto e 24 de setembro de 1991. Em menos de seis semanas, sete álbuns fundamentais foram lançados, redesenhando o mapa do rock e do metal e inaugurando uma nova era sonora e estética. O impacto desse curto intervalo de tempo foi profundo. Estamos falando de discos que não apenas definiram as carreiras de suas bandas, mas moldaram todo o cenário musical da década de 1990 e além. A seguir, revisitamos cada um deles — álbuns que, individualmente, já seriam marcos. Lançados quase ao mesmo tempo, tornaram-se um fenômeno histórico. 12 de agosto – Metallica – Black Album O quinto disco do Metallica marca uma guinada radical na carreira da banda. Com produção de Bob Rock, o grupo deixou de lado as longas composições com influência progressiva do thrash metal dos anos 1980 e investiu em um som mais direto, limpo e poderoso. Faixas como “Enter Sandman”, “Sad But True” e “The...

The Ultimate Sin (1986): o pecado quase esquecido de Ozzy Osbourne

The Ultimate Sin é o quarto álbum de Ozzy Osbourne e um dos trabalhos mais peculiares de sua carreira solo. Apesar de ter sido um sucesso comercial, alcançando a 6ª posição na Billboard 200 e recebendo certificação de platina, o disco é frequentemente deixado de lado pelo próprio Ozzy, que o considera um dos seus trabalhos menos inspirados. No entanto, uma análise mais atenta revela que The Ultimate Sin tem seus méritos, especialmente no que diz respeito à sua sonoridade e contexto de produção. Este álbum marca a única participação do guitarrista Jake E. Lee como compositor principal em um disco completo de Ozzy. Embora Lee já tivesse tocado no disco anterior ( Bark at the Moon , de 1983), aqui ele tem mais espaço para explorar seu estilo, trazendo riffs mais melódicos e uma abordagem técnica mais refinada. A produção ficou a cargo de Ron Nevison, conhecido por seu trabalho com bandas como UFO e Heart, e isso se reflete no som mais polido e acessível em comparação com os trabalhos ...

Review: Ozzy Osbourne – Patient Number 9 (2022)

É surpreendente que Ozzy Osbourne ainda esteja vivo. E é uma alegria que o vocalista inglês ainda esteja entre nós. Surpreendente porque todos sabem as inúmeras loucuras vividas pelo Madman – que não à toa recebeu esse apelido – e as quantidades industriais de drogas e álcool que Ozzy consumiu em seus mais de setenta anos, substâncias essas que inclusive geraram uma mutação em seu organismo e que foi detectada por pesquisadores. E a alegria de ver – ou melhor, ouvir - Ozzy ativo mesmo após ser diagnosticado com Parkinson e vivendo diversos problemas de saúde nos anos recentes é intensificada com audição de Patient Number 9 . Lançado em 9 de setembro, Patient Number 9 é o décimo terceiro álbum do vocalista e, assim como o anterior, foi produzido por Andrew Watt. Porém, ao contrário de Ordinary Man (2020), que trazia um som mega processado e a voz de Ozzy duplicada em praticamente todas as canções, o novo disco tem um som muito mais orgânico e “verdadeiro”, e essa é uma qualidade que...

Ozzy anuncia novo disco repleto de convidados especiais

Ozzy Osbourne lançará dia 9 de setembro o seu décimo terceiro álbum, intitulado Patient Number 9 . O disco, que é o sucessor de Ordinary Man (2020), traz várias participações especiais de guitarristas como Tony Iommi, Eric Clapton, Jeff Beck, Mike McCready e Zakk Wylde. Produzido novamente por Andrew Watt, que trabalhou com o vocalista no álbum anterior, Patient Number 9 traz treze canções inéditas. Tracklist completo abaixo:   01.  Patient Number 9  (feat. Jeff Beck) 02.  Immortal  (feat. Mike McCready) 03.  Parasite  (feat. Zakk Wylde) 04.  No Escape From Now  (feat. Tony Iommi) 05.  One Of Those Days  (feat. Eric Clapton) 06.  A Thousand Shades  (feat. Jeff Beck) 07.  Mr. Darkness  (feat. Zakk Wylde) 08.  Nothing Feels Right  (feat. Zakk Wylde) 09.  Evil Shuffle  (feat. Zakk Wylde) 10.  Degradation Rules  (feat. Tony Iommi) 11.  Dead And Gone 12.  God ...

Quantos discos Ozzy Osbourne vendeu no Brasil e no mundo?

Ozzy Osbourne construiu a sua carreira solo do zero após ser expulso do Black Sabbath. E acabou se tornando maior do que a sua antiga banda no maior mercado fonográfico do mundo, os Estados Unidos, como as vendas de seus álbuns mostram. Hoje vamos adentrar a discografia do Madman e descobrir quantas cópias cada um de seus álbuns vendeu no Brasil e no mundo. Aumente o volume e venha junto! Vendas globais: Blizzard of Ozz – 7,4 milhões Diary of a Madman – 5,7 milhões Speak of the Devil – 2,7 milhões Bark at the Moon – 4,8 milhões The Ultimate Sin – 3,9 milhões Tribute – 4,4 milhões No Rest for the Wicked – 3,7 milhões No More Tears – 6,2 milhões Live & Loud – 1,2 milhões Ozzmosis – 3,5 milhões The Ozzman Cometh – 3,7 milhões Down to Earth – 1,9 milhões The Essential Ozzy Osbourne – 2 milhões Under Cover – 370 mil Black Rain – 1,1 milhão Scream – 680 mil Ordinary Man – 200 mil No Brasil: Blizzard of Ozz – 160 mil Diary of a Madman – 115 mil ...

Álbuns ao vivo com gravações ruins

Discos ao vivo são fantásticos, mas alguns poderiam ser ainda melhores se não fossem algumas falhas de produção, mixagem e performance. Para falar sobre o tema, peguei alguns CDs da minha coleção e comentei os problemas que vejo e ouço em cada um deles. Assista ao vídeo e comente sobre os álbuns citados e outros que também se enquadram nesse tópico.

Ozzy Osbourne: a entrevista do Madman para a GQ Magazine

Ozzy está na capa da nova edição da versão britânica da GQ Magazine. Em uma longa entrevista, o Madman fala sobre diversos assuntos de maneira informal e reveladora. Como está sua saúde no momento, Ozzy? Ozzy Osbourne: A cirurgia que eu fiz me deixou totalmente louco. Mas eu quebrei meu pescoço em um acidente de quadriciclo [em 2003] e quando isso sarou apertou minha coluna vertebral, então eu estava tendo todos os tipos de coisas estranhas acontecendo comigo. Eu estava no palco e de repente recebi um forte choque em um lado do meu corpo. Então, uma noite, 18 meses atrás, fui ao banheiro no escuro e simplesmente caí no chão. Eu disse: "Sharon, estou no chão", e ela disse: "Bem, levante-se então!". Mas eu não consegui. Quando você chega aos 70 anos, as comportas se abrem e tudo desmorona. Veja bem, eu já escapei por um longo tempo. O que mais o está deixando para baixo em 2020? Devo minha vida à América, mas vi o país enlouquecer. E Trump, ele é um mentiroso ...